
Como
fica a cabeça de um policial militar que vê seu colega executado por
bandidos em cumprimento do "salve" determinado de dentro dos presídios
pelos chefes de gangs, e cumpridos, sob pena de serem mortos, pelos
devedores da contribuição mensal criada para o fundo de apoio a
bandidagem?
Os
PM são escolhidos aleatoriamente ou aqueles encontrados no caminho dos
assassinos, são mortos com requintes de perversidade com mais de 10
tiros em direção ao rosto. No dia seguinte o PM volta para as ruas, para
prestar seu serviço diário, cruzando com aqueles que podem ser seu
algoz e devem por questões legais e morais conduzi-los às delegacias,
mesmo sabendo que por aquele ato pode ser alvo de vingança. O que fazer?
Parar de trabalhar, deixar de combater a criminalidade, de prender
delinquentes? Não, a população precisa da atuação da Policia Militar,
sente sua falta (veja as greves das PM). A Imprensa, na maioria das
vezes, sensacionaliza qualquer deslize do policial, que acabou de
assistir uma policial feminina ser morta com 10 tiros na frente de sua
filha. Podemos prender e executar um "ajudante de pedreiro ", com
entradas por roubo e receptação, depois de uma perseguição com troca de
tiros, onde poderíamos ser mortos? Claro que não, temos que ter sangue
frio, esquecer do risco, controlar a adrenalina, não lembrar durante a
perseguição, da família em casa e da certeza que se vacilarmos, quem
morre é um de nós. É preciso cumprir as leis, é preciso ser equilibrado,
mesmo sabendo que nos gabinetes e nas reuniões dos governantes, o
assunto é tratado como mais um problema a ser resolvidos, onde são
criadas comissões , coordenações, gabinetes de gestão, e designados
chefes que na maioria das vezes, nunca viram uma arma, um disparo ou um
pipocar de um tiro na sua direção e após o expediente, vão para casa
devidamente protegidos e dormem a noite toda o "sono dos justos". É
preciso respeitar, proteger os policiais, promover assistência
psicológica, social, orientação diária, valorização profissional,
reconhecimento e lazer institucional e não entrega-los as "feras"por um
erro causado pela emoção gerada de ter conseguido sair vivo da troca
de tiros ou por lembrar dos companheiros assassinados. Não concordo com
essas ações, mas precisamos estar do lado do policial militar , repito,
apoiando orientando ou eles terão que ficar nos quartéis e pedir a Rede
Globo direitos humanos, OAB , "policiologos" que com suas teorias, que
combatam a criminalidade e respondam as balas em suas direções com
palestras e reportagens educativas.
Por Claudio Brandão direto do blog Segurança em Foco
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