NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

quinta-feira, 18 de agosto de 2016

3ª Reunião Inspirativa da ABG


A comunhão é necessária para a evangelização

A Comunhão e a evangelização estão intimamente conectadas. A evangelização sem a comunhão é como uma sala de obstetrícia, onde os bebês recém-nascidos são abandonados à sua própria sorte. A comunhão precede a evangelização. Somente uma igreja saudável evangeliza com eficácia. O livro de Atos dos apóstolos faz referência à comunhão dos crentes antes do Pentecostes, como estavam juntos e unânimes em oração (At 1.14). Também fala do profundo relacionamento de comunhão desfrutado pelos novos convertidos, logo que foram agregados à igreja (At 2.42-47). A igreja primitiva cresceu para cima, para dentro e para fora. Cresceu para cima em adoração, para dentro em comunhão e para fora em evangelização.
O Salmo 133 aborda três verdades importantes sobre o assunto em tela. Ei-los:
Em primeiro lugar, a comunhão é agradável. O salmista diz: “Oh quão bom e agradável é viverem unidos os irmãos” (Sl 133.1). A comunhão é algo belo e agradável aos olhos de Deus. A comunhão fortalece os relacionamentos fraternais e abre portas para novos contatos evangelísticos. A amizade é um poderoso instrumento evangelístico. Um indivíduo normalmente só permanece numa igreja onde constrói relacionamentos significativos de amizade. Sem comunhão, a evangelização perde seu vigor. Jesus foi enfático na Grande Comissão ao afirmar que os novos convertidos precisam ser integrados na igreja e essa integração passa pela comunhão (Mt 28.18-20).
Em segundo lugar, a comunhão é terapêutica. O salmista comparou a comunhão fraternal ao óleo (Sl 133.2) e ao orvalho (Sl 133.3). O óleo tem um simbolismo muito rico tanto no Antigo como no Novo Testamento. Sua utilidade era tríplice: era usado como cosmético, como remédio, e como um símbolo espiritual. A comunhão fraternal traz beleza aos relacionamentos, alívio na dor, além de ser símbolo da cura espiritual. A comunhão é a expressão visível da ação do Espírito derramando o amor de Deus no coração dos crentes. O orvalho é outra figura importante usada pelo salmista. O orvalho tem várias características: ele cai frequentemente. Sua ação é contínua. Assim deve ser a união fraternal. Ainda, o orvalho cai silenciosamente. Diferente da chuva, ele não é precedido pelos relâmpagos luzidios nem pelo estrondo dos trovões. Ele cai sem alarde. Assim é a comunhão fraternal. Ela age de forma terapêutica sem fazer barulho. Também, o orvalho cai durante a noite, ou seja, nas horas mais escuras da vida. É quando atravessamos os vales escuros da dor que a ação benfazeja da amizade desce sobre nossa vida como o orvalho restaurador. O orvalho sempre traz renovo e refrigério depois de um dia de calor escaldante. A comunhão fraternal tem o poder de refrigerar a alma e renovar o ânimo depois das duras provas e do calor sufocante que normalmente nos atinge nas jornadas da vida. O orvalho, finalmente, se espalha para horizontes longínquos. O orvalho que desce do Monte Hermon atinge também o Monte Sião. O Hermon fica no extremo norte de Israel e o Monte Sião está situado na cidade de Jerusalém, há mais de duzentos quilômetros ao sul. Assim é o poder da amizade. Ela cai sobre uma pessoa aqui e abençoa outras pessoas em lugares longínquos.
Em terceiro lugar, a comunhão é abençoadora. O salmista diz: “Ali ordena o Senhor a sua bênção e a vida para sempre” (Sl 133.3). Não há evangelização poderosa sem a bênção de Deus. Evangelização eficaz é uma operação soberana do Espírito Santo abrindo o coração do homem, dando-lhe o arrependimento para a vida e a fé salvadora. Quando a igreja vive em comunhão, ali Deus ordena vida. A evangelização é o instrumento mediante o qual as pessoas que ouvem o evangelho nascem de novo e recebem vida em Cristo. Deus mesmo é quem ordena a vida onde a comunhão existe. Só Deus pode abrir o coração, dar o arrependimento para a vida e outorgar a fé salvadora. Só Deus justifica o pecador e o sela com o Espírito Santo da promessa. É Deus quem opera no homem tanto o querer como o realizar. Tudo provem de Deus! E é ele mesmo quem estabelece as condições para uma evangelização poderosa e eficaz: É preciso preparar o terreno. É preciso cultivar relacionamentos de comunhão fraternal, pois é nesse ambiente regado pelo amor, que Deus ordena sua bênção e a vida para sempre.

Fonte: hernandesdiaslopes.com.br

Jovem morre ao passar por “teste de fé” em culto


Uma jovem morreu durante o culto em uma igreja da África do Sul. O responsável seria o pastor, que para ilustrar o poder da fé pediu que ela se deitasse no chão. Obedecendo ordens, obreiros colocaram sobre ela uma pesada caixa de som.
O líder religioso ficou sentado sobre ela enquanto afirmava que a mulher não sofreria nada e continuou a pregar alguns minutos sobre o milagre que ela estaria precisando e que receberia por ter crido.
De acordo com relatórios do site WND, ela acabou morrendo devido a ferimentos internos causados pelo peso excessivo colocado sobre seu corpo. As fotos do incidente estão disponíveis no Facebok do pastor. Ele se recusou a falar com a imprensa.
O pastor Lethebo Rabalango, líder da Assembleia Geral do Monte Sião desejava fazer uma demonstração de poder. Garantiu aos presentes que a jovem cujo nome não foi revelado, não sentiria dor. Ela fazia parte do grupo de louvor e teria se voluntariado, pois estava enfrentando problemas de saúde.
O sermão da noite era sobre quando Jesus andou sobre as águas. O pregador insistia que os presentes também poderiam fazer “qualquer coisa, desde que fosse com fé”.
Segundo a imprensa local, a mulher desmaiou durante a pregação. Socorrida, afirmou que tinha muita dor. Desconfiados que ela tinha quebrado uma costela, membros da igreja a levaram para um hospital. Ela não resistiu e acabou morrendo por que o grande peso esmagou seus pulmões. Aos membros da congregação, Lethebo disse que a “culpa” era da mulher que não teve fé para resistir a “algo simples”.
Abusos investigados
Este é mais um caso que será investigado pela Comissão para os Direitos Culturais, Religiosos e Linguísticos da África do Sul (CRL Rights Commission).
As autoridades estão exigindo que vários líderes religiosos da África do Sul respondam judicialmente pela “comercialização de religião e abuso de crença”.
Em junho, o pastor Penuel Mnguni gerou grande polêmica ao passar com seu carro sobre duas pessoas que estavam deitadas na rua. As imagens foram feitas em frente ao estádio Kameelrivier, onde ocorria uma de suas cruzadas de fé.
Ele explicou aos presentes que se tratava de uma “demonstração de poder”. Deu um “comando” para que os homens caíssem no sono. Quando estava com o carro sobre seus corpos, mandou que eles acordassem. Depois de passar por cima dos fiéis, perguntou se eles sentiram alguma dor e a resposta foi “nós não sentimos nada”.
Não satisfeito, o pastor deu marcha a ré, passando novamente sobre eles. Para espanto dos presentes, os homens se levantaram e começaram a dançar e louvar a Deus. Segundo o pastor, a demonstração de fé serviu para comprovar que o cristão tem em si “o poder e a habilidade dados pelo Espírito Santo de Deus”.

Fonte: gospelprime

Vidas em Jogo: Buscando alcançar todas as Nações

A noite cai sobre a cidade do Rio de Janeiro, e com a sua vinda mais um dia de evangelismo chega ao fim. Até hoje, mais de 180.000 recursos foram distribuídos, incluindo livros físicos em cinco idiomas, e-books em seis, e folhetos informativos que acompanham os cartões de download.
Todos discutem a necessidade de estar seguros nas ruas da cidade movimentada, mas poucos falam sobre as possibilidades das pessoas que podem ser encontradas. Na semana passada, a nossa equipe entregou recursos a um medalhista de ouro do Oriente Médio; a dois homens da equipe alemã de remo; a um pregador de rua judeu messiânico, que ouve R.C. Sproul no rádio e a milhares de outros homens e mulheres cujos nomes jamais serão noticiados, mas cujas almas não são menos importantes.
Nestas semanas dos Jogos Olímpicos de 2016, uma grande porta foi aberta aqui no Rio. Caixas de livros são contabilizadas e voluntários as abrem nas calçadas ou bancos, compartilhando generosamente com outros que como eles se espalham para cobrir uma localidade. De volta à sede, uma pequena equipe se comunica com as igrejas que solicitam recursos, fornece informações a pessoas que se oferecem para ajudar na distribuição, controla vários aspectos do trabalho e atualiza a mídia social com fotos e vídeos da obra.
Enquanto televisores em todo o globo sintonizam em estádios e arenas situados entre os arranha-céus, ruas angulares, praias deslumbrantes, edifícios e morros desta cidade famosa, a igreja mobiliza os seus membros. Homens, mulheres e crianças se reúnem na entrada do parque olímpico e no famoso parque à beira da Lagoa; aos próprios pés do Cristo Redentor no topo da montanha; em diversas casas onde estão hospedados estrangeiros por toda a cidade e na praia de Copacabana; entre favelas extensas, e em muitos outros lugares — todos por um propósito comum.
A oportunidade é grande, e Deus tem capacitado especialmente a igreja aqui no Brasil para um momento como este. Décadas de ministério permitiram que a Fiel desenvolvesse relações com as igrejas em todo o país, e enquanto estas duas semanas históricas se aproximavam, Ligonier e 9Marks supriram a Fiel com recursos evangelísticos adequados para a ocasião. Há dois anos, a Copa do Mundo forneceu uma oportunidade perfeita para demonstrar tal operação em uma escala menor, e muito planejamento logístico foi realizado para assegurar a distribuição eficiente dos materiais, bem como uma boa comunicação entre os pontos de entrega, à medida que a evangelização progredia.

Em Mateus 28, Jesus convocou a Sua igreja a ir a todas as nações, e durante estas duas semanas o Seu povo no Brasil tem a oportunidade de alcançar os confins da terra dentro de suas próprias fronteiras. O corpo de Cristo atravessou as portas de suas igrejas e foram às ruas. Observá-los colocar a mensagem do evangelho nas mãos de multidões que passam é verdadeiramente uma bela visão, e as palavras de C.S. Lewis vêm à mente, quando ele disse: “Não há pessoas comuns. Você nunca falou com um mero mortal. Nações, culturas, artes, civilizações — estes são mortais, e a sua vida é em relação a nós como a vida de um mosquito. Mas é com imortais que nos divertimos, trabalhamos, casamos, com quem discutimos e quem exploramos — horrores imortais ou esplendores eternos”.
Os Jogos terminarão, a contagem das medalhas será finalizada, aplaudida, e, então, lentamente esquecida. Por favor, una-se a nós em oração para que o fruto eterno desses dias se multiplique enquanto os nossos livros são abertos por curiosidade, enquanto os celulares completam o download, enquanto conversas ocorrem na calçada. De nossa parte, podemos saber pouco sobre os efeitos reais, mas temos a promessa do nosso Deus de que a Sua Palavra não voltará vazia, e por esta promessa somos encorajados a sair e proclamar a verdade para todas as pessoas.

Fonte: Voltemos ao Evagelho

quarta-feira, 17 de agosto de 2016

MP alerta: “É proibido pedir votos em templos religiosos”

A prática de candidatos, partidos e coligações pedirem votos em templos religiosos é proibida. Quem desobedecer, pode sofrer penalidades na Justiça Eleitoral, como sanções e até cassação do registro de candidatura no Tribunal Regional Eleitoral.
O Ministério Público (MP) emitiu uma recomendação para lembrar os candidatos sobre as questões religiosas durante o período da campanha eleitoral. A proibição de exibir propaganda política em locais de culto de qualquer crença segue a Lei 13.615/2015, que os define como bens de uso comum. Portanto, é o mesmo que vale para cinemas, clubes, lojas, centros comerciais, templos, ginásios, estádios.
Sendo assim, está vedada propaganda de qualquer natureza dentro de templos religiosos, ainda que por terceiros. A promotora do Núcleo de Proteção Étnico-racial do Ministério Público, Mariana Bazzo, afirma que será “Vedada qualquer espécie de propaganda eleitoral positiva e negativa, pedido de voto, ainda que simulado; manifestação de apoio ou agradecimento público a candidatos”.
Ela também esclarece que não pode haver doação direta em dinheiro a propagandas e candidaturas por parte dessas instituições religiosas.
Durante as eleições municipais, cada município conta com pelo menos um promotor com a designação eleitoral para receber as denúncias de irregularidades nas campanhas. Para fazer a denúncia, os cidadãos devem procurar o Ministério Público do seu Estado.

Discriminação religiosa
A promotora Bazzo, reforça o combate à discriminação religiosa. Segundo ela, no período eleitoral, as religiões de matrizes africanas são as que mais sofrem discriminação.
“Pelo princípio da laicidade, primeiro que não se utilize a propaganda eleitoral como forma de ofensa a religiões… Não se pode tolerar que a propaganda eleitoral se utilize de racismo religioso”, enfatiza.
O MP ressalta que as práticas classificadas como racismo religioso também podem resultar na cassação do registro dos candidatos, além da abertura de ações penais pelo Ministério Público. Com informações de UOL

Púlpito não é palanque


As eleições municipais estão chegando. Alianças partidárias são costuradas nos bastidores. Rios de dinheiro são gastos para que prefeitos e vereadores sejam eleitos. Cabos eleitorais, movidos por atrativas promessas, disputam cada voto com voracidade. Nessa corrida rumo à vitória eleitoral, muitos políticos buscam apoio das igrejas. Tristemente, muitas igrejas transformam seus púlpitos em palanques e seu rebanho em curral eleitoral. A igreja de Deus não pode vender sua consciência. O púlpito não é palanques nem a igreja curral eleitoral. Sem deixar de exercer nossa cidadania com discernimento, nosso apelo é que os púlpitos evangélicos brasileiros estejam comprometidos tão somente com a Palavra de Deus!
Hernandes Dias Lopes

Qual a verdadeira motivação para buscar a vida eterna?


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Você já se perguntou por que o perdão de Deus possui algum valor? E quanto à vida eterna? Você já se perguntou por que você quer a vida eterna? Estas questões são importantes porque é possível querer o perdão e a vida eterna por razões que podem indicar que você não os possui.
Tome o perdão, por exemplo. Você pode querer o perdão de Deus por estar muito infeliz com sentimentos de culpa. Você só quer alívio. Se você puder crer que ele te perdoa, poderá ter algum alívio, mas não necessariamente a salvação. Se você quer o perdão só por causa do alívio emocional, você não terá o perdão de Deus. Ele não o dá a quem o usa apenas para obter seus dons, mas não a ele mesmo.
Ou você pode querer ser curado de uma doença, ou conseguir um bom emprego, ou encontrar um cônjuge. Então você ouve que Deus pode ajudá-lo a obter essas coisas, mas que primeiro os seus pecados devem ser perdoados. Alguém lhe diz para crer que Cristo morreu pelos seus pecados, e que se você crer nisso, seus pecados serão perdoados. Então você crê apenas para remover o obstáculo à saúde, ao emprego e ao cônjuge. Isso é a salvação do evangelho? Acho que não.
Em outras palavras: importa, sim, o que você espera por meio do perdão. Importa por qual motivo você o quer. Se você quer o perdão só por uma questão de desfrutar a criação, o Criador não é honrado e você não é salvo. O perdão é precioso por uma razão definitiva: ele permite que você desfrute de comunhão com Deus. Se você não quer perdão por essa razão, você não irá tê-lo de forma alguma. Deus não será usado como moeda para a compra de ídolos.
Semelhantemente, por que queremos a vida eterna? Pode-se dizer que é porque o inferno é a alternativa, e isso é doloroso. Ou pode-se dizer que é porque não haverá nenhuma tristeza lá. Ou porque nossos entes queridos foram para lá, e queremos estar com eles. Ou pode-se sonhar com sexo ou comida sem fim. Ou ainda, buscar fortunas mais nobres. Em todos estes alvos, uma coisa está faltando: Deus.
O motivo salvador para querer a vida eterna é dado em João 17.3: “E a vida eterna é esta: que conheçam a ti, o único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste”. Se não queremos a vida eterna porque ela significa alegria em Deus, então não teremos vida eterna. Simplesmente nos enganamos que somos cristãos se usamos o glorioso evangelho de Cristo para obter o que amamos mais do que Cristo. A “boa nova” não se mostrará boa para ninguém que não tenha Deus como o bem maior.
Jonathan Edwards apresenta isso desta maneira em seu sermão “Deus Glorificado na dependência do homem”, pregado em 1731. Leia isto lentamente e deixe-o acordar você para o verdadeiro bem do perdão e da vida.
Os redimidos têm todo o seu bem objetivo em Deus. O próprio Deus é o grande bem que recebem a posse e o gozo através da redenção. Ele é o bem mais elevado, e a soma de todo o bem que Cristo adquiriu. Deus é a herança dos santos; ele é a porção de suas almas. Deus é a sua riqueza e tesouro, seu alimento, sua vida, sua morada, o seu ornamento e diadema, e sua honra e glória eterna. Eles não têm a ninguém no céu senão Deus; ele é o grande bem no qual os resgatados são recebidos na morte, e para o qual eles se levantarão no fim do mundo. O Senhor Deus, ele é a luz da Jerusalém celestial, e é o “rio da água da vida” que corre, e a árvore da vida que cresce “no meio do paraíso de Deus”. A gloriosa excelência e beleza de Deus será o que para sempre entreterá a mente dos santos, e o amor de Deus será o seu banquete eterno. Os remidos, de fato, desfrutarão de outras coisas; eles apreciarão os anjos, e desfrutarão uns dos outros; mas o que eles desfrutarão nos anjos, ou no outro, ou em qualquer outra coisa que seja, que irá render-lhes prazer e felicidade, será o que de Deus será visto neles.
O evangelho é, em última análise, a respeito de Deus. Só ele é o autor e alvo da salvação. A boa notícia de João 3.16 é que Deus é o fim principal do evangelho. Ele amou o mundo de tal maneira não apenas para nos dar perdão ou vida eterna, mas para nos dar algo ainda maior: a si mesmo.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

terça-feira, 16 de agosto de 2016

Caravana Tour of Hope nos Jogos Olímpicos do Rio

Neste mês de agosto estamos recebendo em nosso país milhares de atletas e turistas que participam do maior evento esportivo do mundo, os Jogos Olímpicos. Junto com eles, voluntários cristãos que se dedicam a apresentar o Evangelho de Cristo àqueles que ainda não o conhecem. O Pr. Marcos Grava está coordenando 120 voluntários do Brasil inteiro através do projeto Tour of Hope, que procura impactar vidas nestes jogos.
Missões Mundiais trabalha junto ao Movimento Braços Abertos, criado para que a Igreja Evangélica Brasileira sirva na transformação de pessoas, resultando na superação de problemas sociais. Este movimento tem como ideal, a unidade. Esta ação conjunta é uma coalizão de diversos ministérios no alcance de pessoas durante os Jogos do Rio. O objetivo é estabelecer uma ponte entre a igreja e a comunidade onde ela está inserida, transformando a vida de pessoas do mundo inteiro durante o período dos Jogos.
As equipes trabalham incansavelmente. Temos atingido as regiões de Curicica e Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio de Janeiro; Jardim Botânico, na Zona Sul carioca e Tijuca, na Zona Norte.
A equipe de Curicica realizou na semana passada, evangelismo no Parque Olímpico e Kids Games, no Dois Irmãos. Cerca de 100 crianças foram alcançadas. A semana teve ainda apresentação de atletas de jiu-jitsu. As equipes do Jardim Botânico e Tijuca têm feito evangelismo pessoal no Parque Olímpico e bairros próximos aos jogos.
No fim de semana, foi realizada na PIB da Barra uma das conferências sobre Missões e Esporte, com a participação de Alex Dias Ribeiro, atleta de Cristo, e de nossos voluntários. Alex faz um trabalho de capelania nos jogos, e através dessa linguagem universal do esporte tem alcançado atletas para Cristo.
No sábado (13) à tarde, uma equipe de voluntários do Tour of Hope esteve juntamente com o Movimento Braços Abertos na PIB da Barra para uma ação de evangelismo numa das principais praças do bairro e também na orla.
Agradecemos a Deus pelas oportunidades que estamos tendo na evangelização das nações em nosso próprio país.
Você está convocado para mostrar que a unidade da Igreja não é um sonho distante, mas uma realidade presente. Junte-se a nós. Saiba como participar: tourofhope@jmm.org.br

Fonte: Junta de Missões Mundiais

Perdão, a assepsia da alma

“… assim como o Senhor vos perdoou, assim também perdoai vós” (Cl 3.13)
O perdão é uma decisão difícil de se tomar. Talvez, a mais desafiadora da vida. Entretanto, a mais necessária. Perdão é recusar manter os registros negativos do próximo. É apagar da memória os agravos recebidos. É zerar a conta do devedor, mesmo quando o saldo negativo é assaz vultoso. É atenuar a culpa do desafeto e depois apagá-la. Por isso, o perdão é um ato de misericórdia e não uma reinvindicação de justiça. É tratar o próximo como Deus nos trata. É perdoar como Deus nos perdoa.
A ausência de perdão torna a vida um flagelo e coloca a alma num cárcere. Guardar mágoa é cobrir a mente de fuligem e o coração de insuportável amargor. Sendo assim, perdoar é uma necessidade de sobrevivência. Por não sermos perfeitos nem convivermos com pessoas perfeitas, teremos queixas uns dos outros. As pessoas nos decepcionam e nós decepcionamos as pessoas. Elas nos ferem e nós as ferimos. Elas nos magoam e nós as magoamos. Onde falta perdão, portanto, o ambiente torna-se pesado, os sentimentos ficam esgarçados e a alma adoecida. Quem não perdoa fecha a porta da graça com suas próprias mãos, pois quem não perdoa não pode ser perdoado. Quem não perdoa interrompe sua comunhão com Deus, a fonte da vida, pois a mágoa interrompe as orações e cerra sobre nossa cabeça as janelas do céu. A ausência de perdão nos priva do maior dos privilégios, adorar a Deus. A falta de perdão adoece o corpo, atormenta a mente e desassossega a alma.
Perdoar não é uma opção, mas um imperativo. Não é uma escolha, mas um dever. Mas até quando perdoar? Até sete vezes? Não, até setenta vezes sete! O perdão é ilimitado. Onde há arrependimento, aí o perdão deve se estabelecer. Onde há quebrantamento, aí o perdão oferece cura. Onde há choro, aí o perdão traz alegria. O perdão é o remédio para as feridas da alma, o bálsamo para os traumas da vida, a assepsia para a infecção generalizada da mágoa.
O perdão não é natural. É uma expressão da graça. A não ser que o próprio Deus nos capacite, reteremos a mágoa e não liberaremos o perdão. A não ser que o óleo terapêutico do Espírito umedeça o nosso coração, ele se tornará cada vez mais duro e insensível. A não ser que Deus aumente nossa fé, crescerá ainda mais dentro de nós a erva daninha do ressentimento e nossa vida tornar-se-á um campo de urtigas e espinheiros.
A mágoa não é apenas o resultado inglório da insensatez do próximo contra nós, mas nossa reação negativa e perversa diante do que nos foi feito. Quando alimentamos ranço no coração, tornamo-nos iguais àqueles que nos feriram. Pagamos a eles com a mesma moeda. Em vez de vencermos o mal com o bem, somos duplamente derrotados pelo mal. A mágoa é assaz perigosa, pois em vez de estancarmos a hemorragia provocada pelas feridas que nos foram desferidas, abrimos novas feridas em nós e nos outros. Em vez de construirmos pontes de reconciliação, cavamos mais abismos de separação. Em vez de imitarmos a Jesus, que perdoou seus algozes, calçamos as sandálias do próprio acusador, e desferimos contra o próximo, golpes ainda mais violentos.
O perdão é o caminho da cura e o remédio eficaz para uma alma ferida pelo ódio. O perdão é maior do que ódio. O perdão suplanta o ódio. O perdão triunfa sobre o ódio. O perdão tira a alma do calabouço da mágoa. Arranca o coração da prisão insalubre dos ressentimento e promove a liberdade de amar quem não merece ser amado. O perdão nos torna parecidos com Deus, a fonte do amor e o exemplo superlativo da compaixão. O perdão nos coloca num relacionamento certo com Deus, com o próximo e com nós mesmos. O perdão é a assepsia da alma, a cura da mente, a alforria do coração!

Fonte: hernandesdiaslopes.com.br

O amor é a grande arma apologética da igreja

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Na primeira vez que a palavra igreja é mencionada no Novo Testamento, ela vem dos lábios de Jesus. Para um grupinho de apóstolos, ele declarou: “eu edificarei a minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18). Com essas palavras, Jesus definiu um rumo para mudar o mundo. O erudito do século 20 Alfred North Whitehead uma vez sugeriu que o desenvolvimento do pensamento ocidental é uma série de notas de rodapé em Platão. Enquanto a proeminência do famoso filósofo grego é inegável, a asserção de Jesus chega ainda mais longe. Toda a história do mundo é um desenvolvimento da afirmação de Jesus sobre construir a igreja dele em território hostil.
Algumas observações sobre os comentários de Jesus são dignas de serem consideradas. Em primeiro lugar, Jesus prometeu edificar a sua igreja. Em seu nível mais básico, a igreja representa uma reunião de pecadores comprados por sangue, os quais pertencem a Jesus.
Em segundo lugar, a edificação da igreja é plano de Deus, cristalizado na Grande Comissão, para a salvação do povo dele através da história e ao redor do mundo. Em terceiro lugar, a igreja existirá em meio a uma impiedade inimaginável, tanto dentro quanto fora de suas fronteiras. Mesmo assim, nenhum poder das trevas – heresia ou pessoas endiabradas, morte ou divisão, pecado ou Satanás – será capaz de atingi-la. A vitória final já foi assegurada para a igreja de Cristo na morte e ressurreição de Jesus.
Dado que Jesus é o dono, edificador e defensor da igreja, os seguidores de Cristo são deixados com uma pergunta fundamental: o que deve ser a marca distintiva dos cristãos quando eles se reúnem para adorar ao Deus triúno, levar o trabalho das atividades ministeriais cotidianas e se engajar nas dificuldades da apologética e evangelismo? Elaborado de forma sucinta: como, então, nós devemos viver como a igreja de Cristo?
Uma resposta pode ser encontrada no Discurso da Sala Superior, no evangelho de João. Logo depois da saída de Judas para trai-lo, Jesus oferece uma exortação de despedida aos discípulos exauridos dele, a fim de prepará-los para a sua crucificação: “Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (João 13.34-35). Para vencer um mundo vandalizado pela traição e pela morte, Jesus direciona os seguidores dele a amar uns aos outros. À primeira vista, o chamado de Jesus para amar pode soar oco. Em nossos dias, o amor é influente, mas impotente. Tristemente, muitos pensam no amor em termos de gratificação de si mesmo ao invés de sacrifício de si mesmo. Para eles, o amor é apenas um sentimento que deve ser protegido e acomodado. Como um resultado disso, amor em nossa cultura é uma comodidade para ser usada, não um compromisso para ser cultivado. Para Cristo, entretanto, amor é mais do que palpitações caprichosas.
Num sentido, não há nada novo sobre o mandamento de Jesus. Antes, em Levítico 19.18, o povo de Deus foi instruído a amar os seus próximos. O que é novo não é princípio, mas o paradigma. Nós iremos nos amar um aos outros, Jesus disse, “assim como eu vos amei”. O amor sacrificial de Jesus, mostrado na cruz, é o padrão pelo qual nós iremos nos amar uns aos outros. Isso não significa que nós devemos literalmente ser crucificados para amar nossos irmãos e irmãs em Cristo. Mas isso significa que nós devemos considerar os interesses deles acima dos nossos próprios (Filipenses 2.3-8). Na medida em que o amor centrado em Cristo definir nossas igrejas, o mundo que nos assiste irá medir a credibilidade de nosso testemunho. Não obstante isso, Jesus afirma mais à frente que o mundo irá julgar a veracidade do evangelho baseado em nosso amor uns pelos outros (João 17.20-23). Se o novo mandamento de Jesus resume suas ordens, então o oposto das palavras dele é verdade também. Nossa falha em amar terá um impacto direto em nossas congregações. Se nós não mostrarmos uns aos outros o amor de Cristo, o mundo não irá saber que nós somos discípulos dele; e, ainda mais sobriamente, eles não conhecerão o amor de Deus no evangelho. Como o falecido Francis Schaeffer corretamente afirmou: se visível, o amor como o de Cristo é a apologética final. Se falarmos nas línguas dos homens e apologistas, mas não tivermos amor, nossas igrejas vão soar como gongos barulhentos e címbalos que retinem (1Coríntios 13.1). Sem o amor de Cristo, por que o mundo ouviria o testemunho da igreja?
O amor é a grande marca da igreja. Nosso amor uns pelos outros demonstra que nós somos discípulos de Cristo e mostra ao mundo o amor de Deus em Cristo. Enquanto a fé cristã é objetivamente verdadeira, independentemente de quão bem sigamos o mandamento de Cristo, devemos lembrar que o mundo frequentemente mede as afirmações de verdade do cristianismo pelas vidas dos cristãos professos. Quando falhamos em amar (e iremos), nós devemos também lembrar que Cristo não edifica a igreja dele por nossa causa, mas apesar de nós e também através de nós. O grande testemunho da igreja é que “Deus prova o seu amor para conosco, pelo fato de ter Cristo morrido por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8). Se isso é verdade (e é), talvez uma pergunta melhor para fazermos é: “como, então, nós devemos amar?”.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

segunda-feira, 15 de agosto de 2016

Culto em Homenagem ao Dia do Soldado


Filme sobre o arrebatamento estreia em setembro

O relato apocalíptico da série de livros Deixados para Trás, de Tim LaHaye e Jerry B. Jenkins, ganhou outra versão cinematográfica. A produção da EchoLight Studios, em parceria com Fathom Events, visa alcançar uma audiência mais jovem, por isso a aposta em uma nova roupagem.
“Vanished – Left Behind: Next Generation” [Desaparecidos – Deixados para Trás: A Nova Geração] estreia nos Estados Unidos em 28 de setembro. Ainda não há previsão para o lançamento no Brasil. Trata-se da terceira tentativa de adaptação dos livros para as telas.
A primeira, protagonizada pelo astro cristão Kirk Cameron, teve 3 partes. Já “O Apocalipse” com Nicolas Cage, chegou às salas brasileiras em 2014. Nenhuma delas obteve um grande sucesso comercial.
Desenvolvido pelo roteirista veterano Dave Alan Johnson, com vários sucessos no currículo, a produção foi supervisionada por Randy, neto de Tim LaHaye, falecido recentemente.
Conforme o que foi divulgado, a aposta desse reboot é usar os moldes de filmes que apresentam sociedades distópicas, como as séries “Jogos vorazes” e “Divergente”, onde é preciso lutar pela sobrevivência e enfrentar inimigos poderosos. No release para a imprensa há uma comparação com “The Walking Dead”, embora não explique a referência.
Não há previsão de estreia nos cinemas brasileiros.
Sinopse
Segundo o material de divulgação postado no IMDB, maior guia de filmes da internet, a história vai ser estrelada pelas irmãs adolescentes Gabby (Amber Frank) e Claire (Keely Wilson), além dos jovens Josh (Mason Dye) e Flynn (Dylan Sprayberry).
Eles testemunham o “desaparecimento” de cerca de um bilhão de pessoa no planeta e precisam descobrir como sobreviver em um mundo agora governado por um único líder, que implanta um sistema totalitário – uma referência ao Anticristo.
Os donos da produtora EchoLight também são pastores de jovens e fundadores do Ministério Download, acreditam que a aposta numa roupagem moderna não compromete a mensagem. Para eles, o filme irá “cativar e entreter o público”, enquanto ensina sobre o final dos tempos em uma perspectiva bíblica.
Nos últimos anos, diferentes seriados de TV apresentaram suas próprias versões do Apocalipse. O mais bem-sucedido deles foi Supernatural, mas the Messengers, Dominion, The Leftovers e You Me and he Apocalypse também deixaram esta geração mais familiarizada com o conceito de fim do mundo. Por isso, uma perspectiva bíblica sobre o assunto é bem-vinda. Com informações de Assist

Fonte: Gospelprime

Três ameaças à saúde espiritual da igreja


A igreja de Deus tem sido atacada com fúria pertinaz e, isso, desde as mais priscas eras. Muitas artimanhas têm sido usadas contra ela. Armas de grosso calibre têm sido empregadas para atingi-la e enfraquecê-la. Porém, quero aqui, destacar três ameaças assaz perigosas que conspiram contra a igreja ainda hoje.
Em primeiro lugar, o liberalismo teológico. O liberalismo teológico é filho do Racionalismo. O homem do topo de sua pretensa sabedoria colocou-se como juiz das Escrituras, e pôs sua razão acima da revelação. Passou a rejeitar como verdade tudo aquilo que sua razão não podia explicar. Assim, passaram a negar os milagres. Fizeram uma releitura da Bíblia e passaram a negar sua inerrância e infalibilidade. Trouxeram à baila aquilo que consideraram erros, contradições e impropriedades. Chegaram a ponto de afirmar que a Bíblia estava cheia de mitos e que precisava ser desmitologizada. O liberalismo, negando a inspiração das Escrituras, esvaziaram-na de seu sublime conteúdo. Negando sua origem divina, tiraram dela sua autoridade. Os teólogos liberais viram a Bíblia apenas como um livro comum, sujeito a erros e falhas. Por isso, o liberalismo tornou-se a maior ameaça à igreja. Ao entrar nos seminários teológicos, transformou a cátedra em laboratório de incredulidade e espalhou dali o veneno letal do ceticismo. Das cátedras esse veneno desceu aos púlpitos e dos púlpitos matou as igrejas. Não há antídoto para uma igreja que se capitula ao liberalismo. Onde ele chega, a igreja adoece e morre. Como a teologia é mãe da ética, onde o liberalismo avança, a ética cristã recua. Precisamos vigiar para que esse perigo tão devastador não nos fira de morte. É mister manter a sã doutrina!
Em segundo lugar, o sincretismo religioso. Se o liberalismo teológico tira das Escrituras o que nelas estão, o sincretismo religioso acrescenta a elas o que não se pode a elas adicionar. A Bíblia tem um capa ulterior. O cânon das Escrituras está completo. As revelações cessaram. Não podemos buscar novidades forâneas às Escrituras, mas devemos a elas nos apegar. Não podemos nos desviar nem para a direita nem para a esquerda. É um insulto à Palavra de Deus introduzir novidades na pregação. É um sinal de clara apostasia as pessoas buscarem gurus espirituais para receberam deles novas revelações. É uma abominação para Deus criar rituais e cerimônias e introduzi-las no culto, como se Deus já não tivesse prescrito a forma como deve ser adorado. Hoje, multiplicam-se os falsos profetas, com falsos ensinos, realizando falsas cerimônias, com falsos rituais, enganando os incautos, mercadejando, assim, a Palavra de Deus. Esses aventureiros da fé, pervertem o evangelho, transtornam a igreja, fazendo dela uma empresa, do púlpito um balcão, do templo uma praça de negócios e dos crentes consumidores. O vetor que move esses atravessadores da fé é o lucro. São lobos vestidos com peles de ovelhas. São falsos pastores que exploram o rebanho em vez de apascentá-lo. Devemos nos acautelar para que essa ameaça tão devastadora não atinja a igreja!
Em terceiro lugar, a ortodoxia morta. A ortodoxia é a doutrina certa e a doutrina certa é boa, necessária e insubstituível. Entretanto, a ortodoxia precisa vir acompanhada de vida piedosa. Não basta crer na verdade, é preciso viver a verdade. Não basta subscrever as doutrinas certas, é preciso deleitar-se nelas. Não basta ter luz na cabeça, é preciso ter fogo no coração. A ortodoxia morta é aquela que está desidratada e ossificada e, por isso, leva seus seguidores a perderem o entusiasmo. As pessoas professam conhecer a Deus, mas o negam com sua vida. São ortodoxas de cabeça, mas hereges de conduta. Há muitos crentes que detectam, com facilidade, a heresia nos outros, mas não enxergam a apatia espiritual em si mesmos. Como a igreja de Éfeso, defendem a sã doutrina, perseveram no sofrimento e até erguem o estandarte da ética cristã, mas já não desfrutam mais da alegria indizível e cheia de glória da comunhão com o seu Salvador. Muitas igrejas já abandonaram o seu primeiro amor. Colocaram a vida cristã no piloto automático e tudo passa a acontecer de forma mecânica e sem vigor. Essas pessoas não têm mais fervor. Não têm mais entusiasmo com as coisas de Deus. Oh, que Deus nos livre da ortodoxia morta! Que o nosso coração possa arder de amor por aquele que, sendo Deus se fez homem, sendo santo se fez pecado, para morrer por nós e nos dar vida plena, maiúscula, superlativa e eterna.

Fonte: hernandesdiaslopes.com.br

domingo, 14 de agosto de 2016

Caravana Missionária da Esperança. Ore e Participe!


Membros ausentes exercem um efeito tóxico para igreja

membros-ausentes
Enquanto eu crescia, sempre ouvi que era melhor ser acusado de um pecado de omissão do que de comissão. Dessa forma, você sempre poderia granjear seu pecado para esquecimento, ignorância ou falta de consideração. O pecado de comissão era o que havia de pior desde que surgisse como deliberado e calculado.

Ausência: somente um pecado de omissão?
Temo que muitos cristãos pensam que não comparecer à igreja regularmente é um pecado de omissão. Se é que é pecado mesmo, seria um pequeno. Não é muita coisa. “Não traga esse legalismo para cá!”. Aparentemente, isso é o que muitos pastores, presbíteros, diáconos e muitas congregações pensam, uma vez que eles pouco têm feito para corresponder o espantoso número de ausentes.
Por exemplo, em minha denominação, a Southern Baptist Convention [Convenção Batista do Sul], somente um terço da membresia formal de quase 40 mil igrejas nos EUA de fato estão presentes todo domingo. Isso significa que cerca de dez milhões dos que são chamados cristãos, são na verdade ausentes.
Nem todos os ausentes são iguais
Uma vez que nem todos os ausentes são iguais, igrejas deveriam tratar os diferentes tipos de ausentes de forma diferente. Aqui estão quatro tipos diferentes:
  • Aqueles que vivem na área e são inaptos para comparecer: Idade ou saúde os impedem. Tais membros senis, ou com sofrimentos físicos, deveriam ser tratados com cuidado especial. Esse artigo não é sobre eles.
  • Aqueles que vivem (temporariamente) fora da área e são inaptos para comparecer: transferências militares ou de negócios os impedem. Tais ausentes (temporários) deveriam também ser cuidados com cuidado especial, uma vez que suas viagens à trabalho apresentam feridas únicas neles e em suas famílias. Esse artigo não é sobre eles.
  • Aqueles que vivem fora da área e escolhem a membresia na sua igreja local: a distância os impede. Tais ausentes deveriam ser encorajados ao aderir a uma igreja que eles possam comparecer. Esse artigo é sobre eles.
  • Aqueles que vivem na área e comparecem esporádica e inconstantemente: Nada realmente os impede, exceto sua própria escolha. Esse artigo é especialmente sobre eles.
Porque os ausentes são tóxicos
Esses últimos dois tipos de ausentes têm um efeito tóxico numa igreja local, porque apresentam a membresia no corpo de Cristo de forma insignificante.
Em 1Coríntios 12, o apóstolo Paulo fala sobre o corpo e suas partes como uma metáfora para a igreja:
“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros, sendo muitos, constituem um só corpo, assim também com respeito a Cristo (1Coríntios 12:12). ”
“Ora, vós sois corpo de Cristo; e, individualmente, membros desse corpo (1Coríntios 12:27).”
Quando tiro o pêndulo do relógio do meu avô, ele ainda pode fazer algumas coisas, como abrir tampas de latas de tinta. Porém, isso é um mau uso do pêndulo. O pêndulo (uma parte) foi designado para caber dentro do relógio, juntando-se às outras partes e fornecendo o peso para colocar em movimento as engrenagens, que giram os ponteiros que nos dizem as horas. É assim que cristãos devem funcionar dentro do corpo de Cristo. Um cristão que se separa de um corpo local de cristãos é como um pêndulo abrindo uma lata de tinta, não um pêndulo que faz um relógio funcionar.
Porém, os ausentes não meramente machucam a si mesmos. Na verdade, eles têm um efeito tóxico na igreja local a qual pertencem nominalmente. Entendo que os ausentes têm 4 formas de serem tóxicos.
O efeitos tóxicos dos ausentes
1. Eles fazem o evangelismo ser mais difícil
Primeiro, ausentes fazem o evangelismo ser mais difícil. Sua igreja é chamada para ser um posto avançado do reino de Deus em sua comunidade, uma pequena, mas significante demonstração da glória de Deus na medida que vocês amam uns aos outros e amadurecem em Cristo. Portanto, todos os que carregam o nome de Cristo, como afirmado pela sua igreja, mas que de bom grado escolhe viver sua vida afastado da comunidade da aliança de crentes, está praticando usurpação de identidade. Eles estão tomando o nome de Cristo, mas não se identificam honestamente com seu corpo, a igreja local.
Tomando emprestada a metáfora de Jonathan Leeman, eles vestem a camisa do seu time, mas não praticam com ele ou competem por ele. Isso confunde seu testemunho para a comunidade descrente em volta. Não-cristãos veem sua camisa em uma pessoa que parece estar jogando para o outro time. É como um homem que veste uma camisa do Palmeiras, mas torce para o Fortaleza, vai aos jogos do Fortaleza, fala sobre o vermelho, azul e branco, e sonha em ir para o Ceará algum dia. É inconsistente, confuso e enganoso. Voltando para uma linguagem mais bíblica, cristãos têm sido adotados no corpo de Cristo. Ausentes agem como órfãos. Isso faz tudo ser mais difícil para a vida corporativa da igreja em carregar o testemunho do evangelho.
2. Eles confundem os recém-convertidos
Segundo, ausentes confundem os recém-convertidos. Recém-convertidos são geralmente uma bagunça. Tudo que pensavam está de cabeça para baixo. Há uma grande confusão nas primeiras semanas, meses e até mesmo anos na vida de um recém-convertido. Eles precisam ser bem ensinados.
Porém, não somente isso, mas eles precisam de bons modelos. Quando a doutrina em que são ensinados não sincroniza com os modelos que veem, eles ficam confusos. Ausentes não são somente testemunhas reversas, são modelos reversos. Eles desrespeitam e desobedecem várias passagens das Escrituras e falham no caráter da imagem de Deus em quase todo aspecto básico, mesmo que aleguem ser filhos adotados.
Em sua arrogância, os ausentes estão efetivamente dizendo aos recém-convertidos: “Todas essas coisas que você está lendo na Bíblia não são realmente necessárias. Você pode viver sem o encorajamento de outros. Você pode viver sem sacrificar a si mesmo para servir e amar outros cristãos. Você pode viver sem ensinar ou pregar. Você pode viver sem pastores”.
3. Eles desencorajam os que são presentes regularmente
Terceiro, ausentes desencorajam os que são presentes regularmente. Os que são presentes regularmente se sacrificam para manter sua aliança com a igreja local. Eles dão seu dinheiro e tempo para suprir as necessidades dos outros membros do corpo, o que não é, no mínimo, fácil. Os ausentes não fazem essas coisas, pelo menos não com regularidade. Então, quando uma igreja permite que os ausentes permaneçam como membros, o significado de membresia é cortado, o que fere e desencoraja os fiéis.
Além do mais, os ausentes roubam da igreja sua necessidade de serviço, o que também tende a desencorajar mais fiéis presentes. Com certeza, uma igreja de 100 membros, onde todos os que estão trabalhando para a glória de Deus com os dons que Deus tem dado a eles, é exponencialmente mais forte que uma igreja com 35 presentes e 65 ausentes. Os ausentes, involuntariamente, deslocam todo o fardo para uns poucos, um fardo que aqueles poucos não deveriam estar carregando sozinhos.
4. Eles preocupam seus líderes
Quarto, ausentes preocupam seus líderes. Hebreus 13.17 diz: “Obedecei aos vossos guias e sede submissos para com eles; pois velam por vossa alma, como quem deve prestar contas”. À luz desse versículo, um pastor fiel, ou um presbítero, deveria se sentir responsável pelo estado espiritual de cada membro do seu rebanho. Como um pai preocupado com seu filho não ter chegado em casa tarde da noite, um bom pastor não descansa até que todas suas ovelhas estejam contadas. Os ausentes fazem essa tarefa ser quase impossível.
Enquanto o tempo e a coragem são necessários para tratar o problema dos ausentes, cada pastor ou presbítero deveria sentir um fardo de remover esses ausentes e curar os efeitos tóxicos que eles têm no evangelismo, nos recém-convertidos, nos fiéis presentes e nos pastores da igreja. O pagamento? Conforme a membresia da igreja, cada vez mais, consiste somente naqueles que fielmente estão presentes e contribuindo para a vida do corpo, a igreja começa a lembrar o propósito que Deus quis para o corpo: uma demonstração da sua sabedoria que carrega o Cabeça da Igreja, Jesus Cristo.

Fonte: Voltemos ao Evangelho

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