NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

Mais de 200 milhões de cristãos são perseguidos no mundo, Portas Abertas lista os países mais hostis

A Portas Abertas acompanha a perseguição de cristãos desde a década de 1970. A Lista Mundial da Perseguição, divulgada todos os anos, é uma das principais ferramentas para rastrear e medir a extensão da perseguição cristã no mundo.

Auditada independentemente pelo Instituto Internacional de Liberdade Religiosa (IIRF), a única instituição com acadêmicos dedicados a estudar a liberdade religiosa dos cristãos, a lista avalia a liberdade que um cristão tem para praticar a fé nas cinco esferas da vida:

- Individualidade: A pessoa não é livre para escolher qual religião quer seguir, orar a Deus dentro de casa ou num lugar público. Ter a Bíblia e outros livros cristãos também é proibido. Não há liberdade para expressar a fé.

- Família: A perseguição vem por meio de parentes que insistem que o cristão volte à antiga fé. O convertido é proibido de praticar a fé cristã em casa e enfrenta problemas em assuntos civis como casamento, batismo, enterro de familiares, criação de filhos, divórcio e direitos de herança.

- Comunidade: O cristão sofre pressão por meio de atitudes preconceituosas, leis, sequestro, casamento forçado, dificuldade de acessar recursos comunitários e de saúde, pressão para renunciar a fé, discriminação no trabalho, desvantagens na educação, intimações à delegacia, multas etc.

- Nação: Quando não há leis que garantam a liberdade de culto e de prática da fé. Evangelizar é considerado um crime e, em casos mais extremos, se converter também. O cristão enfrenta acusações de blasfêmia, problemas para tirar o passaporte, se reunir com cristãos, expressar a opinião publicamente, entre outros.

- Igreja: Há impedimentos para registrar e construir igrejas e realizar atividades comunitárias, como culto, reunião de oração, batismo, aula bíblica etc. É comum o confisco e monitoramento de materiais religiosos e de treinamentos bíblicos.

>> Sangue, Sofrimento e Fé <<

Em muitos casos a violência pode não ser a forma predominante e mais invasiva de perseguição; a opressão pode ter um efeito ainda mais devastador. Isso explica porque não necessariamente quanto maior a violência física contra os cristãos, maior é a perseguição.

Mais de 200 milhões de cristãos sofrem perseguição no mundo. Por iniciativa da Portas Abertas, para conscientizar e motivar a igreja brasileira a agir sobre esta situação, o dia 27 de maio de 2018 será marcado como o Domingo da Igreja Perseguida. Saiba mais aqui.

Top 10

Os dez primeiros países que compõem a Lista Mundial da Perseguição são:

1º Coreia do Norte
2º Afeganistão
3º Somália
4º Sudão
5º Paquistão
6º Eritreia
7º Líbia
8º Iraque
9º Iêmen
10º Irã

Além desses, dois países da América Latina ainda estão na Lista 2018: México (39º) e Colômbia (49º)

Fonte: Ultimato Online

terça-feira, 13 de fevereiro de 2018

Como assim, "não toqueis no ungido do Senhor..."?!

Há várias passagens na Bíblia onde aparecem expressões iguais ou semelhantes a estas do título desta postagem:

A ninguém permitiu que os oprimisse; antes, por amor deles, repreendeu a reis, dizendo: Não toqueis nos meus ungidos, nem maltrateis os meus profetas (1Cr 16:21-22; cf. Sl 105:15).
Todavia, a passagem mais conhecida é aquela em que Davi, sendo pressionado pelos seus homens para aproveitar a oportunidade de matar Saul na caverna, respondeu: "O Senhor me guarde de que eu faça tal coisa ao meu senhor, isto é, que eu estenda a mão contra ele [Saul], pois é o ungido do Senhor" (1Sm 24:6).

Noutra ocasião, Davi impediu com o mesmo argumento que Abisai, seu homem de confiança, matasse Saul, que dormia tranquilamente ao relento: "Não o mates, pois quem haverá que estenda a mão contra o ungido do Senhor e fique inocente?" (1Sm 26:9). Davi de tal forma respeitava Saul, como ungido do Senhor, que não perdoou o homem que o matou: “Como não temeste estender a mão para matares o ungido do Senhor?” (2Sm 1:14).

Esta relutância de Davi em matar Saul por ser ele o ungido do Senhor tem sido interpretado por muitos evangélicos como um princípio bíblico referente aos pastores e líderes a ser observado em nossos dias, nas igrejas cristãs. Para eles, uma vez que os pastores, bispos e apóstolos são os ungidos do Senhor, não se pode levantar a mão contra eles, isto é, não se pode acusa-los, contraditá-los, questioná-los, criticá-los e muito menos mover-se qualquer ação contrária a eles. A unção do Senhor funcionaria como uma espécie de proteção e imunidade dada por Deus aos seus ungidos. Ir contra eles seria ir contra o próprio Deus.

Mas, será que é isto mesmo que a Bíblia ensina?

A expressão “ungido do Senhor” usada na Bíblia em referência aos reis de Israel se deve ao fato de que os mesmos eram oficialmente escolhidos e designados por Deus para ocupar o cargo mediante a unção feita por um juiz ou profeta. Na ocasião, era derramado óleo sobre sua cabeça para separá-lo para o cargo. Foi o que Samuel fez com Saul (1Sam 10:1) e depois com Davi (1Sam 16:13).

A razão pela qual Davi não queria matar Saul era porque reconhecia que ele, mesmo de forma indigna, ocupava um cargo designado por Deus. Davi não queria ser culpado de matar aquele que havia recebido a unção real.

Mas, o que não se pode ignorar é que este respeito pela vida do rei não impediu Davi de confrontar Saul e acusá-lo de injustiça e perversidade em persegui-lo sem causa (1Sam 24:15). Davi não iria matá-lo, mas invocou a Deus como juiz contra Saul, diante de todo o exército de Israel, e pediu abertamente a Deus que castigasse Saul, vingando a ele, Davi (1Sam 24:12). Davi também dizia a seus aliados que a hora de Saul estava por chegar, quando o próprio Deus haveria de matá-lo por seus pecados (1Sam 26:9-10).

O Salmo 18 é atribuído a Davi, que o teria composto “no dia em que o Senhor o livrou de todos os seus inimigos e das mãos de Saul”. Não podemos ter plena certeza da veracidade deste cabeçalho, mas existe a grande possibilidade de que reflita o exato momento histórico em que foi composto. Sendo assim, o que vemos é Davi compondo um salmo de gratidão a Deus por tê-lo livrado do “homem violento” (Sl 18:48), por ter tomado vingança dos que o perseguiam (Sl 18:47).

Em resumo, Davi não queria ser aquele que haveria de matar o ímpio rei Saul pelo fato do mesmo ter sido ungido com óleo pelo profeta Samuel para ser rei de Israel. Isto, todavia, não impediu Davi de enfrentá-lo, confrontá-lo, invocar o juízo e a vingança de Deus contra ele, e entregá-lo nas mãos do Senhor para que ao seu tempo o castigasse devidamente por seus pecados.

O que não entendo é como, então, alguém pode tomar a história de Davi se recusando a matar Saul, por ser o ungido do Senhor, como base para este estranho conceito de que não se pode questionar, confrontar, contraditar, discordar e mesmo enfrentar com firmeza pessoas que ocupam posição de autoridade nas igrejas quando os mesmos se tornam repreensíveis na doutrina e na prática.

Não há dúvida que nossos líderes espirituais merecem todo nosso respeito e confiança, e que devemos acatar a autoridade deles – enquanto, é claro, eles estiverem submissos à Palavra de Deus, pregando a verdade e andando de maneira digna, honesta e verdadeira. Quando se tornam repreensíveis, devem ser corrigidos e admoestados. Paulo orienta Timóteo da seguinte maneira, no caso de presbíteros (bispos/pastores) que errarem:
"Não aceites denúncia contra presbítero, senão exclusivamente sob o depoimento de duas ou três testemunhas. Quanto aos que vivem no pecado, repreende-os na presença de todos, para que também os demais temam" (1Tim 5:19-20).

Os “que vivem no pecado”, pelo contexto, é uma referência aos presbíteros mencionados no versículo anterior. Os mesmos devem ser repreendidos publicamente.

Mas, o que impressiona mesmo é a seguinte constatação. Nunca os apóstolos de Jesus Cristo apelaram para a “imunidade da unção” quando foram acusados, perseguidos e vilipendiados pelos próprios crentes. O melhor exemplo é o do próprio apóstolo Paulo, ungido por Deus para ser apóstolo dos gentios. Quantos sofrimentos ele não passou às mãos dos crentes da igreja de Corinto, seus próprios filhos na fé! Reproduzo apenas uma passagem de sua primeira carta a eles, onde ele revela toda a ironia, veneno, maldade e sarcasmo com que os coríntios o tratavam:
"Já estais fartos, já estais ricos; chegastes a reinar sem nós; sim, tomara reinásseis para que também nós viéssemos a reinar convosco.
Porque a mim me parece que Deus nos pôs a nós, os apóstolos, em último lugar, como se fôssemos condenados à morte; porque nos tornamos espetáculo ao mundo, tanto a anjos, como a homens.
Nós somos loucos por causa de Cristo, e vós, sábios em Cristo; nós, fracos, e vós, fortes; vós, nobres, e nós, desprezíveis.
Até à presente hora, sofremos fome, e sede, e nudez; e somos esbofeteados, e não temos morada certa, e nos afadigamos, trabalhando com as nossas próprias mãos. Quando somos injuriados, bendizemos; quando perseguidos, suportamos; quando caluniados, procuramos conciliação; até agora, temos chegado a ser considerados lixo do mundo, escória de todos.
Não vos escrevo estas coisas para vos envergonhar; pelo contrário, para vos admoestar como a filhos meus amados. Porque, ainda que tivésseis milhares de preceptores em Cristo, não teríeis, contudo, muitos pais; pois eu, pelo evangelho, vos gerei em Cristo Jesus. Admoesto-vos, portanto, a que sejais meus imitadores" (1Cor 4:8-17).
Por que é que eu não encontro nesta queixa de Paulo a repreensão, “como vocês ousam se levantar contra o ungido do Senhor?” Homens de Deus, os verdadeiros ungidos por Ele para o trabalho pastoral, não respondem às discordâncias, críticas e questionamentos calando a boca das ovelhas com “não me toque que sou ungido do Senhor,” mas com trabalho, argumentos, verdade e sinceridade.

“Não toque no ungido do Senhor” é apelação de quem não tem nem argumento e nem exemplo para dar como resposta.


Dr. Augustus Nicodemus (@augustuslopes) é atualmentepastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente do Supremo Concílio da Igreja Presbiteriana doBrasil e presidente da Junta de Educação Teológica da IPB.
O Prof. Solano Portela prega e ensina na Igreja Presbiteriana de Santo Amaro, onde tem uma classe dominical, que aborda as doutrinas contidas na Confissão de Fé de Westminster.
O Dr. Mauro Meister (@mfmeister) iniciou a plantação daIgreja Presbiteriana da Barra Funda.

segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Ex-militante pró-aborto conta que mudou suas convicções após se render a Cristo

Durante muito tempo, Trillia Newbell não acreditava em Deus e considerava as crianças um incômodo. “Eu era pró-aborto, mas eu não era apenas pró-aborto. Eu era pró-aborto ao extremo”, disse ela na última sexta-feira (19) pouco antes da Marcha pela Vida, nos EUA.
Embora Newbell tenha sido criada em um lar amoroso, ela desenvolveu o conceito de que os bebês no útero não eram pessoas. “Houve um tempo em que eu achava que as crianças eram um estorvo, um incômodo”.
Quando Newbell tinha 19 anos, ela passou parte das férias em um acampamento e dividiu o quarto com uma menina que “queimava por Jesus”. Quando sua companheira abriu a Bíblia para fazer um devocional, ela ficou na defensiva, achando que sua colega iria desafiá-la com as Escrituras.
Surpreendentemente, até o final da noite, Newbell estava chorando, confessando seus pecados e dizendo à garota toda a sua história de vida. Apesar da forte experiência, Newbell não entregou sua vida a Cristo porque ela tinha um namorado que ela “não queria desistir naquele momento”.
Só aos 22 anos, depois de ter dois noivados desmanchados, Newbell decidiu ir à igreja e se abrir para Deus. “Eu sabia, naquele momento, que eu precisava de um salvador. Minha vida foi transformada imediatamente. O Senhor transformou radicalmente a minha vida”, disse ela. “Ele transformou meu coração e minha mente. Ele transformou minha visão de mundo”.
Newbell começou a entender que ela também foi criado à imagem de Deus e isso mudou a forma como ela via as pessoas. “O momento em que eu comecei a entender que Deus colocou valor e dignidade para as pessoas, isso significava que o Salmo 139:13 não era apenas algo que as pessoas religiosas liam e falavam, mas era verdade — Deus tece os bebês no ventre da mãe. Isso significa que as pessoas com deficiência são importantes e valiosas para o Senhor e, portanto, importantes e valiosas para mim”.
Hoje, Newbell é autora e diretora de sensibilização da comunidade para a Comissão de Ética e Liberdade Religiosa da Convenção Batista do Sul. Embora dois noivados interrompidos tenham levado Newbell aos 22 anos, ela conta que seu namorado que seu ex-namorado, Thern Newbell, acabou aceitando Cristo. Os dois se casaram e têm dois filhos.
“Meu testemunho é radical. Se você me conhecesse quando eu tinha 19 ou 20 anos veria como eu era oposta às coisas do Senhor. Há pessoas que estão andando por aí agora que precisam de Jesus. Se Deus pôde transformar meu coração, Ele pode fazer isso com qualquer pessoa”, ela afirma.

Fonte: guiame.com.br

domingo, 11 de fevereiro de 2018

Vendo Cristo pelo avesso!

Conta-se que havia naquele pequeno e humilde vilarejo chamado "Mundo", um homem visto como velho, franzino e de uma aparência, por assim dizer, fragilizada pelas intempéries da vida. Mas, na verdade, essa visão tinha os que de longe o olhavam, porque na proximidade do olhar, verdadeiramente podia se avistar, não só um homem cujo rubor na face transbordava vividez, e no olhar expressava a busca do alcance do distanciar do horizonte, como na forma agachada que se punha mostrava a robustez e força muscular como de um jovem em plena e desenvolvida força física.

Talvez, você tenha olhado para Cristo não como o Evangelho o revela, ou seja, com um olhar espiritual, ou como recomenda a Palavra de Deus quando diz: "E buscar-me-eis, e me achareis, quando me buscardes com todo o vosso coração." (Jr 29:13), mas com um olhar distante e humano, que na sua forma rebuscada, nada consegue verdadeiramente enxergar, a não ser o próprio reflexo de seus pecados, como se prostrado diante de um espelho estivesse, refletindo sua própria imagem.

Então, eu lhe pergunto! O que você tem buscado ver quando intenta olhar para Cristo? O que as Escrituras revelam ou o que a sua vista embaçada mostra como avesso do que Ele realmente É!

Como ver Cristo diferente daquilo que o olhar espiritual nos revela, pois assim, nos diz a Palavra: "Respondeu Deus a Moisés: EU SOU O QUE SOU." (Ex 3:14).

Ah! Se cuidássemos da advertência dada por Cristo, quando assim disse: "Hipócrita! tira primeiro a trave do teu olho; e então verás bem para tirar o argueiro do olho do teu irmão." (Mt 7:5).

Por fim, enxergar bem, não é ver tudo, mas sim conseguir ver o sol e saber que seu brilho não é ofuscado, mesmo que por trás da espessa nuvem que paira no céu, pois a cada dia ele está lá. Enxergar Cristo é compreender o que Ele disse: "Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas; pelo contrário, terá a luz da vida". (João 8:12).

Para reflexão: Abra os olhos do seu coração, permitindo-se enxergar o que você tem sede e necessidade de ver, quando buscar encontrar à Cristo. "O Senhor confia os seus segredos aos que o temem, e os leva a conhecer a sua aliança." (Sl 25:14).


Caruaru - PE

sábado, 10 de fevereiro de 2018

Crucificar o eu

Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me. (Mateus 16.24)

Para seguir a Cristo, devemos não somente abandonar alguns pecados específicos, como também renunciar aos nossos desejos egoístas, que se encontram na raiz de todos os nossos pecados. Seguir a Cristo é entregar a ele os direitos sobre a nossa própria vida. É também abdicar ao trono do nosso coração e reverenciá-lo como nosso Rei. Jesus descreve vividamente, em três frases, essa renúncia.
Negue-se a si mesmo: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue”. Esse mesmo verbo foi usado quando Pedro negou ao Senhor no pátio do palácio do sumo sacerdote. Devemos repudiar a nós mesmos da mesma forma  como Pedro repudiou a Cristo quando disse, “Não conheço tal homem”. Não se trata de parar de comer doces ou de fumar definitivamente ou por um período de abstinência voluntária. A questão não é negar algumas coisas a si mesmo, mas negar a si mesmo. É dizer não ao eu e sim a Cristo; repudiar o eu e reconhecer a Cristo como Senhor de nossas vidas.
Tome a sua cruz: “Se alguém quer vir após mim, a si mesmo se negue, tome a sua cruz e siga-me”. Se vivêssemos na Palestina, na época de Jesus, e víssemos um homem carregando uma cruz, nós saberíamos imediatamente tratar-se de um condenado à penalidade máxima, pois a Palestina era um país ocupado, e era assim que os romanos castigavam seus condenados. O professor H. B. Swete escreve em seu comentário sobre o evangelho de Marcos, que tomar a cruz é “colocar-se na posição de um homem condenado, a caminho de sua execução”. Em outras palavras, tomar a cruz é crucificar o eu. Paulo usa essa mesma metáfora quando declara que, “Os que são de Cristo Jesus crucificaram a carne [isto é, nossa natureza corrupta] com as suas paixões e concupiscências”.
Na versão de Lucas dessas palavras de Cristo, a expressão “dia a dia” é acrescentada. Isto significa que o cristão deve morrer diariamente. Todos os dias ele renuncia à soberania de sua própria vontade. Todos os dias ele renova a sua entrega incondicional a Jesus Cristo.
Perder a sua vida. A terceira expressão usada por Jesus para descrever a renúncia ao eu é perder a vida: “Quem quiser salvar a sua vida, perdê-la-á; quem perder a vida por minha causa, esse a salvará”. A palavra “vida” aqui não denota a existência física, nem a alma, mas o nosso eu. A psique é o ego, a personalidade humana, que pensa, sente, planeja e escolhe. De acordo com um ditado semelhante preservado por Lucas, Jesus simplesmente usou o pronome reflexivo para falar sobre o homem perder “a si mesmo”. O homem que assume um compromisso com Cristo perde a si mesmo. Isso não significa que ele perde a sua individualidade. A sua vontade é, de fato, submetida à vontade de Cristo, mas a sua personalidade não é absorvida pela personalidade de Cristo. Ao contrário, quando o cristão se perde, ele encontra a si mesmo e descobre a sua verdadeira identidade.
Assim, para seguir a Cristo, temos que negar a nós mesmos, crucificar a nós mesmos e perder a nós mesmos. Isso é o que Jesus requer de cada um de seus seguidores. Ele não nos chama para segui-lo de forma displicente, mas através de um compromisso forte e absoluto. Ele nos chama para que façamos dele o Senhor de nossas vidas.

Fonte: Ultimato Online

sexta-feira, 9 de fevereiro de 2018

Alguma coisa já mudou na sua vida?

O texto abaixo foi extraído do livro ‘Isso Muda Tudo’, de Jaquelle Crowe, futuro lançamento da Editora Fiel.

Eu consigo pensar em algumas coisas que mudaram a minha. O nascimento do meu irmão mais novo, por exemplo. O meu primeiro emprego. Minha mudança para o Texas. Descobrir que a minha avó estava com câncer. Passar no meu primeiro exame de motorista. Ser aceita na faculdade. Enviar o meu primeiro artigo para TheRebelution.com.
Sei que você também passou por muitos momentos que mudaram a sua vida. Você começou a frequentar uma nova escola, ganhou o primeiro carro, conheceu alguém famoso ou foi para algum lugar legal. Você sabe quais foram esses momentos. Desde os mais impressionantes até os que pareciam não ter valor algum, todos nós já tivemos esses momentos extraordinários que mudaram o nosso ponto de vista e, de alguma maneira, também a nossa vida. Deram-nos novos rumos ou nos colocaram em novos caminhos.
Mas, embora esses momentos tenham deixado marcas importantes em nossa vida, nunca nos mudaram por completo. Continuamos a ser as mesmas pessoas. Continuamos a ter a mesma aparência, a falar da mesma maneira e a acreditar na maior parte de tudo aquilo em que acreditávamos.

Isso é o que faz com que Jesus seja diferente.

Jesus muda tudo na vida de uma pessoa, tanto as coisas que são óbvias como aquelas que ninguém vê. Ele transforma o preto e o branco em cores que brilham e sacode os que dormem para que acordem totalmente. Os seguidores de Jesus não vivem mais da mesma maneira que viviam antes de começar a segui-lo. Não conversamos sobre as mesmas coisas nem lemos mais os mesmos livros. Não continuamos a nos vestir ou agir da mesma maneira que antes. Jesus renova as pessoas por completo. Ele ressuscita aqueles que estão espiritualmente mortos e faz com que tenhamos uma vida emocionante, bela e abundante.

Existe um Problema

Mas é aqui que encontramos um problema. Existem pessoas em todo o mundo – celebridades de capas de revistas, a mãe que leva o filho para jogar futebol, a pessoa  que usa o armário ao lado do seu – que afirmam seguir Jesus, mas que, de fato, não seguem. Dizem ter um coração dedicado à busca apaixonada por Deus, mas não ocorrem mudanças em suas vidas. Vidas indiferentes. Vidas que se confundem, se misturam e se moldam ao mundo. Jesus não mudou nada em suas vidas.
E esse é um problema que está crescendo cada vez mais. Drew Dyck, autor e editor cristão, certa vez ouviu a seguinte  mensagem  em  uma  conferência  de  jovens:  “Ser cristão não é difícil… Você não vai perder seus amigos ou deixar de ser popular na escola. Nada vai mudar. Sua vida será a mesma coisa, e ainda muito melhor”. Drew ficou chocado com isso, mas os adolescentes, não. Na verdade, eles nem estavam prestando atenção. Estavam jogando Doritos uns nos outros. Foi inevitável que Drew pensasse: “E por que eles deveriam prestar atenção? Quem se importa com algo que não envolve aventura, sacrifício ou risco?”.
Se Jesus não muda nada, eles estão certos. Então, quem se importa com o cristianismo? Mas o oposto também é verdadeiro. Se Jesus muda tudo, vale a pena arriscar tudo para segui-lo. E a verdade é esta. Se você aprender apenas uma coisa neste livro, que seja o seguinte: Jesus não tem seguidores sem convicção. Ele exige tudo. Quando ele salva alguém, muda tudo. A pergunta inevitável é apenas esta: Como?

Como Isso Mudou a Vida de Paulo

Conheça Paulo. Ele nasceu como você e eu – pecador com um pequeno punho cerrado em rebelião contra Deus; esse punho, então, cresceu e tornou-se um punho gigantesco que declarou: “Odeio tanto Jesus que vou perseguir seus seguidores”. Como um inimigo imensurável de Jesus, Paulo queria acabar com seus seguidores. Ele queria que os cristãos fossem mortos e trabalhava para isso a todo instante. Até que Jesus o encontrou e disse: “Paulo, você é meu” (At 9). Como um interruptor que é ligado de repente, aquele que odiava Jesus tornou-se um seguidor dele.

Tudo na vida de Paulo mudou rápida e radicalmente.

Sua vida, seus sonhos, suas ideologias, paixões, motivações e seu trabalho foram virados do avesso, transformados de uma forma irreversível. Antes era um perseguidor de cristãos; agora, seu maior defensor. Ele abandonou sua antiga vida e passou a seguir Jesus em uma vida nova e muito mais feliz, repleta de missões globais e plantação de igrejas, pregando sobre Jesus a qualquer um que quisesse ouvir.
O Espírito de Deus também o inspirou a escrever 13 livros do Novo Testamento. Em um deles, a carta à igreja na antiga cidade de Filipos, Paulo definiu o que é um seguidor de Jesus – um cristão. A definição é longa, mas completa. Leia com atenção.
Sim, deveras considero tudo como perda, por causa da sublimidade do conhecimento de Cristo Jesus, meu Senhor; por amor do qual perdi todas as coisas e as considero como refugo, para ganhar a Cristo e ser achado nele, não tendo justiça própria, que procede de lei, senão a que é mediante a fé em Cristo, a justiça que procede de Deus, baseada na fé; para o conhecer, e o poder da sua ressurreição, e a comunhão dos seus sofrimentos, conformando-me com ele na sua morte; para, de algum modo, alcançar a ressurreição dentre os mortos. (Fp 3.8–11)

O que é um cristão?

Segundo Paulo, um cristão é alguém que faz seis coisas: (1) valoriza Cristo, (2) desvaloriza todas as outras coisas, (3) deposita fé em Cristo somente, (4) conhece Cristo, (5) sofre por ele e (6) torna-se como ele.

Seis coisas que um cristão faz (segundo Paulo)

1. Valoriza Cristo;
2. Desvaloriza Todas as Outras Coisas;
3. Deposita fé em Cristo Somente;
4. Conhece Cristo;
5. Sofre por Ele;
6. Torna-se como Ele.


Por: Jaquelle Crowe. © 2017 Editora Fiel. Website: editorafiel.com.br. Traduzido com permissão. Fonte: Isso Muda Tudo – Futuro lançamento da Editora Fiel.

quinta-feira, 8 de fevereiro de 2018

Por que devemos orar pelas crianças?

Todas as crianças estão em risco hoje em dia. Milhões sofrem com a pobreza e outros milhões sofrem com os efeitos da prosperidade. Estas têm tudo para viver, mas nada pelo que viver. Em um mundo globalizado, digital, todas as crianças estão expostas e vulneráveis a violência, abuso, negligência, prostituição e pornografia. Em sistemas escolares burocráticos a maioria das crianças suportam sistemas educacionais deficientes e com conteúdo anti-Deus. Outras ameaças incontáveis abundam.

E há mais do que ameaças externas, materiais, seculares. Li um artigo recente que me relembrou que a nossa luta não é contra a carne e o sangue. Jonathan Parnell,1 escreve que “existe uma guerra pelas crianças, e nós todos estamos, de um jeito ou de outro, exercendo um papel nesta guerra. Toda vez que avançamos como pais fiéis (ou cuidamos de crianças em algum aspecto, incluindo a defesa de direitos daqueles que ainda nem nasceram, ou nos voluntariando para o berçário aos domingos), estamos lutando contra demônios”.

Não há nada que Satanás e seus demônios odeiam mais do que crianças. Ele sempre usou pessoas más e sem Deus para roubá-las, matá-las e destruí-las. Nós vemos seus esquemas e atrocidades em toda a Palavra. Algumas passagens que lemos na Bíblia se parecem com as manchetes dos nossos dias:

- A criança de colo é arrancada do seio de sua mãe; o recém-nascido do pobre é tomado e vendido (Jó 24.9).
- Meninos são trocados por prostitutas! “Lançaram sortes sobre o meu povo e deram meninos em troca de prostitutas; venderam meninas por vinho, para se embriagarem” (Jl3.3).
- Crianças sacrificadas por seus próprios pais! (Jr 32.35).

Minha canção de Natal favorita, “Oh, cidadezinha de Belém”, tem os bonitos versos “Tão quieta te encontramos, sobre teu sono profundo e sem sonho as estrelas silentes passam”. No entanto, a cidadezinha de Belém quando Jesus nasceu não estava quieta e profundamente adormecida, como a doce canção sugere. Longe disso, era um lugar de violência terrível e morte chocante, lamento e sofrimento. Aquelas primeiras crianças de Belém morreram porque Satanás odiava o bebê Jesus. Em certo sentido, elas morreram no lugar do menino Jesus. Elas foram as precursoras de milhares, ou até milhões de crianças que vieram a ser mártires por causa do Unigênito e por causa das boas novas que o Filho trouxe ao mundo.

No livro Adopted for Life,2 Russell Moore afirma que “seja através de maquinações políticas como as de Faraó e de Herodes, seja através de conquistas militares nas quais exércitos sanguinários arrancam bebês dos ventres das grávidas (Am 1.13), ou através de ações aparentemente mais “rotineiras” de desintegração da família e de instalação do caos familiar, as crianças sempre são feridas. A história da humanidade está repleta com seus cadáveres (p. 63). As potestades demoníacas odeiam bebês porque odeiam a Jesus. Quando destroem ‘o menor deles’ (Mt 25.40, 45), a criança mais vulnerável entre nós, o Maligno destrói a imagem de Jesus” (pp. 63-64).

O Antigo Testamento termina com uma verdade profunda e séria. A não ser que os corações dos pais se voltem para os filhos, “Eu castigarei a terra com maldição”. Passaram-se quatrocentos anos de silêncio, até o nascimento daquela criança de Belém. Podemos olhar ao nosso redor e ver que a terra está castigada com uma maldição. À medida que vemos o abuso, a exploração e a negligência das crianças, sabemos que não era dessa forma que Deus queria que elas vivessem. A terra está amaldiçoada. Maldição não se remove com comida, remédios, nem com livros ou educação. Maldição não se remove com mais recursos, programas ou intervenções. Maldição é algo espiritual e deve ser removida com uma intervenção espiritual.

Então, sim: Como cristãos, usaremos todas as ferramentas e ideias disponíveis para proteger e sustentar as crianças preciosas que nos foram confiadas. No entanto, nossas armas incluirão algo muito mais poderoso e definitivo do que as intervenções seculares costumeiras. Nós vamos orar. Nós vamos orar sem cessar. Nós vamos encharcar tudo que fazemos e imaginamos em oração e intercessão.

Agiremos conforme o escritor de Lamentações nos exorta:

“Levante-se, grite no meio da noite, quando começam as vigílias noturnas; derrame o seu coração como água na presença do Senhor. Levante para ele as mãos em favor da vida de seus filhos, que desmaiam de fome nas esquinas de todas as ruas” (Lm 2.19).

Dan Brewster é diretor de programas acadêmicos da Compassion International. Tem como principal responsabilidade servir como conselheiro e consultor para seminários e instituições cristãs sobre programas para o desenvolvimento integral da criança. Participou do planejamento e monitoramento de projetos de ajuda humanitária e voltados para o desenvolvimento infantil e familiar em mais de cinquenta países. Dan é doutor em missiologia pelo Fuller Theological Seminary. Ele e a esposa, Alice, vivem em Penang, na Malásia, e têm três filhos adultos. Dan é o autor do nosso lançamento de junho A Criança, a Igreja e a Missão.

quarta-feira, 7 de fevereiro de 2018

6 motivos para cair (ou não) na folia

Não vou dizer que o carnaval está aí, porque acho que todo mundo já notou. Mas pode ser que alguém ainda esteja na dúvida se cai na farra ou não. São dias para ficar à toa e, para ajudar sua escolha, veja essas razões:

1. Você pode ser quem você quiser
É enfiar uma máscara e sair livre por aí. Para dizer a verdade, nem precisa de máscara, porque a sua própria cara funciona como a máscara do Máskara. Além disso, não vai ter patrulhamento, é cada um na sua, escolha o que ou quem quer ser e vamo-que-vamo.

2. Você pode ser você mesmo

Isso aí. Se é no resto do ano que você fica mascarado, agora libere seu assanhamento, solte a franga, vá para galera, curta adoidado, leve os quatro dias numa boa. Ninguém vai te estranhar, porque todos os conhecidos vão pensar que você está se mascarando, afinal, o ano inteiro você é careta. Só você sabe que a hora é de se soltar e assumir a sua real identidade.

3. O carnaval faz a gente esquecer os problemas do país


Ninguém merece: estão dizendo que a economia está melhorando (há quem acredite...), mas a política é claro que não mudou, porque “eles” continuam lá e continuam rindo. Solução? Quatro dias no bloco dos Otários do (ainda) Morro (disso) ou no cordão do carnavalesco Nadinha Resolvido da Silva. Depois do carnaval está tudo pior, mas ano que vem tem mais.

4. Abandono de regrinhas chatas e sem sentido

Eu sei que muitos políticos vão fazer na vida pública o que eles faziam na privada e aí no carnaval a moda pega. Banheiro público vira isso mesmo: fazer as necessidades em público. É isso que quer dizer aquele antigo hino (des)conhecido:
“brava gente brasileira,
longe vá pudor senil,
veja quanta gente jovem
emporcalhando o Brasil”.

5. Pegação geral e desrespeito às mulheres


Neste país em que mulher é vista por muitos como objeto ano inteiro, no carnaval ela se apresenta desembrulhada, pronta para consumo. Mas o machão brasileiro é exigente, então quer dar uma apertadinha para ver se a fruta está madura, quer degustar para ter certeza de que não leva gato por lebre. Alto nível.

6. Libidação ou liberação geral

Embora pecado tenha muitas modalidades, a ideia de que não existe pecado do lado de baixo do Equador é sempre associada a sexo sem barreiras. Não interessa quem com quem nem com quens, nem quando, nem quantos, nem onde. Toda hora é hora, então, que tal agora? Tem gente passando? Então vamos nessa.

Está bem, chega de ironias. Você não cai nessa farra. O caso, porém, é que, mais do que fugir do carnaval, importante é tirar o carnaval de nós. Se não, a gente pode passar os quatro dias em um retiro abençoado, mas desfilar o ano inteiro no mesmo bloco, na mesma avenida.

Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.

terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

2018: Ano da Bíblia

Um ano inteiro para celebrar o Livro Sagrado é o que propõe a Sociedade Bíblica do Brasil (SBB), ao lançar 2018 como o Ano da Bíblia. A iniciativa tem como objetivo destacar a importância deste livro, o maior best-seller de todos os tempos, e também comemorar os 70 anos da SBB, que serão completados em 10 de junho. Com o lema “Bíblia Sagrada: o livro da esperança”, as festividades começaram em 10 de dezembro, no Dia da Bíblia de 2017, e serão encerradas no Dia da Bíblia de 2018.

Por que celebrar a Bíblia
Livro mais lido, traduzido e distribuído, no Brasil e no mundo, a Bíblia atravessou os mais diferentes formatos, do papiro à era digital, numa demonstração clara da perenidade e atualidade da Palavra de Deus. Primeira obra de grande porte a ser produzida pela prensa de Gutenberg, a Bíblia continua sendo o livro mais impresso em todo o mundo, ao longo de cinco séculos.

Considerada um tesouro da humanidade, a Bíblia completa já foi traduzida para 648 línguas, entre as 6.887 faladas no mundo, de acordo com dados de 2016. O Novo Testamento é encontrado em 1.432 línguas e trechos da Bíblia em 1.142 idiomas. Embora ainda restem mais de 3.222 línguas faladas por pequenos grupos – totalizando mais de 250 milhões de pessoas – que não possuem um só trecho da Bíblia traduzido, é relevante a importância do Livro Sagrado para pessoas das mais diversas etnias, em todos os pontos do planeta.

Mais recentemente, a Bíblia passou a ser disponibilizada em formato eletrônico, podendo ser acessada por meio de smartphones e leitores digitais. Um exemplo é o aplicativo Biblia Plus, desenvolvido pelas Sociedades Bíblicas Unidas – aliança da qual a SBB faz parte e que reúne 147 Sociedades Bíblicas no mundo –, por meio do qual são oferecidas, gratuitamente, traduções bíblicas em diferentes línguas.

No Brasil, levantamento da SBB referente a 2016 aponta a distribuição de mais de 1,5 milhão de exemplares das Escrituras em formato digital. No total, incluindo as obras impressas, foram distribuídas 6.773.421 Bíblias completas, enquanto as demais publicações, somando-se a Novos Testamentos, livretos, folhetos, obras acadêmicas e publicações infantis, atingiram 277.397.304 de exemplares.

Desde 2002, a Bíblia completa também está disponível em Braile, tornando-se acessível também a esse segmento da população. Outros públicos contemplados com edições especiais do texto bíblico são as pessoas com deficiência auditiva e comunidades indígenas e de imigração.

Comemorações variadas

Em 2018, a SBB completará 70 anos, marcados pelo esforço de distribuir a Bíblia a todas as pessoas em qualquer lugar que estejam. Por isso, está convidando todas as igrejas cristãs a homenagear esse importante livro. A programação do Ano da Bíblia será divulgada ao longo do ano. Um Comitê Nacional de Referência, composto por cerca de 2.000 líderes, e comitês estaduais darão suporte às iniciativas. “Queremos ampliar a divulgação e o conhecimento das Escrituras Sagradas no Brasil”, afirma Erní Seibert, secretário de Comunicação, Ação Social e Arrecadação da SBB.

O Ano da Bíblia merecerá programação especial no tradicional Fórum de Ciências Bíblicas, que chegará à 14ª edição em 2018, e nos Seminários de Ciências Bíblicas, promovidos pela entidade. Uma exposição sobre o tema, com peças do Museu da Bíblia (MuBi), percorrerá vários pontos do País, a partir de fevereiro, e será destaque também no espaço cultural da SBB, em Barueri (SP). O lançamento será no Dia da Bíblia, em 10 de dezembro, mas antes, no dia 6, será realizada, em Brasília, uma sessão solene na Câmara dos Deputados.

Além disso, a SBB lança a Nova Almeida Atualizada, revisão da consagrada tradução Almeida Revista e Atualizada, uma das preferidas pelos cristãos brasileiros. Com estilo clássico e linguagem atual, a obra foi desenvolvida tendo como base os textos bíblicos originais em Hebraico, Aramaico e Grego. Outro destaque será a transcrição do Novo Testamento em linguagem web. O projeto foi pensado com o objetivo de promover a interação do público jovem com o texto bíblico.

Na programação, não faltarão atividades. As igrejas serão convidadas a realizar maratonas de leitura, ciclo de palestras sobre o Livro Sagrado, cultos especiais, exposições, festivais de música, passeios ciclísticos e carreatas, entre outras atividades.

Esta é a segunda edição do Ano da Bíblia no Brasil. A primeira celebração ocorreu em 2008 e teve como tema “Bíblia Sagrada – Um livro para todos”.

Fonte: Sociedade Bíblica do Brasil
Foto: Aaron Burden

segunda-feira, 5 de fevereiro de 2018

Integridade e paz: restaurando a unidade da pessoa

Sabemos que existem três dimensões de relacionamento que constituem e fundamentam nossa existência – Deus, o próximo e nós mesmos. Jesus resumiu os mandamentos em um só: “Amarás, pois, ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, e de toda a tua alma, e de todo o teu entendimento, e […] amarás o teu próximo como a ti mesmo” (Mc 12.30-31). Este grande mandamento integra esta realidade tridimensional da existência humana. Encontrar o caminho de volta para Deus, para mim mesmo e para o meu próximo é a grande aventura humana e a experiência de redenção. Integrar estas dimensões de relacionamento nos conduz à liberdade e à unidade da pessoa. Quero sugerir três princípios que podem nos ajudar a integrar estas dimensões, tantas vezes fragmentadas.
O primeiro princípio é o da revelação. A fé cristã nasce da revelação de Deus a nós. Não se trata de uma autodescoberta. Ao se revelar em Cristo, encontramos Deus nascendo, vivendo, morrendo e ressuscitando por nós. A graça nos é revelada e nos é dada. A fé é um presente de Deus para nós, não uma conquista nossa. O conhecimento de Deus, do próximo e de nós mesmos não tem seu princípio em nós, mas em Deus. Diante da beleza inefável e amorosa de Deus em sua identificação conosco por meio de Cristo, somos atraídos por seu amor e nos curvamos diante de seu poder e glória. Somos convertidos a ele. O nosso egoísmo é definitivamente vencido, a nossa rejeição e o nosso medo do outro são superados pela graça divina, que nos liberta e transforma. Por meio da revelação de Deus a nós, sua graça nos acolhe e infunde em nós o mesmo amor com que o Filho unigênito é eternamente amado pelo Pai.
O segundo princípio é o do afeto. Deus se revela a nós como um grande e poderoso Deus. Temê-lo é uma atitude natural e necessária. Mas ele também se revela como um Deus cheio de misericórdia, amor e compaixão. Amá-lo e nos abrir para ele é também uma resposta natural e necessária. Esta tensão entre o temor e o amor cria em nós o que chamamos de reverência – distância e proximidade, respeito e intimidade. Porém, se o temor se transforma em medo, nos afastamos e nos escondemos. Mas quando o temor nos atrai a uma devoção reverente e amorosa, nos abrimos para Deus, para o próximo e para nós mesmos. Surge um novo afeto, um desejo que nos atrai para Deus, nos aproxima do outro e nos leva a olhar com compaixão para nós. Nasce a comunhão cristã.
O terceiro princípio é o da disciplina espiritual. A prática das disciplinas espirituais é o processo por meio do qual readquirimos a autoridade sobre nós mesmos a partir do fortalecimento das convicções (revelação), do bom uso da razão e da resistência às paixões e seduções que há no mundo. O domínio próprio é uma das virtudes que mais desafiam o cristão moderno. Perdemos a integridade porque nosso corpo, nossas emoções, razão, vontade e sexualidade funcionam sem harmonia alguma. O pecado desestrutura e desorganiza a vida humana. Já as disciplinas espirituais da meditação bíblica e da oração, da quietude e do silêncio, da confissão e da adoração pública, do exercício zeloso dos deveres cristãos e do trabalho para o bem comum reordenam nossa vida interior, integrando as dimensões fundamentais do grande mandamento.
A unidade interior – Deus, o próximo e nós, uma vez integrados pela graça por meio da revelação, dos afetos redimidos e das disciplinas espirituais – nos conduz a uma nova liberdade, fruto da harmonia e da paz que nos torna íntegros. Alcançar esta liberdade é a vocação e o chamado de todo cristão: “Foi para a liberdade que Cristo nos libertou […]” (Gl 5.1).
A meditação nas Escrituras, que nos revela Deus na pessoa de seu Filho encarnado, a vida de oração, que nos abre para Deus e para nós mesmos, e a comunhão fraterna com o povo de Deus, que, gradualmente, quebra o gelo que o medo criou em nós, nos levam a viver, integralmente, o grande mandamento do amor.
Ricardo Barbosa de Sousa é pastor da Igreja Presbiteriana do Planalto e coordenador do Centro Cristão de Estudos, em Brasília. É autor de, entre outros, A Espiritualidade, O Evangelho e a Igreja.

domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tudo o que devia saber na vida aprendi com Jesus

Em 1988 o pastor unitarista norte-americano, Robert Fulghum, ficou famoso com a publicação de sua obra “All I Really Needed to Know I Learned in Kindergarden”, lançado em português em 2004 sob o título “Tudo o que eu devia saber eu aprendi no jardim da infância” (Ed. Best Seller). O livro permaneceu na lista de best-sellers em Nova York por quase dois anos. Dentre as coisas que ele relaciona estão ideias muito simples de conduta e convivência social como, por exemplo: “não pegue as coisas dos outros”, “arrume a sua bagunça”, “peça desculpas quando machucar alguém”, “respeite o limite dos outros”, dentre outras.

A ideia é muito sugestiva e provocadora. Mostra muito bem que o que somos e como resolvemos nossos problemas, hoje, depende muito de valores e princípios que desenvolvemos desde a infância. A ideia não é nova. Provérbios nos diz: “Ensine seus filhos no caminho certo, e, mesmo quando envelhecerem, não se desviarão dele” (Pv 22.6, NVT). Também temos em nossa cultura uma expressão que reflete essa ideia, “isso vem de berço” ou “isso se aprende no berço” – explicando que certas condutas revelam a formação que a pessoa teve na infância.

Algo semelhante pode ser dito sobre a nossa caminhada com Deus. Os anos iniciais de nossa fé são determinantes para nossa caminhada subsequente com Deus. Quando comecei a ler a Bíblia de forma mais intencional e pessoal, na adolescência, comecei pelos Evangelhos. Alguns ensinamentos e parábolas de Jesus foram marcantes para mim naquela época, e, à medida que o tempo passa, descubro que influenciam até hoje meu modo de pensar e agir. Não é exagero dizer que “tudo o que realmente devia saber na vida eu aprendi com Jesus, na leitura dos Evangelhos”.

Por isso, nesse início de ano, quero recordar alguns desses ensinamentos elementares que fazem toda a diferença na maneira como vivemos com Deus e com as pessoas. São alguns ensinamentos tão elementares, porém, também tão ignorados por nós. Parafraseio alguns desses ensinamentos preciosos.

Não fiquem preocupados com as coisas da vida, o que comer ou beber... (Mt 6.25)

Tão simples, mas tão difícil de praticar. No mundo em que ter e fazer se tornam mais importante do que ser e conviver, vivemos constantemente ansiosos e inquietos com as “coisas” e menos com as pessoas. É preciso um exercício de contemplação e reconhecimento do cuidado de Deus para nos desvencilhar da tirania da ansiedade pelas coisas da vida.

Busque em primeiro lugar o reino de Jesus e a sua justiça, e você vai ver como serão supridas todas as suas necessidades (Mt 6.33)

Buscar o reino e a justiça parece algo tão abstrato em comparação com as necessidades da vida. Por outro lado, ter tudo que se deseja não satisfaz as pessoas. É justamente os valores do reino e da justiça que dão sustentabilidade à existência e satisfação humanas.

Por que você fica incomodado com os erros dos outros e não enxerga os seus próprios defeitos? (Mt 7.3)

Os pequenos erros dos outros sempre são imensamente maiores do que nossos mais graves defeitos. Se pudéssemos ser mais condescendentes e pacientes com os erros do cônjuge, dos filhos, dos parentes, dos irmãos da igreja, do pastor e etc., poderíamos viver mais solidariamente. Precisamos ser mais perdoadores, compassivos, compreensivos e longânimes.

Quando ajudar os outros, não fique esnobando. Nem sua mão esquerda precisa saber o que a mão direita fez (Mt 6.3)


Esse ensino parece que nunca foi tão necessário quanto nos dias de hoje, em que os meios de comunicação em massa e as redes sociais são usados constantemente para exibir os gestos solidários e bondosos de tantos indivíduos. Se dependesse do “bem” que vemos as pessoas fazendo nas redes sociais, esse mundo seria uma maravilha.

Vocês aprenderam que era para amar o seu próximo e odiar o inimigo, mas eu digo o seguinte, amem os seus inimigos e orem pelos que perseguem vocês (Mt 5.43)
Não precisa muito para considerarmos alguém um “inimigo” ou “adversário”. O individualismo e narcisismo modernos levam as pessoas a considerarem até seu cônjuge como um inimigo, e, muitas vezes, por pouca coisa. Mesmo que os seja, Jesus ensina a amar, não odiar.

Se alguém quer salvar a sua vida, se dará mal; mas quem perder por minha causa, terá uma grande alegria e surpresa de encontrar uma vida incomparável (Mt 16.24-25)
A vida não se define por alcançar os “meus” sonhos e objetivos, ser o que sempre quis ser, viver a minha vida. A alegria e satisfação são alcançadas quando nos doamos, principalmente, quando nos doamos a Cristo para que ele seja o centro de nossa vida.

Não são as coisas que comemos que nos contaminam, mas as coisas que saem de nossa mente e coração (Mt 15.11)

É muito mais fácil nos preocuparmos com a forma, o ritual, a lei da igreja ou a religião e não perceber que, no fim, essas coisas não transformam fundamentalmente a maldade, inveja, egoísmo, intolerância e amargura interior das pessoas.

Esses são alguns de tantos ensinamentos singelos e genuínos de Jesus que precisamos cultivar constantemente em nossa vida.

Pastor presbiteriano, doutor em Antigo Testamento e diretor acadêmico da Faculdade Teológica Sul-Americana, em Londrina (PR).

sábado, 3 de fevereiro de 2018

O choro e a morte são as últimas notícias?

As luzes dos fogos e o frenesi da virada de mais um ano a pouco se apagaram e o silêncio nos traz de volta ao cenário dos dias incertos. Na próxima esquina, o “novo” ano nos desafia com velhos temores e antigas dúvidas. No país, em pleno ano eleitoral, não há sinais de que alguma novidade possa surgir no horizonte. O clima também é tenso, imprevisível e desarrazoado no âmbito internacional. Guerras e rumores de guerra. Fome, abuso e violência fazem parte do cotidiano de muitos. O medo, a angústia e a insegurança são sentimentos preponderantes na maioria das pessoas. O brilho dos fogos que tanto nos encanta não é suficiente para dissipar as sombras.

Semelhante cenário de escuridão permeia muitos capítulos da história da humanidade. O mais importante deles aconteceu em uma sexta-feira distante, mais de dois mil anos atrás. O mesmo cheiro de morte, que brota de nossos hospitais abarrotados e das nossas ruas repletas de violência, tomava conta dos discípulos que, mergulhados na consternação que reinava naquele longínquo final de semana após a morte horrenda de Jesus, se dirigiam a Emaús. Como aqueles viajantes, não raras vezes, andamos cabisbaixos, curvados pelo sentimento de que tudo está perdido e de que não resta qualquer resquício de luz no fim do túnel da jornada. Corrupção, dor e sofrimento deixam a impressão de que não há lugar para o bem na história e que o mal é a realidade última. Também no íntimo de nossos corações passamos por vales sombrios que, a seu tempo e modo, podem nos cegar. Hoje, porém, como naquele momento histórico, enganamo-nos quando pensamos que o choro e a morte são as últimas notícias.

A visão da realidade dos fatos se apresenta ao longo do caminho por meio de alguém que encarna a própria luz e que insiste em dizer: não é tempo de desistir, não é o fim! Conforme ele demonstrou na empoeirada estrada de Emaús, nossa saída está em olhar para as Escrituras e, nelas, enxergar a ação poderosa do Deus que nos garante que tudo o que houve, tudo o que há e tudo o que há de vir dirige-se a um surpreendente final que já está determinado, a uma vitória que já foi conquistada, curiosamente na escuridão e na dor da cruz, e que redunda na esperança da vida.

>>> Século I – O Resgate <<<
Um olhar mais atento para a dinâmica da narrativa bíblica – da boa criação à queda e, desta, à redenção plena descrita no derradeiro livro canônico – permite enxergar a insistência de Deus que, movido por seu imenso amor e pela certeza de que toda a criação é essencialmente boa, escolhe preservá-la! Foi assim no dilúvio, quando, diante da possibilidade de destruí-la, ele preferiu restaurá-la, mantendo a espécie humana por intermédio de Noé. Já havia sido assim no Éden, quando, diante da escolha feita pelo homem de romper o vínculo com o criador, surge a promessa feita a Eva de que da sua descendência viria o redentor, o qual destruiria a serpente, símbolo do engano.

A oportunidade de restauração é a sinfonia da esperança. Seus harmônicos movimentos podem inundar o coração de paz quando a dúvida e o medo fazem parecer que, ao final, não será possível a vitória do bem sobre o mal.

Na dramática história de Elias, encontramos um profeta deprimido e sua equivocada leitura do noticiário local, ao imaginar que todos haviam abandonado a verdadeira fé e o Senhor quando, na verdade, sete mil não haviam se dobrado perante Baal! Elizeu, por sua vez, ora por seu jovem ajudante Geazi, pedindo a Deus que abrisse os olhos do rapaz para que pudesse ver o invisível, em dimensões humanamente inimagináveis!

A trilha de Emaús é, então, um chamado à esperança. O Cristo que venceu a morte para nos garantir a vida nos assegura que não estamos sozinhos em nossa batalha pela construção de uma realidade mais cheia de luz e graça, pois o bom, o belo e o verdadeiro fazem parte do reino de Deus e Ele é suficientemente capaz de implementá-lo. Na ressurreição de Jesus, o projeto de restauração da humanidade se concretiza. Na sua volta, veremos a sua plenitude. Assim, não há nada perdido. O Senhor da História venceu. O bem já triunfou. Esta é a verdade final. Esta, a derradeira notícia!

Por Ultimato Online

sexta-feira, 2 de fevereiro de 2018

Espírito Santo ou fogo estranho causando prejuízos incalculáveis para o Corpo de Cristo

É claro que você não saberia de que maneira o Espírito Santo é tratado por dezenas de cristãos professos nos dias de hoje. Por um lado, alguns evangélicos tradicionais são culpados por negligenciar o Espírito Santo por completo, onde a pessoa da Trindade é esquecida. Tentam fazer a Igreja crescer através de sua própria inteligência, no lugar de fazê-lo através do poder do Espírito. Muitos minimizam a própria santidade e obra santificadora do Espírito. Alegam que a pregação bíblica, na qual a espada do Espírito é manejada com cuidado e precisão, agora está fora de moda. Em seu lugar, eles oferecem entretenimento, inovações, clichês vazios, ou a elevação da incerteza, trocando, assim, a autoridade do Espírito que inspirou as Escrituras por substitutos baratos e impotentes.
Por outro lado, os movimentos pentecostais e carismáticos modernos levaram o pêndulo para o extremo oposto. Criaram uma preocupação doentia com supostas manifestações do poder do Espírito Santo. Carismáticos comprometidos falam incessantemente sobre os fenômenos, as emoções e a mais recente onda ou sensação. Eles parecem ter relativamente pouco (às vezes nada) a dizer sobre Cristo, sobre sua obra expiatória ou sobre os fatos históricos do evangelho. A fixação carismática na suposta obra do Espírito Santo é falsa reverência. Jesus disse: “Quando vier o Conselheiro, que eu enviarei a vocês da parte do Pai, o Espírito da verdade que provém do Pai, ele testemunhará a meu respeito” (João 15:26). Assim, quando o Espírito Santo se torna o ponto central da mensagem da Igreja, a sua verdadeira obra é prejudicada.
O “Espírito Santo” encontrado na maior parte do ensino e da prática carismática não tem qualquer semelhança com o verdadeiro Espírito de Deus revelado nas Escrituras. O verdadeiro Espírito Santo não é uma corrente eletrizante de energia extática, um tagarela extremamente chato com um discurso irracional ou um gênio cósmico que indiscriminadamente concede desejos egoístas relacionados à saúde e à riqueza. O verdadeiro Espírito de Deus não faz com que o seu povo ladre como cães ou ria como hienas; ele não o derruba no chão em um estupor inconsciente, ele não o incita a adorar de forma caótica e incontrolável; e ele certamente não realiza a obra do seu Reino por meio de falsos profetas, falsos curandeiros e televangelistas fraudulentos.
Ao inventar um Espírito Santo de idéias idólatras, o movimento carismático moderno oferece fogo estranho que tem causado prejuízos incalculáveis para o Corpo de Cristo. Alegando concentrar-se na terceira pessoa da Trindade, tem, na verdade, profanado seu nome e denegrido sua verdadeira obra. Sempre que Deus é desonrado, aqueles que amam o Senhor sentem dor e justa indignação. Isso foi o que Davi experimentou quando exclamou, em Salmos 69:9: “O zelo pela tua casa me consome, e os insultos daqueles que te insultam caem sobre mim.” O Senhor Jesus citou esse versículo quando purificou o templo, expulsando os cambistas que trataram o santuário de Deus e a adoração do seu povo com desrespeito vergonhoso. Há muito tempo que sinto um peso semelhante em resposta às formas deploráveis com que o Espírito Santo é caluniado, maltratado e mal-interpretado por muitos dentro dos círculos carismáticos.
É um triste toque de ironia que aqueles que afirmam estar mais focados no Espírito Santo sejam, na realidade, são os que mais o ofendem, entristecem, insultam, deturpam, extinguem e desonram. Como fazem isso? Atribuindo-lhe palavras que ele não disse, atos que ele não realizou, fenômenos que ele não produz, e experiências que não têm nada a ver com ele. Eles ousadamente fixaram o nome dele naquilo que não é sua obra. Na época de Jesus, os líderes religiosos de Israel, blasfemando, atribuíram a obra do Espírito Santo a Satanás (Mateus 12:24). O movimento carismático moderno faz o inverso, atribuindo a obra do Diabo ao Espírito Santo. Os exércitos de Satanás de falsos mestres, marchando ao ritmo de seus próprios desejos ilícitos, propagam seus erros de bom grado.
Eles são vigaristas espirituais, malfeitores, trapaceiros e charlatães. Podemos ver um desfile interminável deles simplesmente ligando a televisão. Judas os chamou de nuvens sem água, ondas bravias e estrelas errantes, “para as quais estão reservadas para sempre as mais densas trevas” (v. 13). No entanto, eles afirmam ser anjos de luz, ganhando credibilidade para suas mentiras invocando o Espírito Santo, como se não houvesse nenhuma penalidade a pagar por esse tipo de blasfêmia. A Bíblia deixa claro que Deus pede para ser adorado por quem ele realmente é. Da mesma forma que ninguém pode honrar o Pai a não ser que o Filho também seja honrado, é igualmente impossível honrar o Pai e o Filho enquanto se desonra o Espírito. No entanto, diariamente, milhões de carismáticos oferecem louvor a uma imagem evidentemente falsa do Espírito Santo.
Eles se tornaram semelhantes aos israelitas de Êxodo 32, que obrigaram Arão a modelar um bezerro de ouro, enquanto Moisés estava ausente. Os israelitas idólatras alegaram estar honrando ao Senhor (vv. 4-8), mas, ao invés disso, estavam adorando uma falsificação grotesca, dançando em torno dela com um descontrole desonroso (v. 25). A resposta de Deus à desobediência foi rápida e severa. Antes que o dia terminasse, milhares foram condenados à morte. Esta é a questão: não podemos dar a Deus a forma que gostaríamos. Não podemos moldá-lo à nossa própria imagem, de acordo com as nossas próprias especificações e fantasias. No entanto, isso é o que muitos pentecostais e carismáticos têm feito. Eles criaram a sua própria versão do bezerro de ouro para o Espírito Santo. Jogaram sua teologia no fogo da experiência humana e adoraram o falso espírito que surgiu, desfilando diante dele com gestos estranhos e comportamento desenfreado. Enquanto movimento organizado, eles têm persistentemente ignorado a verdade sobre o Espírito Santo e, com uma temerária liberdade, criada um falso espírito na casa de Deus, desonrando a terceira pessoa da Trindade, no próprio nome dela.

Fonte: Não Há Heresias

quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Vem aí: 20º Encontro para Consciência Cristã, na Paraíba

Acontece no período de 8 a 13 de fevereiro mais uma edição do Encontro para Consciência Cristã. Comemorando seus vinte anos de existência, o evento acontece na cidade de Campina Grande, Paraíba, e traz o tema “Edificados sobre a Rocha”.

Realizado anualmente no período do Carnaval, uma das características do Encontro para Consciência Cristã é seu viés apologético, já que o evento surgiu como contraponto a uma reunião esotérica que reúne centenas de pessoas em Campina Grande. A programação conta com diversos seminários, plenárias, participações musicais e cursos, e todas as atividades são abertas ao público.

Também há atividades específicas voltadas para crianças, adolescentes e jovens. No dia 11, por exemplo, acontece o 5° Seminário Literatura, Bíblia e Cristianismo, com a professora Norma Braga, tradutora e doutora em literatura francesa, com o tema “Idolatria e ambiguidade em Até que Tenhamos Rostos, de C. S. Lewis”.

Neste ano o encontro tem a presença confirmada de trinta preletores. Entre eles o pastor americano Joel Beeke, Ph.D. em teologia pelo Westminster Theological Seminary; sua esposa Mary Beeke, escritora e palestrante, e Jonas Hensworth, pastor em Antigua e Barbuda, e presidente da Missão Batista no Leste do Caribe. Entre os preletores nacionais, está Alderi Souza (articulista da revista Ultimato), Hernandes Dias Lopes, Ronaldo Lidório, Durvalina Bezerra, Barbara Burns, Sérgio-Ribeiro, dentre outros.

Considerado um dos maiores eventos cristãos do Brasil, o Encontro para Consciência Cristã é organizado pela Visão Nacional para a Consciência Cristã (VINACC) – uma organização evangélica interdenominacional, não governamental e sem fins lucrativos, fundada em 2001 com o objetivo de exaltar a pessoa de Jesus Cristo, pregar o verdadeiro Evangelho, defender a fé cristã, edificar a Igreja e servir ao próximo na sociedade.

Serviço
Evento: 20ª Encontro para Consciência Cristã.
Data: 8 a 13 de fevereiro de 2018.
Local: Campina Grande, Paraíba.
Clique aqui para mais informações e inscrições.

terça-feira, 2 de janeiro de 2018

Pausa no Blog

Queridos leitores, daremos uma pausa em nosso blog nesse breve período de férias. Voltaremos no dia 01 de Fevereiro de 2018, com informações, notícias e mensagens cristã. Deus abençõe à todos.

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