NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

sexta-feira, 7 de outubro de 2016

O Peso de pecar e seguir pecando

Notadamente o pecado é nosso maior "espinho", ele expõe nossa natureza limitada e depravada. Cristo nos propôs trocar o nosso fardo pelo DEle, isto é, levar uma carga que repetitivamente nos vemos em condições de escravidão.
"Quem comete o pecado é do diabo; porque o diabo peca desde o princípio. Para isto o Filho de Deus se manifestou: para desfazer as obras do diabo." - 1 João 3:8
"Vinde a mim, todos os que estais cansados e oprimidos, e eu vos aliviarei.Tomai sobre vós o meu jugo, e aprendei de mim, que sou manso e humilde de coração; e encontrareis descanso para as vossas almas. Porque o meu jugo é suave e o meu fardo é leve." - Mateus 11:28-30
Nosso Salvador sabe que o pecado é um fardo pesado de ser carregado, pois ele requer satisfações diárias e constantes, buscas essas que nos farão perecer. Para sermos participantes da grande mesa do Senhor, a qual ele nos prometeu, temos que ter sua marca, algo que nos define e ao mesmo tempo nos "separa" do mundo do pecado. Jesus nos marcou com seu sangue, ele nos comprou com alto preço, sua morte na cruz foi o bastante para nos resgatar e satisfazer de forma plena a redenção dos seus eleitos.
Cristo nos propõe trocar de "fardo", um pesado por uma suave, por mais que isso possa parecer algo fora da nossa realidade, onde ninguém ajuda mais ninguém, ele nos oferece todos os dias essa dadiva, é ao oferecer isso ele automaticamente nos dá graça para enfrentar as dificuldades e lutas internas que travamos com nós mesmo.
O anti-amor, aquilo que ninguém vê você fazer, nossa auto-suficiência, a própria correria do dia-a-dia, os desejos da carne,  tudo que passamos ao acordar e colocar o pé no chão todos os dias. Vivemos dias maus, onde o amor de muitos está se esfriando e de alguns até já congelou, não muito difícil entender que nossas limitações e deformidades nos levarão a morte, tanto física quanto espiritual.
Mas na maioria dos casos o coração já fechou e não se ouve a voz do Espírito Santo.
Ore assim como Jesus nos ensinou, pedindo ao Pai que nos livre do mal, pois ele estará aqui até o sejamos separados dele e de "nós mesmos", digo isso com relação a nossa vontade e desnível em pratica-ló. Que sejamos praticantes e dependentes dessa graça e desta jornada que é alívio de fardo e luta implacável por santificação.
Até porque somente "esticaremos os braços para algo santo", a transformação completa será o dia que prestaremos conta desse fardo que carregamos nas costas, pois nesse dia seremos justificados por Alguém que foi pregado e massacrado numa cruz para esvazia-lo.
#joaobatista

quinta-feira, 6 de outubro de 2016

Chega de construir ícones na casa do Senhor, diz Helena Tannure

Durante uma pregação, a pastora Helena Tannure criticou a construção de ídolos e ícones dentro das igrejas.
A pregação foi feita na sede da igreja Comunidade da Graça, em São Paulo, durante o evento “Mulher Plena”.
Helena criticava o desvio da fé em Deus pela fé em pessoas como cantores e pastores. “A gente está sempre elegendo um pop gospel, um ungido de Deus. Mas o ungido de Deus subiu à cruz e morreu, o resto é tudo farinha do mesmo saco”, disse ela.
Ela chegou a questionar até mesmo quem pede fotos com ela. “Eu não vou te dar uma foto, chega de construir ícones se não o Senhor. Ele é o único digno de adoração e louvor”.
A pastora afirmou que fica feliz quando falam que alguma mensagem que ela ministrou abençoou alguém, porém ela questiona porque os pastores locais não são tão elogiados quanto os convidados.
Helena também citou outras posições importantes para o bom andamento do culto e que não há quem peça fotos para pessoas como o zelador, o câmera que filma os cultos e outros.
“Quem descasca os abacaxis da igreja são os pastores locais, são eles que pregam de casamento à velório, são eles que visitam no dia mal e você só quer tirar foto com o pop gospel?”, questiona.
O tema da pregação era “Além das emoções” e Helena Tannure mostrou a importância de ter as emoções controlas pelo Espírito Santo.

Fonte: gospelprime

quarta-feira, 5 de outubro de 2016

Politicamente correto ou vergonhosamente omisso?

Em nome do “politicamente correto” os cristãos estão se tornando vergonhosamente omissos. A falta de coragem em falar a verdade é mascarada pelo “respeito” e pela “tolerância” que na realidade não é nem uma coisa nem outra, mas, sim, diante da omissão da mensagem que deve ser proclamada, custe o que custar, doa em quem doer.

Em nome do “politicamente correto”:

1) Noé teria visto sua família morrer no dilúvio, pois, anunciar o castigo de Deus ao mundo seria (hoje) uma propaganda terrorista;

2) Moisés teria ficado calado quando viu o egípcio matando aquele hebreu, afinal, seria loucura da parte dele se levantar contra o sistema estabelecido;

3) Ana, mãe de Samuel, hoje teria sido processada por “abandono de incapaz” quando cumpriu sua promessa a Deus de dedicar-Lhe o filho que Ele lhe desse;

4) Elias teria sido um intolerante, agitador e incitador de perseguição quando zombou dos sacerdotes de Baal e de seu culto idólatra, e depois mandou que fossem mortos todos aqueles prevaricadores idólatras;

5) Eliseu teria sido condenado tanto pelo IBAMA por ter usado duas ursas, e pelo MP pelo assassinato daqueles meninos que zombavam do ungido do Senhor;

6) Jeremias seria achincalhado por ser “do contra”, pois, onde já se viu um profeta profetizar “coisas ruins” quando todos os outros profetas só “profetizavam” coisas boas? Na verdade, os falsos profetas (assim como em nossos dias) sempre pregaram o que o povo quer ouvir e não o que Deus de fato manda, como o fez Jeremias;

7) E Ezequiel? Ah! Esse profeta boca suja que deveria passar por uma sessão de psicanálise na melhor linha freudiana, pois, ele só falava de sexo e órgãos genitais, sexo, e órgãos genitais… para repreender o povo.

8) Daniel e seus companheiros seriam condenados (e foram) por rebeldia contra o rei. Onde já se viu um servo de Deus se rebelar contra os governantes?

9) João Batista seria (e foi) chamado de endemoninhado, pois, somente quem tem o capeta no couro come gafanhotos com mel (ainda que em nossos dias algumas culturas saboreiem “iguarias” como essa, mas, aí, dessas culturas dizemos que é normal, e, criticá-las seria “etnocentrismo”);

10) E Jesus? Em nome do “politicamente correto” Ele seria chamado de agitador, perturbador da ordem estabelecida, megalomaníaco (se declara Deus!), absolutista, pois, Se declara como “a Verdade” e não como mais uma verdade.

11) Paulo, Pedro, João, Tiago e os demais apóstolos não passam de um bando de aproveitadores que “institucionalizaram” a Igreja de Cristo dando ensejo para que os muitos pilantras se aproveitassem da ganância travestida de ingenuidade de muitos.

Definitivamente, em nome do politicamente correto a omissão tem se instalado no coração dos cristãos que se acovardam, não têm coragem de chamarem de mal o mal, de denunciarem o pecado seja em quem e aonde for.

“A Igreja de Cristo não foi chamada para fazer relações públicas, mas, sim, dar um ultimato à sociedade” (Rev. Marcos Agripino).

Não fomos chamados para dialogar com o mundo, mas, sim, monologar, pois, pregação é monólogo (e muitas vezes ficamos sozinhos enquanto falamos).

***
Autor: Rev. Olivar Alves Pereira

terça-feira, 4 de outubro de 2016

Outubro Rosa 2016


O Outro Lado Da Batalha Espiritual Que Muitos Cristãos Desconhecem

Ao contrário do que muitos cristãos imaginam, nossa batalha contra Satanás e os demônios não é somente na esfera espiritual, como se a missão deles consistisse em apenas tentar os cristãos a pecarem contra Deus, oprimir as pessoas, frustrar os seus planos, causar acidentes, brigas, confusões, destruição de casamentos, dentre outras coisas. Satanás e os demônios só podem agir no mundo [ainda que influenciando as pessoas, uma vez que parte do mal que sobrevém em nossa vida é resultado dos nossos próprios pecados e escolhas erradas que fazemos] se Deus “permitir” conforme os seus decretos soberanos. O caso de Jó é um exemplo inveterado de que Satanás só tocou em sua vida porque Deus “permitiu” que ele o fizesse (Jó 1.6-12; 2.1-6).
Não obstante, a outra faceta desta batalha espiritual entre Satanás e os cristãos é na esfera intelectual.
A batalha espiritual não reside apenas em oposições físicas causadas pelo exército demoníaco que descrevi anteriormente, mas, também, em oposição intelectual. Satanás se opõe veementemente contra a Palavra de Deus através de cosmovisões equivocadas. A sua oposição consiste especificamente na deturpação da verdade. Destarte, quando os preceitos de Deus estabelecidos nas Escrituras são distorcidos por teólogos, pastores e pregadores falaciosos e pouco instruídos, que são os instrumentos de Satanás incumbidos para esta tarefa [ainda que muitos destes o façam por insipiência e exânimes do engano], a  Palavra de Deus é transmitida às pessoas na igreja, no rádio, na TV e na internet de forma ludibriada. Essa deturpação da verdade, portanto, é chamada de heresia.
Partindo desse pressuposto, é dissonante traçar uma bifurcação obtusa de pessoas, crenças hereges e ações das mesmas. É comumente enfatizado no meio evangélico a ideia de que a nossa luta não é contra o sangue e a carne, mas, sim, contra Satanás e os demônios (Ef 6.12). De fato, é verdade o que Paulo declarou. Contudo, precisamos entender o que o apóstolo quis dizer com essa expressão para não adotarmos interpretações contestáveis e místicas, que poderiam ser facilmente evitadas se analisarmos meticulosamente o texto a lume. Deixe-me ilustrar tal pensamento. Vejamos, pois:
Muitos evangélicos afirmam categoricamente que não devemos ser contra, no sentido de “odiar” ou “lutar” com pessoas; antes, devemos nos opor às crenças hereges e ações pecaminosas, conforme demandam as Escrituras. Todavia,  heresias e pecados não invadem a mente e a vida das pessoas, mas são as pessoas que abraçam as heresias disseminadas através de pregações e ensinamentos orais na igreja, no rádio, na TV, na internet e através de literatura. São as pessoas que decidem pecar sendo maledicentes, invejosas, mentindo, roubando, assassinando, se prostituindo, adulterando, dentre outros pecados.
Decerto, não podemos separar o pecado do pecador, como fazem muitos evangélicos, dizendo que Deus odeia o pecado, mas ama o pecador. O homem torna-se pecador se cometer aquilo que foi determinado por Deus nos seus mandamentos como pecado. Assim, o pecado só existe e é considerado pecado se alguém o tiver cometido. Logo, Deus odeia tanto o pecado quanto odeia e ama ao mesmo tempo o pecador [especificamente aqueles que estão para serem redimidos] (Sl 5.5-6; 11.5-6; 34.16; Pv 3.32a; Rm 8.7-8; Tg 3.4; 1Jo 2.15 etc…). Como Deus pode amar o pecador e somente odiar o pecado, se ambos estão relacionados? Se fosse assim, Deus não condenaria o ímpio à punição eterna, mas apenas o pecado, e o homem, portanto, seria livre da condenação. No entanto, sabemos pelas Escrituras que não é assim. O homem [ímpio] é condenado pelo pecado de Adão, o representante federal da humanidade caída e pelas suas obras más, que é o resultado desta ligação com ele (Rm 5.12; Jo 3.17-19; Ap 20.11-13).
Da mesma forma que não podemos dicotomizar o pecado do pecador, também não podemos dicotomizar heresias do herege. A heresia não existiria senão existisse alguém que, em virtude de uma interpretação falaciosa das Escrituras, a propagasse. Heresia e herege estão entrelaçados! Portanto, os inimigos de Deus que o aborrecem não são simplesmente o pecado e as heresias, numa forma abstrata, mas, sobretudo, pessoas que, mesmo enganadas, ainda que temporariamente, apoiam a propagação de heresias através do falso evangelho neopentecostal, fazendo parte destas seitas e contribuindo financeiramente para a eclosão das mesmas.
A batalha espiritual é teológica, intelectual! É uma batalha de cosmovisões! Os cristãos ortodoxos e ortopráticos estão num embate contra a mentira caracterizada pelas heresias que compõe o falso evangelho, o qual é reputado como a verdade, e a verdade reputada como mentira. Quando escreve sobre batalha espiritual, Paulo emprega características militares como ilustração, para que possamos entender que estamos numa guerra constante enquanto vivermos neste mundo pós-queda, o qual se opõe aos valores de Deus e aos cristãos. O apóstolo utiliza a metáfora militar de guerra no contexto de Efésios 6.10-17, em 2 Coríntios 10.3-5, em 1 Timóteo 6.12 e em 2 Timóteo 2.3-4, para ressaltar que a nossa batalha é tanto espiritual, contra os poderes malignos, quanto intelectual, pelo verdadeiro evangelho contra o falso evangelho híbrido e sincrético.
Esta guerra não é somente contra os sofismas religiosos, mas também contra os seus expositores. Jesus, quando esteve neste mundo, em sua primeira vinda, foi um opositor ferrenho dos fariseus e da religiosidade herege e legalista ensinada por eles (veja os detalhes dos confrontos de Jesus com os fariseus em Mt 5.20; 6.2-17; Mc 7.1-15; Mt 16.5-12; Mt 23; Jo 8.37, 47 etc.). Esta é a verdade subjacente em Gênesis 3.15. Deus disse que haveria um conflito [enquanto a terra não for restaurada] entre os descendentes de Cristo Jesus não somente com Satanás, mas também com os seus descendentes, a saber, os ímpios, como falsos teólogos, falsos pastores e falsos pregadores. Por isso, tais homens devem ser refutados e repreendidos. O cristão não deve ser omisso da verdade, mas, sim, um expoente e defensor implacável da mesma.
Portanto, quando Paulo disse que a nossa luta não é contra carne e sangue, mas contra satanás e os demônios, ele estava realçando que a guerra que estamos engajados por sermos cristãos não é física, de modo que não fazemos uso de estratégias e armas físicas, como revólveres, pistolas, escopetas, bombas; nem tampouco iremos infligir os nossos opositores da mesma forma.
Visto que a batalha é espiritual e intelectual, nossas armas e estratégias são espirituais e intelectuais. Empregamos a oração e a pregação do evangelho verdadeiro [juntamente com a apologética], que é a espada do Espírito e o meio de defendermos a nossa fé (Ef 6.17). Como vemos nas Escrituras, a nossa luta também é contra pessoas sob a influência e o domínio de satanás, e não somente contra as heresias. É uma batalha entre ideologias e cosmovisões humanistas, antropocêntricas e místicas dos ateus e hereges contra a cosmovisão cristã. Este conflito não é vencido por violência física e verbal, mas pela exposição das Escrituras através do poder do Espírito Santo. Paulo escreveu:
2 Coríntios 10.3-5 – Pois, embora vivamos como homens, não lutamos segundo os padrões humanos. As armas com as quais lutamos não são humanas; pelo contrário, são poderosas em Deus para destruir fortalezas. Destruímos argumentos e toda pretensão que se levanta contra o conhecimento de Deus, e levamos cativo todo pensamento, para torna-lo obediente a Cristo. (NVI)
As fortalezas que o apóstolo relata não são fortalezas demoníacas, conforme entendem os adeptos do movimento de batalha espiritual místico e herético difundido por Peter Wagner. Antes, “Paulo se refere à resistência que os incrédulos oferecem à verdade do Evangelho, por meio de sofismas e de outros raciocínios falazes, que procedem da soberba e da incredulidade do coração deles”.1
Finalmente, o apóstolo ensina que a vitória sobre os argumentos falaciosos dos incrédulos consiste na pregação sincera do evangelho, que é a única maneira das pessoas serem libertas do engano demoníaco, da religiosidade e do falso evangelho. Jesus disse em João 8.32 – “… e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (ARA)
NOTA: 1 Augustus Nicodemus Lopes. O que você precisa saber sobre Batalha Espiritual, pág 71.
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Autor: Leonardo Dâmaso

Mercadores da fé: um câncer na igreja contemporânea

Não é nada fácil lidar com a realidade de nossos dias, em se tratando do Mercado da Fé escancarado e presente em grande parte das denominações tidas como “evangélicas. ” A Teologia da Prosperidade (que nem pode ser chamado de Teologia) tomou proporções absurdas a tal ponto que grande parte dos frequentadores de tais denominações acreditarem que a obra da Cruz de Cristo tem como objetivo gerar uma multidão de ricos, e/ou pessoas que não enfrentem em suas vidas nenhum tipo de problema financeiro e afins.
A mensagem central do Evangelho, como podemos ler no Evangelho de Mateus, foi deixada de lado há muito tempo:
“E, naqueles dias, apareceu João o Batista pregando no deserto da Judéia, E dizendo: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. ” Mateus 3:1,2
A impressão que tenho é que esses versículos não podem ser proferidos em certas denominações, pois a centralidade do Evangelho não é a prioridade das mesmas. A grande realidade é que se pregassem as verdades do Reino de Deus, muito provavelmente não teriam a vida confortável que tem, pois não teriam argumentos para fazer da igreja um comércio aberto.
Diante disso, temos o cenário do criticismo absurdo que se manifesta, principalmente em redes sociais, e em poucos ambientes externos, aonde a tônica da pregação é exclusivamente dedicada a criticar os erros. Como se a crítica em si mesmo fosse a solução destes casos. Pelo óbvio, sabemos que criticar sem oferecer uma resposta ou solução honesta, torna-se improdutivo.
Neste ponto, surge em nossa realidade uma pergunta que deve ser respondida com honestidade: Como devemos agir diante dos mercadores da fé? Como devemos lidar com os mercenários que só querem dinheiro?
A Bíblia nos apresenta uma solução:
“E até importa que haja entre vós heresias, para que os que são sinceros se manifestem entre vós. ” (1 Coríntios 11:19 negrito meu)
CLARAMENTE, a Palavra nos ensina acerca de um posicionamento real diante das mentiras ditas “em Nome do Evangelho”.
A questão está justamente no nosso posicionamento, que não pode ser permissivo, e tampouco impiedoso. Ouço muitos dizendo que “vão orar” por estes mercadores, mas se esquecem que eles têm ensinado a mentira para muitos outros. E como podemos concluir do texto, omissão não condiz com que realmente luta pelo Evangelho de Cristo.
Portanto, proponho alguns pontos, os quais entendo que são importantes para nossa reflexão e meditação, e para que possamos ser cristãos autênticos ao lidar com esses fatos.
Consideremos:
Resposta Sólida: Claro que devemos ter em mente que uma atitude prática se faz necessária. E a nossa resposta sólida deve ser A PALAVRA DE DEUS. Quanto mais pregarmos o verdadeiro Evangelho de Cristo, quanto mais ensinarmos o verdadeiro caminho, menos espaço os mercadores de fé terão. Aliás, é uma triste constatação que se o povo de Cristo se dedicasse ao estudo sistemático das escrituras, os tais mercadores não teriam a publicidade e alcance que tem. Portanto, que sejamos verdadeiros bereanos, que buscam na Palavra a Verdade absoluta e inerrante contida no Evangelho.
Orar não significa fechar os olhos para o problema: como Cristão, é evidente que a oração faz parte de nosso cotidiano e que é necessária para todas as circunstâncias. Porém, orar, sem encarar a realidade dos fatos, ou simplesmente utilizar da oração como meio de omissão não me parece ser uma postura de um cristão autentico. Quanto mais discernimento e senso de realidade nós tivermos deste cenário, melhor é para refutarmos as mentiras dos enganadores, bem como discernir a real necessidade da pregação do Evangelho Genuíno.
Não devemos negociar os valores do Evangelho: muitos fazem a famigerada “vista grossa” a título de “ser irmão em Cristo” e que devemos “amar o próximo como a nós mesmos”. Claro que sei que devemos amar os irmãos, e em nenhum momento faço apologia e nenhum tipo de ódio. Só que há um abismo de diferenças e proporções entre amar um irmão e concordar com todos os seus atos. Honestamente falando, acredito que falta amor quando não corrigimos e não confrontamos o erro doutrinário e quando constatamos a perversão dos valores do Evangelho. E, em se tratando dos valores do Evangelho, não deve existir margens para tolerâncias face a mentiras. Acima de qualquer coisa, a VERDADE do Evangelho deve ser preservada, ensinada e defendida.
Portanto irmãos, oro e peço, encarecidamente que sejamos maduros para lidar com essa triste realidade, mas principalmente, que tenhamos coragem e caráter para pregarmos o Evangelho de Cristo, mesmo sabendo das dificuldades que estão ao nosso redor.
A Igreja de nossos dias precisa destes irmãos fiéis, que prezam pelo Evangelho de Cristo, acima de todas as coisas.
Por fim, deixo como meditação uma frase que li há mais de 15 anos, e que desde então, nunca mais saiu de meu coração:
“O verdadeiro pastor tem duas vozes: uma para chamar as ovelhas e outra para espantar os lobos devoradores. ” (João Calvino)
Que o Senhor Vos Abençoe

Fonte: gospelprime

segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Globo lançará filme sobre “Igreja do Diabo”

A maior produtora cinematográfica do Brasil, a Globo Filmes, subsidiária da Rede Globo de Televisão, está fazendo uma aposta arriscada. Acostumada aos sucessos de bilheteria de comédias estrelando artistas famosos pelas novelas, seu novo lançamento tenta fazer graça com o diabo.
Dirigido por Toni Venturi, o nome do filme é “A Comédia Divina”, um trocadilho com o famoso livro de Dante Alighieri, sobre uma viagem ao inferno. A premissa do roteiro, segundo o material de divulgação é que o Diabo (Murilo Rosa) está preocupado com sua baixa popularidade.
Por isso, decide abrir sua própria igreja na Terra para conquistar fiéis. Desejando alcançar sucesso rapidamente na empreitada, decide apoderar-se de uma emissora de TV. Entra em cena a repórter Raquel (Monica Iozzi) que deseja entrevistá-lo para uma matéria exclusiva.
Buscando o sucesso, o diabo passar a apresentar um talk show chamado “Satã Night show”. Uma das atrações do programa é “queimar pessoas ao vivo”. Ao mesmo tempo, ensina em sua igreja que tudo que era proibido agora é permitido.
O ser humano é incentivado a realizar todas suas fantasias reprimidas. Por exemplo, a inveja é mostrada como a essência da concorrência e o que faz o mundo girar.
Estranhamente, Deus é representado como uma mulher negra (Zezé Motta)., que só está preocupada com jogos de azar, que usa para driblar o tédio. No trailer, há um diálogo entre ele e Satanás. Falando sobre a humanidade, Deus chama o Diabo de “filho” e explica: “Os homens não são fiéis. Por isso criei o cachorro!”.
O roteiro do longa é baseado no famoso conto de Machado de Assis, “A Igreja do Diabo”, mas se passa nos dias de hoje. Rodado em 2014, sua estreia estava prevista para o final de 2016.

Fonte: gospelprime

Niilistas eclesiásticos e a condenação de reunião nos templos


Alguns desigrejados são simplistas, unicamente pelo fato de vociferarem aos quatro ventos que a igreja do primeiro século nunca construiu templos, o que depõem de modo assertivo contra aqueles que hoje o fazem. 

Pois é, segundo o pensamento destes niilistas eclesiásticos, o templo não passa de de uma estrutura antibíblica que precisa ser combatida e desconstruída na cabeça dos crentes. Todavia, o que estes irmãos desconhecem é que a igreja não se reunia em lugares públicos pelo fato de que até o ano 313 a fé cristã não era prescrita. Contudo, quando Constantino emitiu o Édito de Milão, a impossibilidade dos cristãos se reunirem sem serem aviltados deixou de existir, possibilitando com isso a liberdade dos crentes cultuarem livremente ao Senhor. Ademais, como bem afirmou o escritor Mauricio Zágari, (aqui) vale a pena ressaltar que escavações arqueológicas revelaram um antigo local de culto cristão do mundo localizado em Rihab, a 40 Km de Amã, na Jordânia, construído entre os anos 33 e 70 da nossa era. A tese dos arqueólogos sustenta que o local acolheu os primeiros cristãos até à data em que os romanos abraçaram oficialmente a fé, no século IV. Além disso, as Catacumbas de San Calixto, em Roma, as quais visitei, encontram-se, em meio as sepulturas, câmaras que serviam para a celebração religiosa e a realização de cultos o que revela que a Igreja primitiva nunca teve nada contra a reunião e a celebração litúrgica de cerimônias cristãs em ambientes especificamente preparados para esse fim. Lembro que ao visitar aquele lugar fui tomado de perplexidade em descobrir que irmãos em Cristo reuniam-se dominicalmente "embaixo da terra" para glorificar ouvir a Palavra, participar dos sacramentos, e celebrar a Cristo. 

Lamentavelmente os adeptos e defensores do niilismo eclesiástico, defendem o desigrejamento prestando com isso um desserviço a igreja de Cristo, ensinando assim conceitos antibíblicos, fundamentados numa exegese equivocada onde o cristianismo defendido é uma espécie de darbismo, cujas organizações, confissões ou vínculos eclesiásticos visíveis, são veementemente condenados.  

Isto posto, afirmo sem titubeios que o discurso contrário a igreja feito por estes além de antibíblico, é fraco, desprovido de raciocínio lógico e principalmente teológico, cujo conteúdo ilude todo aquele que comprovadamente encontra-se despreparado bíblica e teologicamente.   

Renato Vargens

sábado, 1 de outubro de 2016

Estudo mostra que poucos evangélicos conhecem sua fé

O quanto um evangélico médio conhece sobre a doutrina cristã básica? Na tentativa de responder a esta questão, o Instituto LifeWay Research e os ministérios Ligonier fizeram uma análise da percepção teológica com 3.000 cristãos adultos, de diferentes denominações.
Foram apresentadas 47 declarações sobre teologia e eles precisavam dizer “concordo”, “discordo” ou “não sei”. Os assuntos iam desde a divindade de Cristo até a importância de se frequentar uma igreja regularmente.
Inquirição similar foi feita dois anos atrás pelos mesmos ministérios, que constataram que não houve uma mudança significativa desde então. Cerca de dois terços (64%) dos evangélicos norte-americanos dizem que Deus aceita igualmente a adoração de cristãos, judeus e muçulmanos.
Um percentual pouco maior (65%) concordou totalmente ou parcialmente que há só um Deus verdadeiro, que ele é perfeito, e que ele ainda responde às orações (66%).
Embora o conceito do que é um “evangélico” possa variar muito, apenas 586 dos entrevistados concordaram que a Bíblia é a maior autoridade para a fé cristã, o evangelismo pessoal é muito importante, a morte de Jesus na cruz foi a única maneira de cancelar a penalidade do pecado e que é preciso crer em Jesus como único caminho para a salvação eterna. Os demais não aceitam todas essas declarações como verdadeiras.
Os resultados finais da pesquisa mostram que existe muita confusão sobre conceitos elementares da confissão de fé básica do cristianismo ao longo dos séculos. Em outros tempos, fazer tais afirmações seria suficiente para que a pessoa fosse considerada um “herege” e não pudesse mais ser contada entre os membros da igreja local.
Em especial nas declarações sobre Jesus ser completamente divino, o Espírito Santo não ser percebido como pessoa, e que a salvação depende de um esforço dos seres humanos.
Praticamente todos os evangélicos entrevistados concordaram que existe um verdadeiro Deus que subsiste em três pessoas (97%), que ele é perfeito (97%), e que responde às orações (94%). Contudo, o percentual de dúvida sobe drasticamente quando se pergunta sobre a natureza de Jesus. Sete em cada 10 dizem que ele foi a primeira e maior criação de Deus (71%).
Esse tipo de debate no início da era da Igreja criou a necessidade de se fazerem concílios, consultas formais com autoridades eclesiásticas para se tomar decisões que seriam normativas. Por exemplo, a questão da ‘origem’ de Jesus foi encerrada no ano 325, com o Credo Niceno, o qual afirma que Jesus “gerado unigênito do Pai, isto é, da substância do Pai”.
A crença de que Jesus foi criado e não é Deus chama-se Arianismo, por causa do padre Ário, que viveu no século IV e argumentava a partir de alguns versículos da Bíblia a ideia de Trindade. Esse pensamento subsiste até hoje em seitas como os Testemunhas de Jeová.
Quando se fala sobre o Espírito Santo ser uma força e não uma pessoa também comete-se um erro básico de entendimento da doutrina da Trindade. Essa questão foi encerrada no Concílio de Constantinopla, em 381, que gerou adições ao Credo Niceno para esclarecer a questão.
A fórmula do “Credo”, recitada em muitas igrejas católicas e evangélicas mais tradicionais mantém uma tradição milenar de instrução dos cristãos em todos os cultos.
Entretanto, não existem apenas dúvidas quanto a natureza divina. Com um forte apelo para a salvação da alma nos cultos, os evangélicos nem sempre compreendem de modo aprofundado o que envolve o famoso “aceitar a Jesus”.
O Livro de Romanos aborda vários aspectos do que acontece quando alguém deseja se converter. Mesmo assim as Igrejas ainda divergem sobre o papel que o homem tem nesse processo. Muito antes das controvérsias entre calvinistas e presentes em muitas denominações até hoje, no século V um monge chamado Pelágio ensinava que as pessoas podem escolher a Deus por sua própria vontade.
Esse pensamento foi combatido e condenado nos Conselhos de Cartago (em 418) e Éfeso (em 431). Uma versão mais suave de seis ensinamentos rejeitados categoricamente pelo Conselho de Orange, em 529.

Fonte: gospelprime

O Direito, o Voto e o Cristianismo

“Para que sejais irrepreensíveis e sinceros, filhos de Deus inculpáveis, no meio de uma geração corrompida e perversa, entre a qual resplandeceis como astros no mundo;” Fp 2.15

Em um “Estado Democrático de Direito”, como no caso do Brasil, conforme o caput (“cabeçalho”) do art. 1º, da Constituição Federal de 1988, o povo exerce seu poder de democracia através do “Sufrágio Universal”. Em outras palavras, estas mais simples, através do voto.
Obrigatório para os maiores de 18 anos, porém facultativo para ”os analfabetos, os maiores de setenta anos, e os maiores de dezesseis e menores de dezoito anos” (art. 14, §1º, Constituição Federal/88), o voto é a “arma” do povo quando no momento de eleger quem há de representá-lo.
Neste artigo, a intenção não é de lhe apontar, amado leitor, em quem você deve votar. Não tenho o desejo de lhe colocar um cabresto sobre a cabeça e lhe conduzir pelos meus preceitos políticos.
Desejo, entretanto, lhe apontar uma “maneira cristã de votar”. Em tudo devemos glorificar ao nosso Deus. Em tudo devemos adorá-lo. Nestes termos, tenho firme em meu peito que é necessário “viver de modo digno do Evangelho” (Fp 1.27) em todos os momentos de nossa vida, abandonando a ideia de “aquilo é secular, isso é sagrado”, já que esta dicotomia cria um reino onde Cristo não é Senhor.
Pois bem, aos fatos.
1) Posso vender meu voto?
De modo breve, entenda que vender seu voto é crime. Se você é candidato a algum cargo, querer comprar a escolha do povo também é crime. Isto é previsto no art. 299, da Lei 4.737/65 (Código Eleitoral), com pena de reclusão de até 4 anos, e pagamento de multa.
Leitor, seu voto vale, e vale muito, mas não deve ser negociado! Não troque seu voto por gasolina, tijolos, dinheiro, favores, cargos, ou qualquer outra coisa que lhe ofereçam. Vote com a consciência limpa, sabendo que ao cometer este crime você também comete pecado (caso tenha dúvidas quanto a isso, dê uma lida em Rm 13).
Não negocie seus valores.
 2) Não quero que o candidato “Fulano de tal” ganhe. Posso manchar a imagem dele?
Não! Isso é murmuração, calúnia, e também é crime! Segundo os arts. 323 e 324, da mesma lei acima citada, e os arts. 138, 139 e 140 do Código Penal, é crime este tipo de atitude, onde a pena pode ser detenção de dois meses a dois anos, mais o pagamentos de multa. Se você quer entrar nesta “briga eleitoral”, fale bem daquele que é seu candidato, e não suje o nome de outro. Além de ser crime, é pecado (Tt 3.2).
 3) Se eu votar em branco, ou anular meu voto, o que acontece?
Aqui, não reside nenhuma “controvérsia” do que pode ser crime ou pecado. Tenho a intenção apenas de elucidar este ponto. Votos brancos e nulos, em tese, tem o mesmo efeito: nenhum.
Não, não é possível anular as eleições se você votar em nulo, e o voto em branco não vai pro candidato que estiver ganhando (não de forma direta)¹.
 4) Você é ovelha, não gado.
Nos tempos da chamada “República Velha”, período compreendido pelo final do século XIX e início do seguinte, o Brasil enfrentou um problema político chamado de “Coronelismo”. O voto, à época, não era secreto, e os eleitores viviam sob a “jurisdição” de coronéis (homens ricos, detentores de absurdo poder).
No nosso contexto infelizmente isso se repete. Vemos pastores, “apóstolos”, bispos, “profetas”, que usam de sua “autoridade” para coagir o povo a votar em seus candidatos, retirando-lhes o direito de pensar e escolher.
Além de ser imoral e antibíblica (Mc 10.42-45), tal atitude é considerada crime. Vemos isso no art. 301, do Código Eleitoral, onde a pena é reclusão de até 4 anos, bem como pagamento de multa.
Querido leitor, entenda: Se Deus lhe libertou da escravidão, lhe arrancou do jugo do pecado, você não deve obediência-cega às ordens pautadas em heresias, tampouco a falsos ensinos.
5) O candidato é um ser humano, não Deus.
Criticamos de inúmeras formas as demais religiões, e isso se dá principalmente pelo contexto de idolatria que lá existe. Entretanto, analisando o “mundo gospel”, vemos que não está tão distante disto.
O culto aos homens é ALTAMENTE proibido na Bíblia. De fato, o culto a qualquer “coisa”, além de Deus, é estritamente proibido. Vemos, no Novo Testamento, igrejas com sério problemas quanto a isto, ao ponto de adorarem anjos (Cl 2.18). A criatura serve ao Criador, e não aos seus conservos.
Nestes termos, compreenda que o candidato é um ser humano, falho, pecador, muitas das vezes “criatura”, e não “filho”. Ele erra. Ele peca. Ele promete e pode não cumprir. Não o adore.
6) Vote com base nos valores cristãos.
Por fim, amado leitor, peço-lhe apenas uma coisa: saiba em quem você está votando. Conheça os valores do seu candidato, veja qual a ideologia que ele prega, entenda seus projetos e princípios. Tenha certeza de votar em alguém que não batalhará contra a Fé, contra o Caminho. Lembre do salmista, quando este fala que:
“Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e na sua lei medita de dia e de noite” (Sl 1.1-2).
E, ainda, mais à frente:
“Bem-aventurados os retos em seus caminhos, que andam na lei do Senhor” (Sl 119.1).
 Leitor, minha oração é que, ao ler este pequeno texto, você entenda que seu dever como cristão é também de ser um bom cidadão. Exerça sua cidadania de modo a glorificar o nome Santo do Senhor.

Não venda seu voto.
Vote consciente.

Sob a Graça,
Daniel Rodrigues Kinchescki

sexta-feira, 30 de setembro de 2016

Porque pastores se matam?

"Solto a voz nas estradas
Já não quero parar
Meu caminho é de Pedra
Como posso Sonhar ?
Sonho feito de brisa
Vento vem terminar
Vou fechar o meu pranto
Vou querer me matar"

( Milton Nascimento/ Fernando Brant )

Já tem um monte de gente perguntando, debatendo e conversando a respeito, mas essa manhã , lidando com minha agenda pastoral e suas infindáveis,  enormes demandas bio-psiquicas-espirituais , a pergunta retornou . E não fugi da mesma. Encarei.

Pastores se matam porque pensam que são Deus. Podem resolver tudo. Quando acordam desse desvario, quando a fatura chega , não tem  tem como bancar. Já brinquei de ( ser ) Deus. Brinco mais não. Sai fora. Literalmente, não tem graça !

Pastores se matam porque são pessoas boas. Só pessoas boas ficam deprimidas. Pastores-lobos ficam cínicos. São discípulos de Hofni e Finéias. Usam as pessoas. Gente se deprime. Psicopatas , empatia zero , deprimem / destroem os outros.

Pastores se matam quando vestem máscaras de santidade. Não brigam com a mulher. Tem filhos perfeitos. Nunca pecam.  Oram muitas horas por dia. Retormam, respondem no mesmo dia  um número infindável de ligações e esvaziam sua caixa de entrada de emails antes das 18h. Ah, jamais deixam acontecer o absurdo de uma mensagem de whatsapp ficar mais de 1h sem resposta. Imagina !

Pastores se matam porque não conseguem dizer não . O que vão dizer deles ? Estão ali pra servir. São pagos para atender a todos o tempo todo. “Ovelha é um bicho carente, não sabe se cuidar “, eles argumentam. E vai que se engracem  para outro rebanho, outro redil ? “ Pastor tem de ter cheiro de ovelha”. E quem disse que o cheiro é bom ? Onde já se viu feridas purulentas do pecado cheirar a alfazema?

Pastores se matam porque querem concorrer com o consumismo religioso. Pregam o Evangelho, enquanto os Outros, os Lobos, pregam autoajuda espiritualizada. Proclamam as Escrituras enquanto os Lobos vendem prosperidade. É uma luta desleal. Lutar ingenuamente essa luta é uma máquina de moer carne.

Pastores se matam porque não podem trocar de carro sem ouvir piadinhas egoístas. Se compram casa - em geral, financiada a perder de vista , “ estão enriquecendo mesmo à custa das pobres ovelhas”. Ouvi uma vez : “ Você chegou em São Paulo com uma mão na frente e outra atrás ! “ O que dizer ? Um frase de tamanha mesquinharia merece réplica ? Tô com preguiça. Serio.

Pastores se matam porque não cuidam do corpo , não brincam. Devem dormir de paletó, não é possível. “ Nosso descanso não é nesse mundo “, escutei um deles. Querem ser maiores que o seu Senhor, contrariando a admoestação biblica. Jesus dormiu , cochilou de cansado. Se bobear, pastores não dormem nem à noite…

Pastores se matam de raiva, de tristeza, de crise vocacional,  de frustração, de pobreza , de baixa autoestima,  de falta de sexo,  de decepção, de abandono, de tanto trabalhar, de falta de férias decentes, de cobranças injustas, de tanto se cobrar por saberem tudo , serem bons em tudo - pregar bem, visitar como um psicólogo ou médico da família  , administrar como um CEO, pensar como um filósofo , ensinar como um PHD, ser pai como um guru familiar. Já pensou ? Um profissional assim ( sem falar que não podem ser profissionais - até porque não podem cobrar comp um ) merece que salário?  Pastores se matam aos poucos. E aos montes. Quietos no seu abandono, na sua tristeza de não ser que os outros acham que são - santos impecáveis.

Pastores se matam porque adoecem. Como qualquer outro ser humano - que, se não se tratar, entra em colapso . Stress é o " pecado que jaz à porta " do pastor. Pecados sexuais idem. Orgulho então... O pastor, como os profissionais da saúde , os policiais e outras carreiras de risco , deveriam ser cuidados e não apenas cuidar. Quem cuida de quem cuida, como pergunta uma amiga terapeuta , Roseli Kunhrich ? Quem cuida do seu pastor ?

Pastores se matam porque passam a ler a Bíblia só para fazer sermões , porque desconhecem o Ócio Santo e Criativo, por que não ouvem música , não namoram, não dançam , depois de um " vinho com a mulher da sua mocidade  " ( Pv 5.18 ). Nem lêem João Crisóstomo, Richard Baxter, Eugene Peterson , Osmar Ludovico, Ricardo Barbosa, verdadeiros pastores de pastores !

Sou pastor. Não vou me matar. Não posso morrer pelos pecados dos outros. Jesus já fez isso . Aliás , o Pastor mesmo é Ele . O Bom Pastor. Eu? No máximo , como diria Fernando Pessoa, sou “ um guardador de rebanhos”. Pecador. Isso só é olhe lá .  Se você é um pastor de verdade , " companheiro dos outros no sofrimento" ( Ap 1.8 ), fique esperto. Não se mate por nada. Nem por tudo. Morrer por Jesus é uma coisa bem diferente de se matar pelo rebanho. Ou por  ambições neuróticas e messiânicas.

Por Gerson Borges

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

Corrupção (Devocional Presente Diário)

(Leitura Bíblica: Salmo 73.1-28)

Não se deixem enganar: de Deus não se zomba. Pois o que o homem semear, isso também colherá. Quem semeia para a sua carne, da carne colherá destruição; mas quem semeia para o Espírito, do Espírito colherá a vida eterna (Gl 6.7-8).

A corrupção está sempre em pauta nos meios de comunicação e nas conversas entre as pessoas. Há até aqueles que chegam a dizer que existem os corruptos culpados e os corruptos inocentes, ou generalizam afirmando que não há político, por exemplo, que seja honesto.
Como vemos no texto de hoje, a corrupção e a injustiça não são práticas recentes, bem como nossa indignação diante de Deus devido a esse contexto em que a maldade impera. O salmista descreve o comportamento dos ímpios e sente até mesmo que sua própria busca em ser honesto parece ser inútil. Isso faz lembrar o que Rui Barbosa disse em 1914: “De tanto ver triunfar as nulidades, de tanto ver prosperar a desonra, de tanto ver crescer a injustiça, de tanto ver agigantarem-se os poderes nas mãos dos maus, o homem chega a desanimar da virtude, a rir-se da honra, a ter vergonha de ser honesto!”
Mesmo assim, não podemos desanimar. Parece que Deus não vê o que está acontecendo, mas a verdade é que o sucesso das pessoas más e corruptas é enganoso: se não se arrependerem, seu fim será a destruição!
O avanço da maldade a cada dia não deve ser usado como desculpa para justificar nossos erros. Mesmo que a impunidade e a injustiça predominem, o cristão não pode concordar com o que desagrada a Deus. Que o mau exemplo da maioria das pessoas não leve os filhos de Deus a praticar o mal também ou a aceitá-lo como “normal”. A vida cristã exige sacrifício: não ceder às tentações da maldade. Diante de tantas notícias sobre a corrupção, a postura do cristão deve ser a de buscar no Senhor a força para não se deixar contaminar e também orar para que a justiça divina seja aplicada. – HSG
Com a ajuda de Deus, podemos viver num mundo corrupto sem nos contaminar com ele.

"O que importa é que Cristo está sendo pregado" - Será que está mesmo?

Um amigo no Twitter me perguntou se Filipenses 1:18 não justificaria o show gospel. Acho que ele tinha em mente o festival gospel na Globo e a hipotética novela da Globo com uma heroína evangélica e as apresentações de cantores gospel em programas seculares.

Para quem não lembra, Paulo diz o seguinte em Filipenses 1:15-18:

“Alguns, efetivamente, proclamam a Cristo por inveja e porfia; outros, porém, o fazem de boa vontade; estes, por amor, sabendo que estou incumbido da defesa do evangelho; aqueles, contudo, pregam a Cristo, por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias. Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” (Fp 1:15-18).

A interpretação popular desta passagem, especialmente desta frase de Paulo no verso 18, “Todavia, que importa? Uma vez que Cristo, de qualquer modo, está sendo pregado, quer por pretexto, quer por verdade, também com isto me regozijo, sim, sempre me regozijarei” – é que para o apóstolo o importante era que o Evangelho fosse pregado, não importando o motivo e nem o método. A conclusão, portanto, é que podemos e devemos usar de todos os recursos, métodos, meios, estratégias, pessoas – não importando a motivação delas – para pregarmos a Jesus Cristo. E que, em decorrência, não podemos criticar, condenar ou julgar ninguém que esteja falando de Cristo e muito menos suas intenções e metodologia. Vale tudo.

Então, tá. Mas, peraí... em que circunstâncias Paulo disse estas palavras? Se não me engano, Paulo estava preso em Roma quando escreveu esta carta aos filipenses. Ele estava sendo acusado pelos judeus de ser um rebelde, um pervertedor da ordem pública, que proclamava outro imperador além de César.

Quando os judeus que acusavam Paulo eram convocados diante das autoridades romanas para explicar estas acusações que traziam contra ele, eles diziam alguma coisa parecida com isto: “Senhor juiz, este homem Paulo vem espalhando por todo lugar que este Jesus de Nazaré é o Filho de Deus, que nasceu de uma virgem, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia, e que está assentado a direita de Deus, tendo se tornado Senhor de tudo e de todos. Diz também que este Senhor perdoa e salva todos aqueles que creem nele, sem as obras da lei. Senhor juiz, isto é um ataque direto ao imperador, pois somente César é Senhor. Este homem é digno de morte!”

Ao fazer estas acusações, os judeus, nas próprias palavras de Paulo, “proclamavam a Cristo por inveja e porfia... por discórdia, insinceramente, julgando suscitar tribulação às minhas cadeias” (verso 17).

Ou seja, Paulo está se regozijando porque os seus acusadores, ao final, no propósito de matá-lo, terminavam anunciando o Evangelho de Cristo aos magistrados e autoridades romanos.

Disto aqui vai uma looooonga distância em tentar usar esta passagem para justificar que cristãos, num país onde são livres para pregar, usem de estratégias no mínimo polêmicas para anunciar a Cristo. Tenho certeza que Paulo jamais se regozijaria com isto, pois ele mesmo disse:

“Porque nós não estamos, como tantos outros, mercadejando a palavra de Deus; antes, em Cristo é que falamos na presença de Deus, com sinceridade e da parte do próprio Deus” (2Co 2:17).

“Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; pelo contrário, rejeitamos as coisas que, por vergonhosas, se ocultam, não andando com astúcia, nem adulterando a palavra de Deus; antes, nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2Co 4:1-2).

“Eu, irmãos, quando fui ter convosco, anunciando-vos o testemunho de Deus, não o fiz com ostentação de linguagem ou de sabedoria. Porque decidi nada saber entre vós, senão a Jesus Cristo e este crucificado. E foi em fraqueza, temor e grande tremor que eu estive entre vós. A minha palavra e a minha pregação não consistiram em linguagem persuasiva de sabedoria, mas em demonstração do Espírito e de poder, para que a vossa fé não se apoiasse em sabedoria humana, e sim no poder de Deus” (1Co 2:1-5).

Portanto, usar Filipenses 1:18 para justificar que qualquer estratégia serve para anunciar o Evangelho é usar texto fora do contexto como pretexto.

Por: Augustus Nicodemus

quarta-feira, 28 de setembro de 2016

Billy Graham: “Parem de tentar adivinhar quando Jesus irá voltar; preparem-se”

Alguns cristãos têm o hábito de fazer cálculos sobre o momento em que Jesus Cristo voltará à Terra para julgar os vivos e os mortos. No entanto, o famoso evangelista Billy Graham pediu que os cristãos não gastem seu tempo imaginando quando ocorrerá a segunda vinda, mas dediquem-se a se preparar para ela.
Na seção de perguntas em seu site pessoal, Graham foi questionado por uma pessoa anônima sobre um “guru espiritual” famoso em sua cidade que alega ser “divino”. O leitor do site queria saber se esse homem poderia realmente ser a ‘segunda vinda’ de Jesus.
O pastor Billy esclareceu imediatamente que aquele “guru” não é Jesus, pois quando Cristo voltar à terra, será visto por todos. “Eu posso dizer com segurança que essa pessoa não é Jesus – por que quando Jesus voltar, virá do céu, com poder e glória, e toda a raça humana irá vê-lo”, sublinhou.
Ele também citou Mateus 25: 31-32, que afirma que, quando o Filho do Homem voltar, “todas as nações serão reunidas diante dele.”
Perguntas sobre o final dos tempos vem sendo constantes no site, uma das maneiras que ele usa para continuar ministrando, já que a saúde impede o veterano de 93 anos de continuar com suas famosas cruzadas.
Usando a oportunidade, Billy Graham aconselhou que os cristãos parassem de se preocupar ou pensar demais sobre a Segunda Vinda, ressaltando que ninguém sabe quando isso vai acontecer, exceto Deus.
“Eu não sei, e ninguém sabe. Na verdade, Jesus nos advertiu contra a tentativa de fazer previsões precisas sobre a sua vinda, ou mesmo afirmar que sabemos, embora ao longo dos séculos alguns tentaram (e falharam)”, asseverou Graham.
O evangelista disse não ter dúvidas que esse dia virá. “Quando isso ocorrer será tarde demais para nos arrependermos e sermos salvo. Mesmo que a morte chegue para nós antes disso, o momento de colocar nossa fé e confiança em Jesus é agora – não depois”, finalizou. Com informações de Christian Today

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