
Uma semana depois do escândalo do pedido de compra de capas
de chuva para a Copa do Mundo — a ser realizada em período de seca —, que levou
à troca do comando da Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), aparece outro
problema para a corporação. Um lote de pistolas elétricas e os respectivos
cartuchos, entregue no fim do mês passado ao custo de R$ 10,8 milhões, acabou
rejeitado por uma comissão de PMs. A posição do grupo foi pela devolução dos
3.425 tasers modelo Spark 800, além dos 5 mil cartuchos. O motivo: falta de
qualidade mínima do material (leia fac-símile). Os kits são fabricados pela
Condor Equipamentos Não Letais (nome de fantasia da Condor S/A Indústria
Química), estabelecida no Rio de Janeiro. A empresa brasileira foi contratada
por dispensa de licitação sob a justificativa de que é a única no mercado
nacional autorizada pelo Exército a fabricar o armamento. “De fato, foram
encontrados vários produtos com defeito e, por isso, ocorreu a suspensão. A
empresa já foi notificada”, explicou o tenente-coronel Zilfrank Antero de
Araújo, do Centro de Comunicação Social da PMDF.
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