
Como o Brasil não assumiu a causa nacionalmente, com o
Congresso relutando sobre o tema, virou missão do Poder Judiciário de cada
estado autorizar o casamento civil entre pessoas do mesmo sexo. E, aos poucos,
homossexuais começam a enxergar avanços em relação aos seus direitos. Em 12
estados, além do Distrito Federal, o casamento entre pessoas do mesmo sexo já
garante direitos até há bem pouco tempo inalcançáveis, como receber herança do
parceiro: Alagoas, Sergipe, Espírito Santo, Bahia, Piauí, São Paulo, Ceará, Mato
Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Santa Catarina e Paraíba, além do Distrito
Federal. No Rio de Janeiro, o Tribunal de Justiça diminuiu a burocracia, mas
ainda cabe a cada juiz decidir sobre os pedidos. As autorizações às uniões
homoafetivas também passam a facilitar alguns processos, como a adoção de
crianças por pessoas do mesmo sexo. Segundo a Associação Brasileira de Lésbicas,
Gays, Bissexuais, Travestis e Transexuais (ABGLT), nesses estados já há
provimentos das corregedorias de Tribunais de Justiça determinando que os
cartórios realizem o casamento civil e a conversão da união estável de gays em
casamento civil entre homossexuais. Foi a partir da decisão do Supremo Tribunal
Federal (STF) que, em 2011, reconheceu aos casais do mesmo sexo o direito à
união estável que os Tribunais de Justiça começaram a autorizar o casamento país
afora.
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