
Acusado de estupro de fiéis da Assembleia de Deus
dos Últimos Dias, o pastor Marcos Pereira da Silva teve indeferido nesta
quinta-feira habeas corpus pedido ao Tribunal de Justiça. O pastor teve a prisão
preventiva decretada no dia 2 de maio pela 2ª Vara Criminal de São João de
Meriti, na Baixada Fluminense. Segundo o juízo da 2ª Vara, a decisão que
determinou a prisão de Marcos Pereira da Silva está muito bem fundamentada.
“Pela leitura da decisão atacada, observa-se que a mesma se mostra, à saciedade,
fundamentada na garantia da ordem pública e da instrução criminal, com o
apontamento de elementos concretos colhidos dos autos a embasarem a necessidade
da custódia cautelar”, afirma a decisão. O promotor Rogério Lima, da 8ª
Promotoria de Investigação penal do Ministério Público, disse na manhã desta
quinta-feira que o pastor Marcos Pereira foi denunciado por dois estupros com
uso de força física e atentado violento ao pudor. Segundo o promotor, no
entanto, o pastor não responderá criminalmente por três das seis acusações de
estupros. De acordo com o promotor, os casos relatados à polícia pelas vítimas
aconteceram antes da mudança na Lei 12.015 de 2009. A legislação anterior,
segundo ele, fixava prazo de até seis meses para que a vítima denunciasse o
crime de estupro, o que não aconteceu. Por este motivo, o Ministério Público do
Rio (MP-RJ) não poderá oferecer denúncia contra o pastor por esses três casos.
De acordo com o promotor, há outros quatro inquéritos de mais quatro vítimas que
denunciam abusos praticados por Marcos Pereira. No depoimento, as vítimas
relatam que ele, violentamente, jogava as mulheres na cama e rasgava a roupa
delas para praticar sexo. As vítimas relatam ainda que o pastor dizia que não
queria se contaminar com mulheres que não fossem da igreja porque se considerava
um homem de Deus. Na denúncia, o Ministério Público classifica o pastor como
estuprador em série.
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