NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2017

Mulher cristã, priorize seu relacionamento com Deus em 2017

Porque os meus pensamentos não são os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos, os meus caminhos, diz o SENHOR, porque, assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos, mais altos do que os vossos pensamentos. (Isaías 55:8-9)
Estou exatamente no lugar onde eu deveria estar. Feliz ou não, com sol ou chuva, calmaria ou turbulência, foi aqui que aprouve ao Senhor me plantar. Em tudo dai graças. Só podemos ver com nossos olhos limitados o que o nosso Senhor tem preparado em parte para nós hoje. Cabe a nós buscarmos nos aperfeiçoar enquanto estamos por aqui peregrinando, então vamos aos planos!

Quais são seus planos para 2017?

Algumas de vocês podem estar pensando em uma longa e merecida viagem de férias; outras podem estar planejando filhos para aumentar a família; também há aquele projeto de ampliar a casa, modernizar a cozinha e trocar o piso encardido da garagem. Mas não importam quais planos você se lançou a realizar em 2017. Se esses projetos não forem entregues diante do trono do Todo-Poderoso, não haverá sucesso, pois é lá o lugar para buscarmos sabedoria, discernimento e direção a fim de sabermos em quais caminhos ele nos quer andando. Sim, fazemos nossos planos, mas é o Senhor quem nos dá o realizar.
Quero incentivar você, leitora, a iniciar um ano criando vínculos de intimidade com o nosso Senhor, e ganhamos intimidade quando aprofundamos o relacionamento. Relacionamentos necessitam de tempo, proximidade, observação, doação, meditação, ajustes, mudanças.
Você tem um relacionamento com o Senhor?
Relacionamento com Deus não é cumprir um ritual de acordar domingo sonolenta e ir ao culto porque é sua obrigação, nem conhecer Deus apenas de ouvir falar. Para relacionar-se com Deus é necessário criar vínculos, intimidade espiritual, conhecer o Deus vivo que instrui, educa na justiça, exorta, corrige, dá prosperidade, santifica, consola e concede todos os dons que temos. Relacionar-se é conviver, viver junto.
Observe como é o nosso relacionamento com as pessoas que amamos. Queremos saber de suas vidas em detalhes (porque mulher gosta de minúcias!); é assim que o nosso amado Senhor quer um relacionamento conosco. Ele nos quer bem próximas dele para sondar os nossos corações e nos mostrar a sua face, o seu coração misericordioso. Ele quer que nós verdadeiramente o conheçamos para termos tudo aquilo de que precisamos para a vida.

Você está num relacionamento sério?

Tenho visto muitas pessoas com relacionamentos frouxos, sem compromisso, displicentes, negligentes. Esse tipo de relacionamento não cria vínculos fortes, não tem amarras, não se espera muito do outro, nem se doa muito de nós para o outro, pois assim não corremos o risco de nossos afetos, tempo e recursos serem desperdiçados. Esses relacionamentos se desfazem quando as fortes tempestades da vida nos alcançam, e as tempestades vêm!
Por isso é importante termos um laço bem apertado em nosso convívio com o Senhor, que é o mais importante relacionamento que temos em nossas vidas, relacionamento eterno (delícia!).
Você tem usado seu tempo para aprofundar essa relação?
Bem, era aqui que eu queria chegar hoje, em nosso tempo com o Senhor, em um relacionamento sério, comprometido.
Primeiro, o mais importante: se você não tiver um mínimo de disciplina e prioridade, não será possível ter tempo para desenvolver seu relacionamento com o Senhor, porque muitas, mas muitas coisas mesmo disputam o nosso tempo e atenção na vida pós-moderna. Desligue tudo! TUDO! (Ore e siga!)
Separe um tempo para desenvolver seu relacionamento com Deus
Se você ainda não tem o costume de fazer um devocional (tempo em particular com Deus), comece aos poucos, talvez 10 a 15 minutos de seu dia seja um bom início, e experimente aumentar esse tempo quando perceber que pode ser proveitoso ficar mais tempo e ganhar mais intimidade.
Respeite o tempo que separou para ficar a sós com Deus
Você é responsável por proteger seu tempo com Deus. Assim como você separa um tempo para o trabalho, para a família, as amigas, o tempo para o seu amado Senhor tem que ser o melhor tempo do seu coração. Informe às pessoas que esse tempo é importante para você e que não gostaria de ser interrompida.
Repita todos os dias esse momento diante de Deus, a repetição cria hábitos.
Planeje seu tempo com Deus
Escolha o melhor horário para você e um espaço em seu lar onde poderá se concentrar para ler, orar, meditar, escrever, louvar e memorizar as Escrituras.
Há intimidade nesse relacionamento?
A intimidade nos relacionamentos acontece com o tempo de convívio, através da observação do outro e tem a ver com contato. Quando conhecemos intimamente alguém com quem convivemos, sabemos o que o outro pensa, sente, espera, o que é capaz de fazer ou deixar de fazer. Não é diferente esse vínculo com o Senhor. Ao lermos a sua Palavra, viva (VIVA!) e eficaz, conhecemos seu amor, suas promessas, seu poder, santidade, e essa experiência com Deus nos dá a graça de um relacionamento vivo, íntimo e suficiente.
Compartilhe sua experiência, isso lhe dará uma percepção de seu crescimento na intimidade com o Mestre e ajudará outras ovelhas a seguirem o seu exemplo.
Experimente iniciar este novo ano estreitando os laços com o nosso Senhor; tenho certeza de que terá uma vida abundante.
Aqui segue um link com algumas sugestões de planos de leitura bíblica, certamente um deles caberá em seu planejamento. Planos de leitura bíblica.
Que venha 2017!
Ao nosso Senhor, toda honra e toda a glória, hoje e sempre.


Por: Renata Gandolfo. Original: Mulher cristã, priorize seu relacionamento com Deus em 2017. © Ministério Fiel. Website: MinisterioFiel.com.br. Todos os direitos reservados.

terça-feira, 14 de fevereiro de 2017

A ditadura dos ofendidinhos

Se um homem hétero diz que uma mulher é bonita, “ofende” as mulheres, que se sentem vituperadas por tamanho sexismo. Se uma mulher hétero diz que um homem é bonito, “ofende” as mulheres homo e feministas, porque as mesmas creem que mulheres só podem achar outras mulheres bonitas. Alguém poderá dizer que ‘héteros também se ofendem com gays’. É verdade. E aí gayzistas “se ofendem” ainda mais!!
Não se pode tirar uma foto de índio, porque “ofende” os índios. Nem de soldado, porque “ofende” os soldados…
Se se chama um preto de preto, “ofende-se” o preto. Se se chama de moreno, “ofende-se o preto, porque não se lhe valoriza a cor. Se se chama um branco de branco, “ofende-se” o branco, que não mais quer ser branco, e sim preto, pois assim, sendo um ‘branco-preto’, pode estudar numa universidade pública por exemplo sem “ofender” ninguém.
Se um hétero diz que é hétero, “ofende” o gayzista, que diz que ninguém é hétero, mas todo mundo é homo.
Se uma criança diz que quer ser policial, “ofende” quase que a sociedade inteira, porque a mesma entende ser absurdo e quase imperdoável que uma criança queira ser um policial. Um tema de festa infantil como “MC Malandrinho”, sim. Há muitos assim. Policial? É “ofensivo”.
Se um universitário das Humanidades afirma ser “de Direita”, ofende tanto colegas e professores, que pode ser linchado e morto (como aconteceu recentemente). Se alguém diz que ‘se fosse com um esquerdista, o mundo estaria em polvorosa, condenando o ato’, então “ofende” quase que a sociedade inteira, que o(a) acusará de ‘incitação ao ódio’.
Se alguém anda com um cachorro na coleira, “ofende” os ecorreligiosos, que afirmam que cachorro não é bicho. Se este alguém solta o cachorro da coleira, “ofende” os ecorreligiosos que apontarão para a coleira psicológica que o cachorro, que não é bicho, leva consigo. Se aquele mesmo alguém prende o cachorro, “ofende” os que o querem solto. Se o solta, “ofende” os que o querem seguro.
Se se canta, “ofende-se” quem não canta.
Se se escreve, “ofende-se” quem não lê.
Se se defende Israel, “ofende-se” quem o ataca.
Se se defende os palestinos, “ofende-se” os que querem que os que defendem os palestinos também ataquem Israel.
E assim cresce o ofensor status quo atual, a partir do e no qual a “ofensa” é a palavra da moda. Na verdade, na verdade, ofendidos mesmo são muito poucos. A “ofensa” verdadeira para o que está aí é não se sentir ofendido, ou seja, tem-se que se “ofender” com alguma coisa, do contrário, “ofender-se-ão”.
Mas, parece haver algo que “ofende” mais que qualquer outra coisa: o Evangelho. Talvez seja porque sua base literária, a Bíblia, defenda que criança é criança, adulto é adulto, mulher é mulher, homem é homem, cachorro é cachorro, preto é preto, branco é branco, preto é gente, branco é gente, gente não é bicho e cachorro é bicho. E sei que com isso, “ofendo” muita gente.


Artur Eduardo
Graduado em Teologia e Filosofia. Pós graduado em Doc. do Ensino Superior, Teologia Bíblica e Psicopedagogia (FATIN). Mestre em Filosofia (Univ. Federal de Pernambuco). Doutorando em Filosofia (Univ. Federal de Pernambuco). Diretor do IALTH (Inst. Aliança de Linguística, Teologia e Humanidades). Pastor da IEVCA (Igreja Ev. Aliança). Casado com Patrícia, com quem tem uma filha, Daniella.

segunda-feira, 13 de fevereiro de 2017

Concurso Bombeiro Rio Grande do Norte 2017 – CBMRN

Saudações, concurseiros policiais nordestinos! Veja a notícia que saiu no jornal Folha Dirigida, especializado em concursos públicos em todo o Brasil:
Uma ótima notícia para quem deseja ingressar no Corpo de Bombeiros Militar do Rio Grande do Norte (CBM-RN). Segundo, informações da Secretaria de Administração do governo do estado, o edital sairá na metade de fevereiro. A oferta será de 70 vagas no cargo de soldado. O edital do certame já está pronto e está apenas esperando um ajuste do orgnizador, o Instituto de Desenvolvimento Educacional, Cultural e Assistencial Nacional (Idecan) para ser divulgado.
As inscrições estão previstas para começarem em março, de 15 a 30 dias após a divulgação do edital. Já a primeira etapa, que será uma prova objetiva, deverá ocorrer de 30 a 70 dias após o término das inscrições.
Para se candidatar, será necessário possuir nível médio completo, ter entre 19 e 30 anos e possuir carteira de habilitação B. Para os homens, um dos requisitos é ter, no mínimo, 1,65m. Já as mulheres devem possuir a partir de 1,60m de altura. Atualmente, o salário para soldados é de R$2.904 mensais, mais benefícios ainda não divulgados. O concurso oferece uma excelente oportunidade para quem está atrás do primeiro emprego e busca também estabilidade empregatícia como servidor público.
Isso mesmo… Já tem um monte de gente se lançando na preparação com antecedência, pois a quantidade de concorrentes que estudam de última hora é grande, daí a necessidade de criar diferenciais desde agora.
Fonte: Concurso Policial

O cristão na atual crise do país

Lendo sobre essa crise de segurança no Espírito Santo, seguido de carnificinas em vários presídios em janeiro último, fiquei pensando comigo como a sociedade está adoecida, sem coesão nenhuma, destruída.
No momento em que precisamos de policiais e até do exército, senão o pessoal sai matando os outros a torto e a direito (são mais de 100 mortos em curtíssimo espaço de tempo), cometendo roubos e furtos, pergunto: Onde foi parar o nosso senso de humanidade ? O que desandou a ponto desta volta às cavernas? Realmente triste a situação de nossa nação.
Basta lembrar que a Índia, um país muitas vezes mais populoso e tão pobre quanto o Brasil, tem oito vezes menos homicídios. Estamos doentes na alma. Décadas defendendo tudo que não presta. Somos uma sociedade muito tolerante e permissiva.
E, pensando em tudo isso, refleti o seguinte: Na condição de cidadãos e cristãos, como podemos estar indo contra esta maré ? E veio a mim talvez o versículo mais conhecido do livro de II Crônicas (o do capítulo 7:14), quando Deus, respondendo à oração do Rei Salomão, diz:
“Se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e me buscar, e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, perdoarei os seus pecados e sararei a sua terra.”
Como se vê, Deus prometeu que a nação de Israel receberia alívio das dificuldades causadas por seus pecados, contanto que os israelitas se voltassem para Ele em humildade e oração. Esta promessa foi especialmente relevante para a comunidade restaurada, terminado o exílio babilônico.
Assim, resta claro que a promessa de Deus não foi um cheque em branco. Deus explica claramente as condições em que Ele faria aquilo. Trazendo isso para os nossos dias, o que eu sinto é que muitos de nós, cristãos, precisamos estar nos convertendo dos nossos maus caminhos. Esperamos muito a coisa cair do céu, sem fazer a nossa parte como deveríamos.
Tenho ficado impressionado como vemos gente falando de Deus o tempo todo, mas quando você olha para a vida daquela pessoa, você não sente o aroma de Cristo.
É cometendo crimes, usando da “Lei de Gerson”, criando contendas e divisões, fofocando sobre a vida alheia, invejando o que é do outro e desejando no seu íntimo o mal, etc.
Causa-me espécie, por exemplo, saber que um dos estados com mais criminalidade no país, o Rio de Janeiro, é o estado percentualmente com mais evangélicos no país. Diante disso, a pergunta que aparece é: Qual a diferença que cristãos ali estão fazendo, quando vemos notícias recorrentes de muitos metidos em cambalachos e crimes bárbaros? E isso vale para outros estados também.
O que sinto é como se muitos de nós estivéssemos vivendo uma espécie de “ateísmo prático”. Por essa expressão me refiro à pessoa que apesar de formalmente acreditar em Deus, leva uma vida como se Deus não existisse, como se Ele fosse totalmente indiferente ao fato de praticamos o bem ou mal.
Deus é basicamente lembrado apenas quando se precisa de um milagre, de bençãos materiais, no ambiente social de uma igreja. Deus deixa de ser o centro de nossas vidas, e passamos a ter uma mera religiosidade vazia.
Ora, a importância de levarmos uma vida correta e com base no Evangelho nos é lembrada pelo mestre Jesus, que deixa isso bem claro ao dizer em Mateus 7:21, que nem todo aquele que diz: “Senhor, Senhor!”, entrará no Reino dos Céus.
Infelizmente, até esta advertência grave para muitos religiosos hoje não traz nenhuma reflexão, no momento em que estão mais preocupados com os sabores deste mundo.
Tanto é assim que em muitas igrejas baniu-se qualquer pregação que fale de pecado, sob pena de serem tais denominações rotuladas meramente de “legalistas”. Há igrejas que já fui que parecem pregações de psicanálise “light” ou espiritualidade “zen”.
Falar então em vida eterna com Jesus, que somos peregrinos neste mundo rumo a Nova Jerusalém, é assunto cada vez mais “démodé” (fora de moda).
Concluindo, se, de fato, amamos nosso país e queremos fazer algo para que a balbúrdia que se instalou, comece a mudar, esta mudança deverá começar em nós e com mudanças práticas do nosso proceder em sociedade e não apenas com orações vazias desconectadas de uma vida espelhada nos valores do Reino de Deus, que são a  verdade, a justiça, a paz, a fraternidade, o perdão, a liberdade, a alegria e a dignidade da pessoa humana. Amém.


Leandro Bueno
Procurador da Fazenda/Professor. Membro da Igreja Presbiteriana do Brasil

domingo, 12 de fevereiro de 2017

“Não Deixemos de Congregar-nos”: Enfrentando o Problema da Evasão de Membros

Introdução

Um neologismo tem se tornado comum nos últimos anos – “fidelização”. Trata-se de um termo da área de publicidade e marketing que traduz um desejo de empresas em diferentes ramos de atividade: o de que seus clientes ou consumidores se mantenham fiéis a elas e a seus produtos. Especialmente em setores nos quais existe forte concorrência, trata-se de um alvo buscado com crescente intensidade. Evidentemente, a fidelidade das pessoas a um determinado fornecedor ou prestador de serviços pode não ter quaisquer implicações éticas. Se alguém é cliente da pizzaria “a” ou “b” e utiliza os serviços dessa ou daquela companhia de telefonia celular, isso não tem maiores consequências fora da área mercadológica. Em outras esferas, todavia, a fidelidade adquire uma importância muito maior, como é o caso da política partidária. No Brasil, há muito tempo um bom número de políticos tem se envolvido com uma prática condenável: a troca frequente de partidos, geralmente por motivos pouco elogiáveis. Eles se filiam a uma legenda, elegem-se por ela e depois, movidos por interesses muitas vezes questionáveis, simplesmente se transferem para outra. Em anos recentes têm sido aprovadas leis visando coibir a chamada “infidelidade partidária”. Pois bem, esse é um tema que também interessa de perto às igrejas evangélicas.

É um fato conhecido que muitas delas, se não todas, experimentam um considerável êxodo de membros. Muitas vezes é feito um grande esforço no sentido de atrair novos adeptos, para depois perder parte deles pelos mais diferentes motivos. Muitos líderes parecem não estar preparados para lidar com essa realidade e são escassos os materiais publicados que tratam do assunto desde uma perspectiva pastoral. O objetivo deste artigo é analisar essa questão dos pontos de vista histórico e bíblico, bem como propor estratégias a serem tomadas para amenizar esse problema.

1. Dimensão Histórica

O problema da evasão de seguidores já pode ser visto no Novo Testamento, desde a época do ministério de Jesus. É bem conhecido o episódio em que, depois de um discurso contundente do Mestre, muitos de seus discípulos deixaram de segui-lo (Jo 6.66). Na igreja primitiva, o abandono da comunhão cristã geralmente estava associado à apostasia, à deserção da fé, sendo condenado vigorosamente. É essa a atitude do autor da 1ª Epístola de João, que se refere aos desertores como “anticristos” e acrescenta: “Eles saíram do nosso meio; entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19). Na 1ª Epístola a Timóteo, Paulo afirma que, nos últimos tempos, alguns apostatariam da fé (1Tm 4.1). 

É importante lembrar que os primeiros cristãos entendiam estar vivendo nos últimos dias. Assim, a realidade da apostasia era algo contemporâneo, e não somente futuro. A epístola aos Hebreus lida muito diretamente com a problemática do abandono da fé, exortando os crentes a perseverarem no evangelho (2.1-3; 3.12-13; 6.11-12). A certa altura, o autor deixa claro que a deserção da comunidade cristã era uma realidade naqueles dias, mas apela aos seus leitores para que resistam contra isso: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (10.25).

Essa problemática continuou existindo nos três primeiros séculos da era cristã, o período em que o cristianismo era considerado uma religião ilegal (religio illicita). As duas principais causas de afastamento da igreja eram o fascínio das heresias ou das religiões alternativas e o temor das perseguições. Muitos cristãos deixavam a “igreja católica”, a corrente principal do cristianismo, considerada ortodoxa, fiel ao legado de Cristo e dos apóstolos, para se unir a manifestações heterodoxas como o gnosticismo, o montanismo, o marcionismo e outros movimentos. A literatura cristã antiga está repleta de alusões a esses grupos e aos males que causavam à igreja e seus fiéis.

No contexto das perseguições, muitas delas restritas e localizadas, e outras amplas e gerais, um grande número de pessoas abandonava a comunidade cristã. Elas o faziam justamente para não serem submetidas aos sofrimentos resultantes da ação repressora do estado. Porém, cessada a perseguição, surgia um difícil problema pastoral a ser enfrentado pelos bispos, os líderes da igreja. Muitos desses indivíduos que haviam negado a Cristo e se entregue à idolatria e outras práticas, arrependiam-se e manifestavam o desejo de retornar à igreja. As atitudes dos bispos variavam em relação a tais pessoas: alguns deles, adotando uma postura tolerante, reintegravam-nas com relativa facilidade; outros, conhecidos como “rigoristas”, submetiam-nas a um longo e árduo processo de reinserção na comunidade cristã. Em alguns casos, esse processo podia durar a vida inteira e o indivíduo somente era readmitido à comunhão no seu leito de morte, caso tivesse se mantido fiel até então. Essa situação viria a resultar no desenvolvimento do sacramento da penitência, que visava lidar com a realidade do pecado na vida dos batizados.[1]

Com o advento da era constantiniana, no início do quarto século, marcada pela aliança da igreja com o estado e pelo surgimento do cristianismo como religião oficial do Império Romano, o problema da deserção tomou novos contornos. Agora, sendo a igreja majoritária e aliada ao poder civil, era altamente desejável permanecer nela, e muito arriscado deixá-la. Surgiu assim uma inversão de situações: enquanto nos três primeiros séculos muitos abandonavam a igreja para não serem perseguidos, agora essa deserção é que se tornou passível de castigo, principalmente no caso dos heterodoxos. Um bispo espanhol, Prisciliano, e alguns de seus seguidores, foram os primeiros indivíduos a serem executados por heresia na história do cristianismo, em 385.[2]

Tal situação perdurou ao longo de toda a Idade Média. No contexto da “cristandade”, ou seja, a sociedade europeia fortemente influenciada pela Igreja Romana, o problema do abandono da igreja ou da fé ficou relativamente minimizado. Todas as pessoas eram batizadas na infância e se tornavam nominalmente cristãs. Os súditos de um estado eram ao mesmo tempo membros da única igreja. Cidadania e fé se equivaliam. Nesse contexto, não havia nenhuma tentação ou oportunidade para abandonar a comunidade eclesial. Essa realidade se alterou profundamente com o surgimento da Reforma Protestante. Esse movimento rompeu a cristandade e introduziu o princípio da diversidade religiosa no contexto do cristianismo europeu. Tal fato incentivou o trânsito das pessoas de uma confissão religiosa para outra. Além disso, o advento de uma mentalidade secularizante, associada com o Renascimento e o Humanismo, levou muitas pessoas a simplesmente rejeitarem qualquer religiosidade institucional.

Curiosamente, por um bom tempo as novas igrejas protestantes mantiveram a mentalidade hegemônica do catolicismo medieval. Em todas as nações ou regiões protestantes havia uma igreja oficial, fosse ela luterana, reformada ou anglicana, e os adeptos de outros grupos eram submetidos a diversas restrições. A única exceção eram os anabatistas, que rejeitavam qualquer associação entre a igreja e o estado. Esse sistema se transferiu para as colônias inglesas da América do Norte, onde cada colônia tinha a sua própria igreja oficial e os dissidentes sofriam sérias limitações e até mesmo rigorosas punições, como foi o caso dos quacres em Massachusetts. Finalmente, com a independência americana e a consagração da norma constitucional de separação entre igreja e estado, surgiu o fenômeno conhecido como denominacionalismo, ou seja, uma situação em que as mais diversas confissões religiosas têm exatamente o mesmo status e plena igualdade diante da lei, ninguém podendo ser punido por pertencer a este ou aquele grupo confessional, ou a nenhum deles.[3]

Evidentemente essa situação estimulou ainda mais a “infidelidade eclesiástica”. Como as pessoas tinham muitas opções religiosas, e não sofriam nenhuma sanção se transitassem de uma para outra, esse fato passou a ocorrer com frequência. Outras pessoas, por diferentes razões, simplesmente deixavam suas comunidades de origem e não se filiavam a nenhuma outra, optando por uma vida irreligiosa.

2. No Brasil

Como é sobejamente conhecido, dois tipos de igrejas protestantes foram implantadas no Brasil no século 19: aquelas constituídas de imigrantes europeus, como a anglicana e a luterana, e aquelas surgidas como resultado da atividade missionária europeia e norte-americana (congregacionais, presbiterianos, metodistas, batistas, episcopais e outros). Embora imperasse no país a união entre igreja e estado, sendo a Igreja Romana a religião oficial do império, entre as igrejas protestantes, principalmente as de origem missionária, ocorria na prática o fenômeno do denominacionalismo, que se consagrou definitivamente com o advento da República. 

Por muito tempo houve considerável trânsito de membros entre as denominações tradicionais, o que era visto com certa naturalidade. Ninguém se espantava ou se afligia se um presbiteriano passava a frequentar uma igreja batista, ou um congregacional se tornava metodista. Por causas das afinidades entre essas igrejas, tais transferências não chegavam a chocar. Isso ocorria inclusiva com pastores: no início do século 20, dois ministros metodistas de igual sobrenome, Manoel de Arruda Camargo e Jovelino Moraes de Camargo, serviram a igreja presbiteriana por alguns anos, sem que isso causasse qualquer estremecimento entre as duas denominações.[4]

Muito diferente era a situação em que o afastamento de membros ocorria num contexto conflitivo, quer como resultado de cismas, adesão a grupos considerados heterodoxos ou quebra de padrões doutrinários e éticos. A seguir, são examinados alguns desses casos em conexão com a igreja presbiteriana brasileira.

2.1 Cisões ou Cismas

Historicamente, a ocorrência de divisões nas igrejas tem sido uma causa importante para o afastamento de membros. O primeiro cisma ocorrido no incipiente presbiterianismo nacional foi aquele associado ao Dr. Miguel Vieira Ferreira (1837-1885), engenheiro pertencente a uma família aristocrática do Maranhão. Em abril de 1874, ele foi recebido por profissão de fé e batismo pelo Rev. Alexander Blackford, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Poucos meses depois foi eleito presbítero e acompanhou o missionário em algumas viagens evangelísticas. O pastor seguinte daquela igreja, Rev. Dillwin M. Hazlett, estando envolvido com outras atividades, entregou-lhe o púlpito com frequência. Dotado de um temperamento místico, que anteriormente o havia levado a envolver-se com o espiritismo, o Dr. Miguel começou a fundamentar seu ensino em sonhos e visões, pretendendo ter revelações diretas de Deus. Em fevereiro de 1879, ele foi suspenso do presbiterato. Em setembro daquele ano retirou-se da igreja com 27 pessoas, muitas delas de sua família, criando a Igreja Evangélica Brasileira, uma pequena denominação que existe até os dias de hoje.[5] Esse episódio foi objeto de várias análises do professor Émile Léonard, que o considerou um caso de “iluminismo” protestante.[6] Do ponto de vista pastoral, vale destacar a temeridade dos missionários em ordenar ao presbiterato esse indivíduo recém-convertido e posteriormente confiar-lhe o púlpito.

Posteriormente, com o cisma de 1903, que resultou no surgimento da Igreja Presbiteriana Independente, um número muito maior de membros deixou a igreja presbiteriana “sinodal”, gerando incontáveis amarguras por anos a fio. A partir da década de 1960, o movimento de renovação espiritual e posteriormente as influências neopentecostais continuaram a produzir divisões e afastamento de membros. Por sua natureza e por seu caráter coletivo, esse tipo de evasão dificilmente pode ser sanado, embora ocorram casos em que as pessoas acabam se decepcionando com o grupo separatista e fazem o caminho de volta.

2.2 Adesão a Outros Grupos Religiosos

Outro motivo para a evasão de membros tem sido o retorno à confissão religiosa original ou a filiação a outros grupos, evangélicos ou não. São um tanto comuns nos anais da história presbiteriana os casos em que membros vindos do catolicismo retornavam à velha igreja ou ingressavam nas fileiras espíritas. Porém, com mais frequência os líderes lamentam a adesão de fiéis a “seitas” protestantes, como sabatistas, pentecostais e outros movimentos.[7] Um exemplo interessante pode ser visto no primeiro livro de atas do conselho da Igreja Presbiteriana de Guarapuava, no interior do Paraná, organizada em 1889. Em maio de 1921, o conselho dessa igreja excluiu do seu rol 12 pessoas por terem se filiado à Igreja Presbiteriana Independente, 14 à Igreja Luterana, 23 aos sabatistas e duas aos espíritas.[8] É importante lembrar que muitos desses indivíduos residiam fora da sede e recebiam escassa assistência pastoral, um problema comum na época. Além disso, tais deserções provavelmente ocorreram ao longo de vários anos. No caso das adesões à Igreja Luterana, todos os envolvidos eram de origem alemã.

Em sua história do presbiterianismo brasileiro, Júlio Andrade Ferreira se refere ao “duro golpe” sofrido pela Igreja Presbiteriana do Brás, em São Paulo, quando foi implantada no mesmo bairro a Congregação Cristã no Brasil.[9] Em outro lugar ele fala das visitas do Rev. Roberto Frederico Lenington a Ponta Grossa, no Paraná, “onde os adventistas andavam dizimando o rebanho”.[10] Obviamente, essas incursões proselitistas acabavam por afastar membros individuais e famílias inteiras de muitas igrejas presbiterianas.

2.3 Abandono da Fé

Um terceiro fator motivador de abandono das fileiras das igrejas era a renúncia à fé, por diferentes motivos. Particularmente lamentadas eram as deserções resultantes da quebra dos padrões éticos das igrejas evangélicas, em especial na forma de vícios e adultério. Um caso ilustrativo é o do Dr. Antônio Teixeira da Silva (1863-1917), advogado natural de Tietê e irmão de D. Alexandrina Braga, mãe do Rev. Erasmo Braga. Ele era formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, foi diretor do Liceu de Artes e Ofícios e lecionou por vários anos no Curso Comercial Superior do Mackenzie College. Em 1900, foi recebido por profissão de fé por seu sobrinho na Igreja Presbiteriana de Niterói e se tornou um dos primeiros membros da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo. Por alguns anos, revelou-se vigoroso propagandista da fé evangélica, pregando em praças públicas e escrevendo folhetos e livros. Sua principal obra foi O catolicismo romano e o cristianismo puro (1902), que teve grande circulação. Foi um dos organizadores da Aliança Evangélica da capital paulista e um dos líderes iniciais do Esforço Cristão.[11]

No início de 1906, o Dr. Teixeira da Silva comunicou ao conselho da sua igreja que “tinha descrido do evangelho e vivia na transgressão do sétimo mandamento”, pedindo o seu desligamento do rol de comungantes.[12] Por vários anos esteve afastado da fé. Porém, segundo os registros da época, durante a enfermidade que o levou à morte, mostrou-se contrito e arrependido.[13] Os livros de atas das primeiras igrejas presbiterianas estão repletos de registros de demissão de membros por motivos semelhantes. Por outro lado, alguns se afastavam simplesmente por terem deixado de crer, sem terem cometido alguma transgressão moral. Em sua obra clássica sobre o presbiterianismo nacional, o historiador Vicente Themudo Lessa se refere a vários indivíduos que ingressaram na igreja, mas “não perseveraram na fé”. Entre outros, ele menciona o médico e cientista Vital Brasil Mineiro da Campanha; o jornalista e poeta Teófilo Barbosa; o candidato ao ministério e mais tarde advogado Randolfo Campos; Ricardo Figueiredo, diretor de O Estado de São Paulo, e Agnelo Costa, advogado, político e jornalista no Maranhão.[14]

3. O Cenário Atual

Como se percebe, a evasão de membros é um fenômeno antigo no protestantismo brasileiro, porém nos últimos anos adquiriu proporções alarmantes. O censo de 2010 realizado pelo IBGE revelou um contingente de quatro milhões de evangélicos que declararam não estar filiados a nenhuma igreja. Não se trata de pessoas que deixaram de abraçar a fé cristã e evangélica. Elas continuam a se considerar cristãs ou evangélicas, mas não julgam necessária uma vinculação eclesiástica. Para designar esses indivíduos, foi criado no Brasil há alguns anos o neologismo “desigrejados”, correspondente ao inglês unchurched”. Um estudo recente sobre o assunto foi feito por Idauro Campos, pastor congregacional em Niterói e professor em diversos seminários da região. Sua dissertação de mestrado em Ciências da Religião no Seminário Teológico Congregacional do Estado do Rio de Janeiro foi publicada com o título Desigrejados: teoria, história e contradições do niilismo eclesiástico.[15] As referências bibliográficas arroladas por esse autor revelam o vasto número de estudos que têm se voltado para o tema nos últimos anos.[16]

Sua pesquisa revela duas causas principais para o fenômeno dos sem-igreja. Muitos membros deixam as igrejas evangélicas, principalmente neopentecostais, por se decepcionarem com líderes autoritários, controladores, ávidos por dinheiro, prestígio e poder.[17] Essas pessoas se ressentem da exploração espiritual, emocional e financeira a que foram submetidas por pastores inescrupulosos. Todavia, muitas delas acabam procurando outras igrejas nas quais a liderança é exercida dentro de moldes mais bíblicos. O segundo grupo é constituído daqueles que renunciam às suas congregações por não mais acreditarem na igreja institucional. Os porta-vozes desse movimento argumentam que o uso de templos, a existência de ministros ordenados e o ensino por meio de prédicas, entre outros fatores, são exemplos da paganização da igreja, do seu afastamento da simplicidade do cristianismo original.[18] Tais líderes propõem uma espiritualidade centrada em pequenos grupos, reuniões em contextos informais e um mínimo de aparato institucional. Entre eles estão Frank Vila e George Barna, nos Estados Unidos, e Caio Fábio e Paulo Brabo, no Brasil. 

Embora tenha simpatia pelo primeiro grupo, aqueles que deixaram suas igrejas por terem sido “feridos em nome de Deus”, Campos discorda firmemente dos proponentes de uma “terceira reforma”. Enquanto que a primeira, a dos reformadores do século 16, teria sido doutrinária, e a segunda, a dos pietistas, teria ocorrido no âmbito da espiritualidade, a terceira seria eclesiológica, implicando numa profunda reformulação da igreja institucional. Conquanto reconheça, como é correto, os erros da igreja enquanto instituição, inclusive no âmbito protestante, o referido autor apresenta vários argumentos em sua defesa: o questionamento da igreja visível não é novo na história do cristianismo, tendo ocorrido muitas vezes no passado[19]; embora a igreja neotestamentária tivesse uma organização bastante singela, já se percebem os sinais de uma institucionalização incipiente, como as instruções a respeito dos oficiais; nenhuma organização pode prescindir de alguma estruturação formal – isso é próprio de todo grupamento humano. Mesmo que um movimento denomine suas unidades de “estações do caminho” (Caio Fábio), mais cedo ou mais tarde elas irão ter características de igrejas.

Uma das críticas mais pertinentes feitas por Campos aos proponentes da desvinculação com a igreja tem a ver com a “crise de pertencimento” da sociedade pós-moderna.[20] A mentalidade contemporânea caracteriza-se por elementos como o relativismo, o pluralismo e o individualismo exacerbados. Nesse contexto, são desfeitos os vínculos de lealdade com as instituições. Esse autor conclui: “Mesmo que não percebam ou que não admitam, muito da energia dos desigrejados vem da pós-modernidade. Antes de ser uma revolução (como acreditam) é tão somente um reflexo do momento pelo qual a sociedade passa”.[21]

Uma ressalva que se pode fazer a esse valioso estudo é o fato de deixar de considerar outros fatores igualmente importantes no processo de desigrejação, como aqueles que foram considerados acima na história do presbiterianismo brasileiro. Além da decepção com líderes abusivos e com doutrinas e práticas heterodoxas, e além do questionamento ideológico da igreja como instituição, a realidade é que muitas pessoas continuam deixando as suas congregações por participarem de movimentos cismáticos, se sentirem atraídas por igrejas mais empolgantes, não se submeterem à disciplina quando envolvidas com práticas conflitantes com a fé cristã ou simplesmente por passarem a nutrir dúvidas acerca do evangelho.

4. Perspectivas Pastorais

Este artigo não tem em vista simplesmente apresentar uma perspectiva histórica do problema da evasão de membros e fazer um breve diagnóstico desse mal que acomete muitas igrejas, mas propor ações preventivas e corretivas que podem ser empreendidas pelos líderes cristãos. A evasão de membros é um fenômeno complexo e multifacetado, decorrente de uma grande multiplicidade de fatores. Existem participantes ou frequentadores que irão deixar a congregação não importa o que se faça em relação a eles, mas é certo que muitos deixarão de fazê-lo se forem tomadas atitudes adequadas em relação aos problemas que enfrentam ou aos questionamentos que nutrem com relação à igreja. A seguir, são apontados alguns elementos a serem considerados por aqueles que se preocupam com esse desafio.

4.1 Autocrítica

Em primeiro lugar, pastores e presbíteros precisam admitir que suas igrejas não são perfeitas e podem ter características que tenderão a afastar alguns de seus integrantes. O tradicionalismo, as formas rígidas de culto e organização, a incapacidade de se adaptar a novas realidades, a falta de abertura para o diálogo e outros fatores correlatos estão presentes em muitas igrejas e acabam por gerar insatisfação e finalmente evasão. Alguém disse que muitas vezes a igreja fica eternamente respondendo perguntas que as pessoas não estão fazendo e, por outro lado, deixa de responder as que elas estão levantando. Isso dá aos fiéis a percepção de que suas necessidades, dúvidas e carências não estão sendo supridas. Se é bem verdade, desde uma perspectiva reformada, que o alvo precípuo da igreja é a glória de Deus e não a satisfação de necessidades, por outro lado a igreja tem o dever de ministrar aos seus participantes em suas carências espirituais, emocionais, relacionais e outras.

Outro aspecto crucial diz respeito às oportunidades que as pessoas, todas as pessoas, devem ter na igreja de exercer os ministérios e dons confiados por Deus. Aqui, dois erros extremos podem ocorrer, um de falta e outro de excesso. Existem membros que se frustram porque raramente têm espaço para fazer alguma coisa, para dar a sua contribuição. Por exemplo, aquela pessoa que nunca tem a oportunidade de fazer uma oração no culto público ou de ter qualquer outra participação na liturgia. Ou então quem nunca recebe um convite para exercer algum cargo, emitir uma opinião ou colaborar em alguma área na qual tem conhecimento ou experiência. Todavia, também existe o perigo oposto, que é sobrecarregar as pessoas com atividades, deixando-as exaustas e sem tempo para outros interesses, sejam eles familiares ou comunitários. O Rev. Erasmo Braga era crítico dessa tendência das igrejas de sua época, tendo se referido a esse problema em vários de seus escritos.[22]

Os dirigentes precisam ser sensíveis e receptivos em relação às reivindicações e solicitações legítimas de seus fiéis, evitando assim uma evasão desnecessária. Para isso, é preciso ouvi-los com frequência, exercer o diálogo constante e, assim, realizar as correções nas normas e práticas que se façam necessárias, tendo em vista o bem-estar e a continuidade da participação dos membros. 

4.2 Discipulado

Em muitas igrejas locais se verifica uma grande ironia, um grande paradoxo. Essas igrejas fazem um enorme e apreciável investimento na área da evangelização, da atração de novas pessoas e famílias para o evangelho de Cristo. O pastor prega e ensina com frequência a respeito do assunto, são oferecidos cursos sobre como evangelizar, utilizam-se publicações ricas e estimulantes sobre o tema, incentiva-se o evangelismo pessoal e em grupos. Enfim, faz-se um vigoroso esforço para alcançar os não-crentes. Porém, tão logo essas pessoas se convertem e são recebidas na igreja, elas são, por assim dizer, esquecidas e caem na rotina da vida da comunidade. Como elas já estão do lado de dentro, entende-se que não mais precisam de tanta atenção. É assim que muitos novos membros depois de algum tempo acabam se decepcionando, perdendo o seu entusiasmo inicial e abandonando a igreja.

Isso mostra a absoluta necessidade de um elemento complementar ao evangelismo, que é o discipulado ou a integração dos novos convertidos. A igreja precisa criar mecanismos pelos quais aqueles que ingressaram na comunidade possam receber um acompanhamento adequado nos primeiros meses e anos de sua vida cristã. Em sua autobiografia recentemente publicada, o Rev. Eber Lenz César, que teve vasta experiência ministerial em vários estados do Brasil e na África do Sul, mostra como as atividades de integração foram importantes nesse sentido.[23]

4.3 Pastoreio

Tanto membros novos quanto antigos também precisam de uma assistência constante e cuidadosa por parte dos pastores e dos presbíteros regentes. Isso faz lembrar a valiosa exortação de Paulo aos líderes da igreja de Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Esse cuidado inclui uma vigilância constante que permita identificar os problemas ainda no seu início, a tempo de serem adequadamente diagnosticados e tratados pastoralmente. Um caso clássico é a repentina ausência dos cultos por uma pessoa ou família. Tal circunstância muitas vezes sinaliza alguma dificuldade que deve ser objeto de uma intervenção rápida por parte dos líderes cristãos. Porém, não somente estas, mas todas as pessoas devem ser objeto de uma constante preocupação e zelo pastoral. 

É bem conhecido o exemplo do notável pastor puritano Richard Baxter (1615-1691). No fiel desempenho do seu encargo, esse ministro procurava se encontrar uma vez por ano com cada uma das 800 famílias que compunham a sua congregação na cidade de Kidderminster, a fim de instruí-las e aconselhá-las. Em seu famoso clássico The Reformed Pastor, ele insistiu que os pastores precisam se dedicar à instrução pessoal e particular do rebanho. Disse ele: “É dever inquestionável dos ministros em geral que se disponham à tarefa de instruir e orientar individualmente a todos aqueles que são entregues ao seu cuidado”.[24]

Conclusão

Os líderes cristãos, aí incluídos pastores, presbíteros, diáconos, professores de escola dominical e outros, nunca devem se esquecer de uma importante distinção no que diz respeito à igreja. Por um lado, ela é uma instituição, uma estrutura (organização). Por outro lado, é o conjunto dos fiéis, o corpo de Cristo (organismo). O primeiro aspecto deve servir o segundo, não o contrário. A igreja institucional tem como um de seus propósitos ministrar às necessidades dos fiéis, contribuir para que vivam vidas plenas em Cristo, sem afastar-se da comunidade da fé, mas estando plenamente integrados nela.

Em alguns casos, a evasão de membros pode ser algo sem maiores consequências, como quando alguém deixa uma igreja para filiar-se a outra igualmente bíblica e sólida. Em outras situações, representa uma grande perda para a igreja e para as pessoas envolvidas. Esse tema negligenciado precisa receber maior atenção dos ministros de Deus à medida que desempenham os diferentes deveres do seu encargo. O afastamento de pessoas ou a ameaça de afastamento pode indicar problemas que elas estão enfrentando pessoalmente ou problemas da igreja como um todo. Ambos precisam ser tratados zelosamente, sob a direção do Espírito Santo e o ensino das Escrituras. 

 

Autor: Rev. Alderi Souza de Matos - tem o grau de Doutor em Teologia (Th.D.) pela Escola de Teologia da Universidade de Boston. É professor de teologia histórica no CPAJ e historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Fonte: Fides Reformata, Volume XIX, número 1, 2014, págs. 21-33.

sábado, 11 de fevereiro de 2017

Só o Espírito Santo pode curar essa violência

E se o meu povo, que se chama pelo meu nome, se humilhar, e orar, e buscar a minha face e se converter dos seus maus caminhos, então eu ouvirei dos céus, e perdoarei os seus pecados, e sararei a sua terra. (2 Crônicas 7.14)

Não tem como não ficar estarrecido, assustado e impotente diante do caos no estado do Espírito Santo. Um estado que contém um nome tão significativo, com uma capital tão emblemática (Vitória) e que hoje sofre com a barbárie e a todo o tipo de crime, violento e hediondo ou de ordem anarquista.
Pessoas saqueando estabelecimentos comerciais, destruindo patrimônios públicos ou privados e derrotando o sonho do microempreendedor. Gente de várias idades e classes sociais sendo desconstruídas da imagem de Deus, entregando-se ao espírito do mundo, que no maligno jaz.
A perda maior é a perda de si mesmo.
Famílias com medo e se escondendo em suas casas; mães que idealizavam a ida de suas crianças para o primeiro dia de aula na creche e que agora são obrigadas a se calar e se ocultar, pedindo a Deus para que nada de ruim lhes aconteça.
Não vou me aprofundar nas questões políticas, sociais e trabalhistas que estão no pano de fundo de toda esta tensão histórica, mas me atenho numa proposição que nos leve a uma saída imediata desta situação: a posição que a igreja brasileira se colocará diante desta demanda da vida humana que é essencialmente espiritual.
Aprendemos que as coisas espirituais se discernem espiritualmente (2 Coríntios 2.14) e que a oração pode muito em seus efeitos (Tiago 5.16b). O que está acontecendo lá a mídia não cobre completamente. A situação é alarmante demais e exige que a igreja brasileira verdadeiramente tome a sua posição mais gloriosa, fiel e que pode trazer esperança para os próximos dias: DE JOELHOS.
Cada capixaba poderá ser livrado e cada cidadão que saqueou poderá ser conduzido pelo poder de Deus ao arrependimento. Os governos poderão tomar as melhores decisões e a polícia poderá receber o que merece de aumento e dignidade. Tudo isso se tornará possível quando o povo de Deus orar e clamar ao Senhor da Terra.
Diz a sua Palavra: Do SENHOR é a terra e a sua plenitude, o mundo e aqueles que nele habitam. (Salmos 24.1). Ele pode mover os céus e realizar o improvável por causa das nossas orações. Ele ouve o clamor do seu povo e atende poderosamente.
Há esperança para o povo capixaba. E a esperança está em cada joelho de um cristão fiel que lê este artigo ou de qualquer outro que está se sentido impelido pelo Espírito Santo a interceder por esta terra. Que nos humilhemos, oremos, o busquemos e confessemos o pecado desta nação. Que sejamos o exemplo vivo do que é a conversão e que nos importemos verdadeiramente com a dor do nosso próximo, seja irmão na fé ou não. Que flua de nós compaixão, graça e empatia, para que eles não se sintam desamparados por aqueles que detém o maior vínculo desta existencialidade.
Mais importante do que ir às ruas para protestar é descer ao pó para clamar. Há tempo para tudo, e os dias atuais não deixam dúvidas de que a hora não é cabível para discussões sobre política ou sobre “A” ou “B”, mas para nos unirmos em fé e vigor espiritual para que este povo seja livrado deste mal. Só o Espírito Santo pode curar a terra do Espírito Santo.


Maycson Rodrigues
30 anos, é casado com Ana Talita, estudante de Teologia Reformada e estuda Filosofia na UFRJ. É compositor, escritor e músico e trabalha no ministério paraeclesiástico e missionário chamado Entre Jovens. Recentemente publicou um livro intitulado “Aos maridos: princípios do casamento para quem deseja ouvir”.

O que posso aprender com meu espinho na carne

Em sua segunda carta aos Coríntios, o apóstolo Paulo relata que sofre com um “espinho na carne”. Muito se discute sobre o que seria este “espinho na carne”. As especulações são as mais diversas possíveis. Seja uma doença física ou um desejo pecaminoso, o espinho na carne causava dor e sofrimento em Paulo.
Acontece que ler este relato do apóstolo me traz, na realidade, conforto. Não que eu me alegre com o sofrimento de Paulo, muito pelo contrário, mas é interessante ver como este personagem tão importante na história era “gente como a gente”. Após o encontro com Jesus, a vida de Saulo de Tarso mudou radicalmente – até o nome -, mas isso não quer dizer que a vida dele na Terra seria livre de aflições. O próprio Jesus disse que “neste mundo vocês terão aflições” (João 16:33 NVI).
Quando relata o espinho na carne, Paulo diz que “para impedir que eu me exaltasse por causa da grandeza dessas revelações, foi-me dado um espinho na carne, um mensageiro de Satanás, para me atormentar” (2 Coríntios 12:7 NVI). Acredito que, de uma forma ou de outra, todos temos um espinho na carne, por mais sigiloso e íntimo (ou não) que seja. O espinho na carne pode, para alguns, ser o vício em bebida; para outros, em pornografia; e por aí vai.
É interessante destacar o que Paulo diz no versículo seguinte: “três vezes roguei ao Senhor que o tirasse de mim” (2 Coríntios 12:8 NVI). Muitas vezes, com nossa natureza pecaminosa, tendemos a pensar que Paulo, por ser um plantador de igrejas, teria uns pontinhos a mais com Deus e, por isso, seu pedido seria prontamente aceito. A verdade é que, com Deus, as coisas não funcionam na base da permuta, da justiça própria, como estamos tão acostumados neste mundo. A resposta de Deus para Paulo é simples: “Minha graça é suficiente a você, pois o meu poder se aperfeiçoa na fraqueza” (2 Coríntios 12:9 NVI).
Muito provavelmente boa parte das pessoas ficaria revoltada com esta resposta de Deus e, até mesmo, “exigiria” uma absolvição, mas as próximas palavras de Paulo são lindas: “Portanto, eu me gloriarei ainda mais alegremente em minhas fraquezas, para que o poder de Cristo repouse em mim. Por isso, por amor de Cristo, regozijo-me nas fraquezas, nos insultos, nas necessidades, nas perseguições, nas angústias. Pois, quando sou fraco, é que sou forte” (2 Coríntios 12:9-10 NVI).
Refletindo sobre esse texto, penso que meu espinho na carne me faz entender que sou extremamente dependente de Deus. Sem o seu amor e a sua misericórdia, não passo de alguém que não consegue sequer lutar contra sua natureza corrompida pelo pecado. Ao mesmo tempo, o meu espinho na carne me faz ser solidário com meus irmãos, buscando ajudá-los em suas lutas e tribulações. O meu espinho na carne me faz desejar, cada dia mais, que nosso Salvador e Senhor, Jesus Cristo, volte o quanto antes, pois como disse Paulo, “considero que os nossos sofrimentos atuais não podem ser comparados com a glória que em nós será revelada” (Romanos 8:18 NVI).
É importante lembramos que as histórias bíblicas são repletas de personagens que, embora fossem servos de Deus, erraram em algum momento da caminhada. Moisés e Davi são exemplos disso. Graças à grande misericórdia de Deus, os erros cometidos não significaram o fim da linha. Deus não os abandonou. O mesmo Jesus que disse que teremos aflições neste mundo nos conforta dizendo: “tende bom ânimo, eu venci o mundo” (João 16:33).
Embora tenhamos nossos espinhos na carne, o amor de Deus é superior às nossas fraquezas. Por maiores que pareçam, nossas fraquezas não podem nos afastar do amor de Deus. Como o próprio Paulo escreveu em sua carta aos Romanos, “quem nos separará do amor de Cristo? Será tribulação, ou angústia, ou perseguição, ou fome, ou nudez, ou perigo, ou espada? Pois estou convencido de que nem morte nem vida, nem anjos nem demônios, nem o presente nem o futuro, nem quaisquer poderes, nem altura nem profundidade, nem qualquer outra coisa na criação será capaz de nos separar do amor de Deus que está em Cristo Jesus, nosso Senhor” (Romanos 8:35,38-39 NVI).
Que possamos aprender com nossos espinhos na carne e sermos solidários com nossos irmãos em suas lutas, afinal, “quem fará alguma acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Foi Cristo Jesus que morreu; e mais, que ressuscitou e está à direita de Deus, e também intercede por nós” (Romanos 8:33-34 NVI).
Glória somente a Deus!
  • Renan Vinícius tem 23 anos, é paulista de certidão e goiano de coração. Faz mestrado em computação, onde investiga a utilização de recursos computacionais no processo de reabilitação motora. É membro da Igreja Presbiteriana de Higienópolis, em São Paulo. Escreve em seu blog pessoal, Assim sou eu.

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2017

CPesFN da Marinha abre vagas para curso de admissão ao Curso de Formação de Fuzileiros Navais

Dos dias 2 a 30 de março de 2017, o Comando do Pessoal de Fuzileiros Navais (CPesFN) da Marinha do Brasil receberá as inscrições para o curso de admissão ao Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais (C-FSD-FN) para as Turmas I e II de 2018.
As inscrições devem ser feitas pelo site www.marinha.mil.br, no link "Concursos para o CFN", das 8h do dia 2 de março de 2017 às 23h59 do dia 30 do mesmo mês. Já nos locais de inscrição, eles devem ser realizadas nos dias úteis, das 8h às 16h. A taxa de inscrição é de R$ 20,00.
As vagas disponíveis estão abaixo discriminadas, distribuídas de acordo com os seguintes locais de realização do Estágio Inicial:
  • Turma I: Unidades da MB no Rio de Janeiro (349), Unidades da MB em Brasília - DF (90), Grupamento de Fuzileiros Navais de Rio Grande - RS(45), 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas - Belém/PA (30), Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário/ MS (40), Grupamento de Operações Ribeirinhas - Manaus/ AM (30), Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal/ RN (30), Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador/ BA (20) e BtlDefNBQR - Aramar (16);
  • Turma II: Unidades da MB no Rio de Janeiro (349), Unidades da MB em Brasília - DF (50), Grupamento de Fuzileiros Navais de Rio Grande - RS(30), 2º Batalhão de Operações Ribeirinhas - Belém/PA (50), Grupamento de Fuzileiros Navais de Ladário/ MS (35), Grupamento de Operações Ribeirinhas - Manaus/ AM (50), Grupamento de Fuzileiros Navais de Natal/ RN (30), Grupamento de Fuzileiros Navais de Salvador/ BA (40) e BtlDefNBQR - Aramar (16).
A seleção de admissão ao C-FSD-FN, realizado sob a supervisão do CPesFN, será realizado em seis etapas: Exame de Escolaridade, Verificação de Dados Biográficos, Verificação de Documentos, Inspeção de Saúde, Teste de Suficiência Física e, por fim, Exame Psicológico.
O candidato aprovado no concurso e classificado dentro do número de vagas será matriculado no C-FSD-FN e o realizará na condição de Recruta Fuzileiro Naval (RC-FN). Ao longo do curso, além de serem proporcionados alimentação, uniforme e assistência médico-odontológica, o RC-FN perceberá remuneração atinente à sua graduação.
A C-FSD-FN será conduzido no Centro de Instrução Almirante Milcíades Portela Alves (CIAMPA), situado no Rio de Janeiro e, ao mesmo tempo, no Centro de Instrução e Adestramento de Brasília (CIAB), localizado em Brasília. A duração é de, aproximadamente, dezessete semanas.
Após o primeiro ano de conclusão do C-FSD-FN, o candidato aprovado poderá ser designado para servir em Organização Militar (OM) da Marinha do Brasil (MB) sediada, por sua vez, em qualquer parte do território nacional, independente do local escolhido no momento da inscrição.
Serão distribuídas 1.060 vagas destinadas, preferencialmente, aos candidatos das regiões Sul e Sudeste do Brasil no CIAMPA, e outras 240 no CIAB, voltadas aos candidatos das regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste.
O presente Concurso será encerrado na data da matrícula no Curso de Formação de Soldados Fuzileiros Navais Turma II de 2018, conforme o edital de abertura publicado em nosso site. O edital já pode ser acessado.
Jornalista: André Fortunato

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