Em seu interrogatório, que durou 1h30, o cabo pediu aos jurados que fizessem “justiça”
O primeiro dos 11 PMs acusados do assassinato da juíza Patricia Acioli,
em Niterói, região metropolitana do Rio, foi condenado nesta terça-feira
a 21 anos de reclusão - 12 anos foram reduzidos da pena pela confissão
do crime. A juíza trabalhava em São Gonçalo, cidade vizinha, e foi morta
com 21 tiros, em 11 de agosto de 2011, ao chegar em casa.
O julgamento do cabo Sérgio Costa Júnior ocorreu no 3.º Tribunal do Júri
de Niterói. Em seu interrogatório, que durou 1h30, o cabo pediu aos
jurados que fizessem “justiça”. “Infelizmente tive cabeça fraca, me
deixei levar pela emoção e fiz o que fiz. Mas desde o primeiro momento
me arrependi com a desgraça que fiz com minha família e com a família
dela (Patricia). Acredito muito na Justiça. Façam justiça comigo.”
Costa Júnior deu detalhes do motivo, do planejamento e da prática do
assassinato. Segundo ele, o que determinou o crime foi a decretação, por
Patricia, da prisão dele e de mais cinco PMs do Batalhão de São Gonçalo
no processo que investigava a morte de Diego Belini, de 18 anos. “Havia
rumores de que ou a juíza ia soltar os dois policiais presos ou ia
decretar a prisão de nós seis. Quando ela assinou a prisão, foi a gota
d’água.” Outros três PMs do batalhão estão presos. Eles serão julgados
pelo mesmo crime em janeiro do próximo ano.
Fonte: Bizu de Praça
Fonte: Bizu de Praça
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