
Tomar na mão grande até baldes de R$ 1,99 de
trabalhadores ambulantes era uma das especialidades de maus policiais civis e
militares da ‘Tropa da Mixaria’, nas feiras de Bangu e Honório Gurgel, zonas
Oeste e Norte, respectivamente. Roubar mercadorias era a punição a quem não
tinha dinheiro para pagar a propina de R$ 5 a R$ 70, o ‘alvará’ do bando que
permitia a venda em pontos irregulares. Para prender 53 PMs, do 14º BPM (Bangu)
e 9º BPM (Rocha Miranda), e sete civis, da 34ª DP (Bangu) e Delegacia de
Repressão aos Crimes de Propriedade Imaterial (DRCPIm), além de 18 ‘cobradores’,
a Corregedoria da PM e a Secretaria de Segurança realizaram terça-feira a
Operação Compadre, a maior de combate à corrupção escancarada no varejo. O DIA
teve acesso a detalhes da investigação, que ainda fecha o cerco a delegados e
oficiais da PM, identificados pelos nomes de guerra. Recolher dinheiro nas ruas
era a principal tarefa dos maus policiais. Um deles, o sargento Izanildo Silva
Pereira, o Índio ou Chacal, seria ‘segurança’ de Luiz Carlos Brito dos Santos, o
Mota, responsável por cobrar a propina em feira de Honório. No dia 30 de junho,
Mota roubou baldes de ambulante que não tinha dinheiro em plena luz do dia com
proteção policial.
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