NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

sábado, 15 de abril de 2017

As 5 maneiras pelas quais a leitura diária da bíblia impacta sua vida

Por que precisamos ler a bíblia todos os dias? Isso faz diferença? Isso é apenas algo que bons cristãos fazem? Ou isso é um hábito legalista desnecessário para uma caminhada saudável com Deus? Se nós não entendemos porque isso importa, nós provavelmente não vamos fazer da leitura diária nossa prioridade. Aqui estão cinco analogias para trazer à vida os propósitos de um consistente estudo diário da Palavra de Deus.
1. Uma casa: Conhecendo Deus
Uma visita à minha casa te diria muito sobre mim. Um quebra-cabeça de 1000 peças incompleto em cima da minha mesa na sala de jantar, brinquedos espalhados por toda parte da sala de estar, e o corredor está cheio de capas de violão e caixas de CD. Você certamente ia concluir que um músico vive aqui, que existem crianças nessa casa e que alguém gosta de quebra cabeças.
Ler a bíblia é como entrar na casa de Deus. Tudo está lá porque Ele desejou que estivesse onde está. Se algo está na Palavra de Deus, que permanece eternamente, então é porque é importante para Ele. Enquanto eu lia Levíticos, eu fui confrontada com a realidade que existe um livro inteiro dedicado a diferentes tipos de pecado e suas ofertas. Se isso foi importante o suficiente para estar na Palavra de Deus, eu preciso concluir que nosso pecado, realmente, realmente, realmente O incomoda, não importa quanto pequeno for, ele precisa ser pago.
As passagens na Bíblia que são mais difíceis de interpretar e mais surpreendentes de fato me ensinam muito sobre Deus. Ao invés de pular ou evitar coisas que você não entende, pergunte a Deus o porquê de essa passagem ser importante para Ele. Pergunte o que esse trecho fala sobre Seu caráter. Cresça em amor por Ele por causa de quem Ele é, não pelo o que você quer que Ele seja.
2. Uma âncora: Renovando a sua mente
Você já brincou na praia com a água batendo na altura da cintura? É incrível como você pode estar convencido de que está parado em um lugar, mas ao virar para olhar o seu sombreiro ele está a metros de distância, provando que se enganou. A corrente estava tão sutil que você sequer percebeu que estava se movimentando. Isso se assemelha a nossa vida nesse mundo caído. Estamos presos em uma corrente. Materialismo, egoísmo, imoralidade e entretenimentos estúpidos diariamente nos afastam de Deus. Somada à nossa carne egocêntrica e nosso inimigo Satanás, percebe-se que há muita força nessa corrente. E a Palavra de Deus é como uma âncora. A cada vez que você a lê estará pondo sua âncora no chão e se mantendo firme. Isso te impedirá de estar à deriva. Porém, sem se segurar diariamente nessa âncora, você irá muito distante até perceber o que aconteceu. Essa é a razão porque o estudo e meditação frequente na Palavra de Deus são cruciais. Assim como Romanos 12:2 diz, nós precisamos diariamente ser transformados pela renovação da nossa mente através da Palavra Dele.
3. Óculos: Dando claridade
A primeira coisa que peguei nessa manhã foram os meus óculos, porque eles me ajudam a fazer todas as coisas. Olhar para um quarto com uma visão turva é muito confuso. Isso é uma maçã ou um tomate? Ela está irritada ou feliz? Colocar os meus óculos é um passo simples que me ajuda a responder corretamente para as situações em meu caminho porque eu posso vê-las com precisão.
Sem uma dose consistente da Palavra, uma situação estressante pode parecer confusa e esmagadora (em outras palavras, embaçada). Por que eu estou frustrada? Eu estou com raiva dos meus filhos ou estou deixando minhas outras preocupações extravasarem neles? Mas quando eu tenho uma grande porção da Verdade em minha vida, posso rapidamente compreender as circunstâncias ao redor e as respostas do meu coração. É como colocar os óculos, traz claridade e me ajuda a discernir precisamente os eventos do meu dia e minhas ações. Quando a minha ira está relacionada à autossuficiência (ao presumir que minha vida depende apenas do meu próprio esforço), posso me arrepender e me render ao controle de Deus novamente.
Ironicamente, muitas pessoas dizem que não têm tempo para estudar a Palavra. Mas eu argumentaria que não há nada que salve mais tempo do que a leitura da Palavra e a oração. Esse tempo concede uma nova visão para o que verdadeiramente importa em cada dia e para o que você não deve se importar, também ajuda a rapidamente avaliar situações inesperadas.
4. Quimio: Matando o pecado
Imagine que você tem câncer e o doutor sugere que ele pode ser curado através do tratamento regular de quimioterapia. Você começa o tratamento, mas não se sente diferente após a primeira sessão. Ou após a segunda. Ou até após a terceira. Então o que está acontecendo? Não é porque você não sente nada que o tratamento não está funcionando. Ao longo do tempo, ele irá lentamente matar a doença em você. Assim também funciona a absorção constante da Palavra de Deus. Quando a leitura é feita como um ato de fé em Cristo, ela lentamente curará nosso orgulho, nosso egoísmo, nossa hipocrisia e apatia. Ler a Palavra de Deus é na maioria das vezes agradável. Mas quando um dia você fechar sua Bíblia se sentindo o mesmo de antes de lê-la, não quer dizer que ela não foi eficaz! Deus nos assegura, “assim será a palavra que sair da minha boca: não voltará para mim vazia, mas fará o que me apraz e prosperará naquilo para que a designei.”(Isaías 55:11)
Um regular, constante e substancial estudo da palavra de Deus matará o orgulho que nos leva a outros tipos de pecado. Esteja comprometido na leitura não importa como se sinta.
5. Vocabulário: Combustível para sustentar um relacionamento
Todos que aprendem uma segunda língua sabem que o vocabulário é a chave. Claro que você pode aprender todos os verbos em todos os tempos. Mas uma vez que você está na rua de um país diferente, somente verbos não podem te ajudar a encontrar um banheiro ou pedir um táxi. Você precisa de vocabulário! Quanto mais palavras você sabe, mais conversação você pode ter.
A bíblia é o vocabulário em nosso relacionamento com Deus. Nós não lemos a bíblia apenas por ler. Nós lemos com o objetivo de ter comunhão com Deus. Então, você pode perguntar, vale a pena o esforço? Sim, nosso Deus é maior do que páginas da Bíblia (João 5:39). Ele pode nos encontrar em qualquer lugar, pode falar conosco por diferentes maneiras. Mas Ele é muito claro ao dizer que é imutável e sua Palavra é eterna (Isaías 40:8 ; Malaquias 3:6). Isso significa que sem um rico vocabulário da Palavra de Deus, nossa interação é limitada.
Enquanto cresço em conhecimento da bíblia, eu rapidamente reconheço Sua voz em meu dia a dia. Algumas vezes circunstâncias me lembram de passagens que li. Enquanto eu penso em como responder alguém, me lembro de alguma história do Antigo Testamento. Quanto mais eu leio, mais meu relacionamento com Deus se torna vivo e ativo. Eu estou aprendendo Sua linguagem e me relacionando melhor com Ele a cada dia. Não é isso que todos nós queremos? Um relacionamento vivo e verdadeiro com o Deus vivo e eterno?
Eu espero que essas analogias te encorajem e criem o desejo de ler a Palavra! Qual dessas maneiras falou mais com você? Alguma delas você ainda não conhecia? Adoraria saber!
Este post é uma tradução de um artigo de Kelly Needham, publicado originalmente no blog True Woman, traduzido e publicado com permissão. O artigo original pode ser encontrado no link: 5 Ways Daily Bible Reading Impacts Your Life

sexta-feira, 14 de abril de 2017

5 maneiras pelas quais atrofiamos nosso crescimento espiritual

Eu acordei certa manhã interessada em encontrar tempo para comunhão com Deus, mas primeiramente, meus filhos precisavam de café da manhã. Uma coisa levou a outra, e antes que eu percebesse o dia já tinha passado e eu não passei um tempo com minha bíblia ou em oração.
Com o coração pesado, eu percebi que das 168 horas que compõem minha semana, eu dificilmente tive uma hora de comunhão com Deus.
Isso te soa familiar?
Todos nós temos diferentes razões para negligenciar nossa saúde espiritual, e quando eu segui o conselho de examinar as motivações do meu coração, eu vi um padrão emergir. Nós involuntariamente atrofiamos nosso crescimento espiritual e aqui estão algumas armadilhas comuns que podem estar te impedindo de crescer.
1. Buscar o Senhor não é uma prioridade.
Vamos ser honestos: Algumas vezes nós preferimos gastar nosso tempo em outras coisas. Muitas vezes com coisas boas, como:
• Passar um tempo com nossos filhos
• preparar refeições
• limpar nossos quartos
• trabalhar
• exercitar
• ajudar os filhos em tarefas do colégio
• passar tempo com os amigos
• ler um bom livro
• ou qualquer outra boa atividade.
Mas se uma semana se passa e não investimos nenhuma de nossas 168 horas com Deus, nós devemos nos perguntar o porquê Ele não é uma prioridade como as outras coisas que escolhemos fazer em nossos dias.
Não devíamos estar surpresos por não priorizarmos o Senhor em nossas vidas. Nas páginas da Escritura nós vemos o povo de Deus repetidamente cair no mesmo pecado.  Não é de se admirar, que Moisés advertiu os Israelitas: “guarda-te, para que não esqueças o SENHOR” (Dt 6:12).  Faríamos bem em atender as suas palavras.
2. Nós gastamos nossas energias em outras coisas.
Para muitos de nós as disciplinas espirituais são prioridade, mas quando começamos a fazê-las, nós já estamos muito cansados para progredir.
Se você está constantemente negligenciando suas disciplinas espirituais por causa da sua fadiga mental, talvez você precise considerar que sua energia é limitada. Deus é o único que nunca se cansa (Is 40:28), mas nós precisamos dormir diariamente.
Especialistas em produtividades nos dizem para fazer coisas difíceis no início do dia justamente porque nossa energia é limitada.
Reorganizar sua agenda matutina talvez seja necessário se você deseja priorizar sua comunhão com Deus. Por exemplo, você pode ler o jornal no final do dia ou checar seu e-mail durante o almoço e não no café da manhã. Se você tem filhos, talvez seu cônjuge possa alimentá-los no café da manhã enquanto você tem um tempo para ler a Bíblia e orar. Ou você possa coloca-los nos carrinhos e ouvir a bíblia pelo celular enquanto você anda.
Cada circunstância é única, então não tenha medo de pedir um conselho a algum amigo para sua situação. Mas se for possível ter comunhão com Deus durante a manhã, provavelmente você vai ter mais sucesso.
3. Existe uma batalha espiritual sendo travada.
Eles dizem “é somente um esforço até que vire um hábito”, e isso é verdade para muitas coisas na vida. Mas não devemos deixar de estar alerta de que existe uma dinâmica espiritual enquanto nós buscamos crescer em santidade.
O pastor anglicano J.C Ryle escreveu: “O amanhã pertence a Satanás, mas o hoje pertence a Deus. Satanás não se importa quanto as nossas intenções espirituais, ou quão espirituais são nossas resoluções, se elas apenas serão deixadas para serem feitas amanhã.”.
Não seja vítima dos planos de Satanás. É melhor ter um pequeno progresso agora mesmo do que sonhar em fazer um grande progresso amanhã.
4. O pecado faz separação entre você e Deus.
Você pode estar evitando ter comunhão com Deus porque você ama mais o seu pecado. Mas não dá para ter fingimento com Deus. Hebreus 4:13 diz “E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” Isso é uma realidade aterrorizante se você está escolhendo o pecado ao invés do Senhor. Sim, é mais fácil evitar essa realidade.
Possuir pecados diante de Deus facilmente se torna um hábito, porem é doloroso. Nosso coração sombrio é posto em um microscópio e nosso pecado é exposto. Mas em Deus nós também encontramos perdão e compaixão. 1 João 1:9 diz: “Se confessarmos os nossos pecados, Ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda a injustiça.
Cada um de nós deve decidir se amamos a Deus mais do que amamos o nosso pecado, porque Deus não nos compartilha com o pecado. Ele ordena que nós amemos a Ele de todo o nosso coração (Lucas 10:27).
Porém as boas novas para aqueles que lutam com pecados que se repetem são: Deus transforma pecadores. Ele não só garante Sua graça para salvação, mas Ele também concede graça para santificação.
Então se você está lutando contra pecados secretos hoje, não seja paralisado pelo pecado, medo ou condenação. Confesse seu pecado e encontre perdão no trono de Deus.
5. Você está na fase da exaustão.
Algumas vezes nós passamos por fases particularmente escuras e difíceis. Mesmo após ter dormido uma noite inteira não nos sentimos renovados. Nós podemos ter a Bíblia em nossa frente e tempo para comunhão com Deus, mas nossa mente não consegue ter foco. Nós não conseguimos orar. Não conseguimos sentir.
Se você está em uma fase de exaustão, talvez não seja este o momento para um estudo extenso da bíblia, mas ainda é possível ter comunhão com Deus. Os Salmos podem ser particularmente úteis durante esse tempo. Eles nos dão palavras para os nossos sentimentos e transformam nossa perspectiva. Até a pessoa mais desencorajada pode orar Salmos 61:1-2:
Ouve, ó Deus, a minha súplica; atende à minha oração. Desde os confins da terra clamo por ti, no abatimento do meu coração. Leva-me para a rocha que é alta demais para mim;
Uma vez que entendemos a raiz que causa nossa resistência, não somos mais cegos em nossa luta contra o inimigo. O primeiro passo em direção ao progresso é diagnosticar o que está nos impedindo. Deus se deleita em ter filhos que O conhecem, e se você pedir, pode estar certo que encontrará “graça para ocasião oportuna.” (Hb. 4:16)
O que atrofia o seu crescimento espiritual? Você pode pensar em alguém que pode te ajudar e orar por você enquanto você faz novos hábitos espirituais?
Este post é uma tradução de um artigo de Christel Humfrey, publicado originalmente no blog Revive our hearts, traduzido e publicado com permissão da autora. O artigo original pode ser encontrado no link: 5 Ways We Stunt Our Spiritual Growth

quinta-feira, 13 de abril de 2017

Nós reclamamos porque nos esquecemos

Eu fico pasmo sempre que leio a história de Êxodo. Como o povo de Israel pôde se queixar tanto? Como poderiam ser tão ignorantes, tão estúpidos, tão esquecidos?
O Deus do universo tinha acabado de lançar fora o homem mais poderoso na face da terra como se fosse uma criança jogando uma boneca de pano. Deus não só humilhou Faraó; Ele quebrou o seu espírito e revelou a sua impotência. Um povo escravo e seu Deus deixaram ambos, Faraó e o Egito, em ruínas. Essa exibição de poder foi notada por todo o mundo, inspirando medo e admiração.
A enfermidade mortal: Amnésia Espiritual
No entanto, a resposta de Israel para essa libertação espetacular do Egito não foi principalmente o louvor, adoração e a confiança de todo coração. Em vez disso, Israel respondeu com queixas, reclamações e murmurações. “Sem água, Moisés! Onde está a carne, Moisés? Eu tenho bolhas nos meus pés, Moisés. Quem morreu e te fez chefe? Já chegamos, Moisés?” A amnésia espiritual rapidamente cobriu os olhos do coração de Israel. Eles esqueceram tão cedo da graciosa e miraculosa libertação de Deus?
Essa amnésia espiritual – esquecendo a libertação de Deus e Sua provisão – é uma enfermidade mortal. O povo de Israel, logo após milagres impensáveis, com seus bolsos cheios de joias egípcias, reclama das acomodações no deserto que não eram cinco estrelas. Não se tratava somente de uma reclamação induzida por uma dor de cabeça ou baixa taxa de açúcar no sangue. Se tratava de infidelidade. Isso é um coração que diz, “Eu sei mais do que Deus. Se ao menos Ele seguisse meu plano”.
Por que nós reclamamos
E ainda assim é o meu e o seu coração. “Cadê o jantar, querida? Sobras de novo? Cadê a proteína? É só isso que você fez hoje? Você pode trocar a fralda suja? O que é essa coisa pegajosa na cadeira?” Eu posso ser igual ao povo de Israel. “Eu sei que Você perdoou todos os meus pecados na cruz, me resgatou do eterno tormento, e me deu alegria permanente em Sua presença, mas tudo o que nós temos para jantar é miojo ou sucrilhos”.
Resmungos, lamentações, e ingratidão não são, em última instância, a resposta do coração às circunstâncias, mas a Deus. Israel murmurou em sua escravidão, murmurou quando Moisés entrou em cena, e ainda continuou murmurando enquanto eles vagavam seguramente pelo deserto. Suas reclamações não estavam enraizadas no cenário, mas em seus corações.
Com você é igual. Um coração grato e agradecido não depende de seu extrato bancário, diagnóstico do médico, ou o elogio que você recebe por um trabalho bem feito. Ingratidão e murmuração – independente de sua situação, ainda que esteja sofrendo – reflete o seu coração. Isso é pecado. Amnésia espiritual é uma enfermidade mortal que ameaça a sua fé e sua alegria mais do que um câncer. Ela penetra o centro do seu coração e o apodrece.
Quimioterapia da Alma
Como nós podemos nos proteger desse esquecimento espiritual? Como podemos arrancar o câncer que ameaça a nossa alegria e fé? Muito simples, o antídoto é lembrar. Lembrar-se da graciosa libertação e redenção de Deus. Estabeleça isso em sua memória. Memorize. Pinte isso nas paredes de sua casa. Escreva isso e releia a cada manhã.
Deus nos dá esse padrão em Êxodo. Israel acaba de receber o seu cardápio para os próximos quarenta anos: maná do céu. Reúna seis dias, uma porção dobrada no último dia, e descanse no Sábado. Mas então Deus ordenou a Moisés para que tirasse um ômer de maná (cerca de 2/4) e o guardasse em uma jarra como lembrete da fidelidade de Deus (Êxodo 16:32-33).
Há dois milagres aqui. O óbvio é que Deus saciou um par de milhões de pessoas com maná do céu por quarenta anos. Sem alergias ao glúten, sem dieta de baixo teor de carboidratos, e sem falta de nutrientes vitais. Deus sustenta o Seu povo milagrosamente para ensiná-los que Ele pode e vai providenciar o seu pão diário – tudo o que eles precisam.
O segundo milagre é que o maná da jarra não estragou como normalmente faria (Êxodo 16:20). Deus impediu que o maná estragasse para lembrar a Israel que Ele não somente não deixará o maná estragar, mas que Ele vai manter vivo o Seu povo, ainda que no deserto. Essa jarra de flocos brancos era pra ser um lembrete duradouro de que Deus providencia. Ele provê no êxodo do Egito, e Ele provê no deserto.
Nós precisamos lembrar
Deus está dizendo a mesma coisa a você. Já que nós somos inclinados a resmungar, a sermos ingratos, e a reclamar sobre as nossas circunstâncias, Deus graciosamente nos recorda que precisamos lembrar de sua redenção e provisão tão graciosa.
Separe um momento e relembre das digitais de Deus impressas por toda a sua vida:
  • Lembre-se de como Deus protegeu você de destruir a sua vida;
  • Lembre-se como Deus graciosamente o fez crescer em uma família piedosa;
  • Lembre-se de como Deus te acordou para enxergar a feiura do pecado;
  • Lembre-se de como você passou longe de um acidente de carro terrível;
  • Lembre-se de como sua esposa, irmã ou mãe sobreviveu a um câncer de mama;
  • Lembre-se de como você teve mentores e amigos que foram chaves que guiaram você à sua fé;
  • Lembre-se de como Deus o sustentou durante uma fase de desemprego;
  • Lembre-se como Deus te curou milagrosamente;
  • Lembre-se daquela petição impossível que você orou e foi respondido;
  • Lembre-se de como você não teve dinheiro e recebeu um e-mail com exatamente o que você precisava;
  • Lembre-se como o Evangelho ganhou vida como nunca antes;
  • Lembre-se de Deus.
O antídoto para a amnésia espiritual está fazendo todo esforço para recordar e lembrar a graciosa libertação de Deus. O fato de que você – um pecador outrora inimigo de Deus – agora é um filho amado é um milagre. Nunca deixe essa maravilha desaparecer. Lembre-se.
Deixe este ato de lembrar despertar em você a alegria em Deus e um profundo sentimento de gratidão que Deus o ama, o conhece e o mantém.
Este post é uma tradução de um artigo de Steven Lee, publicado originalmente no blog Desiring God, traduzido e publicado com permissão do autor. O artigo original pode ser encontrado no link: We Complain Because We Forget. Steven Lee é o pastor de pequenos grupos e evangelismo na College Church em Wheaton, Illinois, onde vive com sua esposa Stephanie e seus quatro filhos. Ele graduado pela Bethlehem College & Seminary.

quarta-feira, 12 de abril de 2017

A identidade da criança: se você não marcar seus filhos, a sociedade o fará


A formação da identidade da criança é um processo permeado por perguntas e indagações como: “Quem sou eu?”; “Como eu sou?”.
O ser humano deste o seu nascimento está em constante transformação e aprendizado, a criança é um ser em total construção. Logo cedo, o bebê começa a se perceber como sujeito e obter consciência corporal para se desenvolver e se organizar no espaço, já que ao nascer, a criança está totalmente ligado à mãe e não compreende os limites que os separam.

Primeiro ano de vida

Durante o primeiro ano de vida, aproximadamente por volta dos seis aos oito meses mais ou menos , a criança percebe que é um ser separado da mãe, iniciando o processo de construção da própria identidade. Desde o ventre da mãe, este ser único é formado e já começa ter suas primeiras impressões do mundo, começa ser marcado pelo outro. O desejo do pai e da mãe, da família tem influencia psicológica e emocional nessa criança.
Todas essas vivências, experiências dão início à autodescoberta, uma exploração que permite à criança descobrir como seu comportamento repercute no ambiente, fator essencial para que ela se perceba como alguém diferente do outro. Estimule seu filho(a) a descobrir essas diferença do sexo oposto.

Símbolos

Dizem hoje na contemporaneidade que não devemos simbolizar as crianças, devemos deixá-la fluir, que suas pulsões encontre o caminho, ou seja “gire a roleta e tire a sorte” Porém em minha experiência sugiro o oposto, devemos já antes do nascimento, assim que os pais, a mãe, a família, sabem da gravidez fortalecer a identidade do futuro bebe. A identidade está sendo formada com ajuda de estímulos externos e internos, com freqüência essa futura criança deve ser simbolizada, com amor e carinho.

Biologia

A criança aprende com o meio que pode ligar ou desligar o que seu nascimento, sua biologia determinou. Os signos e símbolos são extremamente importantes na construção da sua identidade social e sexual. Devemos lembrar que por de trás dessa insistência em ignorar as simbologias , os papéis de cada sexo , há uma ideologia política da multiplicidade de gêneros que tende a conflitar e perturbar o entendimento e a construção positiva de sua identidade, a ideologia de gênero é um gerador de conflitos de identidade.

Crianças de 5 anos

A educação de crianças de 5 anos é permeada por muitas questões que fazem parte do processo de constituição dos sujeitos. Nesta etapa da vida, os pequenos descobrem o mundo e fazem algumas escolhas no que se refere ao jeito de ser e estar com sigo e com o outro. Tais escolhas referem-se à construção da personalidade da criança ou personalismo na perspectiva walloniana:
A perspectiva de desenvolvimento de Henri Wallon objetiva-se relacionar a concepção de imitação colocada em sua Teoria de Desenvolvimento com avanços da neurociência, visando discutir a constituição da linguagem na espécie humana. Os processos imitativos para o Autor dependem do outro e começam como automatismos da espécie e se especializam passando do movimento (ato motor) à representação (o pensamento). A neurociência traz, entre outras descobertas, os neurônios-espelho, que podem ser a base para a comunicação gestual e verbal, intuição de intenções alheias e empatia, pois permitem que o observador experimente em si, nas suas conexões neuronais, o que o outro está fazendo. As concepções de Wallon, apoiadas por estas descobertas, sugestionam ao educador, interferir o processo de aquisição e desenvolvimento da linguagem em crianças. Ou seja, os neurônios das criança aprendem pelo modelo, o modelo de linguagem, que oferecemos a criança pode interferir drasticamente , no processo de aprendizagem e em sua identidade.
“A teoria de desenvolvimento de Henri Wallon é um instrumento que visa criar intencionalmente condições para favorecer esse processo, proporcionando a aprendizagem de novos comportamentos, novas ideias, novos valores”.
Segundo essa teoria que é usada com instrumento de transformação de valores nas escolas o processo ocorre quando a criança, ao experimentar diferentes papéis, vai permanece com algumas características desses papéis. Ou seja, em sala de aula, o professor tem o poder intencional de marcar esse aluno conforme seus desejos.
Por isso alerto: devemos ter preocupação com o que e como professores têm ensinado para nossas crianças e a quais estímulos estão sendo expostas, pois elas vão assimilar e modelar alguns desses afetos e comportamentos.

Jean Piaget

A criança dos 2 aos 12 anos sofre várias modificações no que diz respeito aos seus domínios de afetividade, identidade ou seja, os valores os sentimento pessoais e inter-pessoais mudam conforme tempo, estímulos e interações.
Por sua vez, até os 2 anos aproximadamente, todas as emoções e sentimentos do bebê são gerados em seu contato com a mãe e centrados no corpo da criança, e assim a medida que o corpo infantil se separa do corpo das outras pessoas a vida afetiva do bebê vai se descentralizando e se transferindo para os outros.
Portanto, o sentimento amor-afetividade construído primeiramente entre mãe e filho vai se generalizando aos outros, como ao pai, ao irmão e aos companheiros, havendo assim uma modificação ou acomodação aos fatos e situações passadas carregadas de emoções.
Esse processo afetivo é continuo e inovador, onde a formação de sentimentos está diretamente ligada aos valores e evolução da sociedade, ou seja, os sentimentos interindividuais são construídos com a cooperação do outro e os intra-individuais são elaborados coma a ajuda do outro, sendo a troca intrapessoal.
O que você está marcando na identidade de seu filho(a), seus netos, seus alunos?
Baseado nestes ensinamentos, temos o conhecimento de que a criança aprende e desenvolve seus , valores ,afetos e identidade com interação com outros sujeitos, logo temos que nos preocuparmos mais, e monitorarmos todos os passos de nossas crianças, , estimulando a formação saudável de sua personalidade e identidade.
Se você não marcar seu filho, a sociedade e a escola o fará. Desde do nascimento, devemos marcar o outro com símbolos e papeis em consonância com cada sexo. Nesta idade devemos simbolizar os papéis masculinos (meninos) e femininos (meninas), propondo situações para que experimentem essa troca de experiências constante nas brincadeiras, por exemplo, “de casinha”, “de mamãe/papai e filhinha (o)” simbolizando uma família.
Você pode sim, professor, pais, avós, tio, tias, pessoas que cuidam de crianças, promover essa brincadeira com a definição de casa papel masculino para meninos e feminino para meninas de acordo com o senso comum.
Os papeis, exercitados em casa, são em partes, culturais, e fazem parte do senso comum, estão no arquétipo do inconsciente de cada sujeito, é coletivo, e em parte é uma inscrição da natureza humana, e não pode ser ignorado. Quando confundimos esses papeis que são carregados de simbolismo necessários para o desenvolvimento saudável infantil – a criança pode psicotizar.

O lúdico pode fortalecer a identidade sexual de seus filhos

Professores e pais, podem associar os complexos temáticos às situações concretas vividas em casa e na escola, podendo aproveitar brinquedos para trabalhar a identidade de cada criança, um trabalho que envolva os papeis trazidos de casa , se simbolizado conforme trazido pela criança, respeitando suas tradições familiares, suas tradições religiosas.
Familiares são fundamentais e podem fortalecer a identidade de nossas crianças em consonância, em concordância com o sexo de nascimento, com o objetivo de minimizar risco e conflitos. O trabalho com a ocupação de papéis terá como desdobramentos a convivência mais direta das crianças com a com sua verdadeira essência, com a sua verdade biológica confirmada pelo meio em que vive.
Há papeis inscritos na natureza humana, e não apenas forma de desempenha uma ou mais funções.
O fascinante é perceber que a maioria das meninas escolherá ser mãe e a maioria dos meninos escolheu ser pai, pois se o adulto respeitar a referência trazida pela criança espontaneamente, verá que essa é a referência mais próxima que as crianças possuem, que são seus pais, os quais são modelos construídos historicamente e que as crianças que são sujeitos, se apropriam durante o processo de humanização de civilização.
Esses papeis estão no inconsciente coletivo. As crianças se apropriam de questões em relação a sua identidade sexual e quais condutas poderão experimentar, nos diferentes papéis que ocuparem. Nesta brincadeiras, é possível observar, como as crianças se relacionam com os dois sexos, podemos entender o quanto a brincadeira do faz-de-conta auxilia na construção da identidade da criança bem como na promoção do desenvolvimento cognitivo e afetivo-social da mesma.
Podemos aproveitar durante este faz-de-conta refletir e discutir as atividades desenvolvidas com elas, pois através desse exercício é possível promover intervenções valiosas no dia a dia contribuindo assim para o desenvolvimento integral da personalidade e identidade da criança, bem como desenvolver afetos, saudáveis e sentimentos positivos.

Importante saber

O conceito de identidade pode ser definido como um conjunto de aspectos individuais que caracteriza uma pessoa. No entanto, ela se estrutura ou se desestrutura a partir das relações sociais, que pode se compreender o processo de permanente mudança que os encontros nos possibilitam. ​

A formação de identidade está associada com o pensar no coletivo que habita cada pessoa (identidade social). Somos aquilo que se define no agora, o que trazemos da biologia, da genética, o que trazemos de nossas experiências anteriores de infância e o que está por vir, ou seja, o que também projetamos. A cada encontro, o que perpassa pela transformação pessoal do humano. A questão é , como e o que esse outro, tem marcado na identidade de seu filho.
Referências
Nadel-Brulfert, J. (1986). “Proposições para uma leitura de Wallon: em que aspectos sua obra permanece atual e original?” In: Werebe, M. J. G. e Nadel-Brulfert, J. (org.). Henri Wallon. São Paulo, Ática.
Wallon, H. (1941-1995). A evolução psicológica da criança. Lisboa, Edições 70.
______ (1959-1975). Psicologia e educação da infância. Lisboa, Estampa.
http://siaiap32.univali.br/seer/index.php/rc/article/view/860


Marisa Lobo é psicóloga clínica, escritora, pós-graduada em saúde mental, conferencista realiza palestras pelo Brasil sobre prevenção e enfrentamento ás drogas, e toda forma de bullying, transtornos psicológicos, sexualidade da familia, entre outros assuntos. Teóloga, ela é promoter e organizadora da ExpoCristo realizada no Paraná. Marisa é casada, tem dois filhos e congrega na IBB em Curitiba.

terça-feira, 11 de abril de 2017

Deus odeia a imoralidade sexual

Aqueles que amam também devem odiar. Aqueles que amam o que é bom, o que é benéfico, o que é honroso, devem odiar o que é mau, o que é prejudicial, o que é lamentável. Nós somos definidos tanto pelas coisas que amamos, quanto pelas coisas que detestamos. E o que é verdade para nós também é para Deus (ou melhor dizendo, o que em primeiro lugar é verdadeiro para Deus também é para nós). Para que Deus ame, Ele também deve odiar.

A Bíblia nos fala de muitas coisas que Deus odeia. Às vezes, ela diz diretamente “Deus odeia isso”; outras, descreve tais coisas com palavras como “abominável” ou “detestável”. Quando colocamos tudo isso junto, encontramos cerca de oito grandes categorias de coisas que Deus odeia. Já vimos que Deus odeia idolatria. Hoje eu quero mostrar que Deus também odeia a imoralidade sexual.

Deus odeia a imoralidade sexual

Os seres humanos são seres sexuais. Nós somos muito mais do que isso, é claro, mas não somos menos. Nossa sexualidade é uma parte de quem somos, um bom presente de Deus para unir marido e mulher e expandir a raça humana. Como tudo o mais que temos, a nossa sexualidade é um dom que nos foi dado em confiança. Devemos nutri-lo fielmente, usando-o nos caminhos comandados por Deus, recusando seu uso de formas que Ele proíba. Deus estipula que o sexo deve existir somente no casamento de um homem com uma mulher e ainda estipula de que ele deve, de fato, acontecer no casamento (1 Coríntios 7:1-5). Assim como é pecaminoso ter relações sexuais fora do casamento, é pecaminoso não ter relações sexuais dentro do casamento.

Deus ama quando os seres humanos usam o dom da sexualidade nos caminhos que Ele ordena, mas, em seguida, necessariamente odeia quando eles o abusam de outras maneiras. Especificamente, ele odeia os atos de homossexualidade e bestialidade (Levítico 18:22-23), assim como o transvestimento (Deuteronômio 22:5). Ele odeia ofertas provenientes de prostituição ou, neste caso, a prostituição no contexto ritualístico (Deuteronômio 23:18). Podemos aplicar isso a um contexto moderno, observando que o dinheiro gasto ou ganho ilicitamente desonra a Deus, mesmo quando dado a uma causa nobre.

Deus também odeia o divórcio, a separação dos laços do casamento (Malaquias 2:14-16). Malaquias 2 é uma passagem complicada cuja tradução é contestada, mas podemos estar confiantes disso: o que pode estar opaco no Antigo Testamento, em que o divórcio era permitido, está absolutamente claro no Novo Testamento, em que o divórcio é proibido, exceto no caso de adultério (ver Marcos 10:1-12). Deus, sobretudo, odeia o divórcio quando o objeto é a exploração de outra pessoa, como em Deuteronômio 24:4, onde parece que a ênfase é em um marido que se casa para receber o dote de sua esposa, se divorciando, e depois se casando com ela uma segunda vez para receber um segundo dote.

Para resumir: Deus odeia o pecado sexual, Ele odeia qualquer contaminação do dom da sexualidade, e Ele odeia qualquer desonra do casamento, o único contexto certo para a sexualidade.

Por que Deus odeia a imoralidade sexual?

Por que Deus odeia a imoralidade sexual? Porque de alguma forma o pecado sexual é mais grave do que outras formas de rebelião. Em 1 Coríntios 6:18, lemos essas palavras surpreendentes: “Qualquer outro pecado que uma pessoa cometer é fora do corpo; mas aquele que pratica a imoralidade peca contra o próprio corpo.” Os estudiosos da Bíblia debatem o significado das palavras, mas isso é muito claro: o pecado sexual debocha da união física e espiritual presente no relacionamento sexual. Como a Reformation Study Bible aponta, “no ensino de Paulo, a união física envolvida na imoralidade sexual tem consequências especiais porque interfere na nossa identidade cristã como pessoas que foram unidas a Cristo através do Espírito Santo.” Aqueles que estão unidos a Cristo não podem estar unidos a uma prostituta ou qualquer outra pessoa com a qual não estejam casados.

O pecado sexual degrada e abusa do corpo que Deus utiliza como seu templo. “Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos? Porque fostes comprados por preço. Agora, pois, glorificai a Deus no vosso corpo.” (1 Coríntios 6:19-20). É importante ressaltar a linguagem similar que Paulo usa para descrever a idolatria e a imoralidade sexual. Ambos são sinais de profunda rebelião contra Deus.

Julgamento de Deus sobre os devassos

Deus é perfeitamente claro em seu julgamento sobre a imoralidade sexual. Grande parte do primeiro capítulo de Romanos 1 é dedicado a provar que o julgamento de Deus cai sobre aqueles que cometem o pecado sexual e que, ao longo do tempo, caem mais e mais nesse erro. “Conhecendo eles a sentença de Deus, de que são passíveis de morte os que tais coisas praticam, não somente as fazem, mas também aprovam os que assim procedem.” (Romanos 1:32). Na verdade, Paulo chega a afirmar que o aumento do pecado sexual é a própria forma de julgamento através da qual Deus deixa as pessoas mais perdidas em seus pecados. 1 Coríntios 6:9 insiste que nem os devassos, nem os homossexuais verão o céu, o que se repete em Gálatas 5:19-21, Efésios 5:5 e Apocalipse 22:15. O autor da carta aos Hebreus demanda, “Digno de honra entre todos seja o matrimônio, bem como o leito sem mácula; porque Deus julgará os impuros e adúlteros.” (Hebreus 13:4). Aqueles que cometem imoralidade sexual enfrentarão o julgamento justo e eterno de Deus.

Esperança para os imorais sexuais

No entanto, há esperança, mesmo para os devassos. Em sua primeira carta a Timóteo, Paulo discute o propósito da lei de Deus e diz que a lei foi dada para “impuros, sodomitas, raptores de homens” (1:10). Deus provê para todos os pecadores! A lei foi dada graciosamente para expor seus pecados, seus desejos pelo pecado, e sua incapacidade de parar de pecar. Mas, é claro, a lei não era suficiente, então Paulo muda imediatamente da completude da lei para a bondade do evangelho, para o que ele se refere como “o evangelho da glória do Deus bendito”. O evangelho insiste que nenhum de nós está além da redenção, nenhum de nós está além da salvação, se nos voltarmos para Cristo e seu perdão. “Fiel é a palavra e digna de toda aceitação: que Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores, dos quais eu sou o principal” (1:15). Não há pecador inalcançável à sua graça.

Fugi da impureza”, diz Paulo (1 Coríntios 6:18). Devemos fugir desse pecado e, por meio do evangelho, nós podemos.

Versículos-chave sobre a imoralidade sexual

Se você gostaria de se envolver em algum estudo mais aprofundado, aqui estão os versículos-chave sobre o ódio de Deus à imoralidade sexual:


  • Deus planejou o casamento e a sexualidade em torno do sexo masculino e do sexo feminino (Gênesis 2: 24-25)
  • Deus odeia os atos homossexuais (Levítico 18:22)
  • Deus odeia atos sexuais entre humanos e animais (Levítico 18:23)
  • Deus odeia o uso de roupas do sexo oposto (Deuteronômio 22:5)
  • Deus odeia e não aceitará ofertas provenientes da prostituição (Deuteronômio 23:18)
  • Deus odeia a exploração através do divórcio (Deuteronômio 24:4)
  • Deus odeia o divórcio (Malaquias 2:14-16)
  • Deus odeia a imoralidade sexual em todas as suas formas (Gálatas 5:19-21, Efésios 5:5, Apocalipse 22:15)
  • Deus criou o corpo para a pureza e não para a imoralidade (1 Coríntios 6:13)
  • Deus nos ordena a fugir da imoralidade sexual (1 Coríntios 6:18)
  • Deus oferece o perdão para os devassos (1 Coríntios 6:9-11)
  • Deus ordena a exclusividade da relação sexual dentro do casamento (Hebreus 13:4)

*** Autor: Tim Challies
Fonte: Challies.com

segunda-feira, 10 de abril de 2017

Militar cristão é condenado por citar a Bíblia contra a homossexualidade

Não são apenas ativistas ateus que tentam impedir a liberdade de expressão dos militares cristãos nos Estados Unidos. A comunidade LGBT local, ao que parece, também atua para impedir que os cristãos do Exército Americano deixem de falar contra a homossexualidade, segundo a Bíblia. É o que está acontecendo com o Oficial Coronel da Força Aérea, Michael Madrid.
Há 26 anos servindo na Força Aérea, Michael recebeu uma “Carta de Admoestação” de um comandante, devido a uma acusação de outro militar declaradamente gay, que durante um julgamento em 2014 onde foi condenado por má conduta, disse ter ouvido do Coronel Michael comentários preconceituosos sobre a homossexualidade enquanto trabalhava junto com ele.
O militar Michael negou as acusações, explicando que por ser cristão, possui apenas um entendimento sobre casamento e união afetiva segundo a doutrina bíblica cristã. Após apuração dos fatos, a Força Aérea decidiu absolver Michael da acusação e encerrar o caso.
Todavia, passados dois anos do incidente, outro comandante reabriu o caso decidiu que Michael havia mentido, julgando que os comentários dele sobre a homossexualidade não podiam ter sido feitos. Sua condenação foi a inclusão em seu histórico militar de uma “Carta de Admoestação”, considerada um péssimo registro para a carreira de um militar, especialmente da envergadura de Michel, que já possui várias condecorações.

“Eu sinto que todo o poder da Força Aérea está caindo sobre mim por causa da minha fé. Agora, depois de mais de um quarto de século de serviço a esta nação, sinto que tenho que constantemente olhar por cima do meu ombro. É incrivelmente intimidador”, disse ele, segundo informações do site Hello Christian.
Michel questiona principalmente o que considera uma atitude arbitrária do comandante, ao ressuscitar um caso encerrado há dois anos. Mike Berry, Diretor de Assuntos Militares, disse que “o Coronel Madrid é a última vítima da política extrema que está destruindo nossas forças armadas. Os militares nunca devem discriminar um membro do serviço por causa de suas crenças religiosas”.
Sobre a motivação do comandante para resgatar um caso que já estava encerrado, Mike também questionou: “o major McCoy não tem o direito de ignorar o estado de direito e arbitrariamente decidir, mais de dois anos depois do julgamento e sem qualquer nova evidência. Ele não pode punir o coronel Madrid desse jeito”.
Mike e Michael se articulam junto com uma organização chamada”Instituto da Primeira Liberdade”, para revogar a decisão e consolidar na Força Aérea os direitos garantidos pela “Primeira Emenda” americana, que garante a liberdade de crença e expressão a todos os seus cidadãos.

Fonte: gospel+

domingo, 9 de abril de 2017

Evangelização: O Tempo é Agora!

Aqueles que foram alcançados pelo Evangelho de Cristo e vivem para a glória de Deus, devem, com senso de urgência, proclamar a palavra de Deus aos que estão perdidos, a fim de que sejam salvos pela graça, mediante a fé, para a prática das boas obras. Todo chamado é um enviado. Quem encontrou o Pão da vida, não pode sonegar esse Pão aos que perecem. Aqueles que foram arrancados do império das trevas, não podem deixar de levar a luz do evangelho aos que jazem nas trevas. Aqueles que foram perdoados, não podem deixar de avisar aos que jazem perturbados pelos seus pecados, que Deus é rico em perdoar e tem prazer na misericórdia. Por que a evangelização é uma tarefa urgente?
Em primeiro lugar, porque os homens estão perdidos. O homem é concebido em pecado. Desvia-se desde a sua concepção. A inclinação de seu coração é inimizade contra Deus. O pecado é a transgressão da lei de Deus. O pecador está em rebelião contra Deus e é inimigo de Deus. Está separado da glória de Deus e caminha célere para a condenação eterna. Todos os homens: ricos e pobres, doutores e analfabetos, religiosos e ateus, sem distinção, sem exceção, estão perdidos até que sejam salvos por Cristo Jesus.
Em segundo lugar, porque é uma ordem imperativa de Cristo. Os quatro Evangelhos, bem como o livro de Atos, destacam a grande comissão de Jesus. Os discípulos de Cristo devem ir até aos confins da terra, pregando o evangelho a toda a criatura, fazendo discípulos de todas as nações. Proclamar o evangelho não é uma opção, mas um mandamento. Não é uma tarefa para ser feita depois, mas agora. Não é para ser feita apenas em nosso reduto, mas, também, além fronteiras.
Em terceiro lugar, porque é uma missão intransferível da igreja. Os anjos são espíritos ministradores aos que herdam a salvação, mas eles não evangelizam. A igreja é o método de Deus para alcançar o mundo. Se nós falharmos, não existe outro método. Se nós nos omitirmos, seremos tidos como culpados. Se nós formos negligentes, e não avisarmos o ímpio, ele morrerá em sua impiedade, mas o seu sangue será cobrado de nós.
Em quarto lugar, porque é uma tarefa impostergável que não pode esperar. Nós só temos o tempo chamado HOJE para alcançarmos a nossa geração. Amanhã pode ser tarde demais. Hoje é o dia oportuno. Agora é o tempo da salvação. A evangelização não pode esperar. Essa é uma tarefa que não pode ser deixada para depois. Não há esperança para o pecador fora do evangelho. Não há salvação fora de Cristo. Não há fé salvadora sem a proclamação da palavra de Cristo. Portanto, que cada um de nós se coloque nas mãos de Deus, para pregar a tempo e a fora de tempo, com plena consciência da urgência dessa tarefa.
Em quinto lugar, porque as falsas religiões se proliferam. Enquanto os filhos do reino dormem o sono da indiferença, o inimigo semeia o joio no trigal de Deus. Enquanto a igreja, remida pelo sangue do Cordeiro, cala a sua voz, os filhos das trevas, diligentemente, investem na proclamação de um falso evangelho, produzindo falsos convertidos, enganando as pessoas com uma falsa esperança. Desprovidos de entendimento e enganados pelas mentiras de Satanás, os filhos deste mundo são mais zelosos do que os filhos da luz. Enquanto desperdiçamos nosso tempo em discussões periféricas e inócuas, o reino das trevas avança. É hora de nos levantarmos, como um exército embandeirado, e cumprir nossa missão, sem tardança, chamando a todos, pela voz do evangelho. Aqueles que são ovelhas de Cristo ouvirão a sua voz e o seguirão. Então, nos alegraremos em Deus e ele será glorificado em nós, o seu povo. Nosso Redentor, verá o fruto do penoso trabalho de sua alma e ficará satisfeito!

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 8 de abril de 2017

Pessoas ou templos? Eis a questão…

A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo. Tg 1:27

Sem sombra de dúvidas, esta é uma passagem bíblica cuja leitura e prática têm diminuído drasticamente em nossos dias atuais. Entretanto, considerando que cremos verdadeiramente que a Palavra de Deus é viva e atual, proponho-me a refletirmos sobre qual a vontade de Deus no tocante à verdadeira religião a ser seguida.
É inquestionável que nossa salvação ocorre exclusivamente por meio da fé, e não é esta a questão que Tiago aborda em sua carta. Por outro lado, chame-me a atenção que se o texto apregoa que a religião pura e sem mácula é aquela descrita em Tg 1:27: “A religião pura e sem mácula, para com o nosso Deus e Pai, é esta: visitar os órfãos e as viúvas nas suas tribulações e a si mesmo guardar-se incontaminado do mundo”, é porque há uma ou umas religiões que são impuras e maculadas para com nosso Deus.
Qual seria, então, o tipo de religião que está em desacordo com a vontade de Deus? A resposta é bem simples: aquela que não visita (cuida) os órfãos e as viúvas em suas tribulações, bem como aquela que se deixa contaminar pelo mundo. Entenda-se aqui órfãos e viúvas como qualquer irmão ou irmã que esteja passando por necessidades que os órfãos e as viúvas passavam à época, ou seja, necessidades básicas como alimentação, vestuário, remédios e o mínimo de dignidade.
Neste momento, quero trazer à baila algumas reflexões quanto à postura de algumas igrejas da atualidade no Brasil, de modo que possamos refletir se estas se enquadram no texto descrito acima da Palavra de Deus. Não raramente, vemos, quase que de forma obsessiva, uma disputa entre vários ministérios na construção de templos suntuosos. Milhões e milhões de reais são gastos em verdadeiros palácios enquanto muitas ovelhas desses próprios ministérios sofrem de necessidades básicas, como alimentação, vestuário e remédios. Será mesmo que Deus está tão interessado assim em templos ao invés do cuidado de Suas ovelhas (já que as ovelhas são de Jesus)?
Não estou dizendo que a igreja não deva ter um local para reunir sua membresia para adorar a Deus, mas trazendo à reflexão se esta deve ser a prioridade da Igreja de Jesus Cristo! Ademais, é bíblico e necessário que congreguemos em uma Igreja local, conforme descrito na Palavra do Senhor: Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima.” Hb 10:25. 
Recentemente, um templo foi inaugurado em São Paulo cujo valor estimado da obra gira em torno de R$ 685.000.000,00 (seiscentos e oitenta e cinco milhões de reais), em que a maior finalidade é a visitação turística. Será que Deus está mesmo tão preocupado com paredes e estruturas ao invés do ser humano que tanto precisa da ajuda da Igreja? Penso sinceramente que não! Quem é, de fato, a Igreja de Jesus? São as pessoas!
Há outro ponto bastante controverso nisso tudo. Se pregamos e acreditamos tão certamente que Jesus voltará a qualquer momento, por que a igreja se preocupa tanto em acumular riquezas para construção de templos cada vez mais vultosos? Ou não se acredita que Jesus vai voltar tão iminentemente assim ou a vaidade já não permite que a vontade pura e simples de Deus seja percebida. Mais uma vez, reitero que não entendo ser errado construir templos para que o povo de Deus se reúna em adoração, mas discordo que essa deva ser a prioridade e plano maior da igreja, em detrimento dos órfãos e das viúvas.
Jesus não morreu por templos, mas por pessoas. Deus está muito mais preocupado com as pessoas do que com construções. Deveríamos dar maior prioridade aos necessitados e famintos, muitos dentro da própria Igreja, do que às coisas que podem acabar em um piscar de olhos. Ao priorizarmos o que não é prioridade, seguimos o padrão desse mundo, e não o padrão de Deus. É, então, quando se cai na última parte de Tg 1:27, ou seja, torna-se contaminado pelo mundo.
Devemos pensar e agir de forma bem simples: Primeiro o que é primeiro. E o que é primeiro são as pessoas, e não os templos.
Que o Senhor os abençoe grandemente, em nome de Jesus.

Hélio Roberto
Casado com Hellen Sousa e pai da princesa Acsa Sousa. Servidor Público Federal, graduado em Teologia e em Gestão Pública. Diácono e Líder do Ministério de Acolhimento da Igreja Batista Cristã de Brasília. Contato para ministração e estudos bíblicos: helior.ssousa@gmail.com

sexta-feira, 7 de abril de 2017

Redes Sociais x Reino

Estamos diante de uma geração que tem o mundo na palma da mão, com acesso a tudo que é bom e ruim, ao mesmo tempo e no mesmo lugar. Não há como negar a falta de equilíbrio entre vida real e vida virtual. É uma característica dessa geração, por isso, não temos como mudá-la, mas podemos influenciá-la, usando os recursos que realmente a atinge.
Como adultos ou jovens que fazem parte dessa geração, somos sábios no uso de nossas redes sociais? Somos verdadeiros cristãos (cristinhos) em nossas postagens e mensagens?
Infelizmente, de modo geral, nós cristãos fazemos péssimo uso das redes… É incrível o número de indiretas, desabafos, maledicências, fofocas, discussões, “cutucões”, fotos impróprias, frases e slides “anticristãos” que observamos diariamente. No que isso contribui para que nossos contatos tenham conteúdo de qualidade nas redes? Podemos notar uma falta de testemunho imensa, a ponto de afastar ainda mais as pessoas da igreja, da nossa vida e da Verdade que conhecemos, mas não proclamamos.
Devemos, então, postar e compartilhar somente versículos bíblicos, mensagens e pregações? Será? Acredito que isto pouco influenciará a juventude ou grande parte dos seus contatos, provavelmente seremos vistos como “fanáticos”.
Carecemos de pensantes e influenciadores que conheçam e amem a juventude, a ponto de demonstrar esse amor também nas redes.
A galera ama ver fotos de família e amará ainda mais uma pequena descrição que traga valor e reflexão; ama ler todos os comentários da foto postada por ela e amará ainda mais se nosso comentário for bom, amável e com transmissão de valor; ama pequenos vídeos e amará ainda mais se postarmos um que ensine alguma coisa e marcá-la; ama saber o que estamos fazendo e amará ainda mais se perceber que estamos lendo um bom livro; ama ficar lendo um monte de postagens e amará ainda mais se forem postagens de coisas que fazem bem ao coração.
Está na hora de usarmos nosso tempo e nossa criatividade na produção de bons conteúdos, conteúdos que comuniquem valores do Reino, sem sermos chatos, fanáticos ou meros críticos.
Discernimento, criatividade e sabedoria, é o que precisamos como cristãos para influenciar, auxiliar e fazer diferença nas redes. Basta pensar um pouco ao invés de ir com a “massa”.
Precisamos ser intencionais na proclamação do Reino, nossas atitudes, podem e devem trazer os valores do Reino tanto em nosso cotidiano (face a face), como nas redes.
Desejo que você e eu sejamos esses pensantes, influenciadores sábios, amantes da juventude que demonstrarão o amor do Cristo em todas as atitudes e postagens nas redes.
  • Dani Marçal é de Campo Limpo Paulista (SP). Uma mulher sem casa, sem chão, na estrada, por que acredita e ama a nova geração. É obreira da Mocidade para Cristo do Brasil e ministrou a oficina Uso de Redes Sociais no EMEP 2017.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

Vidas depressivas e ansiosas

É bem provável que você conheça alguém que lute contra a depressão. Ou pode ser que você mesmo seja mais uma pessoa dentro da estatística divulgada pela Organização Mundial da Saúde: o número de pessoas depressivas está crescendo. De 2005 a 2015 o aumento de casos de depressão aumentou em mais de 18%. Cerca de 322 milhões de pessoas sentem na pele as consequências desta doença.


O Brasil é o país mais depressivo da América Latina. Aproximadamente 5,8% da população brasileira tem depressão. É um dos maiores índices mundiais, ficando atrás apenas de Estados Unidos, Ucrânia, Austrália e Estônia. Mas quando o assunto é transtorno de ansiedade, o Brasil lidera o ranking mundial: 9,3% dos brasileiros sofrem de uma ansiedade que extrapola os limites da normalidade.


O que dizer a uma geração que vem enfrentando tantas crises de depressão e ansiedade? Simplesmente apontar para Jesus. Sim, deixar de lado os preconceitos de que é tudo invenção de uma mente desocupada. Menos julgamento, mais amor. Vidas depressivas e ansiosas precisam ser amadas, compreendidas, ouvidas. Elas precisam ouvir a doce voz que diz: "Não fiquem com medo, pois estou com vocês; não se apavorem, pois eu sou o seu Deus. Eu lhes dou forças e os ajudo; eu os protejo com a minha forte mão" (Isaías 41.10). Há um Deus que ama vidas que sofrem com seus medos, que remoem suas tristezas, que desistiram de viver. Vidas depressivas e com transtorno de ansiedade precisam saber disto: Jesus está com elas. Ele é Deus presente não só nos dias alegres, mas também no fundo do poço das crises.


Então fica a dica: Jesus é Deus de amor também para os que enfrentam a depressão e a ansiedade. Sofrer com estas doenças não é falta de fé. Cristãos também sofrem com seus medos, tristezas e ansiedades. Se você está dentro daquela triste estatística mundial, ouça o que Jesus diz para você: "Venham a mim, todos vocês que estão cansados de carregar as suas pesadas cargas, e eu lhes darei descanso" (Mateus 11.28). Saiba que, mesmo nas piores crises de ansiedade ou depressão, sua vida está nas mãos daquele que carrega conosco nossos piores sofrimentos.


Candelária - RS

quarta-feira, 5 de abril de 2017

Muçulmanos "encontram Jesus" em sonhos e visões

Embora não seja o único modo que muçulmanos têm vindo à Cristo, sonhos e visões tem sido uma das maneiras que Deus tem escolhido para chamá-los para si. Meu esposo e eu trabalhamos no Norte da África por 17 anos. Durante esse tempo ouvimos diversas histórias sobre sonhos e visões guiando muçulmanos à Cristo. Sonhos e visões fazem parte da cosmovisão islâmica, e por causa disso os muçulmanos estão mais sintonizados ao sobrenatural do que o mundo ocidental. Relato abaixo algumas histórias que ouvimos diretamente de cristãos, ex-muçulmanos, os quais conhecíamos pessoalmente. Seus nomes foram trocados por motivo de segurança.

Aida tem um filho que se converteu na Holanda. Ao saber disso ficou muito aborrecida crendo que não iriam para o paraíso. Quando o filho veio visitá-la ele contou porque decidiu seguir a Cristo e lhe explicou o evangelho. No entanto, ela precisava de mais evidências para deixar o Islã e abraçar a Cristo. Seu filho encorajou-a a buscar a Deus em oração a esse respeito. Ela lhe atendeu. Foi para seu quarto e orou a Deus. Nessa mesma noite ela sonhou que estava numa cama no hospital. Entraram dois seres espirituais para lhe ver. Um se postou a seus pés e o outro à sua cabeceira. Ela se voltou para os dois e lhes perguntou: “Quem vem da parte de Cristo e quem vem da parte do Islã?”. O ser aos seus pés vinha da parte do Islã e o ser à sua cabeceira vinha da parte de Cristo. Quando ela acordou de seu sonho não teve mais dúvida sobre a quem devia seguir, e recebeu a Cristo em seu coração.

Adilson ensinava árabe a um amigo cristão extrangeiro. Ele costumava ser atormentado por pesadelos. Espíritos lhe apareciam em seus sonhos em forma de serpentes para atormentá-lo e ele lutava contra eles. Numa noite teve um desses sonhos. No sonho viu que seu amigo vinha ajudá-lo. Ele tinha um livro aberto em suas mãos e com insistência tentava lhe mostrar algo escrito nele. Adilson contou o sonho a seu amigo e perguntou que livro era aquele que ele insistentemente queria mostrar-lhe. Seu amigo lhe disse que era a Bíblia e que ele vinha a muito tempo orando por ele. Também lhe contou do poder de Jesus contra todas as forças das trevas. Adilson creu e recebeu ao Senhor Jesus. Nunca mais ele foi atormentado com nenhum desses pesadelos.

Nádia é casada e tem dois filhos pequenos. Seu marido estava desiludido com o Islã. Passando pela rua encontrou à venda num camelô um Novo Testamento em francês. Ele comprou e leu. Um dia decidiu ser um seguidor de Cristo. No entanto, por curiosidade, resolveu fazer a peregrinação a Meca. Como esperava, se desapontou. Sua esposa ficou em casa com seus dois filhos. Há muito ela se irritava com o marido porque sentia que ele estava mudando de religião. Com medo, esbravejava com ele dizendo que desse modo todos eles iriam para o inferno. Nádia sempre teve muito medo de escuro por causa dos espíritos malignos. Durante a noite, se precisasse ir ao banheiro, acordava o marido para ir com ela. Mas dessa vez, Nádia estava sozinha em casa. Uma noite acordou e não tinha coragem de se levantar para ir ao banheiro. No seu medo começou a clamar a Deus, e eis que numa visão, bem ali no seu quarto, viu uma pessoa com uma roupa branca muito luminosa e com os braços abertos para ela que lhe dizia para não ter medo. Ela o reconheceu como sendo Jesus. Quando o marido retornou da viagem encontrou uma esposa diferente e notou que algo tinha acontecido. Ela lhe contou a história e de como Jesus dissipou todos os seus medos.

Karla é casada e tem duas filhas. Por “mero acaso” seu marido captou na TV um programa evangelístico em árabe produzido no exterior. Com o tempo, seu marido se converteu. Karla ficou por muitos dias aborrecida, tensa e ansiosa, não sabendo o que lhe esperaria na eternidade. Uma noite foi dormir e teve um sonho. No sonho, ela recebia um visitante ilustre em sua casa. Reconheceu ser esse visitante Jesus. Ele se assentou na sala dos convidados e ela lhe servia com alegria. Quando acordou, Karla estava pronta para receber ao Senhor Jesus em sua vida.

Amélia conheceu o evangelho através de uma amiga a quem ensinava árabe. Depois de longo tempo juntas estudando a Bíblia, Amélia chegou a um ponto onde sentiu que tinha que tomar uma decisão. Uma noite orou muito a Deus pedindo que lhe confirmasse que caminho devia seguir e depois adormeceu. No dia seguinte, de maneira misteriosa, amanheceu com o sinal de uma cruz, feito com henna, em suas mãos, no lugar onde Jesus tinha os cravos. A henna é uma planta de onde se obtèm uma tintura que é muito usada por mulheres árabes para tingir as mãos com desenhos especiais em ocasiões festivas. Imediatamente Amélia se decidiu e hoje é uma missionária para seu povo.

Embora muçulmanos estejam sendo atraídos a Jesus por meio de sonhos e visões um amigo cristão é de fundamental importância para ajudá-los a entender e responder apropriadamente à mensagem recebida.

*Cristina Oliveira é um nome fictício de uma missionária com experiência em países muçulmanos. Seu nome e cidade de atuação não podem ser divulgados por questões de segurança.

terça-feira, 4 de abril de 2017

Saúde emocional e maturidade espiritual: o que a igreja pode fazer?

O encontro com Jesus e o relacionamento construído que se segue nos impacta de maneira profunda e tem implicações em nosso modo de pensar, sentir, viver. Quando nos debruçamos sobre a experiência da conversão, percebemos a amplitude das transformações propostas.

Mudanças à vista

No processo da conversão nos deparamos com diversos componentes de crescimento na jornada da maturidade espiritual, como a crença e a convicção, o arrependimento, a confiança e a certeza do perdão, o compromisso e a aliança com Deus, o batismo, a ação do Espírito Santo e nossa comunhão na comunidade cristã, para crescimento e aprofundamento.

Na experiência da conversão de nossos corações e mentes a Cristo, há profunda mudança e reorientação de pensamentos, convicções e o desenvolvimento de maior clareza de compreensão através da experiência de que a verdade que nos liberta. O processo de conversão como caminhar na verdade e na luz é básico para o processo de cura e transformação. A experiência da conversão não pode ser confundida como uma simples reforma de conduta e sim como novo nascimento, transformação profunda das pequenas coisas, das ações, escolhas, significados, pautados na identidade em Cristo.

No amor de Deus, enraizados na identidade de filhos amados do Pai, tocados pelo Espírito Santo, damos passos na direção do amadurecimento espiritual, em uma jornada prática e amorosa de fé. Na liberdade deste amor, somos curados de nossas feridas, agraciados com dons, talentos, sentido para viver e missão para cumprir, amparados e direcionados pelo próprio Pai.

Somos todos frágeis

No caminho de maturidade espiritual e emocional, quando anunciamos o arrependimento e a conversão de nossos maus caminhos, estamos dizendo que o Evangelho de Jesus é a boa notícia que nos traz transformação. Na dinâmica de nosso relacionamento com Deus e com a comunidade, seguimos crescendo e reconhecendo em nós as fragilidades e isso faz com que tenhamos que entrar em contato com nossas emoções e afetos. Vamos diariamente ao encontro de Jesus ansiando pelo toque que traz a redenção tanto de nossas emoções quanto de nossa mente, em nossos pensamentos. Ao reconhecer as fragilidades e confessar nossas incapacidades e dependência, somos fortalecidos no poder de Deus e na identidade de filhos amados, desfrutando de alegria e paz.

Na confissão, saio do lugar de vítima e assumo minha responsabilidade, tomando uma decisão consciente e afetiva de caminhar em outra direção, para longe da escuridão e na direção da luz, da maturidade, perdão e amor. Deus deseja que sejamos sinceros, transparentes, nomeando a realidade para que, com humildade, possamos reconhecer dentro de nossas circunstâncias nossos pensamentos e emoções. Olhando para Ele, conseguimos olhar para nós mesmos com graça e somos fortalecidos para caminhar na direção do crescimento espiritual. O Espírito da verdade nos conduzirá (Jo 16.13). J.I.Packer afirma que:

“A conversão é um complexo processo que envolve pensar e repensar, duvidar e vencer as dúvidas, autorreflexão e admoestação, luta contra sentimentos de culpa e vergonha e o foco no que significa realmente amar e seguir a Deus.”

Existe uma conexão entre saúde emocional e maturidade espiritual e, portanto, dificilmente nos tornaremos maduros espiritualmente se não passarmos por um processo de amadurecimento emocional. No campo das emoções, sabemos que são multifatoriais as influências que recebemos na formação de quem somos, como as experiências vividas, o ambiente, fatores genéticos e de personalidade, por exemplo. Nossa espiritualidade e caminhada de fé precisam ser integradas: unir mente e coração. Precisamos observar a dicotomia prática que vivemos, corrigir a rota e integrar estas realidades indissociáveis. Nossos afetos e sentimentos devem ser identificados e tratados à luz de Cristo, para que nossas emoções passem pelo processo de redenção e cura.

Comunidades que apoiam e fortalecem

É neste processo de renovação da nossa mente, coração e emoções que somos transformados de maneira individual e coletiva. É um exercício diário de rendição de nosso sentir e pensar ao senhorio de Cristo, mesmo em meio às nossas limitações humanas. O contexto e o papel da comunidade de fé são fundamentais nesta caminhada de maturidade espiritual e emocional. Nosso crescimento acontece no relacionamento.

A jornada de conversão e santificação é pautada pela ética cristã baseada na metanóia, a transformação da mente e na encarnação das emoções, sentimentos, afetos. Este processo envolve um olhar atento tanto para o ponto de partida quanto para a direção do ponto de chegada. É importante saber de onde viemos e para onde estamos caminhando. Desta forma, poderemos, à luz da Palavra e sob direção de Deus, ressignificar nossos afetos, tomar decisões, nos engajar em disciplinas espirituais, cultivar relacionamentos de amizade na comunidade da fé, nos comprometer na missão, etc. Esta nova vida nos propõe uma caminhada de promoção de justiça, paz, perdão e reconciliação.

Em nosso contexto, nossas comunidades cristãs estão lotadas e muitos celebram os “novos convertidos”, que a partir de sua experiência inicial e decisão pelo Evangelho passam a integrar o “rol de membros” da comunidade. Mas com o tempo, percebemos que tantos tornaram-se “adeptos” e não discípulos engajados no processo transformador e frutífero da conversão, santificação e participação no Corpo de Cristo.

Há uma necessidade urgente de discipulado intencional, pois muitas vezes nos ocupamos em preencher as agendas destes que chegam a nossas comunidades com programações e eventos que pouco tem a ver com a caminhada cristã diária, que se propõe a ser relacional com Deus e uns com os outros. Precisamos de atenção para não alimentar a superficialidade ou as dicotomias tão presentes em nosso dia-a-dia. Precisamos incentivar e nutrir a vida compartilhada, coração aberto, terreno para transformações profundas e longitudinais. As comunidades estão cheias, mas não enxergamos necessariamente pessoas em crescimento, mudança de vida prática. A experiência da conversão propõe um novo caminho, restauração, redenção, libertação do mal, recomeço na companhia de Deus e na comunidade.

Amor que transforma e confirma a filiação

Tudo isso proporciona um caminho de saúde emocional e vida, ainda que na jornada neste mundo estejamos sujeitos a lidar com tantas circunstâncias que contém sinais de morte.

O texto de Romanos 5 nos relembra do amor de Deus que nos transforma mesmo em meio à sentimentos de tristeza, raiva, amargura, sofrimento e até cinismo, apatia e desespero. Conhecemos este amor não apenas através da cognição, do pensamento, mas também através dos nossos afetos e somos encorajados na direção da esperança. Enquanto reordenamos nossos afetos, o Espírito Santo derrama seu amor em nossos corações e isso nos leva à prática da gratidão. Romanos 5.3-4 nos apresenta o contexto do sofrimento, a prática da perseverança, a formação do caráter e da maturidade e uma caminhada de esperança Nele.

O toque de Deus em nosso encontro e caminhada com Ele, nos lembra diariamente de que nossa identidade como filhos amados e somos transformados. Através do seu amor e sua graça, nos oferece recomeço, um novo jeito de ser gente, de nos relacionar e trabalhar – sinalizando para o mundo, através da esperança a nós doada, um caminho de redenção em todas as esferas da vida.

• Karen Bomilcar trabalha como Psicóloga Clínica Hospitalar. É mestre em Teologia e Estudos Interdisciplinares - Regent College/UBC (Canadá). Atualmente reside em São Paulo (SP), integra a equipe de liderança do Fórum Cristão de Profissionais (IBAB-SP) e também dedica seu tempo à música, literatura, cuidado pastoral e cultivo de amizades, especialmente ao redor da mesa.

segunda-feira, 3 de abril de 2017

Eu aborto, tu abortas, nós abortamos: Deístas e direito da mulher

No deísmo não há crença em Deus como pregam as principais religiões. Não se acredita que as religiões possam estar certas quanto a se dizerem conhecedoras da Palavra de Deus ou da maneira como ele quer que nos comportemos moralmente. Nele, deus é visto como simples causa primeira e princípio subjacente à racionalidade no universo. É o deus da natureza – um ente não-intervencionista –, que permite que o universo funcione de acordo com suas leis naturais de modo auto-operante, autoexplicativo por meio da razão humana. David Hume aponta uma descrição de deísmo que nos interessa na medida em que também indica o sutil processo de secularização da cultura e dos cristãos de sua época:

Muitos teístas, mesmo os mais entusiastas e sofisticados, têm negado a existência de uma providência particular e afirmado que o espírito Soberano, ou o primeiro princípio de todas as coisas, após ter fixado as leis gerais que governam a natureza, deixou essas leis seguirem, sem interrupção, seu livre curso, sem modificar a cada instante, por atos particulares, a ordem estabelecida dos acontecimentos1.


Em crítica a defesas de igual teor por parte dos novos adeptos da religião natural, Kant elabora uma distinção muito apropriada entre deísmo e teísmo:
 Como estamos acostumados a entender, pelo conceito de Deus, não apenas uma natureza eterna, atuando cegamente, como raiz das coisas, mas um Ser supremo, que deve ser o criador das coisas pela inteligência e a liberdade, e só este conceito nos interessa, poderíamos em rigor negar ao deísta toda a crença em Deus e deixar-lhe apenas a afirmação de um ser originário ou de uma causa suprema. No entanto, como ninguém deve ser acusado de pretender negar inteiramente alguma coisa, só por não se atrever a afirmá-la, é mais justo e indulgente dizer que o deísta crê num Deus, ao passo que o teísta crê num Deus vivo (summa intelligentia)2.

Ou seja, o deísmo é uma religião de um deus não operante, não interventor. E porque não é vivo nada tem a dizer sobre como a humanidade deve viver e encaminhar sua vida privada ou pública. É o deus do ateísmo prático na medida em que deixa a humanidade sujeita aos seus próprios modelos e soluções. Como dizia Voltaire, Deus não se ocupa dos homens. E assim, o deísta pensa e age.

Assim, por ocasião da consulta popular da proposta que regula a interrupção voluntária e irrestrita da gravidez dentro das doze primeiras semanas de gestação (SUG 15/2014), um fenômeno interessante surgiu num grupo de feminismo cristão dito protestante. Tratou-se de uma campanha para a promoção afirmativa desta proposta sobre os argumentos de que, mesmo que a cristã não faça um aborto -- afinal, ninguém é a favor do aborto (ops!?) --, este é um assunto que diz respeito à escolha pessoal da mulher. Que nem mesmo uma cristã teria o direito de censurar tal opção às mulheres, principalmente às pobres, que são as mais vulneráveis nessa situação. E mais, que o aborto é questão de saúde pública, constituindo-se, assim, um problema de Estado. E que a não aprovação da lei no Brasil tem a ver com a empáfia promovida pela bancada evangélica, que quer regular os corpos e as liberdades dos outros. E por aí vai.

Outro grupo em prol do direito reprodutivo da mulher -- eufemismo para aborto -- é o Católicas pelo Direito de Decidir. No Brasil, a ONG nasceu em 1993 e, conforme se lê em sua carta institucional, apoia-se na prática e teoria feminista para promover mudanças sociais, especialmente nos padrões culturais e religiosos. Seus objetivos são: (1) contribuir com a construção do discurso ético-teológico feminista pelo direito de decidir que defenda a autonomia das mulheres, a diversidade sexual, a justiça social e o direito a uma vida sem violência; (2) conscientizar a sociedade de que a experiência humana da sexualidade e da reprodução de todos e todas deve ser reconhecida, respeitada e vivida de forma autônoma e livre; (3) promover o diálogo inter-religioso e uma cultura de respeito à livre expressão religiosa; (4) defender os princípios democráticos de laicidade do Estado, particularmente a sua autonomia frente a grupos religiosos; (5) trabalhar pela aprovação e efetiva implementação de leis, políticas públicas e serviços necessários à plena cidadania das mulheres, jovens, LGBTs, negras e negros3. Defende também resgatar o magistério católico em seus itens que falam sobre o ser humano obedecer ao julgamento de sua consciência. Por fim, defende ainda que o feminismo organizado no Brasil tem pauta e que esta pauta é prioritariamente o aborto4.

No primeiro caso -- mas não somente nele --, muitas coisas poderiam ser ditas do emaranhado de argumentos que confundem o mais desatento. Mas chamam atenção as alegações que enfatizam a escolha pessoal e a ideia de que as cristãs ou a religião nada têm a dizer sobre o assunto. Erro que resulta de não pensar as crenças religiosas como um saber, ou um saber dialógico ao debate público. Velha confusão sobre laicidade e sobre a diferença entre o fazer política como Nação e como Estado. Velha e deliberada ignorância dos fundamentos cristãos sob tudo que se tornou a civilização ocidental, inclusive, por seu apreço à liberdade.

No caso do grupo católico, o debate é mais claro ao sinalizar o alegado direito da mulher de decidir sobre uma gestação pelo deslocamento de valor do nascituro para a sua vontade e corpo. A autonomia da mulher é o princípio a ser salvaguardado diante de uma gravidez indesejada. E a palavra autonomia aparece em três dos quatro objetivos do Católicas pelo Direito de Decidir, chamando atenção para o fato de tanto a sociedade quanto o Estado aparecerem em condição passiva em seus objetivos. A primeira como aquela que deverá ser conscientizada e o segundo como aquele que deverá ser salvo de grupos religiosos. Pensamento tipicamente militante. Autoritário por natureza e necessidade.

Mas aqui não se quer dizer que a mulher não deva gozar de autonomia, a qual não é ilimitada. Nem que a coletividade deve prevalecer sobre os direitos individuais. Tampouco se esquece aqui do grande número de desserviços promovidos por grupos religiosos na esfera política. Antes, o que se quer pontuar é a retirada de um Deus interessado, vivo, do atual pensar e fazer política de alguns cristãos. Suas categorias práticas seguem à revelia de um Deus ocupado das coisas dos homens. E ocupado com valores que podem não ser aqueles entregues à soberania e correção do indivíduo e do Estado. Afinal, de modo geral, a Bíblia parece apoiar a ideia de que o nascituro é considerado uma pessoa para Deus (Êx 21.22-25; Jó 3.3; Jr 1.5; Is. 49.1; Sl 51.5; Sl 139.13-16; Lc 1.15; Lc 1.39-56, Gl 1.15), seja pelo argumento de presciência da pessoa em formação ou pelo reconhecimento de pessoalidade pelo continuum de uma identidade pessoal que se entende da concepção à idade adulta.

Ao descartar esse debate que considera razões teorreferenciadas, as cristãs absorvidas pela política de redução de danos acabam por se tornarem simples administradoras da queda adâmica como qualquer outra pessoa à parte de um Deus interessado. Perdem, assim, a oportunidade ímpar de revelar princípios que vão para além do fenômeno urgente. Pois não era isso que o próprio Cristo fazia quando colocado à prova por seus interlocutores? Afinal de contas, viver a providência divina parece algo como estar em uma relação que conjuga o todo da realidade, ressignificando (outro nome para evangelismo) o mundo através da uma Verdade atemporal e, por isso mesmo, perene e contracultural.

Então, lembremos que Deus se ocupa, sim, das coisas dos humanos. E que esse é o entendimento que sempre marcará a diferença entre os cristãos e os deístas de cada época. Mesmo que estes por alguma sutileza própria do seu tempo se reivindiquem como cristãos.

Notas
1. David Hume, História Natural da Religião.
2. Immanuel Kant, Crítica da Razão Pura.
3. http://www.catolicasonline.org.br/.
4. Feminismo (s) e religião (ões): aproximações, ambiguidades e contradições com Maria José Rosado, socióloga e professora da Puc-SP. Instituto CPFL de Cultura. 16/06/2016

• Isabella Passos é formada em filosofia pela PUC-MG. Mora em Belo Horizonte e é membro da Igreja Esperança.

domingo, 2 de abril de 2017

Jesus nas festas de Israel

Texto Básico: Lucas 22.7-20
Leitura Diária
D Lc 2.41-52 – Jesus na casa do Pai
S Jo 2.13-25 – O purificador do templo e do povo
T 1Co 10.1-22 – Para nossa advertência
Q Jo 7 – Quem crê venha e beba
Q Jo 6 – O pão que desceu do céu
S Sl 73 – Prosperidade ilusória
S Lc 22.7-20 – Até que a Páscoa se cumpra

Introdução

No decorrer das lições deste trimestre pudemos ver como as festas prescritas para Israel manifestavam o propósito redentor de Deus em Jesus e como nosso Senhor e sua obra cumprem plenamente todas as promessas divinas presentes nelas. Com o passar do tempo, algumas foram modificadas e outras até deixaram de ser praticadas. No tempo de Jesus, muita coisa havia mudado. Mesmo assim, os evangelhos o registram participando de algumas delas, em especial da Páscoa. Na lição de hoje, estudaremos esses relatos e veremos como nosso Senhor se apresentou diante de seus contemporâneos.

1. O dever de estar na casa do pai (Lc 2.41-52)

Aos 12 anos, segundo Lucas 2.42, Jesus acompanhou seus pais a Jerusalém para celebrar a Páscoa. Esse fato não deve nos surpreender, pois, como vimos na lição 2, ao comemorar a libertação de Israel do Egito, a Páscoa dá início à obra redentora de Deus em favor de seu povo e origem a todas as demais festividades de Israel. Ao se encarnar para realizar a obra redentora é natural que Jesus tivesse todo o interesse em celebrá-la.
No final da festa, José e Maria retornaram para sua casa enquanto Jesus permaneceu em Jerusalém. Tal desencontro se deveu provavelmente ao fato de que homens e mulheres viajavam em momentos e grupos diferentes e cada um dos pais pensava que Jesus estava no outro grupo. Também era possível que estivesse com algum parente ou amigo. Ao final do dia, descoberta a ausência, José e Maria passaram a procurar Jesus entre os conhecidos e, não o encontrando, voltaram a Jerusalém. Três dias depois, encontraram-no no templo, “assentado entre os doutores, ouvindo-os e interrogando-os”. Estavam todos admirados de sua inteligência e de suas respostas (Lc 2.44-47).
No reencontro, ao ser questionado por Maria Jesus responde: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” (Lc 2.49). Jesus afirmou que seus pais não deveriam estar surpresos com o interesse e o compromisso dele com as coisas celestiais. Eles bem sabiam que Jesus era o Filho de Deus. Sabiam que ele viera para salvar o seu povo. Apenas não esperavam que, tão jovem, já demonstrasse esse interesse.
Jesus afirmou que tinha mais do que interesse, tinha um dever. Cumpria a ele estar na casa de seu Pai. Não era uma obrigação, algo imposto. Ao contrário, tratava-se de um desejo. A casa do Pai é certamente o lugar dos filhos de Deus. Eles querem celebrar a redenção concedida, querem aprender os ensinos divinos, querem estender o quanto puderem seu tempo de comunhão com Deus. Isso levou Jesus a permanecer em Jerusalém.
Hoje temos visto crentes que parecem cada vez menos interessados nas coisas de Deus. Não são assíduos à Escola Dominical, não participam dos cultos semanais, ficam incomodados quando o culto se estende além do horário habitual. Quando vemos igrejas cheias, muitas vezes a razão é a busca por bens materiais, pela cura de enfermidades ou porque a música é agradável, e até mesmo por haver um bom pregador. Jesus apontou essa realidade quando disse que são poucos os que acertam a porta estreita (Mt 7.13-14), e quando denunciou que a multidão o seguia não porque viram sinais do reino, mas porque comeram pão e se fartaram (Jo 6.26). Nessas duas ocasiões, o Senhor exortou seus ouvintes a se empenharem no compromisso de buscar verdadeiramente a salvação oferecida por Deus. Desde sua infância ele nos deu exemplo disso.

2. O zelo pela casa de Deus (Jo 2.13-25)

Foi no contexto da comemoração de uma Páscoa que Jesus realizou a purificação do templo, confrontando as profundas distorções que corrompiam o culto a Deus em Israel. O zelo pela casa do Senhor era uma das características do Messias (Sl 69.9; Jo 2.13-17).
Não há dúvida de que a fé também é um lucrativo negócio em nossos dias. O chamado “mercado gospel” cresce a cada ano. Como Jesus reagiria a isso? Como nós, o corpo de Cristo, temos reagido? Jesus celebrou a Páscoa manifestando resoluto zelo pela casa de Deus e lutando firmemente contra a transformação do culto em um negócio. Cabe a nós dar continuidade a esse combate em nossos dias, manifestando nosso zelo. Não podemos deixar que a glória de Cristo seja afrontada por aqueles que usam do seu nome para alcançar seus próprios interesses.
Nesse mesmo contexto, João registra que Jesus fez muitos sinais que fizeram que o povo acreditasse nele. No entanto, o Senhor não acreditava naquelas pessoas. Mais do que ver as corrupções exteriores presentes no culto, Jesus conhecia bem a corrupção presente no coração dos homens (Jo 2.23-25). Seu zelo não se encerra na casa de Deus, mas se estende ao povo de Deus. Somente ele pode estabelecer os que realmente fazem parte da família de Deus. Mesmo as demonstrações de fé precisam se submeter ao exame de Jesus (cf. 1Co 4.5).
Obviamente não temos acesso ao coração de nossos irmãos para verificar a veracidade de sua fé, mas o zelo de Jesus deve nos levar a buscar com sinceridade que Deus nos conceda o dom de uma fé genuína e salvadora em Cristo. Diariamente experimentamos seu poder e sua bondade em nosso favor, mas nem sempre correspondemos com verdadeira fé ao propósito redentor de Deus em nossa vida.

3. O convite de ir a Jesus (Jo 7)

Foi no contexto da Festa dos Tabernáculos que João nos contou que os irmãos de Jesus não criam nele e o desafiavam a assumir de forma mais aberta suas pretensões (Jo 7.3-5). Contrariando o desafio de seus irmãos, Jesus subiu a Jerusalém e participou ocultamente até o meio da festa. Depois, subiu ao templo para ensinar e provocou grande admiração dos judeus, da mesma forma que o fizera quando criança. Em seu discurso, Jesus criticou diretamente o modo como os judeus interpretavam e aplicavam os mandamentos. Desde então, as pessoas passaram a discutir se ele seria o Cristo prometido, pois se perguntavam se alguém poderia fazer sinais maiores do que ele fazia. Os próprios guardas enviados para prender Jesus voltaram afirmando que jamais alguém tinha falado como Jesus (Jo 7.46).
Em meio a essas discussões, no último dia da festa, o mais importante deles, Jesus, se levantou e disse: “Se alguém tem sede, venha a mim e beba. Quem crer em mim, como diz a Escritura, do seu interior fluirão rios de água viva” (Jo 7.37-38). Jesus se apresentava ali como a rocha da qual, no deserto, fluiu água para saciar a sede do povo de Israel (1Co 10.4). Ele é a fonte da provisão divina para todas as necessidades de nossa peregrinação. Essa provisão é dada de forma particular pelo derramamento do Espírito Santo, conforme explica João 7.39.
Dessa forma, somos desafiados a refletir sobre a precariedade de nossa atual condição. Temos experimentado a secura das fontes desse mundo? Já nos apercebemos que os caminhos que aos olhos dos homens parecem ser direitos, no fim são caminhos de morte (Pv 16.25)? Aqueles que têm bebido das fontes da impiedade logo sentirão o amargor da destruição (Sl 73.10, 18-19).
Mas para aqueles que sentem fome e sede de justiça, uma preciosa fonte já foi providenciada para que sejam fartos (Mt 5.6). Temos então que nos dirigir a ela. Jesus nos convida a segui-lo e promete descanso para a nossa alma (Mt 11.28-29 cf. At 3.19-20).
Naquela festa dos Tabernáculos, os irmãos de Jesus não criam nele, os líderes judeus queriam prendê-lo e matá-lo, a multidão estava em dúvida, mas Jesus convidou os verdadeiros crentes a beber dele e receber a provisão que flui para a vida eterna. Precisamos estar entre esses se quisermos concluir bem o tempo de nossa peregrinação.

4. Comer e beber em memória de Jesus (Lc 22.7-20)

Finalmente, foi em uma Páscoa que Jesus entregou sua vida por nós. Mas antes, ele estabeleceu um sacramento que marcaria de modo contínuo a união entre ele e o seu povo: a Santa Ceia.
Anteriormente, também nos dias próximos à Páscoa, Jesus multiplicou pães e peixes para uma grande multidão (Jo 6.4). Mas essa, em vez de reconhecer a presença do pão do céu que alimenta verdadeiramente o homem, estava mais preocupada em fartar-se da comida que perece. A despeito de Jesus ter afirmado ser o pão da vida que tira a fome e a sede de todo que vai a ele e crê, as multidões preferiram não crer e abandoná-lo (Jo 6.35-36,66).
Mas agora a situação era bem diferente, somente Judas Iscariotes, naquele grupo, não compartilhava da verdadeira fé. João observa nesse momento que Jesus amou os seus que estavam no mundo até o fim (Jo 13.1). Lucas registra que Jesus desejou ansiosamente comer aquela Páscoa com os seus discípulos. Era a última Páscoa da qual ele participaria, até que ela venha a se cumprir no reino de Deus (Lc 22.15-16). O tempo dos símbolos e das sombras havia terminado, o mundo começaria a experimentar a realidade da redenção que começou com a morte e ressurreição de Cristo e se completará com a sua vinda na consumação dos séculos.
Foi para marcar esse novo período que Jesus instituiu a Santa Ceia. Mais do que um símbolo da redenção, a mesa do Senhor é um selo e um testemunho da nova realidade que os discípulos experimentam. É a lembrança de tudo que Cristo fez por nós, movido pelo amor, para a remissão de pecados. Não se trata mais de uma promessa. São as boas novas do evangelho, é o anúncio da morte do Senhor até que ele venha (1Co 11.26).
Não há melhor maneira de celebrar as festas de Israel do que participando de sua realidade. Por isso é muito importante que o estudo deste trimestre não se limite ao conhecimento da teologia bíblica das festas de Israel, mas que nos conduza à celebração que afirma a realidade presente de tudo aquilo que aprendemos. Quando participamos dignamente da Santa Ceia, permitimos que o nosso coração se encha de gratidão pelos frutos da redenção que já experimentamos e daqueles que ainda vamos experimentar quando a Páscoa se cumprir no reino de Deus.

Conclusão

Os evangelhos nos ensinam que Jesus não perdeu a oportunidade de celebrar, em seu tempo, as festas que em Israel testemunhavam a obra da redenção. Ele não apenas participou delas, mas deu a elas realidade e maior sentido. Aprendemos com ele a valorizar com nossos atos a obra de Deus em nosso favor, zelar pela pureza da igreja e a buscar uma vida condizente com a nova realidade que experimentamos. Fazemos isso quando buscamos nele a fonte que nos sacia com o seu Espírito e quando celebramos a Santa Ceia, selo e testemunho de nossa salvação.

Aplicação

Você é um imitador de Cristo? Experimenta o desejo e o zelo dos filhos de Deus pela casa do Pai? Come e bebe da fonte celestial e manifesta verdadeira fé em Jesus? Todas essas coisas devem ser experimentadas por meio da fiel participação na Santa Ceia. Celebre assim a plenitude das festas de Israel.
Autor da lição: Dario de Araújo Cardoso
Lições adaptadas do livro Encontrei Jesus numa festa de Israel, de John Sittema, Editora Cultura Cristã.

Você poderá gostar também de:

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...