NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

domingo, 14 de maio de 2017

O valor incomparável de uma mãe

De todas as missões concedidas ao ser humano na história, nenhuma transcende à maternidade. O grande estadista americano, Abraham Lincoln, diz que as mãos que embalam o berço governam o mundo. Peter Marshall, capelão do senado americano, diz que as mães são as guardas das fontes, aquelas que promovem o bem mesmo permanecendo, tantas vezes, nas sombras do anonimato.
Ser mãe é gerar um outro ser dentro do seu próprio ser. É misturar sua vida com outra vida diferente, mas umbilicalmente jungida ao seu corpo, sua alma e seus sonhos. Ser mãe é doar-se incondicionalmente ao objeto do seu amor. É entregar-se sem reservas a quem nutre no ventre, no seio, nos braços. É correr risco para que o fruto do seu amor seja protegido e guardado do mal. Ser mãe é ser ensinadora, intercessora e protetora. Ser mãe é celebrar com os filhos as suas mais risonhas vitórias e chorar com eles as suas mais amargas tristezas. Ser mãe é ser um vaso de honra nas mãos de Deus para edificar uma família sólida, lançar os fundamentos de uma sociedade mais justa e construir os alicerces de uma grande nação.
A Bíblia faz referência a muitas mães que deixaram um abençoado legado a ser seguido. Joquebede não desistiu de Moisés, seu filho, mesmo estando ele sentenciado à morte antes de nascer. Deus a honrou e esse filho tirado das águas foi o libertador do seu povo. Ana orou e chorou por Samuel, seu filho, antes dele ser concebido e consagrou-o a Deus depois de nascido, para vir a ser o maior profeta, sacerdote e juiz de sua geração. Abigail lutou bravamente pela sua casa e livrou seus filhos de grande tragédia, conjugando firmeza e doçura, destreza e prudência. Rispa protegeu seus filhos mesmo depois de mortos e suportou, com bravura, o calor do dia e o frio da noite, até que eles recebessem um sepultamento digno. Eunice educou Timóteo nas Sagradas Escrituras, dando-lhe o leite da piedade desde sua mais tenra idade, e este jovem veio a ser um grande cooperador do apóstolo Paulo, o maior bandeirante do Cristianismo.
Aplaudimos com vívido entusiasmo as conquistas das mulheres em nosso tempo. Por muitos séculos elas tiveram seus direitos diminuídos ou mesmo sequestrados. Porém, nenhum sucesso da mulher compensa o seu fracasso como mãe. Nenhum posto é mais elevado para uma mulher do que o ministério de mãe. Nenhum trabalho é mais importante para a sociedade que o exercício pleno da maternidade. Mãe não é apenas aquela que gera, mas, sobretudo, aquela que nutre, ensina, educa e prepara para a vida.
A mãe cristã é aquela que intercede pelos filhos com fervor, acompanha-os com amor, orienta-os com sabedoria e disciplina-os com firmeza. É aquela que se coloca na brecha em favor dos filhos e não abre mão de vê-los aos pés do Senhor. Chora por eles, jejua por eles, não desiste deles até vê-los salvos e levantados como colunas do santuário de Deus, usados como vasos de honra nas mãos do Senhor.
Mais do que de bens materiais, de sucesso profissional, de conquistas de títulos e honras deste mundo, as famílias precisam de mães que não abram mão de sua trincheira, a trincheira da oração pelos filhos. Quando as mães se prostram diante de Deus em oração, os filhos são levantados por Deus diante do mundo. Quando as mães se tornam reparadoras de brechas, os filhos são levantados como instrumentos de transformação da sociedade. Oh, que as mães sejam sempre mestras do bem, guerreiras de oração, missionárias incansáveis dentro de sua família, a fim de que tempos de refrigério venham da parte do Senhor sobre a igreja, trazendo-nos um poderoso reavivamento espiritual!

Fonte: Hernandes Dias Lopes

sábado, 13 de maio de 2017

O que acontece quando as mulheres mergulham nas Escrituras

Ops, é maio, e temos mais um dia para escrever neste mês. Muitos temas me passaram pela cabeça, mas, enquanto eu freneticamente pensava e pesquisava, novas ideias foram surgindo, e pensei que seria bom falar de livros que podem nos fazer crescer no estudo da Palavra de Deus.
Já falamos aqui sobre algumas disciplinas espirituais que devemos perseguir para o aperfeiçoamento de nossa vida cristã: iniciamos com leitura bíblica anual, falamos de meditação e discipulado de mulheres.
A porta estreita (Lc13.24) sempre me faz pensar em dietas radicais para ficar na forma “slim” e conseguir atravessar para o outro lado. O que também me faz lembrar que o reino de Deus é conquistado por esforço (Lc16.16), o que ainda me faz refletir na necessidade de sermos diligentes e abandonarmos a preguiça (Pv13.4).
Ovelha, espreguiça, deixa essa moleza de lado, e vamos a mais um exercício espiritual.

Aprofundando nosso conhecimento na Palavra

Mais do que apenas a leitura bíblica anual, e apenas não é dito de forma pejorativa no sentido de diminuir a importância desta disciplina, há a necessidade da leitura vertical, aquela por meio da qual nos aprofundamos no conhecimento das Escrituras.
Ler as Escrituras em profundidade, escavando em busca de pepitas, exige um pouco mais de habilidade do que a leitura horizontal, extensiva. Por isso, alguns auxílios são bem-vindos. Nem pense em parar de ler por aqui! Ore, respire fundo e siga!

Ferramentas básicas para garimpar a palavra

Bíblia de Estudo

O mais importante é ter uma boa bíblia, se esta pudesse ser de estudo, seria ótimo, pois ela já vai fornecer muitas ferramentas de auxílio, geralmente um panorama introdutório de cada livro, notas de rodapé, referências cruzadas, concordância e mapas.

Comentário Bíblico

Eu gosto bastante de usar o comentário versículo a versículo. Estes livros são bastante úteis para aqueles trechos que não conseguimos entender sozinhas. Mas use-o somente após ter meditado e pedido auxílio em oração ao Espírito Santo.

Dicionário Bíblico

Fornece os termos bíblicos referentes à época; é bom para nos informar sobre nomes e lugares, aspectos da história, cenários e doutrinas.

Alguns cuidados para o estudo

Leia a palavra em oração, tenha um local silencioso e privado, faça perguntas ao texto, tenha um caderno de anotações para as suas dúvidas e descobertas. Pense no texto literalmente.

Efeitos de mergulhar nas Escrituras

Olhe só, vou te animar citando alguns versículos que amo muito, amo tanto que os memorizei e saio por aí citando-os em voz alta, meditando, mastigando cada palavrinha, porém, mais do que isso, me deleito no que provocam em meus afetos, algo parecido com degustar brownies com sorvete de creme e calda quente de chocolate (agora você entendeu, não é?).

Saturadas pela palavra, falando a verdade e louvando

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo, instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos e cânticos espirituais, com gratidão em vosso coração. Colossenses 3.16
Vamos juntas conhecer os efeitos que esta prática nos revela nesses versículos: quando a palavra de Cristo habita em nós, podemos, com toda segurança, instruir e aconselhar umas às outras, pois a nossa boca falará do que está cheio o nosso coração (Lc 6.45), e teremos certeza de que o nosso coração estará ricamente habitado por Cristo, o verbo encarnado (Jo 1.14). Perceba que temos a palavra TODA junto à palavra SABEDORIA. Toda sabedoria significa ser necessário vasculhar toda a Bíblia para conhecermos Cristo, em quem todos os tesouros da sabedoria e do conhecimento estão ocultos (cf. Colossenses 2.3). Ainda nesse verso, vemos que estar saturada de Cristo provoca em nós louvores, e agora a nossa boca, sem poder calar-se, canta, e a gratidão espontaneamente brota em nós. Aleluia!

Perfeitas e perfeitamente habilitadas

Toda a Escritura é inspirada por Deus e útil para o ensino, para a repreensão, para a correção, para a educação na justiça, a fim de que o homem de Deus seja perfeito e perfeitamente habilitado para toda boa obra. 2Timóteo 3.16-17
Perceba que Paulo fala de toda a escritura, isto inclui as partes que apreciamos menos também, porque as escrituras se testificam a si mesmas. Além disso, o mesmo Espírito que inspirou homens santos a escreverem inspira nossa mente ao entendimento. Ela é útil para a vida moral prática: ensino, repreensão, correção, educação, capacitando-nos a sermos melhores em nossos relacionamentos. Estes versos prometem perfeição, aquela que por nós mesmas não podemos alcançar, no entanto, aqui há uma promessa. Lembro-me de quando esses versículos fizeram sentido para mim, eu orava por capacitação em alguma área do meu trabalho e, quando li que a Palavra de Deus me habilitaria para TODA boa obra, isso foi libertador, um bálsamo, desde então me agarrei a esses versículos.

Relacionamento de amor

Porque a palavra de Deus é viva, e eficaz, e mais cortante do que qualquer espada de dois gumes, e penetra até o ponto de dividir alma e espírito, juntas e medulas, e é apta para discernir os pensamentos e propósitos do coração. Hebreus 4.12
Além de tudo isso que já foi escrito, eu ainda poderia citar muitas outras benesses que não caberiam neste pequeno texto, no entanto, guarde no seu coração que um dos mais preciosos momentos em que podemos conhecer intensamente o nosso Senhor é quando, a sós com a nossa Bíblia, nos embrenhamos Palavra a dentro. É nesse momento que o nosso amado Senhor fala pessoalmente conosco. Veja, é uma relação pessoal, criada através do sangue de Cristo derramado por amor de cada uma de nós, amor que é o vínculo da perfeição (Cl 3.14). Devemos nos regozijar na graça de termos um momento em particular com o Senhor da vida; é nesse tempo que o seu Espírito alcança o nosso espírito escondido naqueles lugares, entre juntas e medulas, no mais íntimo de nós, onde somente ele pode penetrar cada dobra de nossos pensamentos, sondar, de fato, os escombros de nossos corações e iluminar, sarar, vivificar.

Devora-o!

Fui, pois, ao anjo, dizendo-lhe que me desse o livrinho. Ele, então, me falou: Toma-o e devora-o; certamente, ele será amargo no teu estômago, mas, na rua boca, doce como mel. Apocalipse 10.9
Ainda está aí? Avante, Ovelha!331
Ao Senhor, toda a honra e majestade, hoje e sempre.

Versículos citados no texto

Ovelha, os versículos citados acima estão aqui transcritos para facilitar a sua leitura, por favor, leia-os, porque é a palavra de Deus que nos transforma.
Lucas 13.24
Respondeu-lhes: Esforçai-vos por entrar pela porta estreita, pois eu vos digo que muitos procurarão entrar e não poderão.
Lucas 16.16
A Lei e os Profetas vigoraram até João; desde esse tempo, vem sendo anunciado o evangelho do reino de Deus, e todo homem se esforça por entrar nele.
Provérbios 13.4
O preguiçoso deseja e nada tem, mas a alma dos diligentes se farta.
Lucas 3.45
O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, e o mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração.
João 1.14
E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como do unigênito do Pai.
Colossenses 3.14
Acima de tudo isto, porém, esteja o amor, que é o vínculo da perfeição.

Para as Ovelhas curiosas, dicas de livros:

Mulheres da Palavra, de Jen Wilkin, Editora Fiel

Livro muito bem organizado por Jen, que é professora de estudos bíblicos. É possível lê-lo em uma semana e sair praticando.

Vivendo na Palavra, de Howard e William Hendricks, Editora Batista Regular

É mais profundo e abrangente que o livro anteriormente citado, e, por ser mais minucioso, exigirá mais dedicação e mais tempo para leitura e aplicação. Está dividido em 3 grandes partes: observação, interpretação e aplicação. Excelente livro.


Por: Renata Gandolfo. © Voltemos ao Evangelho.

sexta-feira, 12 de maio de 2017

A Grande Comissão: cumprida por igrejas e para igrejas


A Grande Comissão de Cristo em Mateus 28.16-20 é mais comumente associada a um apelo para que os cristãos individualmente considerem seu chamado para irem ao mundo como missionários. Embora certamente seja um texto que todo seguidor de Cristo deveria meditar e aplicar, parece que uma aplicação primariamente individualista desse mandamento é mais um produto da nossa cultura ocidental do que uma leitura natural do texto.

O mandamento de Cristo foi dado à igreja.

De acordo com o versículo 16, os onze discípulos foram os ouvintes originais do mandamento. Os apóstolos eram mais do que indivíduos que procuravam obedecer de modo privado aos ensinamentos de Cristo. Aqueles homens eram fundadores e líderes da igreja que seria estabelecida e multiplicada por meio do seu testemunho e do poder do Espírito Santo. Foi entendido que cada membro da igreja seria ensinado a obedecer a tudo o que o Senhor ordenou, incluindo o mandamento de fazer discípulos de todas as nações.

O mandamento de Cristo foi dado a todos os membros da igreja.

É um gracejo comum que Domingos de missões são reservados para semanas quando a frequência do culto é pequena. Ao que parece, a suposição é que as mensagens sobre as nações são particularmente para um subgrupo da congregação: homens e mulheres que já estão predispostos a pensar ou interagir com estrangeiros. Isso faria sentido se (a) uma simpatia pelos povos e culturas fosse a principal motivação para alcançar as nações com o evangelho; e (b) o único meio de obediência ao mandamento de Cristo fosse realmente sair de casa e viver em outro lugar por amor ao evangelho.
No entanto, nenhuma dessas opções é verdadeira. A motivação final para proclamar o evangelho e fazer discípulos não está enraizada na sociologia. É o imensurável valor e glória de Cristo que nos compele a espalhar a mensagem do evangelho. Quando qualquer coisa sobre o nosso Deus maravilhoso move nossas afeições para a adoração e obediência, um transbordamento natural será um desejo de ver outros que ainda não o conhecem serem movidos a adorar.
Além disso, a aplicação da Grande Comissão não é unicamente para ir, mas para orar ao Senhor da seara por mais trabalhadores (Lucas 10.2), para enviá-los como a igreja de Antioquia fez com Barnabé e Paulo (Atos 13.2-3), e para apoiar os missionários como cooperadores da verdade (3 João 8). Trata-se de um esforço corporativo que envolve cada membro do corpo de Cristo. Assim, nosso objetivo não é persuadir todos a se tornarem missionários, mas ajudar todos em nossas congregações a pensarem e agirem com uma mentalidade de evangelização mundial.
O mandamento de Cristo foi dado a todas as igrejas.
A missão de ir e fazer discípulos de todas as nações foi dada às igrejas de todas as nações. O evangelho continua a se espalhar pelo mundo, e à medida que as igrejas têm se multiplicado e amadurecido, elas também têm se envolvido no envio e apoio de missionários. A realidade é que as igrejas em todo o mundo estão profundamente empenhadas em missões internacionais; essa não é uma iniciativa exclusivamente ocidental.
Há duas armadilhas potenciais para líderes de igrejas ocidentais à luz disso. Por um lado, podemos cair na armadilha de crer: “Se NÓS não formos, como eles ouvirão?”. A missão de propagar o evangelho a toda língua, tribo e nação pode ser vista como uma tarefa unicamente para as igrejas na América, sem considerarmos os nossos irmãos e irmãs ao redor do mundo que estão trabalhando ao nosso lado. O outro perigo é acreditar: “Há tantos outros indo, então não somos mais necessários”. Sim, países como a Coréia do Sul e a Índia estão enviando dezenas de milhares de missionários, mas isso não significa que podemos abdicar de nossa responsabilidade.
Alguns anos atrás, enquanto estava na América do Sul, pedi a um respeitado missiólogo brasileiro e plantador de igrejas sua opinião a respeito da afirmação de que a era das missões ocidentais tinha terminado e que agora era o momento de passar o bastão. A sua resposta foi graciosa e sincera: Já ouvi isso antes, ele disse, e a minha pergunta é:Por que você acha que o bastão era seu a princípio?’”. Ele tem razão. A Grande Comissão não pertence a nenhuma era ou região específica da igreja; em vez disso, todas as igrejas em todas as eras e em todos os lugares devem se esforçar juntas para fazer discípulos de todas as nações. Nossa oportunidade à luz dessas tendências mundiais não é apenas enviar a partir de nossas congregações, mas também fazer parcerias com igrejas estrangeiras para enviar, apoiar e servir missionários entre as nações.

A ordem de Cristo era fazer discípulos, que se tornariam igrejas.

O objetivo das missões não é evangelizar todos os povos, mas fazer discípulos que observem tudo o que Cristo ordenou. O primeiro pode ser realizado rapidamente através de indivíduos, enquanto o último leva tempo e necessita da comunidade. Portanto, cumprir a Grande Comissão requer a plantação de igrejas.
Qualquer esforço em missões deve estar ligado ao objetivo de gerar corpos locais de crentes através da declaração e demonstração do evangelho. Os ministérios de misericórdia são bons e saudáveis, mas permanecerão atrofiados se os corações de pedra não forem feitos de carne através do poder do Espírito de Deus pela Palavra de Deus. Por outro lado, o ministério da proclamação é necessário, mas intangível, sem a aplicação da Palavra em serviço às necessidades sentidas pela comunidade. O objetivo, então, é ver surgir comunidades de discípulos que proclamam as boas novas da salvação em Jesus Cristo e exibem o fruto do Espírito através do seu amor ao próximo.
Se é o papel de cada igreja local obedecer à Grande Comissão para o nascimento de novas igrejas locais a nível local e global, por onde começamos? Sugiro que comecemos no mesmo ponto em que os discípulos de Cristo. Como líderes da igreja, devemos considerar os mandamentos do Senhor e devemos buscar a direção e o poder do Espírito Santo à medida que avançamos na fé. Não importa o tamanho, a idade, os recursos ou os desafios de nossa igreja, não estamos incapazes, pobres ou sozinhos. A promessa de Cristo é para nós hoje. Ele governa todas as coisas, terrenas e celestiais, e está conosco até o fim dos tempos. Ele completará a sua missão.


Por: Ryan King. © 9Marks. Website: 9marks.org. Traduzido com permissão. Fonte: The Great Commission: Fulfilled by Churches and for Churches.

quinta-feira, 11 de maio de 2017

O primeiro casal, a primeira briga

A vida do primeiro casal não estava isenta de crises. A primeira e mais profunda delas acontece exatamente quando eles, em sua rotina, deixam de buscar a Deus como casal e passam a ouvir outras vozes que pretensamente têm instruções a lhes dar para a vida.
A crise nesta vida paradisíaca se inicia quando a serpente se encontra com a mulher, que está sozinha, sem a companhia do esposo. É interessante observar que a serpente escolhe exatamente esse momento, pois quando estamos sozinhos ficamos mais vulneráveis. Por isso o sábio afirma em Eclesiastes 4.9-10 que é sempre melhor serem dois. O fato de estar sozinha faz com que a mulher tome uma decisão sem consultar seu cônjuge – e essa decisão se mostra equivocada.
O processo de tomada de decisões entre casais é sempre um processo difícil quando não há um diálogo harmônico entre marido e mulher. Nosso machismo cultural afirma que a última palavra deve ser sempre do esposo, e, infelizmente essa modelação cultural entra pelos “poros” e acaba ganhando matizes de pseudo-espiritualidade em intepretações da Bíblia dentro de nossas igrejas. Lemos Efésios 5.22 (“mulheres, sujeitai-vos”) e fechamos os olhos para o verso imediatamente anterior que propõe a sujeição mútua (esposas aos maridos e maridos às esposas).
A verdade é que o caminho mais difícil – o estreito – aponta para a busca de unidade e harmonia e pressupõe, para alcançar este fim, que serão necessários muitos minutos de diálogo fértil e construtivo, com uma escuta respeitosa e de coração aberto ao outro. É preciso abrir-se à criatividade para superarmos a imposição egoísta do meu (que acredito que é o certo) sobre o teu (que por ser distinto é presumido como errado) e chegarmos ao nosso.
Quando a decisão é tomada unilateralmente, frequentemente resulta em uma crise!
Outro dado importante a ser observado nessa crise é que ela passa essencialmente pelo sensorial, sem buscar elementos racionais para a avaliação da realidade. A mulher vê (órgão dos sentidos) que a árvore era “atraente aos olhos” e que parecia “agradável ao paladar” (órgão dos sentidos). Então, deixa-se levar por essas sensações sem refletir (uso da razão) sobre o significado mais profundo de tudo aquilo. Atitude diferente da de Eva verificamos em outra mulher bíblica de destaque, Maria, que refletia nos acontecimentos e buscava significado no que lhe era de difícil compreensão (Lc 2. 51).
Tampouco Adão se detém para refletir sobre o estava acontecendo e deixa-se levar pela mesma busca por prazer sensorial. Essa busca é algo que afeta homens e mulheres desde os tempos mais remotos da humanidade. Em si, ela não é negativa. Porém, quando não é equilibrada com a reflexão racional, ela pode ter sequelas desastrosas. Hoje em dia, quando um cônjuge trai seu par em busca de um “algo a mais” (sensorial), acaba destruindo não só o relacionamento, mas também a autoestima do cônjuge e a construção de valores dos filhos. Jovens que buscam sensações orgásticas autocentradas “ficando” com vários parceiros/parceiras de forma inconsequente e descompromissada, sem o perceberem estão transformando os relacionamentos em padrões objetais (uso o outro para ter sensações) e corroendo seu valor pessoal. Da mesma forma que eu uso o outro, torno-me objeto de uso do outro (coisa), deixando de ser uma pessoa na relação.
A reflexão à posteriori (“ouvindo os passos do Senhor […] esconderam-se”, Gn 3.8) leva a sentimentos de vergonha (3.10), nojo, medo, e tantos outros negativos. Isso é muito comum em um processo de busca irrefletida pelo sensorial. Quantos jovens sentem-se mal após sentirem-se usados e descartados por seus pares? Como Amnom que, de sentir-se intensamente apaixonado, passou a sentir repugnância após estuprar sua própria irmã (2Sm 13.15).
A crise se intensifica com a troca de acusações (Gn 3.12 e 13) e o não reconhecimento de responsabilidade. Em um processo de crise geralmente pensamos em que o outro é culpado, em vez de nos humilharmos e reconhecermos a nossa parcela de responsabilidade. Sem a humilhação não há a possibilidade de manifestação da graça de Deus (1Pe 5.6). O orgulho próprio impede que desfrutemos de uma vida plena, pois, paradoxalmente quando reconhecemos que erramos é que crescemos. É também quando o relacionamento cresce, mas isso é difícil, pois, como Adão e Eva que tentaram cobrir-se com frágeis folhas em Gênesis 3.7, tememos que, ao expormos nossas falhas, o outro nos rejeitará, perderá sua admiração por nós.
O desfecho da crise entre o casal se dá no aprofundamento da distância relacional, com Deus “pré-vendo” que cada um dos componentes do casal passaria a priorizar outros elementos, o que causaria profundos problemas – uma mudança de foco da unidade relacional para atividades que são consideradas “mais importantes”. A mulher passaria a valorizar mais a maternidade, quebrando a harmonia conjugal e gerando uma prevalência do marido nos processos decisórios familiares (Gn 3.16; 20). O homem priorizaria o trabalho, através do qual tentaria restabelecer sua dignidade (Gn 3.17-19), mas sempre com sofrimento. O prazer sensorial que é buscado transforma-se em desprazer e o vínculo harmônico do Éden é perdido – já não há mais transparência entre o homem e sua esposa (Gn 3.21).

Fonte: ultimato.com.br

quarta-feira, 10 de maio de 2017

Histórias de família

“Um dos hábitos saudáveis que as famílias modernas têm perdido é o de dedicar tempo para contar histórias para seus filhos. Menos ainda o de usar momentos íntimos, tais como refeições, finais de semana ou férias, para conversar sobre a origem, fatos pitorescos e até as dificuldades que os familiares, e seus antepassados, viveram ao longo da existência.” Esta é a opinião de Renato Bernhoeft, na revista Valor Econômico (08/05/2006).

No artigo intitulado Histórias da família estimulam o autodesenvolvimento, ele relata extensa pesquisa realizada pela Universidade Emory (Atlanta, EUA), que registrou e classificou as conversas de quarenta famílias durante o jantar e constatou que as histórias contadas podem ter uma influência muito maior do que se imagina na formação da auto-estima e na capacidade de aprendizado dos filhos.

Robyn Fiyush, professor responsável pela pesquisa, concluiu que as famílias que contam suas histórias conseguem que seus filhos se saiam muito melhor, tanto na vida pessoal quanto na profissional. É que “a história da família tem ligação direta com a auto-estima das crianças e sua capacidade de enfrentar problemas”, afirmou. E mais: nem sempre as melhores histórias são as que têm final feliz. As histórias de parentes às voltas com situações tristes ou difíceis podem passar a sabedoria e a visão do que as crianças precisam para alcançar realização e sucesso. As crianças que recebem esse legado familiar tendem a ganhar uma noção de identidade própria em relação a outros membros da família e ao passado, o que gera maior autoconfiança.

Diante dessas descobertas científicas, fico a pensar em nossa herança judaico-cristã, povoada de histórias. Sem dúvida, são histórias de família, da nossa imensa família da fé. Histórias de heróis, como Moisés, e anti-heróis, como Sansão; de jovens que enfrentaram fornalhas ardentes; do pastor que, pela fé, abateu um gigante; de sábios que edificaram sua casa sobre a rocha e loucos que enterraram seus talentos. De líderes de visão, como Neemias, e de filhos problemáticos, como Absalão. Quantas histórias, incorporadas ao nosso patrimônio simbólico desde tenra idade e sacadas como luzeiros nos momentos de dúvida e indecisão.

Não é de hoje que conhecemos o poder desses relatos sobre a formação da identidade de nossos filhos. Há muito tempo que sabemos que a Bíblia não conta apenas o lado bom, os grandes feitos, mas também os erros e vícios e suas conseqüências. E aprendemos a inserir nossas próprias histórias no contexto dessa nuvem de testemunhos, fazendo-nos parte dela; fazendo dela argamassa da nossa biografia pessoal.

Quando penso em quem sou, não tenho como separar todo esse legado de minha biografia. Em grande medida, eu sou produto dessa construção milenar. A história da família de Deus é a minha história.

Hoje, sem saber, a ciência descobre o que para nós tem sido mandato solene e imemorial: “Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, e andando pelo caminho, e ao deitar-te e ao levantar-te” (Dt 6.7).


•Rubem Amorese é consultor legislativo no Senado Federal e presbítero na Igreja Presbiteriana do Planalto, em Brasília.

terça-feira, 9 de maio de 2017

Por que (ainda) nos casamos?

Esta é a época da desconstrução. A imprensa não pode mencionar o bem-feito de ninguém sem acrescentar uma (em outros tempos) vexaminosa lista de malfeitos.

O cinismo da imprensa, porém, espalhou feito praga. Todo mundo tem sua opinião sobre tudo (outra praga) e é sempre negativa. O casamento não escapou.

Primeiro virou piada. Diziam que se a cerimônia nupcial tinha de ter testemunhas é porque a briga ia ser feia. Ou que o casal “contrai” núpcias, como quando alguém “contrai” uma doença. Um amargurado disse que o casamento era bom, mas não devia ter vínculo empregatício. Outros lembravam que o casamento começa com um juiz de paz e acaba com um cabo de guerra. E as gracinhas iam por aí.

Segundo, indevidamente avacalhado, o casamento passou a receber chumbo grosso. Pessoal da telinha começou a moda da “produção independente”, referindo-se ao procedimento de ter filhos planejadamente fora do casamento.
O direito de uma criança crescer sob os cuidados de pai e mãe não foi considerado, em favor do assumido direito egoísta de uma pessoa ter filhos sem se casar. A ênfase no individualismo atropelou a ideia da sociedade doméstica. A insistência na igualdade entre os sexos ignora as diferenças mais básicas. Perguntada se representar na tela uma mãe a fazia desejar a maternidade, Júlia Roberts classificou a pergunta como sexista, como se um útero fizesse parte também da anatomia masculina. É verdade que o casamento já foi apenas uma convenção social, mas nada ajudou reduzi-lo a uma conveniência pessoal. “Que seja eterno enquanto dure”, propunha Vinícius de Morais, e que dure enquanto um dos dois quiser, porque a âncora da união passa a ser o instável sentimento narcisista equivocadamente chamado amor. Não se busca construir uma sólida relação alicerçada em um compromisso assumido pelo casal, mas busca cada um sua auto realização.

Então, por que ainda nos casamos? É notável que o número de divórcios tenha explodido alcançando cifras nunca imaginadas, mas é gritante o fato de os divorciados voltarem a se casar. Cresce o número de produções independentes. Aumenta o número das curiosamente chamadas uniões estáveis, assim classificadas desde a primeira noite sem se saber se serão mesmo estáveis. Mas os casamentos continuam. Por quê?

A resposta não pode ser outra. O casamento é uma instituição divina e, mesmo desfigurado como um dos efeitos da Queda, continua sem concorrente à altura. Fustigado pela sociedade desde os tempos do patriarcalismo, distorcido pelos próprios cristãos quando se curvaram diante das forças culturais de diferentes épocas e lugares, o casamento é incomparável. Na união conjugal segundo a Escritura, homem e mulher são iguais em dignidade e juntos constituem a melhor expressão da imagem de Deus. No âmbito do lar, homem e mulher exercem diferentes papeis e dons conforme a dotação original do Criador. Não são duas metades de uma laranja – muito menos dois abacaxis! –, mas duas pessoas integrais vivendo no âmbito da aliança instituída por Deus.

Sob a orientação da Palavra, os cristãos devem glorificar a Deus casando-se no Senhor e vivendo nessa relação que é emblema da relação de Cristo com a sua igreja. Não existe projeto que substitua esse.


Casado com Sandra, é jornalista, pastor presbiteriano e editor da Cultura Cristã.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

03 razões porque não vejo base bíblica para cultos ecumênicos


Num tempo onde o que conta é ser politicamente correto, tornou-se comum encontrarmos entre os evangélicos  a defesa de cultos inter religiosos. Digo mais, devido ao desejo de uma sociedade mais inclusiva,  pastores e líderes de denominações distintas tem defendido a relativização de algumas doutrinas bíblicas, cedendo assim a pressão de parte da sociedade, que em nome do amor tem defendido o ecumenismo. 
Diante disso, gostaria de elencar três motivos básicos porque não considero correto a celebração de cultos ecumênicos entre adeptos do protestantismo e outras religiões:
1- As Escrituras afirmam que Jesus Cristo é o caminho, a verdade e a vida e que ninguém pode chegar a Deus, senão por Ele.(João 14:06). Em outras Palavras isso significa dizer que não  existe possibilidade de que ninguém se aproxime de Deus a não por Cristo. Um culto ecumênico se contrapõem a essa verdade, considerando como mediador outro que não seja Cristo, (I Timóteo 2:05) colocando, portanto, em check a afirmação bíblica de que não existe salvação em nenhum outro nome. (Atos 4;12) 
2-  Não existe unidade espiritual entre a verdade que é Cristo e outras divindades. Assim como luz e trevas não podem coexistir no mesmo ambiente, não é possível um culto  com aqueles que negam a salvação exclusivamente pela graça de Cristo Jesus. (Efésios 2:1-10)

3-  A participação de um culto  numa espécie de convivência cobeligerante em favor de Deus, contribui para que o não cristão acredite que toda religião é boa e qualquer que seja a sua crença, no final das contas o levará a presença de Deus, o que do ponto de vista bíblico é uma falácia. As Escrituras nos ensinam que a única possibilidade do homem ser salvo é mediante Cristo. (Atos 16:31)

Para terminar essa breve reflexão, afirmo que lamentavelmente a teologia liberal e seus teólogos relativistas tem contribuído com a frouxidão doutrinária de boa parte da igreja brasileira. Infelizmente o número de evangélicos que tem relativizado as Sagradas Escrituras em detrimento de uma teologia extremamente equivocada se multiplica a olhos vistos. Sem sombra de dúvidas os conceitos liberais têm adoecido e sufocado o Corpo de Cristo, injetando no coração dos cristãos, valores que se contrapõem aos ensinos bíblicos.

Em tempos difíceis como o nosso precisamos regressar à Palavra de Deus, fazendo dela nossa única regra de fé, prática e comportamento, até porque, somente assim conseguiremos corrigir as distorções provocadas pelo liberalismo teológico que tantos males tem feio a igreja de Cristo.

Pense nisso!

Renato Vargens

domingo, 7 de maio de 2017

Não Somos Mais Escravos, o Reinado do Pecado Acabou!

“Não reine, portanto, o pecado em vosso corpo mortal, de maneira que obedeçais às suas paixões” (Rm 6.12).

​Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado. O pecado é um rei que governa a vida de todo aquele que ainda não nasceu de novo. O homem não regenerado é um servo desse tirano. O pecado é um rei cruel, que coloca seus súditos debaixo de suas botas sujas. O homem nasce escravo desse carrasco impiedoso. Vive debaixo de sua ditadura implacável. Nenhum escravo pode libertar a si mesmo dessa escravidão.
Deus, porém, por meio de Cristo, nos libertou do poder do pecado (Rm 6.1-5). Onde o pecado abundou, superabundou a graça. Por ser a graça maior do que o nosso pecado, entretanto, ela não é um incentivo ao pecado. Ao contrário, não podemos viver no pecado, nós os que para ele já morremos. Estamos unidos com Cristo em sua morte, sepultamento e ressurreição. Morremos com ele, fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele. Estamos nele. Essa união com Cristo, destronou o pecado em nossa vida. Esse rei tirano perdeu seu poder sobre nós. Agora, somos livres do pecado e não mais escravos dele. O apóstolo Paulo, usa três argumentos para nos levar à essa gloriosa conclusão:
​Em primeiro lugar, nós devemos saber (Rm 6.6-10). O que nós devemos saber? Devemos saber que já foi crucificado com Cristo o nosso velho homem. Fomos sepultados com ele e ressuscitamos com ele para uma nova vida. Portanto, não precisamos mais servir o pecado como escravos. O pecado não é mais nosso patrão. Sua coroa foi tirada. Ele não é mais nosso rei. Não precisamos mais nos ajoelhar a seus pés para obedecer suas ordens. Fomos libertos dessa escravidão. O pecado foi destronado de nossa vida. Outrora, sob a lei, o pecado nos dominava, mas agora, sob a graça, somos livres!
​Em segundo lugar, nós devemos considerar (Rm 6.11). Aquele que morreu com Cristo deve se considerar morto para o pecado. Deve andar com a certidão de óbito no bolso. Um morto não obedece o pecado, o seu antigo rei. Foi liberto do jugo. Assim, devemos nos considerar mortos para esse rei tirano. Seu governo cruel sobre nós acabou. Seu domínio opressor chegou ao fim. Não estamos mais com uma coleira no pescoço. O pecado não manda mais em nós. Agora, devemos nos considerar vivos para Deus. Temos um novo rei. Somos servos da justiça. Fomos libertos da casa do valente, do império das trevas, da tirania do diabo, do reinado do pecado. Estamos sob as ordens de um novo Senhor, aquele que morreu por nós e ressuscitou para nos libertar da escravidão do pecado.
​Em terceiro lugar, nós devemos oferecer (Rm 6.12-14). Quando sabemos que fomos crucificados, sepultados e ressuscitados com Cristo. Quando nos consideramos mortos para o pecado, então, podemos dizer ao pecado: Agora você não reina mais sobre nós. Agora não obedecemos mais às paixões carnais. Agora não oferecemos mais os membros do nosso corpo ao pecado, como instrumentos de iniquidade. Pelo contrário, agora oferecemos a nós mesmos a Deus, como ressurretos dentre os mortos, e os nossos membros a Deus como instrumentos de justiça. Não estamos mais debaixo da lei, mas vivemos no reinado da graça. O poder da nova vida não vem mais do nosso inútil esforço, mas sim, de Cristo. Morremos com ele, ressuscitamos com ele. Vivemos nele. Dele nos vem o poder para uma nova vida. Ele é o nosso libertador. Foi ele quem quebrou o poder do pecado em nossa vida. Foi ele quem arrancou a coroa do pecado e destronou-o da nossa vida. Ele é o nosso Rei e o seu reino é o reino da graça. Agora, somos livres, verdadeiramente livres. Nele temos vida, e vida em abundância. Outrora, vivíamos debaixo de amarga escravidão, rendidos ao pecado. Agora, livremente oferecemo-nos a Deus. Outrora, caminhávamos com uma coleira no pescoço, para uma condenação eterna. Agora, cheios de contentamento e gozo, marchamos para o céu!

Rev. Hernandes Dias Lopes

sábado, 6 de maio de 2017

Capacitando a família

A família é o principal contexto de aprendizagem, pois é nela que os valores e modelos são assimilados desde a mais tenra infância. É um sistema interacional, provido de uma estrutura hierarquicamente organizada, com o fim de assegurar a continuidade e o crescimento de seus membros. Assim, como um móbile, a família precisa encontrar o equilíbrio dinâmico entre duas funções aparentemente contraditórias: homeostase e transformação. Uma visa manter a família unida, enquanto a outra promove a sua evolução. A cada fase do ciclo familiar, o equilíbrio anterior é rompido para dar lugar ao novo. A crise permite uma reorganização mais adequada. Instabilidade, incertezas e ansiedade marcam a passagem para um novo equilíbrio funcional. Fatores perturbadores como perdas, abandono, separação, desemprego são a base para o desenvolvimento dos mitos, que vão dar significado à situação vivida, em função das referências provenientes das gerações anteriores.

Para se desenvolver de forma saudável, a pessoa precisa de cuidados especiais. A função materna, assumida pela mãe biológica ou por uma figura substituta, inclusive o pai, se inicia com a construção de um vínculo afetivo que permite à pessoa se sentir acolhida e parte integrante da família. Maternidade diz respeito também à capacidade de nutrição física e emocional, bem como à organização das necessidades básicas. A função paterna, por sua vez, garante limite, proteção e direção. O casal ainda transmite à criança padrões de relacionamento quanto à sexualidade, afetividade e companheirismo. Por meio dessa herança, o ser humano vai construindo sua identidade e aprende a se relacionar. As falhas e ambigüidades no desempenho das funções materna, paterna e de casal geram carências que precisam ser supridas.

As relações se desenvolvem dentro de regras que determinam a maneira de agir de seus membros e o papel de cada um. A família se adapta às mudanças internas e externas, de acordo com os padrões de interação desenvolvidos até então. Se estes modelos de relacionamentos forem inadequados para lidar com o desafio presente, a família entra em crise facilmente identificada por um sintoma condensado num de seus membros. O sintoma tem a dupla função de denunciar o problema e manter a situação.

Trata-se de um distúrbio mental ou comportamental que precisa ser compreendido como o resultado de uma disfunção da família como um todo. O grande equívoco da família é focalizar o sintoma como sendo a causa de seu mal-estar, em vez de perceber que é apenas a conseqüência de uma crise do sistema familiar. Tentar eliminar o sintoma sem enxergar suas raízes não resolve o impasse, apenas contribui para estigmatizar o membro afetado mais diretamente, que se torna a lata de lixo ou o bode expiatório da família. A terapia familiar sistêmica o chama de “paciente identificado”, pois ele se torna porta-voz e depositário da patologia da família. Quando os problemas não são verbalizados e encarados, a família tende a parar de crescer. Ela não percebe que esta crise é justamente a oportunidade de aprimorar as relações entre os seus membros e promover o crescimento de cada um deles.

Além das crises decorrentes do ciclo evolutivo, os papéis tradicionais de homem e mulher estão sendo questionados com grandes repercussões para o exercício da paternidade e da maternidade. Sustentar a casa já não é exclusividade do homem nem educar os filhos, da mulher. Ambos estão compartilhando essas responsabilidades como um novo desafio, no qual os pontos de atrito são multiplicados até encontrarem um equilíbrio específico e válido apenas para o momento presente. Se as mulheres conquistaram novos espaços, os homens muitas vezes se sentem acuados e fragilizados. Eles então se isolam e se omitem, deixando o espaço vazio para a mulher assumir. Em conseqüência disso, as estatísticas apontam um aumento de famílias matrifocais, do alcoolismo e do homossexualismo. A perda de autoridade do homem tende a gerar um aumento do autoritarismo e da violência física.

Comunicação clara, fronteiras nítidas e flexíveis, hierarquia correta, união e diferenciação são algumas condições para a construção de famílias saudáveis. A terapia familiar sistêmica visa mobilizar os recursos da família para enfrentar as crises e prevenir outros conflitos, à medida que produz mudanças significativas no sistema, contribuindo para aprimorar as relações entre os membros e no interior dos vários subsistemas. Assim, a abordagem familiar propicia uma melhora na qualidade de vida em família, fortalecendo os vínculos e ampliando as estratégias para a resolução dos conflitos.




Isabelle Ludovico da Silva é terapeuta familiar sistêmica.

sexta-feira, 5 de maio de 2017

A morte de uma igreja!

As sete igrejas da Ásia, conhecidas como as igrejas do Apocalipse estão mortas, acabaram, só existem agora Ruínas e lembranças de um passado bem distante.

Hoje na Região da Ásia menor, onde existiam as igrejas do Apocalipse, tem menos de 1% de cristãos.

Sardes, foi a capital da Líbia no século 17 A.C., atualmente Turquia.

Situada no alto de uma colina, toda murada e fortificada, sentia-se imbatível, seus soldados e seus habitantes eram orgulhosos, arrogantes e autoconfiantes.

No ano 17 D.C. Sardes foi parcialmente destruída após um terremoto e reconstruída pelo Imperador Tibério. A Cidade ficou famosa pelo alto gral de imoralidade e a decadência que a dominou.

Quando João escreveu a carta a Sardes, esta era uma cidade rica mas totalmente degenerada.

Seus habitantes entregaram suas vidas à luxúria e ao prazer, e a igreja tornou-se como a cidade, em vez de influenciar, foi influenciada.

É neste contexto que vemos JESUS enviando esta carta a igreja de Sardes.

Sardes era uma poderosa igreja aos olhos humanos, dona de um grande nome.

Uma igreja que tinha nome e fama, mais não tinha vida. Na verdade apesar de toda fama e de acreditar que estava viva Sardes estava morta.

J. Parcker diz que a igrejas cujo os cultos são solenes, mais são como os caixões floridos, lá dentro tem um defunto.

Ainda no versículo um, JESUS diz, eu sei as tuas obras JESUS conhece a igreja, ele sabe tudo.

Versículo 2 >>> ser vigilante:

Aqui CRISTO manda vigiar, uma das principais conseqüências da queda de muitas igrejas, e morte espiritual de muitos cristãos é a falta de vigilância.

Por não vigiar pecamos e conseqüentemente morremos.

"Consolida o que está para morrer", uma tentativa de resgate, para salvar alguns ou mesmo reavivar a igreja.

Versículo 3 >>> como um ladrão na noite:

CRISTO aqui chama a igreja ao arrependimento, nem tudo estava perdido.

Se a igreja se arrepender CRISTO perdoa, ele quer nos perdoar sempre.

Ele avisa, virei como um ladrão, por tanto estejam preparados.



Versículo 4 >>> mesmo em Sardes, há os que não se contaminaram:

CRISTO aqui afirma categoricamente, que mesmo em meio ao pecado, em uma igreja doente, perdida e morta, existem os santos que não se contaminaram.

"Estão com as vestes limpas", ou seja, não se sujaram, não vivem no pecado, não morreram, embora estejam dentro de Sardes, uma igreja morta, conseguem estar vivos.

Temos vivido tempos de Sardes, o mundo de hoje tem sido todo ele como a cidade de Sardes, a igreja nos dias de hoje tem sido como a de Sardes, tem se deixado influenciar pelo mundo e seus pecados, não digo igreja local, falo de um modo geral, as igrejas, não todas é claro, mais infelizmente a grande maioria, tem se deixado influenciar, e temos visto, ministérios grandiosos, enormes e de grande fama, ruindo e morrendo, embora acreditem que estão vivos, assim como Sardes.

Mais graças a DEUS que mesmo em meio a Sardes, existe um povo separado, convertido, que não se contaminou, para estes, existe uma promessa maravilhosa, que veremos a partir do verso cinco.

Versículo 5 >>> Os vencedores:

O que vencer ou seja os vencedores, ele não tira o seu nome do livro da vida.

Será salvo, portanto o que não se contaminar e se perder em meio aos pecados de Sardes, seu nome será confessado por CRISTO diante do PAI.

Esta é uma maravilhosa promessa, aos que permanecerem firmes mesmo em meio a um mundo de pecados, e creio seja o sonho de todos os que seguem a CRISTO, a terra prometida.

Versículo 6 >>> ouçam, ou "prestem atenção":

Aqui CRISTO nos convida a ouvir, ou seja, prestar atenção ao que o ESPÍRITO diz as igrejas.

Queridos, mortos não podem escutar, defuntos não houvem, se a igreja de Sardes estava morta, como poderia ouvir?

A igreja estava morta e morte espiritual, quem morre espiritualmente, não pode ouvir o que o espírito diz.

Portanto acredito que o ESPIRITO estava falando aos que ainda estavam vivos, que não haviam se contaminado, para que estes fossem salvos, e até mesmo servissem de instrumento para reanimar o doente, ou seja, reavivar a igreja.

Por isso querido(a) se você está morrendo, anima-te, peça a DEUS para te reanimar, te reavivar, para que possa ouvi-lo novamente, e ser usado por ele como instrumento de avivamento da igreja de CRISTO.


Conclusão:

O processo de morte de uma igreja pode acontecer lentamente, de forma que as pessoas não percebam, pois olhamos o exterior.

JESUS, porém vê o interior, ele olha a igreja de dentro para fora, diferente de nós, ele vê o coração do discípulo, ele conhece o interior de cada um de nós.

Ele não julga pela aparência, pois nos conhece por inteiro.

No meio de uma igreja morta, JESUS encontrou fiéis, isso nos lembra de que a salvação é individual.

Não somos salvos na coletividade, DEUS não salva em grupos, seremos julgados individualmente e cada um dará contas de si.

Por tanto, mesmo que vivamos em meio a Sardes, lutemos para não nos contaminarmos e assim herdaremos a terra prometida.

 Adriano Montes
  Cabo Frio - RJ

quinta-feira, 4 de maio de 2017

Sua igreja deve envolver-se em missões urgentemente

Hoje, existem mais de 7 bilhões de pessoas no mundo. Missiólogos estimam que mais de 2,8 bilhões dessas pessoas têm pouco ou nenhum acesso ao evangelho. Na prática, isso significa que bilhões de pessoas estão nascendo, vivendo suas vidas inteiras e morrendo sem nunca ouvir as boas novas do evangelho de Jesus Cristo. Essa realidade não pode ser tolerável aos pastores e ao povo de Deus na igreja.
Com isso em mente, queremos compartilhar 5 coisas que sua igreja — não importa o tamanho, localização ou situação — pode fazer para se envolver em missões mundiais para Deus.

1. Ensine a Palavra de Deus ao seu povo, informando-lhes como viver no mundo.

George Pentecost escreveu uma vez: Ao pastor pertence o privilégio e a responsabilidade do problema missionário”. Pentecost afirmava que os conselhos missionários poderiam (e deveriam) fazer o que desejassem — organizar métodos, criar movimentos e arrecadar dinheiro — mas é responsabilidade e privilégio dos pastores sentir o fardo das nações e acender uma chama pela glória mundial de Deus em cada igreja local.
De capa a capa na Bíblia, Deus mostra a sua paixão pela sua glória em todas as nações. Portanto, pastores, ensinem a Palavra de Deus ao seu povo e façam-no ver que o coração de Deus pelas nações é revelado nas páginas da Escritura. Então, ao estudar a Palavra de Deus, certifique-se de aplicá-la à luz das urgentes necessidades espirituais e físicas que nos rodeiam no mundo. Estamos cercados por povos perdidos que falam línguas diferentes em diferentes nações, e eles precisam da esperança que só pode ser encontrada em Jesus Cristo. Pastores e líderes da igreja, ajudem o seu povo a ver o coração de Deus para o mundo em sua Palavra e deixem que a Palavra molde e informe como o seu povo vive no mundo.

2. Comprometa-se com a oração e o jejum corporativos.

Enquanto a igreja em Antioquia jejuava e orava, Deus separou Paulo e Barnabé para levarem o evangelho aos gentios (Atos 13.1-3). Para muitas igrejas locais, oração e jejum semelhantes a esses são suplementares. Mas no Novo Testamento, oração e jejum como esses eram fundamentais para o povo de Deus quando se engajavam em missões. Hoje, através da oração corporativa, as igrejas locais podem assumir um papel ativo no dever da Grande Comissão.
Pela graça de Deus, recursos úteis como Operation World, Peoplegroups.org e Joshua Project foram desenvolvidos para ajudar e assistir as igrejas enquanto intercedem em favor dos povos e regiões não alcançados em todo o mundo. A intercessão é o meio pelo qual nos unimos na atividade diária de Deus na vida de outras pessoas, e isso inclui pessoas em nossos bairros e povos ao redor do mundo que talvez nunca encontremos. Por meio da oração, Deus concede que igrejas locais se unam a ele na obra reconciliadora que está realizando agora entre muçulmanos, hindus, budistas e pessoas de todas as religiões ao redor do mundo. A oração e o jejum fervorosos são uma maneira vital das igrejas locais estarem envolvidas na missão de Deus entre as nações.

3. Doe sacrificialmente.

Uma das formas mais práticas para as igrejas locais se envolverem em missões mundiais é através da doação sacrificial. Deus abençoou muitas igrejas locais com recursos financeiros cuja administração cuidadosa e doação sábia podem ajudar a fazer discípulos e plantar igrejas em todo o mundo. Independentemente do tamanho da igreja ou da composição sócio-econômica da congregação, todo o corpo local pode estar envolvido no avanço do evangelho através da doação sacrificial de recursos financeiros.
No Novo Testamento, há exemplos de congregações locais que dão apoio às igrejas locais em diferentes locais geográficos (Romanos 15.25-28), bem como de igrejas locais que doam a partir da sua pobreza e de modo sacrificial acima do seu poder para apoiar o avanço do evangelho (2 Coríntios 8.1-4). Hoje, as igrejas locais podem usar seus recursos financeiros para apoiar organizações missionárias centradas no evangelho. Elas também podem doar de modo mais específico para atender às necessidades de irmãos e irmãs perseguidos ou para contribuir com projetos de formação de discípulos e de plantação de igrejas entre povos não-alcançados. Essa lista de causas dignas relacionadas com missões mundiais é interminável. Doar sacrificialmente à missão mundial permite que toda a igreja esteja envolvida. Crianças, jovens, adultos e idosos podem contribuir juntos para a expansão do evangelho até aos confins da terra.

4. Esforce-se para cuidar, servir e ser uma bênção para os missionários transculturais.

Deus tem capacitado de modo singular as igrejas locais para cuidarem e oferecerem hospitalidade aos missionários. Independentemente de sua igreja local ter enviado um missionário, você é capaz de oferecer cuidados, apoio e encorajamento aos missionários transculturais. Algumas das maneiras práticas pelas quais as igrejas locais podem cuidar melhor e apoiar os missionários são:
 • Comprometa-se com a comunicação regular (e-mail, telefone, mensagens de texto, Skype, etc.).
 • Envie mantimentos e doações.
 • Ajude nas licenças e atividades dentro do país (forneça casa, veículo, celular, ajuda com escolas, cuidado com as crianças e ofereça o tempo de folga com ênfase em descanso e retiro).
 • Dê-lhes a oportunidade de testemunhar e compartilhar em um ambiente congregacional quando eles retornam e visitam.
 • Ouça e demonstre o seu interesse e empenho no trabalho deles.
A vida no campo missionário pode ser desafiadora, exaustiva e difícil. No meio do estresse e das lutas, muitos missionários frequentemente se sentem desconectados e esquecidos pela igreja que os envia. Portanto, uma das maneiras mais práticas pelas quais as igrejas locais podem se envolver em missões mundiais é esforçando-se para cuidar, servir e ser uma bênção para os missionários transculturais.

5. Envie discipuladores qualificados ao exterior.

Talvez a maneira mais óbvia de igrejas locais se envolverem em missões mundiais seja enviando discipuladores qualificados e capacitados para participarem diretamente do trabalho da Grande Comissão. Em nível local, isso inclui a liberação de pessoas em sua cidade para visitar os vizinhos, colegas de trabalho e membros da família perdidos. Os crentes não farão no exterior o que não fazem no contexto local, então o ponto de partida para as missões deve começar nas comunidades locais.
Assim, enquanto homens e mulheres estão fazendo discípulos onde vivem, faça um apelo periódico para que alguns deixem a sua comunidade local para ir às nações. Sob a direção do Espírito de Deus, isso levará a sua igreja a enviar pessoas a curto, médio e longo prazos para proclamarem o evangelho, fazer discípulos e contribuir com os esforços de plantação de igrejas entre pessoas e regiões não-alcançadas.
A igreja local é o meio que Deus usará para a propagação do evangelho até aos confins da terra. Em um mundo cheio de bilhões de pessoas perdidas, muitas das quais nunca ouviram o evangelho, é inaceitável que as missões mundiais sejam relegadas a um programa compartimentado na igreja para algumas poucas pessoas. Certamente Deus está chamando toda a sua igreja para estar envolvida em maneiras estratégicas de fazer a sua glória conhecida entre as nações. Nossa oração e desejo é que cada vez mais pastores assumam o privilégio e a responsabilidade que Deus tem dado às igrejas locais em sua missão mundial.


David Platt é pastor e escritor norte-americano. Platt se formou em jornalismo na Universidade da Geórgia. Ingressou no seminário Teológico Batista de Nova Orleans, onde obteve seu doutorado e decidiu trabalhar ali mesmo como professor. Serviu na Igreja Batista de Edgewater em Nova Orleans. Aos 28 anos David Platt foi contratado para liderar a congregação da The Church at Brook Hills. É autor do best-seller do The New York Times "Radical: Voltando às raízes da fé".

quarta-feira, 3 de maio de 2017

Dinheiro, consumismo e luxo: demônios vestidos de branco

“A sociedade do progresso rápido, a sociedade capitalista, é filha legítima do demônio.” Fernando Pedreira

O poder do dinheiro é grande, mas não é ilimitado. O mundo do dinheiro é o das circunstâncias, que são, por definição, relativas [...]. “Valores” mensuráveis, circunstanciais, que tentam se fazer passar por valores essenciais, duradouros, tornam-se trapaceiros, impostores [...]. O dinheiro não substitui esses valores. E, quando se pretende usá-lo para substituí-los, ele os destrói.
Leandro Konder

Nos últimos 150 anos, parte da população do mundo consumiu mais do que em todos os anos anteriores.
Mauro Santayana

O consumismo é orientado e disciplinado a ser insaciável. Ele nunca deve ficar satisfeito com o que tem, pelo menos não por muito tempo.
Rodney Clapp

O alvo da propaganda é ensinar o povo a desejar o que não desejava antes, e indicar onde tais desejos podem ser atendidos.
Thompson Red Book on Advertising, em 1901

A lógica do capitalismo é criar necessidades, para então satisfazê-las.
Barbara Axt

Quem não é rico adoraria ser, [pois] o luxo mexe com as emoções, com os sonhos e com as fraquezas da alma humana.
Rita Martins

Quem nunca desejou o luxo que jogue a primeira pedra. Ele já esteve ligado às divindades, passou pelos salões suntuosos dos reis e hoje quer ser alcançado por qualquer mortal.
Solange Bagdadi

Além de ser um fenômeno comportamental, o luxo se transformou em atividade econômica, virou negócio. Excelência, nobreza, beleza e ostentação ainda têm os mesmos significados.
Carlos Ferreirinha

A renda média na Inglaterra, nos Estados Unidos e no Japão chegou a dobrar na segunda metade do século 20. Por outro lado, os avanços da medicina e o crescente consumo facilitaram o alcance de uma maior qualidade de vida. Nada disso, porém, tornou as populações desses países mais felizes.
Jornal do Brasil, “Idéias”


Como salvar a vida de 900 mil crianças até 2015

Embora tenha havido uma ampla redução da extrema pobreza no mundo nos últimos 25 anos, mais de 1 bilhão de pessoas ainda vivem com menos de 1 dólar por dia (menos de 70 reais por mês).

Chega a quase 300 bilhões de dólares o que os Estados Unidos estão gastando com as guerras no Iraque e no Afeganistão.

Com 25 milhões de dólares por ano, seria possível reduzir bastante a desnutrição nos países mais críticos da África e da América Latina e, com isso, salvar a vida de 900 mil crianças até 2015.

Uma guerra é capaz de destruir em horas o que levou anos ou décadas para ser desenvolvido.

A pobreza faz com que 44% da população da América Latina viva em favelas ou bairros precários, que só oferecem condições mínimas para sobreviver.

Em pleno século 21, a fome ceifa 5 milhões de crianças todos os anos (a cada segundo morre uma criança de fome). Quando não matam, a desnutrição e a fome causam muitos sofrimentos, inclusive dor e deficiências físicas e mentais, na maior parte das vezes para sempre.

O mercado de luxo movimenta mais de 200 bilhões de dólares por ano, e este montante pode chegar a 1 trilhão de dólares daqui a cinco anos.
 
Fonte: ultimato.com.br

terça-feira, 2 de maio de 2017

Governador confirma edital de concurso da PM com 2 mil vagas

Durante entrevista a uma rádio de Valença, realizada na última quinta-feira (27), o Governador do Estado, Rui Costa, disse que o edital de concurso da Polícia Militar será divulgado nesta semana (início de maio).“Fiz dois mil policiais novos entrarem, entraram mais de 600 delegados e agentes de polícia, vou fazer agora e quando voltar vou falar com o Comandante, vai ser publicado nessa semana o edital de concurso da Polícia Militar para mais de 2.000 policiais militares”, disse Rui. Lembrando que os detalhes referente ao concurso PM/BA 2017 já estão bastante adiantados. Desde o dia 23 de março, o Instituto Brasileiro de Formação e Capacitação (IBFC) foi escolhida para organizar o concurso público para soldados da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros Militar. Ao todo, serão ofertadas duas mil vagas para Soldados da Polícia Militar (PMBA) e 750 para o Corpo de Bombeiros Militar (BM). A remuneração, composta de soldo e gratificações, é de até R$ 2.484 (30h) e R$ 3.019 (40h), tanto para o PM como para o BM.

Educação terceirizada: pais inconsequentes, filhos escravos.

Se você não tem tempo para passar com seus filhos e a educação deles é terceirizada para a escola, a televisão, a internet e os livros, então eles já foram cativados pelas ideias de nossa época. No mínimo, foram dominados pelo relativismo e pelo hedonismo.

O que isso significa? Que o que acreditam é o certo deles e ninguém pode interferir, que o desejo existe para ser satisfeito e vale qualquer esforço para realizá-lo, que a vida é deles e ninguém(inclusive você) tem nada a ver com o que decidem fazer dela.

Se eles são adolescentes, pode ser que já sejam prisioneiros do niilismo - não se surpreenda caso demonstrem desinteresse pela vida ou até mesmo atração pelo suicídio.

O que você pode fazer? Talvez o primeiro passo seja identificar o perigo das ideias às quais todos nós somos submetidos diariamente. Depois, considere a possibilidade de ser de fato responsável pela educação dos filhos.

Por 
  Taguatinga - DF

segunda-feira, 1 de maio de 2017

Quando o perfume perfuma

1. O crente é sal para a humanidade quando tem uma linguagem sadia — não mentirosa, não caluniadora, não bajuladora, não agressiva, não obscena.
2.  O crente é luz para o mundo quando realiza transações honestas, não assume débitos que não pode resgatar, paga suas contas no prazo certo, desculpa-se quando precisa adiar o pagamento de uma dívida, não emite cheques sem fundo, não aceita suborno de espécie alguma, sabe controlar seus gastos, não faz do dinheiro o seu deus, não é sovina.

3. O crente tem credibilidade quando é autêntico, não lava apenas o exterior do prato, não tem duas caras nem duas medidas, quando se compromete “a viver o que prega e deixar de pregar o que não vive”.
4. O crente é perfume que se espalha por todos os lugares quando tem relações humanas aprovadas — delicadeza, cordialidade, humildade, paciência, tolerância, generosidade, espírito de perdão, capacidade de andar a segunda milha.

5. O crente é uma carta de apresentação do próprio Jesus quando faz as boas obras preparadas por Deus (Ef 2.10), quando evidencia a verdadeira fé pelas obras (Tg 2.17), quando vive entre os gentios de maneira exemplar por meio de boas obras (1 Pe 2.12).
6. O crente tem autoridade quando zela pelo equilíbrio religioso nas convicções pessoais, no comportamento e no anúncio do evangelho, quando não pede fogo do céu para destruir os incrédulos, quando não sobrecarrega os novos na fé com exigências desnecessárias (At 15.28), quando não marca o dia da volta de Cristo e do fim do mundo, quando não evangeliza por meio da espada e do “santo suplício”.
7. O crente é coerente quando tem envolvimento social, toma o partido dos oprimidos e não dos opressores, vota contra leis injustas, denuncia a discriminação seja ela qual for, se preocupa com a fome, a exploração sexual, o menor abandonado, o sistema carcerário, o neocolonialismo, o narcotráfico, a reforma agrária, a guerra, a guerrilha.
8. O crente se impõe quando tem casamento estável, sem aventuras adulterianas de ambas as partes, quando zela pelo matrimônio e pela família, pois “se alguém não sabe governar sua própria família, como poderá cuidar da igreja de Deus?” (1 Tm 3.5). E, se é solteiro ou solteira, cuida da pureza sexual.
Se pelo menos a maioria dos cristãos exalasse o perfume de Cristo onde vivem, não haveria tantas teorias e tantos livros sobre o crescimento da igreja. O crescimento seria natural, maior, mais consistente e de melhor qualidade.

Texto originalmente publicado na edição 286 de Ultimato.

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