NOSSA MISSÃO: “Anunciar o Evangelho do Senhor Jesus à todos, transformando-os em soldados de Cristo, através de Sua Palavra.”

Versículo do Dia

Versículo do Dia Por Gospel+ - Biblia Online

segunda-feira, 8 de setembro de 2014

Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra

Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra

 Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra. Jeremias 5:30
Dai voltas nas ruas de Jerusalém, e vede agora; e informai-vos, e buscai pelas suas praças, a ver se achais alguém, ou se há homem que pratique a justiça ou busque a verdade; e eu lhe perdoarei.
Com esta palavra começa a denúncia do profeta Jeremias contra Israel no capitulo 5 de Jeremias. Israel estava vivendo um período negro e sombrio tanto como nação como no espiritual. Eu diria uma degradação total, apostasia era, nesse período, a marca registrada dessa nação.
 Aqueles que estavam para guiar o povo, julgar os pobres e fazer justiça; simplesmente ignoravam a reta justiça e julgavam com subornos e assim tornaram-se juízes completamente corruptos. Toda a Nação de Israel havia se prostituído com os ídolos pagãos.  Deus não estava se agradando de nada, digo absolutamente de nada em Israel.
 Perguntamos: Deixaria Deus de castigar uma nação como esta? Interessante que esse mesmo quadro caótico vemos também em Miquéias Capítulo 7. A denuncia de ambos os profetas, teria o mesmo contexto; a degradação moral e apostasia espiritual de Israel.
Para Miquéias a coisa tava tão ruim, que até entre os irmãos [família] era “irmãos caçando irmãos”. Miquéias até compara que o melhor deles é como os espinheiros. Imagine a cena: Se o melhor entre eles era como um pé de espinho, imagine o pior deles? Apostasia total da nação chamada, escolhida para ser referencia entre as demais.
No novo testamento em Romanos Capítulo 1, o Apóstolo Paulo também fala da degradação e depravação humana entre os gentios. O que eles [os gentios] na época do apóstolo Paulo faziam “fedia nas narinas de Deus”. Tanto no antigo testamento como já na nova aliança [Novo Testamento] vemos a humanidade se distanciando cada vez mais de Deus.
“E os dias de hoje, como caminha a sociedade hem?”
Quando lemos esse quadro caótico acima, percebemos que temos nos dias de hoje muitas coisas em comum não é mesmo?  Apostasia, Corrupção, Deus sendo deixado de lado, Consumismo, Triunfalismo, Evangelho profanado, a família sendo cada vez mais destruídas; não temos dúvidas em dizer:
“Coisa espantosa e horrenda se anda fazendo na terra”
Hoje tramitam em nosso País “Leis contra a Família”, Leis a favor da legalização de todas as drogas, Leis que aprovam o ABORTO. Leis que querem legalizar e profissionalizar a prostituição. Leis para que sejam extinto o dia das Mães e o dia dos Pais. São Leis que vão totalmente contra aos princípios Cristãos. Só a misericórdia de Deus em nossas vidas. O que é certo virou “errado” e o que é errado agora é tido como “certo“.
Caminhamos para o CAOS?
 Profecias bíblicas apontam que todo esse caos que vemos não só em nosso País, mas em toda humanidade apontam para o retorno de Cristo. Jesus voltando está.
Eis que presto venho: Bem-aventurado aquele que guarda as palavras da profecia deste livro. Apocalipse 22:7
Eis que venho sem demora; guarda o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Apocalipse 3:11
A terra geme com dores de PARTO  Porque sabemos que toda a criação geme e está juntamente com dores de parto até agora. Romanos 8:22
Mas devemos continuar firmes na esperança da volta de Cristo. Por esses dias a trombeta soará e Jesus aparecerá em Glória com os seus Anjos para arrebatar sua Noiva [Igreja]. Será que estamos prontos? Maranata ou Misericórdia?
Maranata Ora vem Senhor Jesus.
Pb Josiel Dias

domingo, 7 de setembro de 2014

O pregador e o anel

Chegou o grande e memorável dia! Os cristãos de uma determinada comunidade eclesiástica esperavam ansiosos pelo final de semana no qual ocorreria o congresso “Fogo, Poder e Glória para as Nações”. Entre os convidados para “abrilhantar” o evento estava, nada mais nada menos que ele, o Conferencista Intergaláxico “Laodicéio Simonista”.
O horário marcado para o início da abertura do evento se aproximava, e a multidão afluía para lá, ansiosa para ouvir aquela cansativa e previsível série de jargões e frases de efeito, mas que, apesar disso, leva sempre a multidão de incautos ao frenesi.
Depois de 559 “louvores”, dos mais variados tipos e modos, o Conferencista Intergaláxico Laodicéio Simonista assume o palco! Opsss…, o “púlpito”. Entre a platéia estava ele, o sempre crítico e cauteloso, o irmão “Beréio Metanóia”, que atentamente observava a tudo que ocorria em sua volta.

Enquanto Laodicéio proferia seu discurso, que em nada cativava a Beréio, este o observava atentamente; não o seu discurso, pois sempre ouvia outros pregadores proferirem coisas do mesmo tipo, mas Beréio teve sua atenção roubada pelo balançar das mãos do “pregador” onde em um dos dedos estava um grande e chamativo anel.
Ao final da “preleção”, depois de duas horas de: “levante a mão”… “vira pro lado”… “olha pra cima”…. “pisa na cabeça….” “sapateia…” “diga glóriaaaaa”, “cutuca teu irmão…” “prefetiza…”, etc. Beréio espera Laodicéio descer do palco para lhe fazer uma pergunta, e assim o diálogo inicia:
- (Beréio): Paz irmão…
- (Laodicéio): Pois não….
- (Beréio): Percebi que o senhor usa um belo anel em um de seus dedos… percebi ainda que se trata de um anel de formatura (embora fosse uma imitação)… e pelo que posso perceber me parece ser daqueles que usam os bacharéis em teologia. Portanto, gostaria de saber em qual seminário ou faculdade o senhor estudou?
- (Laodicéio): Bem….., bom………, aliás……., é queeee….. na verdade, não é bem assim que eu fiz faculdade de teologia, mas tenho uns cursos aí sabe…..
- (Beréio): Que cursos? Qual seminário? Qual faculdade?
- (Laodicéio): Fiz um curso básico de teologia na igreja, não consegui terminar por causa de minha agenda sempre lotada, mas fiz umas dez matérias…
- (Beréio): Hã, pensei que o senhor fosse formado em teologia.
- (Laodicéio): Mas sou, NÃO TE FALEI QUE FIZ O CURSO BÁSICO, e tem mais, ainda que não tivesse feito esse curso básico, sou aluno da Escola Bíblica Dominical há dez anos… então passei a usar este anel, pois sabe como é né, senão o povo não me daria muito crédito; o povo não filtra o que ouve, mas se move pelo que vê. Aparência é tudo querido, aprenda comigo! Mas não sou o único não, tenho uns amigos conferencistas que também fizeram um bacharel pelo correio com duração de seis “longos” meses e obtiveram o título. Veja bem querido Beréio, foram longos seis meses que eles “estudaram” pelo correio… teve um que em virtude de sua agenda concorrida, a esposa até ajudava ele a preencher os questionários do curso; veja quanto sacrifício, portanto são mais do que merecedores para usar um desses belos anéis…
- (Beréio): Bacharel em Teologia em seis meses? Teve TCC, pelo menos?
- (Laodicéio): TCC? O que é isso?
- (Beréio): Deixa pra lá, esquece! Mas voltando ao assunto referente a EBD, então pelo menos lá o senhor deveria ser um daqueles alunos assíduos, que só faltava por motivo de força maior, não é verdade?
- (Laodicéio): Bemmmmm…. assíduo, assíduo, assim…. daqueles “beemmm…” assíduos que nunca faltam, eu não era não. Ia umas duas ou três vezes por trimestre. Hoje não vou mais, até porque já virei conferencista e com meu vasto conhecimento não preciso mais, afinal de contas, isso seria muita humilhação, um conferencista intergaláxico como eu estar sentado nos bancos da igreja para ouvir um professor que às vezes sequer tem um curso de teologia.
- (Beréio): Desculpe pastor, mas acho que você deveria deixar esta ostentação de lado e tirar esse anel do dedo, pois, o anel de formatura é algo que possa ser usado por alguém que realmente mereça. No demais o senhor em sua prolongada apresentação, se autodenominou como Bacharel em Teologia, logo subentende-se que fosse um teólogo com formação acadêmica. Conheço muitos homens que de fato são teólogos, que possuem formação acadêmica e um invejável currículo, que frequentaram boas e sérias faculdades ou seminários e que em decorrência disso, depois de anos de estudo, obtiveram seu merecido diploma de graduação em Teologia, contudo, estes não fazem propaganda de si mesmos, nem sequer usam esse anel que o senhor usa – e poderiam fazê-lo – e só se identificam como teólogos quando lhes é questionado sobre o assunto.
O irmão Beréio prossegue….
- (Beréio): Olha irmão, eu entendo que, assim como médico é aquele que cursou medicina; engenheiro é aquele que cursou engenharia; matemático é aquele que cursou matemática; pedagogo é aquele que cursou pedagogia……. o teólogo, no uso estrito e específico da palavra, é aquele que iniciou e concluiu com êxito uma graduação em teologia, contudo, me parece que esse não é o seu caso, embora você encha o pulmão para se designar de tal forma.
O conferencista Lodicéio em vez de ficar desconcertado, ficou extremamente irado e apelando começou a retrucar Beréio: “EU SOU O UNGIDO” e ai de você se tocar em mim…. você está afrontando um UNGIDO e Deus vai pesar a mão em você….
… assim a história poderia prosseguir….. um conto que embora fictício, revela o retrato da mais pura realidade que tão de perto nos cerca pela presença de homens presunçosos.
MORAL DA HISTÓRIA: “Quem menos tem para dar, é quem mais quer mostrar”!
… e assim termina a eufêmica sátira de “O pregador e o anel”.

Por Ângelo dos Santos Monteiro

Feliz Dia da Independencia


sábado, 6 de setembro de 2014

Você é um pastor por amor e vocação ou pelo salário?

É angustiante passar uma vida toda envolvido na obra de Deus, nos negócios de Deus, cuidando da seara de Deus e no final de tudo perceber que nunca tive parte “com” Ele nem O conheci. Como o irmão mais velho do filho pródigo que administrava e gerenciava todos os bens do Pai, mas desconhecia o transcendente amor do Pai. É também frustrante descobrir que, aquilo que reputávamos como virtudes espirituais, possam, com o passar do tempo, se não vigiarmos, transformarem-se em enfermidade espiritual.
Não se esqueça que muitos líderes tem adoecido diante da “Glória” que o ministério pode proporcionar. Lúcifer (Latim: Lucem Ferre – Portador de Luz) tornou-se satanás (Hebraico: Sha’ Tan – adversário) exatamente diante da Glória de seu ministério. Entendemos, então, que é em meio às situações gloriosas que o ministro pode ser acometido dos surtos mais horrorosos.
Um grande exemplo que podemos citar é a competição ministerial. Um espírito maligno move alguns ministros a entrarem nesta disputa de quem é o melhor, em qual templo Deus habita, qual o maior ministério, o mais conhecido, o que tem maior tempo de visibilidade televisiva,  o templo mais luxuoso ou quem paga melhores salários aos seus pastores. Há algum tempo atrás esta rivalidade era camuflada, mas agora é explícita, em rede nacional. Não bastando seus desvarios, induzem os membros a participarem de seus desequilíbrios.
Por outro lado temos aqueles que fugiram do espírito de competição e escolheram trilhar um caminho, digamos, mais espiritual.
Afirmam consigo mesmo:
“- Bem, tentei de tudo, não consegui destaque, não sei fazer mais nada a não ser o serviço para o Reino, ainda que não tenha vocação terei um bom salário”.
Pode parecer um absurdo, mas infelizmente podemos estar correndo um sério risco de estarmos sendo “pastoreados” por  um  “não vocacionado”, um “profissional da fé”. Se faz Pastor, não pelo amor à Obra do Senhor, não pela vocação do Espírito Santo, mas simplesmente como um ocupação empregatícia.
Em minha jornada ministerial conheci um tesoureiro que por muitos anos amargava este encargo. Segundo ele próprio foram anos enclausurado em um cubículo dia após dia em uma vida rotineira de receber as ofertas e fazer os registros das entradas e saídas bem como testemunhar as muitas irregularidades nos subterrâneos.  Não tinha vida espiritual de comunhão como os demais membros da igreja. Não tinha autorização de cultuar e nem de participar da Escola Bíblica Dominical. A gota que transbordou seu limite de abnegação foi o dia em que o pastor da igreja ministrou um ensino sobre como gerenciar as coisas do Senhor. O tesoureiro percebeu que o ensino depunha enfaticamente contra a administração praticada pelo próprio pastor que palestrava. Ao término do dito estudo, o tesoureiro se aproximou do pastor e perguntou:
“ – Que bom pastor, vamos agir então conforme o teu estudo daqui para frente?”
Ao que o pastor respondeu:
“ – Esqueça tudo o que eu falei no estudo, continue fazendo como sempre”.
Entenda-se “como sempre”:
Financiando gastos de parentes;
“Gratificações” para familiares
Distribuindo salários para a, b, c, etc;
Gastos pessoais abusivos com notas em nome da igreja
Etc…
Nosso amado irmão tesoureiro entrou em crise.
Todo pastor deve ter um salário que lhe dê condições de viver “dignamente” e não “regaladamente”, isto é bíblico.
Outro líder, em meio a uma reunião ministerial, frente a alguns problemas de alguns membros, desabafou diante de todos os presentes:
“ – Eu não aguento mais, só continuo como pastor por causa do salário!”.
Isto é deplorável!
Isto pode acontecer com pastores, missionários, aqueles que trabalham em escritório de igreja, em agências missionárias; depois de um tempo fazendo este serviço como um trabalho, um emprego, e não como algo espontâneo, a tendência é perder a sensibilidade e aquela impressionabilidade e alegria, porque eles não fazem outra coisa, a não ser cumprir aquela profissão como um emprego, um vínculo empregatício. O que deveria ser feito pelo coração, por vocação, virou um contrato, um serviço, um peso, um fardo insuportável.
O final destes amados irmãos que foram “empregados” da igreja é entrar em um abismo de completa separação de tudo o que seja relacionado a Deus, culto, gente, pobres, espiritualidade  e evangelho. Quem os vê de fora os admiram, entretanto estão mortos no serviço de Deus.
Sei que muitos lerão este simples artigo e se identificarão com aquilo que o Espírito Santo me impulsionou a escrever. Amados, não deixem que o conforto de um “salário” vos faça perder a salvação e a alegria de servir ao Senhor com amor e alegria.
Não permita que o dinheiro transforme o “Sacro Ofício” em um sacrifício.
Em amor, Jesus os abençoe.
Por Armando Taranto Neto

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Não preciso estudar a Bíblia pois o Espírito Santo me ensina… Será?

Não preciso estudar a Bíblia pois o Espírito Santo me ensina… Será?

Existe no Brasil uma igreja com expressivo número de membros, que por questão de ética o signatário irá se esquivar da responsabilidade de nominá-la, a qual é terminantemente contra o estudo da Bíblia. Sua liderança alega e seus membros compartilham do mesmo pensamento, que o Espírito Santo é quem ensina todas as coisas, e, portanto, segundo eles, o exame minucioso das Sagradas Escrituras em forma de estudo é terminantemente desnecessário. Lamentavelmente, este também é o pensamento de alguns cristãos que estão listados no rol de membros de nossa denominação.
É bem verdade que o Espírito Santo de fato orienta nossa vida de forma ampla. Inclusive, é ele quem nos direciona pelo caminho da verdade, quem nos consola diante dos dissabores inerentes a esta vida terrena, quem nos concede dons, etc., entretanto, apegar-se a estes fatos ou a algum texto bíblico isolado e extraído fora de seu contexto para em autodefesa justificar a negligência pessoal em relação ao estudo e meditação acerca das Sagradas Escrituras, parece ser algo que não passa pelo crivo da própria Palavra de Deus. Logo, o mesmo Espírito que nos “ensina todas as coisas” é o mesmo que nos faz lembrar daquilo que lemos e estudamos.
“Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e VOS FARÁ LEMBRAR de tudo quanto vos tenho dito” (João 14.26 – grifo do autor).
O texto supra é muito claro, tanto é que logo após o trecho “…vos ensinará todas as coisas…” o evangelista acrescenta as seguintes palavras: “…vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Destarte, com relação ao fato de o Espírito Santo ensinar “todas as coisas”, além de referir-se aquilo sobre o qual os discípulos seriam ensinados após a ascensão de Cristo (1 Coríntios 11.23ª), por inferência, muito provavelmente o escritor sacro estivesse aludindo também ao evento que muito tempo depois o reformador e monge agostiniano Martinho Lutero viria chamar de “clareza interna das Escrituras”.
Segundo o reformador, a “clareza externa” é possibilitada a todos por meio do simples conhecimento gramatical do texto, contudo, a clareza interna é facultada somente a quem possui o Espírito Santo, sem o qual, se torna impossível a compreensão dos mistérios ali revelados (Marcos 4.11,12; Lucas 8.10), visto que a Bíblia não é um livro qualquer da literatura popular. Logo, para interpretarmos corretamente a Bíblia, precisamos evidentemente, da iluminação da mente proporcionada pelo agir do Espírito de Deus, contudo, este evento não exclui o processo de estudo, mas acontece por meio dele, fato evidenciado a luz de todo o contexto bíblico (Deuteronômio 6.6-9; 11.18-21; 17.19,20; Neemias 8.7,8; Atos 8.30-35; Romanos 12.7; 15.4; 1 Timóteo 4.13).
É necessário observar ainda que, o Espírito Santo não apenas “ensina” conforme já foi explanado anteriormente, mas também nos fará “lembrar de tudo”, principalmente daquilo que está escrito (João 12.16). Assim, antes de prosseguir com o raciocínio em questão, é necessário fazer breve consideração sobre o significado do verbo “lembrar”. De acordo com o Dicionário Eletrônico Houaiss, lembrar é “trazer algo à memória, recordar”. Destarte, cabe acrescentar que só podemos trazer à memória ou recordar, aquilo que de antemão conhecemos. Não há como nos lembrarmos de algo que nunca tenhamos visto, ouvido ou lido. Ou, por acaso, você é capaz de lembrar de um lugar no qual nunca tenha ido? É óbvio que não. Assim também esta assertiva é verdadeira em relação ao conteúdo bíblico, isto é, só poderemos lembrar daquilo que em outro momento nos foi oportunizado conhecer.
Deste modo, objetivando fortalecer a ideia de que o exame, análise e estudo da Palavra de Deus é algo incentivado e orientado pela própria Bíblia, analisemos o clássico Salmo de número 1:
Bem-aventurado o homem que não anda segundo o conselho dos ímpios, nem se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. Antes tem o seu prazer na lei do Senhor, e NA SUA LEI MEDITA DE DIA E DE NOITE. Pois será como a árvore plantada junto a ribeiros de águas, a qual dá o seu fruto no seu tempo; as suas folhas não cairão, e tudo quanto fizer prosperará. (Salmo 1.1-3 – grifo do autor).
A questão é: como meditar sem conhecer? Aliás, meditar em que, se não houve leitura, logo, conhecimento prévio? Meditar significa estudar e ponderar a respeito do conteúdo de alguma coisa através de profundas e longas reflexões. De modo resumido e em paráfrase, este é o conceito apresentado pelos dicionários de língua portuguesa para o vocábulo “meditar”.
Vejamos mais algumas passagens bíblicas que fundamentam o teor deste raciocínio:
Com que purificará o jovem o seu caminho? Observando-o CONFORME A TUA PALAVRA. Com todo o meu coração te busquei; não me deixes desviar dos teus mandamentos. ESCONDI A TUA PALAVRA no meu coração, para eu não pecar contra ti. Bendito és tu, ó Senhor; ensina-me os teus estatutos. Com os meus lábios declarei todos os juízos da tua boca. Folguei tanto no caminho dos teus testemunhos, como em todas as riquezas. MEDITAREI NOS TEUS PRECEITOS, e terei respeito aos teus caminhos. Recrear-me-ei nos teus estatutos; NÃO ME ESQUECEREI DA TUA PALAVRA (Salmo 119.9-16 – grifo do autor).
Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que MANEJA BEM A PALAVRA DA VERDADE(2 Timóteo 2.15 – grifo do autor).
Persiste em LER, EXORTAR e ENSINAR, até que eu vá (1 Timóteo 4.13 – grifo do autor).
Quando vieres, traze a capa que deixei em Trôade, em casa de Carpo, e os LIVROS, principalmente os pergaminhos (2 Timóteo 4.13 – grifo do autor).
Observe que Paulo, um dos maiores nomes do período neotestamentário, era um homem sábio e um exímio escritor/leitor/estudante. Perceba que nas epígrafes textuais supracitadas, além de escrever sobre a necessidade que há de os obreiros manejarem bem a Palavra da Verdade e de orientar o jovem pastor Timóteo a persistir na leitura, exortação e ensino, ele demonstra clara preocupação com os seus “livros”.
Certa feita, perguntaram para um sábio homem de Deus: “O que é mais importante: ler a Palavra de Deus ou orar?’. Ele sabiamente respondeu: “O que é mais importante para um pássaro, a asa da direita ou a da esquerda?” (A. W. Tozer)
Portanto, negligenciar o estudo da Bíblia em defesa de uma suposta “espiritualidade”, que se jacta ao ponto de abrir mão do conhecimento bíblico, é algo tão ignorante quanto dizer que 1 + 1 é igual a 3. Isto pode ser algo tão antropocêntrico quanto à tentativa de colocar-se no lugar de Deus, afinal de contas, o Eterno nos deixou sua palavra para nosso ensino, repreensão, correção e educação na justiça a fim de sermos habilitados para toda boa obra.
Não obstante, já dizia o salmista: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e, luz para os meus caminhos” (Salmo 119.105).
Fraternalmente em Cristo,
Ângelo dos Santos Monteiro

quinta-feira, 4 de setembro de 2014

Quem é você na parábola da semeador?

Esta é, pois, a parábola: A semente é a palavra de Deus; E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. Lucas 8.11-15
Boa parte das pessoas conhece a parábola da semeadura na qual Jesus nos mostra de forma clara que nosso coração pode ser um solo muito difícil de ter algo bom plantado nele.
A palavra nos vem através do ouvir e ler, afinal quem prega a palavra a leu, orou, se colocou diante de Deus para compreender a mensagem e assim pregá-las aos seus ouvintes – Logo a fé vem pelo ouvir, e o ouvir vem pela palavra de Cristo. Romanos 10.17
Recentemente Deus tem me agraciado em poder acompanhar de perto diferentes tipos de pessoas e através de sua multiforme graça me ensinado a amá-las mesmo quando sei que elas estão fugindo de Deus, se vitimizando ou até mentindo sobre suas vidas. Se fosse alguns anos atrás eu já teria as mandado se aconselharem com outras pessoas ou até buscarem outra igreja, ou então eu simplesmente as ignoraria com o famoso – que Deus cuide da irmãzinha, afinal minha paciência tem limite e não sou trouxa, massss enfim, resolvi não me inflamar ou deixar meu coração se ofender com aqueles que são novos na fé, ou estão em crise com Deus, com si mesmos, com o mundo, afinal eu já passei por tudo isso nessa minha infância de 7 anos de real conversão e crises novas vem, antigas voltam, só resolvi chorar minhas pitangas direto para fonte que é Jesus ao invés de ficar fazendo ligações a cobrar para Deus através de pessoas e logicamente me decepcionar com elas, afinal por mais que elas sejam de Deus, são humanas como eu e muitas vezes nossos achismos gritam mais alto em nossos conselhos do que realmente sabedoria divina.
Enfim, voltando a parábola, Jesus descreve 4 tipos de solo e suas reações a receberem suas sementes:
1 – E os que estão junto do caminho, estes são os que ouvem; depois vem o diabo, e tira-lhes do coração a palavra, para que não se salvem, crendo; vers. 12
São pessoas que ouvem a palavra de Deus, porém dão abertura para Satanás fazer parte de suas vidas e ai Deus fica lá de escanteio. Essa abertura pode ser consciente ou inconsciente, porém sempre acontece e geralmente a camuflamos com o famoso – ah mais eu vou à igreja, eu ouço pregações, minha família é crente, eu fui batizado em 1900 em bolinha pelo apóstolo tal que me ungiu com o óleo master plus ungidão…. pois é, nada disso adianta se não nos rendermos à Cristo diariamente. Quem não dá espaço à luz, dá espaço a trevas, não existe meio termo.
2 – E os que estão sobre pedra, estes são os que, ouvindo a palavra, a recebem com alegria, mas, como não têm raiz, apenas crêem por algum tempo, e no tempo da tentação se desviam; vers. 13
É aquela pessoa que chega chegando na igreja sabe? Se empolga, participa de tudo, vai a todos os apelos, acha que tudo vem de Deus, até acontecer algo que contrarie sua vontade e pronto – Deus vira um bicho papão maldoso que não fez o que seu filho(a) achava certo.
Esse é um dos perfis mais encontrados na igreja brasileira hoje em dia – ‘crentes’ que pulam de igreja em igreja buscando a bênção e aí quando o calo aperta a culpa é de Deus, da igreja, do líder que não é ungido o suficiente, do lencinho que não deu certo, do templo que não é de Salomão e assim vai. São os crentes que desejam um Deus da benção, mas não querem ter relacionamento com o abençoador, não aceitam serem frustrados e simplesmente ignoram o fato de que se Jesus que era O Cara, sofreu daquele jeito, porque mesmo nós não sofreríamos?
Jesus venceu o mundo e o que Deus nos promete é que passará conosco na fornalha assim como foi com Daniel, e não que sumirá com a fornalha de nossas vidas.
3 – E a que caiu entre espinhos, esses são os que ouviram e, indo por diante, são sufocados com os cuidados e riquezas e deleites da vida, e não dão fruto com perfeição; vers.14
Há alguns meses ouvi um pastor sabiamente dizer que os extremos da sociedade – milionários ou miseráveis – são os grupos menos evangelizados na sociedade ocidental, pois simplesmente não sabemos lidar com eles. Atire a 1ª pedra quem não tem dificuldade em julgar um rico e em realmente se compadecer de pessoas em estado de miséria? Evangelizar esses extremos nos confronta em julgamentos, princípios, ego – afinal é tão melhor eu fingir uma humildade aparente sendo classe média não é mesmo?
Creio que essa passagem vai muito além de qualquer condenação a pessoas prósperas financeiramente – Jesus fala de mim e de você que muitas vezes finge ter um coração desprendido materialmente, mas não abre mão de seu conforto material. Não precisa ser um armário com roupas carésimas – simplesmente aquela sua preguiça de fazer ação com moradores de rua, viciados, garotas em prostituição, presidiários – afinal já tem muita gente que faz isso, não é mesmo? Que não assiste sua igreja local financeiramente, mas ajuda o Criança Esperança, afinal seu artista favorito estava lá te entretendo pedindo seu dinheiro e aqueles vídeos infantis tocaram seu coração.
Eu e você que vomitamos comentários maldosos na internet criticando os tele evangelistas e líderes que pregam prosperidade ou expõem suas vidas e looks do dia via Instagram, mas ai do meu pastor se tirar o ar condicionado de minha igreja, ou se não houver um lugar bom para eu me sentar, ou alguém tiver com uma roupinha mais ou menos enquanto louva ou cabelos desgrenhados, ou se meu pastor me mandar abraçar aquele mendigo mal cheiroso que resolveu aparecer no final do culto para causar, ou se a seleção de músicas do louvor naquele culto não fizeram meu coração tremer.
Não adianta sermos obesos espiritualmente se não formos servos de nosso próximo como Jesus foi. Amar a Deus e não amar ao próximo rompendo minha zona de conforto e me doando por inteiro é simplesmente algo incoerente.
4 – E a que caiu em boa terra, esses são os que, ouvindo a palavra, a conservam num coração honesto e bom, e dão fruto com perseverança. vers.15
E essa é minha meta de vida! Perseverar até o final dos meus dias gerando frutos através de ouvidos obedientes a palavra e coração bom e honesto com plena ciência de quão mundana e humana sou, afinal nasci no mundo e não em Marte não é mesmo? E que qualquer ato de bondade que eu possa fazer é 100% fruto de um Deus que conhece a maldade, porém não faz parte dela e só tem bondade como virtude.
Topa essa desafio comigo, perseverar em conhecer Deus, viver sua palavra e servir ao próximo como Jesus serviu ? Eu quero romper a bolha ao meu redor, e você?
Por Carla Stracke

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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

O que você vai fazer na Igreja?

O que você vai fazer na Igreja?

Cada vez mais as pessoas perdem o interesse de frequentar uma igreja [denominação]. Perguntamos: O que está acontecendo por essa falta de interesse? Púlpitos frios, congregação gelada.
Perdeu-se a noção do que se faz em uma igreja, por isso o título dessa reflexão é: O que você vai fazer na igreja?
Quem nunca foi à igreja porque tinha algo para resolver, ou porque estava na escala, ou porque se não fosse o que ia pensar o fulano ou o beltrano ao seu respeito? Infelizmente irmãos, estamos perdendo o maior sentido de ir ao templo: “Adoração”.
Quase sempre chegamos atrasados e temos muita pressa para que a reunião acabe logo, pois afinal de contas preciso assistir pelo menos o finalzinho do programa favorito de TV do domingo à noite.
Perdemos a reverência no momento que separamos para cultuarmos a Deus. Conversamos enquanto o pregador entrega a mensagem, mascamos chicletes, doces… Nem cultuamos, nem permitimos os que estão próximo a nós cultuar, pois nossas conversas têm atrapalhado até mesmo o culto dos outros. Quando agimos assim estamos relacionados no grupo daqueles que vão à igreja apenas assistir o que acontece por lá.
Qual a diferença de assistir a um culto de cultuar a Deus?
A palavra assistir nos dá uma conotação de ausência de atuação, é como ir ao cinema, ou ao teatro. Ficamos sentados assistindo, olhando admirandos quem está atuando, mas não nos envolvemos. Cultuar é um pouco diferente, pois quando cultuamos estamos interagindo no que está acontecendo naquele ambiente.
Embora saibamos que adoração é individual e voluntária, não há uma regra, nem uma normativa para dizer como, onde ou de que jeito devemos adorar, mas podemos dizer que aquele que de fato vai ao templo prestar um culto ao seu Deus, esse age com reverência, age em espirito e em verdade. Quando todos reunidos naquele lugar tem uma unidade e o mesmo objetivo o culto no coletivo é tremendo.
Também não podemos esquecer que Adoração não se restringe ao lugar de culto somente, não está restrito apenas dentro de um templo, mas excede às quatros paredes da igreja. A vida do adorador é continua e permanente; onde ele estiver está em espírito e em verdade diante de seu Deus.
O que podemos aprender com Neemias 8:1-6?
Nos seis primeiros versículos desse capítulo oito de Neemias, temos 5 atitudes de como devemos nos comportar no momento do culto, vejamos:
“E chegado o sétimo mês, e estando os filhos de Israel nas suas cidades, todo o povo se ajuntou como um só homem, Neemias 8:1
1º Atitude: “Desejo de querer ouvir a palavra de Deus”.  Neemias 8:1a
Atitude daqueles crentes que se reuniram em Jerusalém para o culto de adoração, foi o desejo de querer ouvir a palavra de Deus. Nossa atitude de irmos ao templo deve está voltada no ardente desejo de ouvir a palavra de Deus.
2º Atitude: “União”. Neemias 8:1
Aqueles crentes que se reuniram em Jerusalém para o culto de adoração, estavam em unidade. O texto diz que todos estavam como “um só homem”. Todos nós devemos estar em união, em um mesmo propósito, com um mesmo objetivo. Não podemos ter entre nós partidarismo. Onde há unidade Deus opera maravilhas.
3º Atitude: “estar atentos”. Neemias 8:3b
“…e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei”. Nada distraia aqueles adoradores em Jerusalém eles estavam atentos diante da palavra que era lida.
4º Atitude: “Não ter pressa de acabar o culto”. Neemias 8:3
“E leu no livro diante da praça, que está diante da porta das águas, desde a alva até ao meio-dia, perante homens e mulheres, e os que podiam entender; e os ouvidos de todo o povo estavam atentos ao livro da lei”. Todos aqueles crentes reunidos em Jerusalém não tinham pressa de que o culto acabasse. Aquela adoração durou 7 horas com todos adorando e louvando a Deus
5º Atitude: “Reverência do culto”.  Neemias 8:5  
“E Esdras abriu o livro perante à vista de todo o povo; porque estava acima de todo o povo; e, abrindo-o ele, todo o povo se pôs em pé.” Todo povo se pôs em pé, esse se pôr em pé traduzimos como reverência diante da palavra de Deus.
Quando nós estamos no templo e há em nós o desejo de ouvir a Palavra de Deus, quando existe em nós a unidade, quando nada nos distrai, quando não temos pressa que o culto acabe e permanecemos em reverência, com certeza é no coletivo um culto maravilhoso. Dessa forma nos comportamos como verdadeiro adoradores, adoramos em Espírito e em Verdade.
“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” João 4:23-24
Que o Senhor Deus nos abençoe ricamente
Pb Josiel Dias

terça-feira, 2 de setembro de 2014

Exaltarei o meu ego: músicas pseudo cristãs que deturpam o Evangelho

Na cosmovisão cristã o louvor é – ou deveria ser- expresso na musicalidade dos hinos cantados nos cultos. O momento do louvor pressupõe um ato comunitário de tributo a Deus, no entanto e perceptível nos últimos anos que sob a influência do movimento “gospel” a igreja Brasileira sofre com a deturpação da mensagem evangélica com músicas profanas que vestem uma roupagem sacralizada por uma parcela da igreja descompromissada com a ortodoxia bíblica, valorizando a figura humana em detrimento da devoção a Deus ganha espaço na liturgia um tipo de música que comercializa a fé através da promoção de pseudo hinos cristãos que enaltecem ao ouvinte, mas não comunicam as Boas Novas e não fazem questão de render graças a Deus.
Infelizmente a maior parte dos líderes eclesiais fica omisso, sem manter qualquer compromisso de combate a este tipo de “espiritualidade” estéreo, longe dos parâmetros estabelecidos por Deus que são expostos nas Sagradas Escrituras; é preciso alertar as comunidades locais dos erros doutrinários presentes nas letras destas músicas, onde o culto passou a ser antropocêntrico e a mensagem cantada não glorifica ao senhorio de Cristo, mas exalta aos narcisos da “fé”.
Hino bom é bíblico, não contradiz as Escrituras. Como louvar e admitir que nossas comunidades de fé cantem “És Deus de perto e não de longe…” se as Sagradas Escrituras anunciam que: “Porventura sou eu Deus de perto, diz o Senhor, e não também Deus de longe?” Jeremias 23.23, ou que ouçamos que “Quem tem promessa de Deus não morre não…” se a Bíblia diz claramente, falando a respeito dos heróis da fé: “Todos estes morreram na fé, sem terem recebido as promessas; mas vendo-as de longe, e crendo-as e abraçando-as, confessaram que eram estrangeiros e peregrinos na terra.”. Hebreus 11.13.
Como dizia A. W. Tozer “Os cristãos não contam mentiras. Eles vão à igreja para cantá-las.”. Que Deus nos guarde deste narcisismo pós-moderno, que haja altruísmo e verdadeira devoção na consciência, atitude e manifestação de adoração pública de cada cristão chamado pela Graça de Deus a seguir os passos de Jesus, que nosso louvor seja tributado ao único que é digno de receber honra e glória.
“Ó profundidade das riquezas, tanto da sabedoria, como da ciência de Deus! Quão insondáveis são os seus juízos, e quão inescrutáveis os seus caminhos! Por que quem compreendeu a mente do Senhor? ou quem foi seu conselheiro? Ou quem lhe deu primeiro a ele, para que lhe seja recompensado? Porque dele e por ele, e para ele, são todas as coisas; glória, pois, a ele eternamente. Amém.”. Romanos 11.33-36.
Soli Deo Gloria.

Por Guilherme Matheus Damasceno
* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
e não refletem, necessariamente, a opinião do Gospel Prime.

segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Igreja ao gosto do freguês. Como você quer a sua?

O que muita gente almeja é uma igreja que: satisfaça suas vontades (2 Tm 4:3), atenda suas preferências; os aceite como estão (mesmo que em pecado), funcione como querem, pregue o que gostam, incentive seus desejos, façam-nos sentir realizados, nutra sua gana, lhes proponha conquistas, prometa soluções rápidas, alimente o seu ego, assimile seus modos e os faça encontrar culturalmente a sua tribo. Essas igrejas a “moda do freguês” e que pregam evangelhos personalizados existem e estão disponíveis no cenário religioso de nosso país. A questão é que nem sempre sentir-se bem num lugar que parece ser a igreja de nossos sonhos cumpre com os reclames doutrinários e as exigências morais e espirituais da Palavra de Deus (Mt 7:21-23) e é exatamente nesse ponto que muitos cristãos geram e encorpam um cristianismo medíocre e crescente.
Têm crentes que vivem de fantasias, difundindo conjecturas, disfarçando encantos, elucubrando mantras evangelicais, idealizando loucuras, sendo omissos e libertinos (2 Tm 2:3-4); uns montões se tornam adeptos de roupas e saias compridas, já outros suportam toda a indecência do mundo; uns são contra o divórcio, alguns aprovam o novo casamento sem exceções; uns aceitam mulheres no ministério pastoral; alguns utilizam sal grosso, rosas e objetos consagrados em seus cultos; outros crêem na atualidade dos dons espirituais, enquanto que outros não; têm aqueles formais, “gelados” e escravos de um culto com liturgia ensaiada, em contrapartida há outros que não tem a menor idéia do que vai acontecer em suas reuniões por tanta “efervescência espiritual” borbulhando no ambiente com gente caindo, dando gargalhadas, correndo de um lado para o outro e etc.
O crente é criação e reflexo de sua igreja local e a pergunta inquietante é? Quais são as igrejas que estão pregando e ensinando a seus integrantes todos os ensinos da Palavra de Deus em meio a esse emaranhado teológico, ideológico e cultural de nossos dias? Resposta não muito fácil, pois todas as igrejas correm o risco de negligenciarem alguma parte dos ensinos bíblicos (Ap 2:1-7; 2 Tm 2:2; Mt 5:19); e isso se dá quando em suas exposições oficiais e regulares é dada maior ênfase a uma particular doutrina ou interpretação em detrimento de outras que também são importantes e necessárias (fazendo isso apenas para levantar uma bandeira distintamente denominacional). As igrejas desta nação precisam cumprir o papel neotestamentário de serem a coluna e a firmeza da verdade (1 Tm 3:15), e esse é o grande desafio em dias tão desanimadores e com poucas referências convincentes.
Biblicamente não existe “evangelho incompleto” ou variante (At 20:27; 2 Tm 3:16; Jo 17:17); o que existe são doutrinas de homens (Mt 15:9) e até de demônios (1 Tm 4:1) que ignoram posições claras da Palavra de Deus, subtraindo admoestações e substituindo-as com irreais promessas de bonança, espalhando pedras de tropeços, prendendo pessoas a heresias e desenvolvendo estultícia religiosa que conduz a perdição (Ap 22:18-19). É ilógica a tentativa de submeter ensinos da Palavra de Deus ao nosso modo de vida cada vez mais temporal, secular e horizontal, extinguindo o cumprimento de mandamentos óbvios e neutralizando ensinos e conseqüências que as Escrituras expõem e asseveram sobre os nossos atos e escolhas (Gl 4:7).
Quem quiser seguir a Jesus terá que renunciar a si mesmo, deverá abdicar de seus “direitos”, abrir mão de sua vontade, humilhar-se, perdoar que lhe ofende, considerar os outros superiores a si mesmo, amar a inimigos, fazer o bem, ser bom marido, pai e cidadão, não se prostituir, não adulterar, furtar ou mentir, viver na contra-mão do mundo pois viverá uma vida justa e santa. Enfim isso é um pouquinho do que o verdadeiro evangelho nos propõe. Que Deus nos ajude a vivê-lo! (Fp 2:15).
Por Silvio Costa
* As opiniões expressas nos textos publicados são de exclusiva responsabilidade dos respectivos autores
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sábado, 16 de agosto de 2014

CONVITE!

PARA TODOS QUE MILITAM NA ÁREA DE SEGURANÇA PÚBLICA. VOCÊ É O NOSSO CONVIDADO TODO ESPECIAL!

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Mudou o significado de Louvor?

Nos últimos anos surgiram, no meio evangélico, expressões incluindo a palavra louvor que se tornaram verdadeiros jargões. E, como se sabe, jargões se alastram que nem epidemia. Assim tornou-se comum ouvir dizer: “Vamos ouvir um louvor”, “ministério de louvor”, “louvor profético”, etc.
Isto tem me incomodado bastante. E pelo que ouço e leio, tem incomodado a muitas outras pessoas. Reconheço que a linguagem humana é extremamente dinâmica, e o sentido das palavras é sempre mutante, o de algumas palavras mais que os de outras, mas acho que estamos indo longe demais no que respeita ao conceito do que é realmente louvor. Por isso investiguei o assunto e cheguei às seguintes conclusões:
1. Louvor é uma expressão de elogio e admiração referente a uma pessoa, um objeto ou uma atividade. Louvar é dar honra, glorificar, fazer apologia. Portanto, qualquer atitude que redunde nisso pode ser considerada louvor. Oração, discurso, poesia, texto, música cantada, enfim, qualquer meio de expressão verbal pode e deve ser usado para o louvor. Entretanto, entendemos que expressões corporais não constituem louvor, pois este se expressa basicamente através da palavra.
2. Na igreja, não podemos nem devemos considerar como louvor somente os cânticos que geralmente são liderados pelos jovens, usando violão, guitarra, teclado, bateria, etc., e que se caracterizam pela animação com que são cantados. Também os hinos antigos e novos dos nossos hinários são louvor. Também as músicas cantadas por corais, conjuntos, quartetos, solistas, etc., são louvor. Também as orações são louvor. Aliás, o culto todo é um ato de louvor.
3. O louvor cristão é uma expressão de elogio, de glorificação e de admiração ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. Quem deve estar em evidência são estas três pessoas da Trindade Divina, e não aquelas que lideram a congregação quando ela está louvando ao Senhor. Às vezes, em algumas reuniões, tenho tido a nítida impressão que o “período de louvor” é o momento de glória exatamente destas últimas pessoas, pois elas fazem de tudo para aparecer. Falam muito, fazem longas orações, gesticulam, algumas pulam, usam o som no alto mais volume, manipulam a congregação, etc.
4. Não existe um “ministério de louvor”. Podemos ministrar a Palavra, as ordenanças, ministrar aos necessitados e doentes, ministrar conforto aos enlutados, mas não o louvor, porque não é algo que fazemos em favor (ou no lugar) de alguém, mas algo que só pode ser exercido pelo próprio crente, como fruto de lábios que exaltam o Deus Todo-Poderoso.  O louvor cristão só pode ser oferecido a uma pessoa, o Senhor de nossas vidas e, portanto, não é uma coisa que se possa ministrar.
5. Uma das doutrinas mais importantes do Novo Testamento é o sacerdócio universal dos crentes. O meu único sacerdote é Jesus, que me abriu um novo e vivo caminho diretamente até o trono da graça de Deus e eu não preciso que, além dele, alguém ministre e se dirija a Deus em meu lugar. Como bem disse a Carta aos Hebreus, quando Jesus, que como homem era descendente da tribo de Judá, foi constituído sumo sacerdote, cessou o ministério sacerdotal aarônico, isto é, dos descendentes de Aarão, que era da tribo de Levi. Não existem mais levitas, os quais eram, na velha aliança, sacerdotes que executavam os atos de adoração no lugar do povo. O povo mesmo nem sequer entrava no templo; era obrigado a permanecer nos átrios (dos homens, das mulheres e dos estrangeiros). Portanto, é incorreto chamar as pessoas que se dedicam à música na igreja de levitas.
6. O louvor não tem poder de libertar, salvar, curar, produzir profecia, exorcizar, etc., como muita gente pensa e ensina, pois, como ficou claro, é apenas uma manifestação de elogio e admiração. Aliás, esta idéia de poder veio do conceito de “louvor” como um “ministério”. Daí veio, também, a conseqüência de tornar o “louvor” a parte principal do culto. Nunca é demais lembrar que louvor é apenas exaltação daquele que tem todo o poder, Jesus Cristo, e que a proclamação da sua Palavra sempre deve ser a parte principal do culto.
7. O louvor deve levar-nos ao enlevo com a beleza e a emoção da palavra e da música, mas também à reflexão sobre a nossa relação com Deus. Deve motivar-nos a uma maior comunhão com Deus e com os irmãos. Por isto é importante que não só a melodia seja bonita, o ritmo e o estilo sejam adequados, mas que a letra seja biblicamente correta. O que cantamos deve levar-nos à adoração reflexiva, sincera e transformadora, e não a provocar em nós apenas respostas físicas e emocionais.    
Pr. Sylvio Macri

terça-feira, 15 de julho de 2014

Qual é o segredo de um casamento feliz? - Por Silas Malafaia

De modo geral, podemos definir o casamento como a união voluntária e estável de um homem e uma mulher, nas condições sancionadas pelo direito, de modo que se estabeleça uma família legítima; o vínculo conjugal entre um homem e uma mulher, o qual precisa de uma convivência harmoniosa, respeito, diálogo, objetivos comuns entre as partes aliançadas.
Biblicamente, o casamento é a união entre um homem e uma mulher maduros, que deixaram emocional e geograficamente os pais, para ser uma só carne e formar uma nova família, conforme a determinação de Deus em Gênesis 2.24, ratificada por Jesus em Mateus 19.5.
Mas como manter uma união duradoura, harmônica e feliz, e criar filhos saudáveis, em um mundo conturbado, violento e com valores tão deturpados como o nosso? É absolutamente necessário que homem e mulher desempenhem bem seus papéis conjugais. Eles devem amar e respeitar um ao outro e cumprir suas funções como provedores, orientadores, disciplinadores dos filhos, dando-lhes apoio e servindo-lhes de exemplo.
Em suma, é importante para o casal edificar um relacionamento profundo, harmônico, saudável e verdadeiro, com base na sólida e imutável Palavra de Deus. Em outras palavras, os relacionamentos saudáveis e estáveis entre um homem e uma mulher pressupõem obediência aos princípios estipulados e valorizados por Deus e excluem práticas condenadas por Ele.
Existem alguns fatores que contribuem para a formação do vínculo e sua manutenção: a compatibilidade conjugal, a apreciação mútua, o diálogo, o desempenho dos papéis conjugais e sociais, o sexo e, sobretudo, o amor de um pelo outro, que os ajudará a superar todas as diferenças e crises que assolam a todos nós.
Por que destaco o amor? Porque ele é a essência de Deus e a base de todos os relacionamentos saudáveis, profundos e verdadeiros, daí João ter afirmado que quem ama nasceu de Deus e o conhece (1 João 4.7), e Paulo asseverar que quem ama cumpriu a lei (Romanos 13.8).
Quando falamos de amor, não estamos referindo-nos meramente a um sentimento de bem-estar e bem-querer ao outro em relação ao qual temos empatia e simpatia, e sim a algo profundo, enraizado em Deus e eterno como Ele. Estamos referindo-nos ao amor ágape, descrito em 1 Coríntios 13.4-7; um amor que nos faz ser benignos, misericordiosos, verdadeiros, e não invejosos, murmuradores, facciosos, injustos; um amor que nos permite tratar o outro com carinho, consideração, respeito, longanimidade, e não com leviandade, soberba, indecência, egoísmo, irritação; um amor que tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta.
É precisamente esse amor divino, somado ao amor eros, o amor conjugal, que mantém um casamento saudável, harmônico e feliz. Só o amor ágape nos faz ser altruístas, tolerantes e abnegados; buscar não o nosso interesse, mas o interesse e o bem-estar do outro; ter paz, equilíbrio e vencer as crises.
Quem se casa sem amor, por qualquer outro interesse isolado — dinheiro, status social, atração física, vontade de livrar-se de pais violentos e/ou castradores — dificilmente será feliz, pois sem amor não há união/comunhão profunda e duradoura, tampouco felicidade.
Quando há amor genuíno, os cônjuges prezam um ao outro, naturalmente cedem em favor do outro, toleram e superam suas diferenças, perdoam as faltas e seguem em frente, porque entendem que melhor é serem dois do que um, porque têm melhor paga do seu trabalho. Porque, se um cair, o outro levanta o seu companheiro [...]; se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?
E, se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão… (Eclesiastes 4.9-12).
E sabe qual é o resultado dessa cumplicidade para os cônjuges?
Eles caminham juntos, amadurecem emocionalmente e crescem em todas as áreas; afinal, um não se acha melhor nem superior ao outro; antes, sabem que são diferentes um do outro, e usam essa diferença a seu favor. Isto quando o homem e a mulher são emocionalmente maduros para compreender que não se casaram com um espelho, que refletirá a imagem narcisista deles, nem com sua mãe ou seu pai, que continuará a adivinhar e a fazer todas as suas vontades.
Quem deseja um casamento sólido, duradouro e feliz, cultive e demonstre o amor não apenas com palavras, mas com atitudes que atestem a veracidade do seu sentimento e compromisso.
SUGESTÕES DE LEITURA:
1 Coríntios 13; Efésios 5.22-33; 1 Pedro 3.1-7

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Atos Proféticos Bíblicos x Atos “patéticos” atuais .

 Temos notado no meio neopentecostal o uso exagerado e frequente da nomenclatura "Ato profético". É de se admirar que tais "atos”, em sua maioria, fogem absurdamente das Escrituras Sagradas. Queremos avisar ao caro leitor, que acreditamos absolutamente na contextualização dos Dons Espirituais. Eles são de suma importância para edificação do corpo de CRISTO, que é a igreja, coluna e firmeza da verdade. (I Tm 3:15)
 Os dons do Espírito sempre evidenciados na Bíblia, em diversos contextos, são manifestos no antigo testamento. No novo testamento, são derramados com mais efusão a partir de pentecostes (At 2). Tudo isso acontecera segundo a palavra do profeta Joel (Jl 2:28), conhecido no meio carismático como o profeta pentecostal. Uma das três palavras gregas que estão envolvidas na discussão do apostolo Paulo é o termo Pneumatika (I Co. 12:1,14:1). O mesmo apostolo, certa vez admoestando Timóteo, afirmou que o chamado do jovem pastor ao ministério foi confirmado mediante profecia (I Tm 4: 14,1:18).Também afirmou que o dom de profecia é superior ao dom de línguas (I Co. 14). Nem sempre o dom de profecia é sinal de aprovação Divina (I Sm 19:18-24, Mt 7:22). É bem verdade, que a lei e os profetas duraram até João Batista (Lc. 16:16). Mas em diversas passagens bíblicas vemos o dom de profecia (khárisma) ser manifestado: Agabo (Atos 11:28), as filhas de Felipe (Atos 21:9). Segundo afirmou Myer Pearlman, teólogo pensador de confissão pentecostal: "(...) a profecia se distingue da pregação comum em que, enquanto a ultima é geralmente o produto do estudo de revelação existente, a profecia é o resultado da inspiração espiritual espontânea. Não se tenciona suplantar a pregação ou o ensino, senão completá-los com o toque da inspiração (...)".
Há algum tempo surgem algumas figuras dizendo que DEUS liberou algo novo sobre a Igreja atual, segundo elas, esse novo mover é algo profético. O apostolo Paulo admoestou aos irmãos de Filipos que não se cansaria de falar as mesmas coisas àquela Igreja local, pois seria segurança para os irmãos (Fp. 3:1). Esses textos fazem-nos faz olhar para essas “novidades da fé" com um olhar de suspeita. Essas "novas unções" e esses tais atos são os mais estranhos e absurdos possíveis: Unção do riso, unção dos quatro seres, unção do leão, da águia e por ai vai. O que as torna suspeitas é que nenhuma dessas citadas aparece na listagem dos dons espirituais (I Co 12:4-10.). Biblicamente, quem ruge como leão é satanás (I Pe. 5:8). No que diz respeito aos quatros seres viventes, aquilo não é uma unção e sim querubins (Ez. 10:15-20).
 O que seria um ato profético? Biblicamente falando, não há nenhuma citação bíblica com essa nomenclatura. Tal nome passou a ser usado com mais ênfase com a explosão do surgimento neopentecostal, após um movimento conhecido por Benção de Toronto; movimento que possuía as manifestações carismáticas mais estranhas possíveis: pessoas latindo, fazendo som como se fosse de uma águia, figuras rugindo como leão, dando risadas como se tivessem em um êxtase espiritual, rastejando sobre o chão como se fosse uma cobra. No Brasil, fizeram o ato profético das gerações, ungiram os mares; segundo os que fizeram isso, teria sido sob a ordem de DEUS, enterraram chifre com óleo na areia da praia, tocaram shofar, fizeram mapeamento espiritual para saber qual potestade satânica que atuam em determinada região. Os atos proféticos, verdadeiramente bíblicos, são atitudes simbólicas que os servos do SENHOR  sob a orientação Divina avisam por meio de simbologias ou códigos algo que iria acontecer. Na maioria das vezes eram seguidas com palavras de juízo. Diversos exemplos são notáveis na Bíblia: Agabo amarrou a cinta nos próprios pés e mãos, evidenciando assim de como haveria de ser preso o apostolo Paulo (Atos 21:11); Isaias andou despido, narrando de forma profética como haveria de sair os cativos (Isaias 20); Jeremias sob a direção Divina, comprou um cinto de linho e colocou sobre uma fenda da rocha até apodrecer, mostrando assim que o SENHOR iria abater o orgulho do povo seu (Jeremias 13);o mesmo profeta Agabo, em outra ocasião, profetizou dando a entender aos espectadores que viria uma fome sobre a terra (Atos 11:28).Tais atos eram praticados com um peso de juízo Divino. Diferente dos atuais, que são precedidos de inovações da mente humana e até mesmo sob a direção de forças das trevas (I Tm 4:1).
 E qual a nossa postura como igreja? Primeiramente, balizarmos nossas atitudes nas Escrituras e examinarmos a palavra de DEUS (Atos 17:11) – Sola scriptura. Pastor Billy Graham afirmou que quanto mais o mundo se torna incerto e complexo mais devemos nos apegar as verdades de DEUS para a nossa orientação moral. Julgarmos se a fonte que procedem tais profecias provém realmente do Espírito de Deus (I João 4:1). Agindo assim, não seremos levados pelas aberrações teológicas sem fundamento algum.
 
Por: Esdras Souza.
Igreja Batista da Esperança.
Itabuna-Bahia.

Estamos de Volta!!


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